domingo, 5 de agosto de 2012

Prato do dia - Shitake ao vinho do Porto - aspargos - tomate cereja e crocante de presunto cru

Clique nas fotos para ampliar

 Cozinhe as pontas dos aspargos, al dente, reserve na geladeira

 Rasgue o presunto cru em tiras e leve ao forno até ficar crocante, reserve

 Salteie o Shitake no azeite, com um pouco de cebola ralada e tempero de alho e sal a gosto. Quando dourar, adicione meio copo de vinho do Porto e deixe evaporar e tomar gosto. Por cerca de 5 minutos.

Salteie o aspargo reservado na manteiga ou azeite, prefiro usar o azeite. Corte os tomates cereja ao meio e monte o prato como na foto, juntando o presunto crocante. Sirva como entrada.

Preparo e fotos do prato: Universo - Provadora e degustadora oficial: Wal

“Where have all the flowers gone?”(Para onde foram as flores?) - De Londres, Aylê-Salassié

Magoei!!!! - Marta 5 vezes a melhor jogadora do mundo, de futebol feminino - Internet

(London Bridge UCB News)

É difícil prever com que qualidade atlética o Brasil vai chegar às Olimpíadas de 2016, se os atletas brasileiros despontam milagrosamente, já praticamente adultos, e só aí vão ter o apoio oficial para desenvolver suas habilidades. Na China, as crianças, ainda escola primária, que apresentam qualidades físicas especiais são tiradas dos país, e recolhidas aos centros de treinamento olímpicos do governo. Na Inglaterra elas recebem treinamento esportivo nas escolas desde os cinco anos de idade, quando ingressam no ensino primário. No Brasil, nem existem centros nacionais de educação e treinamento esportivo, mantido pelo governo, nem as escolas , mesmo as públicas, estão obrigadas a manter nos currículos disciplinas de educação física ou esportiva. Para surpresa dos próprios ingleses, ontem o presidente da Associação Olímpica Britânica ( BOA), o equivalente ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Lorde Moynihan, ao analisar o quadro de medalhas obtido pelos atletas britânicos nas Olimpíadas de Londres pediu indignado “uma imediata reforma na escola pública do País”, por considerar “ Inconcebível que metade dos medalhistas olímpicos ingleses tenham tido educação na escola privada”. Embora a escola pública inglesa seja uma das mais conceituadas do mundo, entende ele que ela não está cumprindo integralmente o seu papel de formar cidadãos mentalmente e fisicamente sãos , para não dizer, com índices olímpicos. A surpresa de Lorde Moynihan vem do fato de que a educação na Inglaterra, pública e obrigatória, dos 5 aos 16 anos, desenvolve-se em tempo integral , por meio de um currículo básico nacional, em que o ensino e a prática da educação física são compulsórias. E somente 7% dos estudantes ingleses freqüentam escolas particulares, “private schools”, cujo custo vai de 500 libras por mês a 35 mil libras por ano. Algumas dessas escolas são também chamadas de “public schools” , embora mantidas por entidades privadas.Por motivos vários – religiosos, saúde, etc – apenas 18% dos alunos não têm a obrigação de seguir o currículo nacional. 

Cleide Rodrigues (35) é uma brasileira que cuida da casa em que está hospedado o pessoal do London Bridge UC News. Casada, também com brasileiro, ela se orgulha de viver aqui. Tem três filhos, dois matriculados na Kensal Rise Primary School. Ambos têm como disciplina obrigatória estudos e exercícios de educação física uma vez por semana, e a opção de , ainda na infância, praticar diariamente uma ou mais modalidades de esporte, pagando apenas uma libra para cada uma.O brasiliense Joao Sena, pai, mantenedor e treinador de Caio Sena, que compete na “marcha atlética” nessas XXX Olimpíadas confessa que chegar a Londres com seu filho foi uma árdua batalha, e que envolveu sacrifício de toda família. Segundo ele “O Brasil precisa retomar a prática de educação física e do esporte mesmo nas escolas”. A educaçao física sempre foi disciplina obrigatória no currículo das escolas brasileiras, desde o primeiro ano 1º Grau. Na medida em que os salários dos professores foram ficando defasados, os ícones do esporte nacional ( do futebol) eram exaltados pela mídia como originados das peladas de rua, e as academias esportivas e de ginástica privadas multiplicavam-se pelo País , a prática da educação física e do esporte nas escolas foi sendo flexibilizada, relaxando mesmo, até que por meio de pressões lobistas conseguiu-se esvaziar a obrigatoriedade da educação física escolar. No fundo, todos os brasileiros querem subir ao pódio sem fazer força, inclusive o governo. Os poucos atletas olímpicos do Brasil, podem ser tratados mesmo como heróis. Fizeram-se sozinhos, sem praticamente apoio da escola, enfrentaram a indignidade da busca de magros patrocínios, e só com muita luta, desgaste psicológico e perda de tempo conseguiram acessar os financiamentos ao esporte distribuídos pelas agências oficiais. Milhares sequer sonharam com essa possibilidade.

O insólito e o excêntrico nas Olimpíadas de Londres - De Londres, Aylê-Salassié

Tio quero fazer xixi!!! - Internet


(London Bridge UCB News)

Como toda Olimpíada, os XXX Jogos de Londres apresentam também suas excentricidades e situações insólitas originais, com as quais, apesar da experiência centenária, o Comitê Olímpico Internacional e os países anfitriões têm de conviver.

O segredo de Minxia.

Depois de conquista da terceira medalha nos Jogos Olímpicos de Londres a mergulhadora chinesa Wu Minxia foi surpreendida com a informaçao de que sua mãe estava lutando contra um câncer há vários anos e que seus avós haviam falecido. O segredo foi guardado, por anos, de Minxia, por sua família e pela autoridades olímpicas chinesas, para não interferir no desenvolvimento esportivo da atleta. “Foi fundamental mentir para ela de várias formas”, disse seu pai Wu Yuming, acrescentando que “nós concluímos há muito tempo que Wu não pertencia totalmente a nós”. Na China aqueles que demonstram cedo vocações olímpicas são tirados de suas famílias e colocados em escolas especializadas em treinamentos esportivos . Ali, esses estudantes praticamente modalidades esportivas específicas, treinam, no mínimo, quatro horas por dias . Wu começou a treinar mergulhos diariamente com a idade de seis anos. Aos 16 ela saiu definitivamente de casa para se instalar num centro aquatico do governo, e de la para as medalhas de Londres.

Visitante inoportuno

Causou indignação no Parque Olímpico e desconforto no governo inglês, a visita do presidente da Rússia Vladimir Putin, faixa preta em artes marciais , ao ginásio ExCel,onde estão acontecendo as competições da modalidade esportiva nas Olimpíadas de Londres . Putin foi recebido constrangedoramente em Downing Street, pelo primeiro-ministro David Cameron. A inoportunidade de sua presença é vista por duas razoes : no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em que cada um dos cinco membros tem poder de veto, a Rússia e a China negam-se a aprovar uma intervenção da ONU no conflito da Síria, onde a população civil está sendo massacrada pelas forças do Governo; por outro lado, refletiu muito mal aqui a prisão, em Moscou, dois dias atrás, de três jovens que protestaram dentro de uma igreja contra o seu governo, o que levou à acusação de crime de sacrilégio – diante do altar de uma igreja, pediram em oração, em voz alta, a virgem Maria para tirar Putin – o que pode levá-las a pegar oito anos de prisão.

Minuto de silêncio

O Comitê Olímpico de Israel tentou convencer o Comitê Olímpico Internacional e da Inglaterra a adotar um minuto de silêncio nos Jogos de Londres para reverenciar a memória dos atletas israelenses assassinados por terroristas dentro da Vila Olímpica nos Jogos de Munique . Foi também uma questão que desagradou bastante a organização das XXX Olimpíadas. O COI procura manter o evento fora totalmente das influências políticas. Embora a Carta Olímpica seja clara em relação a isso, essa isenção é mantida com muita dificuldade. O próprio Comitê é acusado, por exemplo, de usar técnicas de propaganda inspiradas ou surgidas em grandes mobilizações políticas no mundo (nazismo, fascismo, socialismo etc.). De qualquer maneira, o governo brasileiro não está muito acostumado com isso. É melhor ler a Carta, para não ser ameaçado de levar chute no traseiro. Sem país para representar na maratona Quatro atletas estão participando dos Jogos Olímpicos de Londres sem bandeira nacional . Vão usar a bandeira olímpica. Três são das Antilhas e um da África . Os antilhanos, da ex-Antilhas Holandesas, no Caribe apresentaram índices olímpicos - Philipine van Aanholt (vela), Reginald de Windt (judô) e Liemarvin Bonevacia (atletismo) - mas recuam-se a defender a bandeira da Holanda, por se recusar a reconhecer ainda suas autonomia. O atleta africano é o maratonista sudanês Guor Marial, que tem uma história bastante emblemática. Sua aceitação nos Jogos ocorreu cinco dias antes da abertura.Ele vai correr com a bandeira olímpica, porque seu país, hoje Sudão do Sul, está em guerra há mais de trinta anos, e não tem autoridade olímpica. Ele é um refugiado, que depois de fugir para o Egito, quando tinha 16 anos, Guor conseguiu asilo nos Estados Unidos , onde foi admitido na Universidade de Iowa e desenvolveu seus treinamentos. Para inscrever-se em Londres, Guor teve de conseguir o tempo mínimo e, mesmo assim, esperou a confirmação para Londres por quase nove meses. Embora ainda queira disputar uma olimpíada por seu país, Guor se recusou a competir pelo Sudão em Londres, alegando que atual governo matou 27 pessoas de sua família. O atleta, que chegou a ser recolhido a um campo de concentração, tem esperança de disputar a maratona, por seu país de origem, nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, quando estará, contudo, com 31 anos.

 Ciclista atropelado por ônibus olímpico

Um ônibus oficial das Olimpíadas atropelou um ciclista, em Hackley, nas proximidades do Parque Olímpico. Mesmo socorrido pelos serviços de saúde dos Jogos, e transportado de helicóptero imediatamente ao acidente , o ciclista não resistiu aos ferimentos e morreu.A Polícia deteve o motorista e promete investigar o fato, que indignou os milhares de ciclistas que circulam por Londres, justamente porque o Governo e o próprio Comitê Organizador dos Jogos tem estimulado o uso da bicicleta para aliviar o trânsito. Bradley Wiggins, medalha de ouro inglês no ciclismo, foi à televisão, e fêz um apelo para que os ciclistas circulassem nas faixas específicas para eles. Reconheceu, entretanto, que mesmo assim Londres está perigosa para quem gosta de passear ou ir trabalhar d e bicicleta.

Malandragem chinesa

Comum no Brasil, quando um time ou um atleta traça uma estratégia vencedora, para pegar no jogo seguinte um competidor menos forte, nos Jogos Olimpícos de Londres oito atletas, chineses, coreanos e indonésios foram desclassificados por fazer “corpo mole” na partida de Badmigton na qual se enfrentavam, para tentar ficar em segundo lugar e, assim, nas quartas de final evitar ter de jogar com uma dupla chinesa fortíssima que vinha vencendo todos os adversários.. Quem denunciou foi o público que, surpreendentemente percebeu, e começou a vaiar as duplas e a pedir o dinheiro dos seus ingressos de volta. Foi então que os juízes acordaram, e cobraram jogo, mas não havia mais como corrigir o curso da competição. Foi um dos episódios mais desagradáveis, e poderá levar a suspensão dos atletas e do Badmington das Olimpíadas do Rio de Janeiro, justamente num momento em que o esporte ganha adeptos no Brasil.. Sebastian Coe, organizador dos jogos de Londres, condenou a estratégia dos chineses, sentenciando: Este definitivamente não é o espírito olímpico, que exige que, para chegar ao pódio, o atleta supere os próprios limites . O episódio envolveu o chineses campeões do mundo Wang Xiaoli e Yu Yang.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Minas é muito mais mió - Mineirin Humirde, sô!!!


Mineirinho Come Quieto - Personagem criação do Ziraldo

Já rodei muito na vida,
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro
E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.
Veja o Norte de Minas
Igual a cearense Icó
Tanta seca e pobreza
Que faz qualquer um sentir dó
Aquele calor e secura
Lembra o sertão Seridó
Ali é praticamente o Nordeste.
Só que “um cadinho mió”
Sim, Minas também tem nordeste
Jequitinhonha, dizia minha avó.
Gente aguerrida e guerreira
Que sempre aguenta o jiló
Mas que sabe descansar sossegado
Pescar, esperar o anzol.
Parece o povo baiano
Só que um “cadinho mió”.
Mas é no vale do Mucuri
Que a terra parece de um faraó
Lá tem gente honrada e honesta
Que não vai para o xilindró
Lá o pessoal aproveita de tudo
Dá valor até ao mocotó
Parece muito a Paraíba
Só que é um “cadinho mió”

E o povo do nosso Rio Doce
Povo moreno queimado do sol
Mas que trabalha na terra
Quieto poupando o gogó
Naquelas terras bonitas
Canta alegre o curió
É um pedaço do Espírito Santo
Só que um “cadinho mió”.
E na zona da Mata
Antes, lá era o cafundó.
Hoje tem gente que pensa
Que lá só é festa: samba, baião, carimbó
Mas lá se trabalha bastante
Não pense que é só futebol
Lá é igual o Rio de Janeiro
Só que um “cadinho mió”.
E o nosso sul de Minas
Perseverante como o profeta Jó
Gente que não teme o trabalho
Num labor de sol a sol
Terra de gente importante
Vestida de gravata e paletó
Parece o povo paulista
Só que um “cadinho mió”.
E o povo cafeeiro
Com os pés sujos de pó
Não têm medo de nada
Neles ninguém dá o nó
Café com leite no Brasil
É o nosso grande xodó
Parece o sul de Brasil
Só que um “cadinho mió”
O povo do Triangulo
Que usando um braço só
Derruba um boi pelo chifre
Faz dele um simples totó
È um povo esperto e matreiro
Que não perde tempo fazendo filó
Igual o povo do Mato Grosso
Só que um “cadinho mió”.
E nas nossas Cidades Históricas
Tudo no estilo rococó
lugar de gente ilustre
Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó
Terra de revolução e de luta
Inconfidência, revolta, quiproquó
Poderia ser a capital do país
Só que um “cadinho mió”
E no Alto Paranaíba
Café, pães de queijo e de ló
De frutas gostosas, o abricó
Lugar de aves campeiras
A ema, o pavão, o carijó
Lugar de festas famosas
Rezas, danças, forró
Parece muito Goiás
É só um “cadinho mió”.
Se em Minas está o Brasil
Em Belo Horizonte o Brasil é um só
Mineiro de todos os lados
Juntos, amarrados com grande nó
Aos pés da serra do curral
Pertinho da serra do cipó
Não deve nada pra nenhuma capital
Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ.

Dica enviada pelos amigos Rosemary Campagnuci de Juiz de Fora, Amilcar Ziller de Brasília e Alceny Mendes de BH

Mudanças X tempo - Teruo Yamada

Foto:UNIVERSO - Fim de tarde em Pioppe di Salvaro -Itália

Os dois temas sempre geraram muita controvérsia e muito assunto até hoje.
Se você sente os dois muito presentes em sua vida se prepare: você não é o único.
Todos nós estamos sentindo grandes mudanças, pelo menos aqueles que estão conectados, prestando a atenção em si mesmo e ao seu redor. Para o restante que leva a vida no piloto automático poderão se surpreender com algumas turbulências e terão que pegar o manche de volta nas mãos para que não se quebre todo com a queda.
Sentimos ao nosso redor duas coisas muito fortes: a sensação que o tempo corre mais que nossos pensamentos, nossos sentimentos, a outra coisa é que estamos sentindo mais que nunca uma força aliado um desejo de mudança.
As mudanças sempre são necessárias em nossas vidas, elas nos remetem ao novo.
Estamos abandonando velhos padrões, velhas roupagens, velhas máscaras e estamos abrindo espaço para o novo entrar.
O fator tempo é decisivo para isso, quanto mais você colaborar com a velocidade da mudança, mais você estará colaborando com o fator tempo, isto quer dizer: o tempo estará ao seu favor.
Você não vai mais sentir que está patinando ou andando para trás fazendo movimentos positivos ao seu favor, não estará mais repetindo velhos erros, velhos padrões de comportamento, e isto abre sempre uma nova perspectiva, um novo horizonte.
Hoje corremos atrás do prejuízo, sentimos a violência ao nosso redor, sentimos a falta de amor, a falta de atenção de todas as pessoas para com todas as outras.
Isso porque habitamos o mesmo planeta, o mesmo espaço.
Olhamos ao nosso redor e não vemos mais um muito obrigado, um simples por favor.
Sentimos as pessoas se retraindo, se tornando mesquinhas e violentas, estão se perdendo em seus próprios mundos, olhando para o seu próprio umbigo e se esquecendo que aquilo que fazemos aos outros estaremos fazendo a nós mesmos, isto é uma Lei Divina.
Aquilo que desejamos aos outros receberemos o mesmo ou até mais em nossas vidas.
Se desejamos o bem estaremos recebendo o bem, se desejamos o mal, estaremos trazendo o mal para entrar em nossas vidas.
Muitos de nós engataram a primeira marcha e estão indo desenfreadamente sem olhar para o lado, sem perceber todos os sinais que a vida nos dá. Nos sentimos às vezes únicos, únicos no sentido mais negativo, “egoísmo” isso sim!. Achamos que somente nós temos problemas, que nosso umbigo é maior que do vizinho e portanto nos tornamos nossa própria vítima.
Sentir-se apegado ao vitimismo é a doença do século.
Sentir-se vítima fazemos como que chamemos atenção desnecessária.
Sentir-se vítima chamamos a atenção indevida a nós mesmos e nos identificamos com o papel de vítima e nos sentimos importantes. Não abandonamos esses padrões por nada, infelizmente é a nossa forma de chamar atenção.
Poderíamos nos sentir vitoriosos, arregaçar as mangas, botar o velho pra correr e renascermos, mas preferimos o papel do coitado, é mais fácil, é mais cômodo e assim envelhecemos, sem coragem, encurralados por nós mesmos.
Não somos capazes de adotarmos novas atitudes, somos incapazes de tentarmos pelo menos o novo.
Somos incapazes de sermos felizes e o pior, jogamos a culpa no vizinho, no nosso companheiro, nos nossos amigos ou em nossos familiares.
Não percebemos a nossa falta de comprometimento com a vida e com nós mesmos.
Somos totalmente responsáveis pelos nossos atos.
Somos totalmente responsáveis pelos nossos infortúnios.
Mas também somos responsáveis pela nossas alegria e felicidade.
Se você se identificou com o papel de vítima, levante a bunda da cadeira, levante seu traseiro de sua zona de conforto e se arrisque em pelo menos tentar.
Tentar lutar para chegar a ser feliz.
O tempo urge não percebeu ainda?
Se bobear estaremos novamente no Natal e novamente chegaremos no carnaval.
Não perca mais tempo, levante, mude, aposte!
Só assim o universo reconhecerá suas novas atitudes e sim estará lhe abrindo um novo patamar de consciência onde você não precisará mais sofrer para chamar a atenção alheia.
Você chamará a atenção por ser vitorioso e por poder tentar ser para você mesmo o grande heróis que precisa ser reconhecido.
Se reconheça por você mesmo e não espere que os outros façam isso por você.

Dica da Luciana, amiga de Curitiba, com o computador consertado que compartilha belas imagens e textos

Parasitose Espiritual - Anete Guimarães

Para sua reflexão.



Dica da prima Ivanir Vieira Mendes - de Juiz de Fora

Treinando nas Malvinas para competir em solo inglês - De Londres, Aylê-Salassié

Meu atleta favoriiitoooo! - Internet

(London Bridge UCB News)

Até agora o Brasil foi mal nas Olimpíadas de Londres , mas está melhor que a vizinha Argentina que, além de não ter conquistado uma medalha sequer,  sua delegação vem sendo rigorosamente acompanhada pela segurança dos Jogos, receosa  de uma manifestação política  contra a presença  inglesa na ilhas Malvinas, conforme revelou o jornal Evening Standard, um vespertino londrino.Ontem , na Riverbank Arena , o  time de hockey masculino da Inglaterra jogou contra os argentinos, vencendo-os por 4 a 1 . Aparentemente a disputa foi tranqüila, sem  problemas. Contudo, a reportagem deixava transparecer  que  a organização do evento está atenta, em cada competição em que o país participa, à um suposto protesto argentino,  “similar  ao  promovido pelo  movimento Black Power, nos Jogos do México, em 1968, quando os velocistas norte-americanos  Tommie Smith e John Carlos saudaram o público com os braços levantados, e mãos cerradas”.No caso do jogo de hockey, a preocupação do COI  com a manifestação política dos argentinos surgiu, e parece não estar descartada a possibilidade,   a partir  de um filme produzido no país pouco antes do início das Olimpíadas, no qual o time argentino afirmava estar treinando num  campo localizado supostamente em território das Ilhas Malvinas. O filme destacava uma legenda ufanista e promocional, que desagradou  os britânicos. Dizia: “Para competir em solo inglês, nós treinamos em solo argentino”.A questão foi  considerada  “insultuosa” pelo secretário  de defesa, Philip Hammond, e “desrespeitosa  para a população da ilha”.  A delegação argentina disputa os Jogos Olímpicos de Londres com 137 atletas e, além de alimentar a esperança de conseguir medalhas   no hockey sobre grama feminino, basquete masculino, vela, remo, judô e atletismo, trabalha com a perspectiva de somar experiência para atletas que disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro . “Temos muitos atletas novos, em um período de transição”, disse Gerardo Werthein, presidente do Comitê Olímpico Argentino e da  Entidade Nacional de Alto Rendimento Deportivo (Enard), criada recentemente agregada de um  um imposto sobre a telefonia celular destinado ao financiamento do esporte.            A grande ausência na comitiva argentina é seu time de futebol, que após conquistar as primeiras duas medalhas de ouro olímpicas em Atenas e Pequim, não conseguiu a vaga para Londres, ao ficar em terceiro lugar no Sul-Americano Sub-20 do ano passado. O secretário de Esportes da Argentina, Claudio Morresi, que participa da delegação, resumiu as expectativas do grupo, dizendo ter  tem esperanças de medalhas no basquete e  no hockey feminino, time conhecido como 'As Leoas', pelo espírito de luta. A questão da segurança dos Jogos tem sido assunto mantido sob reserva, mas seus sinais estão por toda área de Londres. São helicópteros rondando  os lugares mais freqüentados, o parque olímpico e a vila olímpica. Por toda Londres existem milhares de câmeras de vídeos  fixadas  em lugares públicos e gerenciadas por um sofisticado sistema de controle  central. Nas ruas ,  policiais a paisana trocam informações todo tempo . A polícia londrina não porta armas de fogo, mas para as Olympiadas, existe uma unidade que posa publicamente inclusive com equipamento pesado.

Cordialmente
Aylê-Salassié
http://spaces.msn.com/ayleq

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Blowing in the wind - Bob Dylan

Foto: UNIVERSO - SENDERO DE PIEDRA ROJA - CHILE

Quantas estradas um homem deve percorrer
Pra poder ser chamado de homem?
Quantos oceanos uma pomba branca deve navegar
Pra poder dormir na areia?
Sim e quantas vezes as bolas de canhão devem voar
Antes de serem banidas pra sempre?
A resposta, meu amigo, está voando no vento
A resposta está voando no vento
Sim e por quantos anos uma montanha pode existir
Antes de ser lavada pelos oceanos?
Sim e por quantos anos algumas pessoas devem existir
Antes de poderem ser livres?
Sim e quantas vezes um homem pode virar a cabeça
Fingir que ele não vê
A resposta, meu amigo, está voando no vento
A resposta está voando no vento
Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima
Antes de conseguir ver o céu?
Sim e quantos ouvidos um homem deve ter
Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?
Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber
Que pessoas demais morreram?
A resposta, meu amigo, está voando no vento
A resposta está voando no vento

(B. Dylan)

Deus, segundo Spinoza


 Baruch Spinoza
Nascido em 1632, em Amsterdã, falecido em Haia, em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes
racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.
Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.

Imagem: NASA - Galáxia em forma de exclamação

Deus, Segundo Spinoza!

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que
saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz
para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau
em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor,
teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram
crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos,
nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me
irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi
de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de
incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo
que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu
poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem
bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são
artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa
que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja
teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um
ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados
nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um
conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de
existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te
dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou
não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais
gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que
acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua
filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me
aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas
relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de
me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram
sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este
mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou,
batendo em ti.

Já conhecia esse texto e me identifico com ele. Ele foi-me enviado, novamente, pelo amigo carioca, vice-campeão vascaíno, João Rodrigues Costa Filho.

terça-feira, 31 de julho de 2012

As Olimpiadas perdem para Londres - De Londres, Aylê-Salassié


Golpe baixo - Internet

O Comitê Olímpico errou nos cálculos

(London Bridge UCB News)

Os ingressos para as competições das XXX Olímpiadas, reservados para as grandes organizações e autoridades, pelo Comitê Olímpico Internacional e o de Londres (Locog), vão ser disponibilizados para venda ao público, e poderão ter até mesmo os preços reduzidos . Os estádios e ginásios, na maioria, estão quase vazios. Além do prejuízo de arrecadação, o que vai afetar o retorno dos investimentos, os jogos não tem público. A cidade de Londres está concorrendo com as Olimpíadas. Os milhares de turistas vieram para os Jogos, mas não resistem ao charme da capital britânica.
Sebastian Coe , um dos medalhistas de ouro , em Olimpíadas anteriores, mais populares da Inglaterra, hoje lorde, com a responsabilidade pela organização dos Jogos de 2012, voltou atrás numa entrevista à televisão, em que negava que houvesse escassez de público nos estádios. Estavam esgotados os 8 milhões de ingressos que haviam sido colocados `a venda, mas esqueceu de dizer que milhares eram mantidos sob reserva para os promotores. Coe confiava nos 175 mil ingressos distribuídos gratuitamente para as escolas, e na extenuante campanha de mobilização para os Jogos desenvolvida por meio de eventos públicos , propagandas nos jornais , na televisão, nas rádios, nas escolas, universidades e fábricas usando-se, inclusive, do artifício de apelar para os orgulho nacional dos ingleses. A festa de abertura reafirmou o discurso fundador da Nação.
Mesmo assim, os estádios estão vazios. O maior concorrente das Olimpíadas é a própria cidade de Londres, iluminada, como nunca, por um sol perene e uma temperatura amena, além de, com os investimentos para os Jogos, ter se tornado mais linda.A Prefeitura de Londres espalhou 70 mil voluntários pela cidade, e preparou a população para receber os turistas olímpicos, de tal forma que o visitante recebe um tratamento altamente atencioso. A catedral de Westiminster, onde se realizam os casamentos reais, o Parlamento , St Pauls Cathedral, que sobreviveu bravamente às bombas dos nazistas, o Castelo de Windsor, a Torre de Londres, na qual esteve preso o filósofo Thomas Morus e até uma parte do Palácio de Buckingham estão abertos a visitação pública . Os jardins , os museus, as centenas de casas de shows, cinema, teatro, a Royal Ópera, os balés ,o Kew Garden, o mais importante jardim botânico do mundo, até um passeio para a Secret London chama a atenção dos turistas. São milhares de ofertas tentadoras. Em meia hora sentado na Trafalgar Square pode-se ouvir mais de 100 línguas diferentes sendo faladas por ali. Todos juntos são fortes concorrentes para as Olimpíadas , Assim, parece que as Olimpíadas ficam para os atletas e os londrinos. Os turistas olimpicos parecem interessados mesmo é em Londres: no movimento intenso na zona um onde estão o Picadilly, o Covent Garden , a Leicester Square, o Soho, a Trafalgar Square, a capela de St Martim, com concertos orquestrais e imensos órgãos de fole trazendo para o público obras de Vivaldi, Bach , Handell, e ate alguns compositores mais populares.
O que está acontecendo em Londres, não foi diferente em Beijing, nem em Atenas. Os Comitês Olympicos nacionais mobilizavam escolares e militares para encher os estádios. Algumas modalidades esportivas ganham público maior quando são equipes (futebol, voley) ou quando candidatos nacionais estão competindo. Modalidades esportivas e até competições entre equipes estrangeiras são presenciadas quase que somente pelos torcedores desses países, isso quando eles não estão se divertindo pelo centro da cidade. No Brasil não vai ser diferente. O Comitê Olimpico superdimensiona os números, os tamanhos, os valores, as exigências fundados, talvez, em sonhos de grandeza, ou fazendo projetos sobre a média de público de cada Olimpíada. O que está acontecendo em Londres, ocorreu em Pequim e Atenas. Serve, portanto, de advertência para o Rio de Janeiro.
Cordialmente
Aylê-Salassié
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Sorriso da Kibon !!!

Foto: UNIVERSO

Terminado o almoço, partimos para adoçar o paladar e ao abrir a caixa de sorvete, deparei com esse sorriso. Não foi criado o desenho, há testemunhas de que foi um fato natural.
Olha aí! Dona Kibon, depois desse comercial, pode mandar uma nova caixa de sorvete de creme aqui pra casa.


Há atletas que vêm para semear - De Londres, Aylê-Salassié

Agradecimento e comemoração - Foto: Internet

(London Bridge UCB News)

“Tem gente que vem para plantar e preparar o palco, para que os próximos possam brilhar” , diz Ana Moser, ex-jogadora de voley da seleção brasileira, ao analisar o fracasso da equipe de ginástica nas XXX Olimpíadas de Londres. Diego Hipólito, Dayane Santos, que, em tom de brincadeira, já se diz desempregada, dificilmente estarão na Olímpiadas de 2.016, no Rio de Janeiro, por causa da idade, e não por suas qualidades , já que foram ganhadores seguidos de várias medalhas. Mas ninguém pode contestar o fato de que esses atletas semearam a geração de 2016.
Nossos principais representantes da equipe olímpica de Londres assim como Guga, Emerson Fittipaldi e Ademar Ferreira da Silva, Éder Jôfre, Hélio Grace, Joaquim Cruz foram atletas que despertaram o Brasil do sonho imobilizador do carnaval, do futebol e das mulatas. Muito antes de promover a imagem do brasileiro, essa metaforização dava um caráter folclórico e irresponsável à nossa identidade, só quebrado recentemente quando o Pib do Brasil (U$ 2,5 trilhões) pulou para a sexta posição no mundo derrubando o de alguns países considerados “molas mestres” da economia mundial como a Inglaterra, Itália, Rússia e Espanha . O Brasil também ajuda a mover o mundo.
É assim mesmo, tem gente que vem para semear, outros nascem para ser vitoriosos como indivíduos, como Lula, Sena, Piquet, Aurélio Miguel, César Cielo, Scheidt, Maureen. Os citados no primeiro grupo tornaram-se ícones da gerações que os sucederam, inspirando a implantação de milhares de academias de ginásticas, piscinas olímpicas, pistas de atletismo – mesmo improvisadas – escolas de educação física por todo o País; e o segundo passou a idéia de que não existe sonho impossível.
O Brasil não deixou de ser o país do futebol – ainda está entre os dez melhores -, nem do carnaval ou das belas mulatas, atrás das quais desembarcavam no Rio de Janeiro príncipes e condes, estimulados pela idéia de, trezentos anos atrás, dos “viajantes”estrangeiros à América de que abaixo do Equador tudo era possível. Mas esses dois grupos, esses atletas no seu conjunto foram os grandes alavancadores da visibilidade do esporte e da economia brasileira no mundo. Os investimentos vieram atrás deles. A balança de serviços registra ser o Brasil o País maior exportador de jogador de futebol. Temos mais de 600 jogadores no exterior, de tal forma que alguns chegam a disputar a Copa do Mundo por outros países, como Liédson, do Corinthias. O negócio carreia para o País cerca de R$ 1 bilhão de reais por mês.
Portanto, não tem fiasco, só sacrifício. Esses atletas vão entrar , de fato, no mercado de trabalho, na idade em que a maioria dos não atletas já se realizaram profissionalmente. É preciso recebê-los com carinho. Eles serão responsáveis pela preparação da geração de 2016. Além disso, as Olimpíadas estão começando, os brasileiros são uma delegação, uma comunidade, e terão ainda muitas chances pela frente. No próprio atletismo pode-se sonhar ainda com medalha nas argolas masculinas, com Arthur Zanetti, que terminou a fase classificatória com a quarta melhor nota, e Sérgio Sassaki que se classificou para a final na prova individual geral.


Cordialmente
Aylê-Salassié
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Britânicos recusam-se a perder a majestade - De Londres, Aylê-Salassié

O amor é lindo - Internet

London Bridge UCB News

“Ser ou não ser” (To be or not to be), esta foi uma das questões litúrgicas mais complicadas colocadas pelo cerimonial na abertura das Olimpíadas para 54 países soberanos colonizados pelos ingleses, dezesseis dos quais ainda súditos da Rainha Elizabeth II da Inglaterra. Cada delegação deveria abaixar cerimoniosamente a bandeira ao passar em frente ao palanque oficial, onde estava a chefe do Estado Britânico. Embora parte desse grupo, a representação olímpica dos Estados Unidos recusava-se a fazê-lo e outros a ignoraram. Isso não pode ser computado como um indelicadeza, mas nela está inclusa a recusa do reconhecimento, já em desuso, desta submissão colonial histórica, que faz parte do imaginário dos britânicos – quem foi rei não perde a majestade - e pode causar ainda problemas diplomáticos. Nesse sentido, os ingleses ficam a dever à comunidade olímpica, ao trocar, por exemplo, a bandeira da Coréia do Norte pela a da Coréia do Sul, o que atrasou por uma hora o início do jogo das seleções femininas de futebol norte-coreana e colombiana, em Camdem Park , o que esteve perto de gerar um incidente diplomático. O episódio torna-se mais desagradável, porque Pyongyang preparava-se para celebrar, com desfiles militares, 59 anos do acordo que encerrou a feroz guerra fratricida na península coreana, e que fixou, no paralelo 38, os limites territoriais do norte e do sul, sob a égide dos Estados Unidos e da Inglaterra, que terminou por estigmatizar as duas partes como o lado comunista e o democrático liberal. Os comunistas nunca concordaram totalmente com essa divisão, e por isso aceitaram com ressalvas as desculpas dos ingleses, que já haviam tentado impedir o hasteamento da bandeira do norte na Copa do Mundo de 1966. Na abertura dos XXX Jogos Olímpicos e até em conversas informais, mesmo discretamente ou em tom de brincadeira, o inglês não esquece de que o sol não se poe no Império Britânico. A expansão colonial inglesa até o século XIX foi tão extensa que os ingleses se faziam presentes nos territórios mais distantes do globo, chegando a dominar 20% das terras do planeta e 25% de sua população. O Império estendia-se do Caribe (Honduras Britânicas e Guiana Inglesa) até a Austrália e ilhas remotas do Pacífico, passando por um terço da África (envolvendo a África do Sul, Nigéria, Egito, Quênia e Uganda), Índia, Birmânia e China. O sol estava sempre brilhando em pelo menos um deles. Na medida em que as colônias foram tornando-se independentes, surgiu a Comunidadade de Naçoes da Língua Inglesa ( Commonwealth), uma associação voluntária de 54 estados soberanos, embora dezesseis dos Estados-Membros tenham ainda como chefe de Estado, a rainha Elizabeth, da Inglaterra . Os membros dessa extensa Comunidade sao ex-colônias britânicas, que reúnem três países na Europa, doze na América do Norte, um na América do Sul, dezenove na África, oito na Ásia, e onze na Oceania. Somados as populaçoes tem-se ainda hoje sob a influência cultural inglesa 2,1 bilhões de pessoas, quase um terço da população mundial. Entre as excentricidades está Moçambique , membro, ao mesmo tempo, da Commonwealth e da Comunidade de Língua Portuguesa, liderada pelo Brasil e Portugal.
Cordialmente
Aylê-Salassié
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De arredio motel em colcha de damasco - Poema erótico de Carlos Drummond de Andrade

Foto:UNIVERSO - Cachoeira do Campo - Minas Gerais - Brasil

De arredio motel em colcha de damasco
viste em mim teu pai morto, e brincamos de incesto.
A morte, entre nós dois, tinha parte no coito.
O brinco era violento, misto de gozo e asco,
e nunca mais, depois, nos fitamos no rosto.

De O amor natural - 1992

(Carlos Drummond de Andrade)


Green Games: os ingleses chegaram na frente - Aylê-Salassié de Londres

Tudo Virado - Internet

(London Bridge UCB News)

Entusiasmado com a escolha do Brasil para sediar as Olimpíadas de 2016, o então Presidente Lula, anunciava para todo lado que o Brasil iria fazer as Olimpíadas Verdes . Os ingleses chegaram na frente. Os XXX Jogos Olímpicos de 2012, abertos ontem, e presenciados pela presidente Dilma Roussef, estão sendo chamados orgulhosamente por eles de Green Games. Para selar a proposta, alguns dos maiores os ícones da defesa do meio ambiente da Inglaterra vieram para a abertura . Entre eles, Paul McCartney, Davi Beckham, o príncipe Charles – que trocava idéias com ambientalista brasileiro José Lutzemberger – e a própria rainha Elizabeth .
O Parque Olímpico de Londres é um dos primores da política ambiental inglesa. Além das práticas sustentáveis generalizadas, o projeto, para começar, recupera uma área degradada de 240 hectares, na qual foram protegidos alguns pequenos ecossistemas e a sua fauna local. O Olimpic Park é ornado por bosques , mangues, rios, sistema de captação de resíduos descartáveis, suportes de aquecimento solar e uma multiplicidade de práticas e orientações sustentáveis. Ao agregar como uma das prioridades a beleza cênica (landscape) do local, permitiu-se a introdução de algumas espécies exóticas, mas todas originárias do bioma da ilha britânica. Segundo o professor Nigel Dunnet, consultor do projeto. “Nós queremos que os Jogos de Londres de 2012 funcionem como uma ampla exposição da horticultura da Gran-Bretanha, senão como o melhor que já se fez nessa área no mundo do esporte”.
É impossível descrever aqui os modelos, os projetos, as espécies e as tecnologias de ponta introduzidas pelos ingleses nos XXX Jogos. Se o Brasil vai repetir Londres com os Jogos Verdes ou se vai dar um “Up grade” no que está acontecendo por aqui em termos ambientais e tecnológicos não se sabe ainda. O certo é que 240 especialistas brasileiros – engenheiros, arquitetos, botânicos, gestores, paisagistas e outros - estão espalhados pelos locais dos eventos, alguns quase como espiões, levantando dados sobre os avanços de Londres sobre os Jogos de Pequim (2008), para identificar a sustentabilidade daquilo que poderá ser utilizado no Rio de Janeiro. Especialistas ingleses, bem como alguns chineses estão sendo convidados a participar, como consultores, da organização dos jogos no Brasil.
Práticas sustentáveis há muito tempo vêm introduzindo na vida cotidiana dos ingleses : água tratada, resíduos sólidos reciclados, filtragem do ar e uma série de medidas que os cidadãos vão absorvendo vagarosamente. A idéia da sustentabilidade não surgiu com os Jogos, mas a sua realização ampliou o horizonte ambientalista dos ingleses. O tamanho das discordâncias para aprovação da novo Código Florestal, no Congresso, mostra como os brasileiros estão ainda distantes de uma política ambiental consistemente séria. Comemora-se mais aqui a redução do desmatamento na Amazônia, que mesmo no Brasil. Tem-se, entretanto, quatro anos pela frente até as Olimpíadas do Rio de Janeiro.
London Bridge UCB News.Dados dos XXX Jogos Olímpicos Estima-se que os Jogos de Londres terão uma audiência televisiva acumulada no mundo superior a 4 bilhoes de pessoas. A Tocha Olímpica, que sempre deu uma volta ao mundo, nos jogos de Londres foi transportada apenas dentro do território da Gran- Bretanha por por 8 mil pessoas, entre eles membros da família real e personalidades conhecidas no mundo do esporte , do teatro e defensores do meio ambiente. Algumas dessas pessoas que já foram ícones ingleses sugiram, para surpresa dos próprios ingleses, carregando a tocha olímpica na passagem por suas cidades de origem. Assim foi com Gordon Banks, Bob Charlton, o próprio Sebastian Coe ( Presidente dos Jogos) e outros bastante conhecidos ainda, embora desaparecidos da mídia.
- 11 milhóes de tickets estão sendo disponibilizados para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos
- 8 milhoes de tickets serão destinados aos britânicos
- 175 mil estudantes terão acesso livre aos Jogos
- 200 mil pessoas envolvidas, incluindo 70 mil voluntários
- 20 mil atores na cerimônia de abertura
- 14.690 atletas participarão dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos
- A Tocha Olímpica foi transportada dentro do território da Gran Bretanha por por 8 mil pessoas, entre eles membros da família real e personalidades conhecidas no mundo do esporte , do teatro e defensores do meio ambiente.
- O cabeamento usado para os locais dos jogos correspondem a dar 1,3 milhão de vezes de voltas em torno de Londres
- 800 mil pessoas vão usar os transportes públicos para os locais dos Jogos
- Duas das piscinas onde serão disputados as provas de natação e as de mergulho acumulam 10 milhões de litros.
- Os laboratórios anti-dopping deverão realizar mais de 6.250 testes.
- Transparência orçamentária Na Gran-Bretanha, a informação sobre gastos públicos é aberta. Está à disposição dos ingleses, e são publicados integralmente pelos jornais. Os Jogos de Londres vão custar pouco mais de 7 bilhões de libras, contra 9 bilhões dos Orçamento original. Gasta-se menos, ao invés de resultar em contas maiores.Abaixo, custos dos projetos e obras das principais arenas e estádios dos Jogos de Londres.
- O Estádio Olímpico, com capacidade para 80 milhões de espectadores, custou 486 milhoes de libras
- Centro Aquático, para 17,500 espectadores custou 269 milhões
- A Arena de Basquete – uma das que deverá ser transferida para o Brasil – com capacidade para 12 mil espectadores, custou 90 milhões de libras.
- O Velódromo, para 6 .000 espectadores, custou 105 milhões de libras
- A Arena de Hockey para 16 mil pessoas, custou 19 milhões de libras.
- Arena de Water Polo, para 5.000 pessoas, custou 19 milhões de libras.
- A Arena de Cobre, para handbal, penthatlon, e fencing, tem capacidade para 7.000 pessoas e custou 44 milhões de libras.

Cordialmente
Aylê-Salassié
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A morada dos deuses - De Londres, Aylê-Salassié

                                                                Vale Tudo - Internet

London Bridge UCB News

Para uma jovem predestinada desde os quatro anos de idade à prática de uma modalidade esportiva específica , chegar às Olimpíadas é não apenas transformar em realidade sonhos, mas, sobretudo, ser recebida no Olimpo . Isso a levou a atravessar enormes obstáculos, superar desafios , e a sacrificar a vida pessoal para expandir e aprimorar os próprios limites. O monte Olimpo existe como um acidente geográfico na Grécia, mas a sua visibilidade vem do politeísmo mitológico helênico, forjando a idéia de que ali era a morada dos deuses. Embora estejam em Londres, é lá que os atletas querem chegar. Assim, para uma menina com menos de 18 anos ser banida dessa convivência celestial, 24 horas antes do início dos Jogos, é devastadoramente frustrante.
Difícil, portanto, aos pobres mortais imaginar o estado de espírito de Adrian Gomes, ainda na adolescência, ser cortada não da delegação , nem do time brasileiro. Não, não é isso... Cortada dos Jogos Olímpicos. É muito mais que um drama. Pior, tem a força destruidora da ironia. As condições atingidas pela tecnologia do esporte, não dão margem sequer para o choro, o riso incontido ou para maldizer-se. A ressonância magnética acusou uma lesão na vértebra 13. Ela está fora. Por motivo similar foi excluída também a Laís Souza, que teve fratura na mão direita, quando treinava nas barras paralelas, e, antes, Jade Barbosa, que tanto tem representado o Brasil, vítima dos patrocínios que a fabricaram. Ainda bem que nenhum brasileiro foi acusado de dopping, considerado nos Jogos o cúmulo da indignidade.
Um atleta ser excluído das Olimpíadas é quase desastre pessoa. Para os torcedores não chega a ser traumático, como a derrota num jogo entre Flamengo e Fluminense, ou São Paulo e Corínthias . As Olimpíadas transcendem. Há uma imanente admiração pelo vitorioso e um certo afeto pelo perdedor. Simples mortais, os torcedores olímpicos contentam-se em acompanhar de longe tudo isso. Cabem aplaudir os atletas olímpicos - não existem vaias – sem distinção. É um reconhecimento a todos os competidores, sejam de quais forem os países, próximos ou distantes
Isso não significa que os brasileiros não devam torcer para o Cesar Cielo (50 mts natação), Álvaro Miranda ( hipismo ) Mayra Aguiar (judô), Tiago Camilo (judô), César Castro ( mergulho), Reinaldo Colucci (triatlo), pela seleção brasileira de vôley, de futebol, pelas duplas da areia, e até pela Adriana Araújo que participa da primeira competição olímpica de boxe feminino. Ao contrário, tem havido aqui até desfile de escola de samba da torcida brasileira. Os países querem também aumentar o número de medalhas. Os Estados Unidos pretendem retomar o primeiro lugar da China (2008), os ingleses querem manter, no mínimo, o seu quarto lugar, e o Brasil se esforça para ficar entre os quinze melhores. E todos os atletas desejam subir ao pódio, que funciona, , imaginariamente, como o Olimpo.
O que se pretende dizer é que as Olimpíadas são uma celebração , um encontro de sonhos e sonhadores que sonham, primeiramente, por si, e depois pelo país de origem. É muito difícil ganhar uma medalha, seja de ouro, prata ou bronze. São milhares de atletas no mundo inteiro treinando durante anos para estender os limites do homem: pela perfeição a beleza e a capacidade de resistência do ser humano, por mais um centímetro, por mais um décimo de segundo.
Cordialmente
Aylê-Salassié
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Carta Ao Poeta - Márcia C. Lio Magalhães


Mulher Escrevendo Carta e sua empregada - JanVermeer

Acredito sensivelmente que nós mortais precisamos beber deste néctar precioso que é a escrita. Infelizmente, nem sempre somos compreendidos.
A escrita é lâmina afiada que pode cortar, desamarrar e salvar-nos, como também pode ferir e matar-nos.
Fazer-se conhecer através da escrita não é fácil. O autor que se desnuda através dela, tem de ter nervos de aço, mas coração de pescador......
Todavia, enfrenta marés violentas, n'outras mar taciturno...
Nem sempre pode-se colher redes abundantes, pois que o mar muitas vezes nos nega seu fruto.
O verdadeiro autor não cabe só dentro de si, ele não cabe só num quarto à luz de um abajur, tendo apenas como companheira uma velha, mas fiel escrivaninha, uma cadeira gasta e uma página em branco... Não! O autor é do mundo!
O mundo espera por ele, quer ouvi-lo, lê-lo, vê-lo, senti-lo...
Não mate as palavras dentro de seu coração, pois que o verso é santo, forte e livre.
Não se abandona o barco antes do naufrágio.
Ainda sim, no fundo do mar, inquieto e silencioso, o barco dorme o sono dos anjos...
Quem nasce poeta, vive e morre pela escrita!
Pois que o poeta é um barco, que com o tempo aprendeu a navegar ora em rotas serenas ora turbulentas.
Dê tempo ao mar, deixe-o apaziguar, pois que o sol ainda há de brilhar sobre as velas...

(Márcia Christina Lio Magalhães)

Trechos do meu próximo Livro.
Texto originalmente escrito em meados de 2010 e publicado no Blog Poetar é Preciso.

http://marciacristinaliomagalhaes.blogspot.com/

A precisão inglesa: tudo pronto


OOOOPS!!! FOI MAL - Foto: Internet

De Londres, Aylê-Salassié(London Bridge UCB News)

O londrino não deixa nada para última hora, nem começa ou termina algo atrasado. Essa precisão é sinalizada pelo Big Ben, a partir do qual os relógios de todos os ingleses são acertados. Não tem velódromo que atrapalhe. O Velopark, um dos grandes problemas do Brasil, está pronto e tem todas as suas características olímpicas medidas com precisão e aprovadas pelos competidores. O mesmo se dá com o Complexo de Tiro, o estádio de Wimbledon, a Arena de Greenwich, o Aquatic Center e o The ExCel Center, que vai abrigar concomitantemente provas de boxe, luta olímpica, judô, tênis de mesa, levantamento de peso, esgrima, tae kwon do. Os jogos de futebol vão acontecer no País de Gales (Cardiff) e na Escócia (Glasgow), e na própria Inglaterra, em Londres e Manchester
Nem o Comitê Olímpico Internacional(COI) consegue esta façanha: a abertura das Olimpíadas será na sexta, mas os jogos começam amanhã, quinta e, em algumas ocasiões, como ocorreu na China, há prova concluída após o encerramento dos Jogos. Na realidade, em Londres, qualquer modalidade a ser disputada , se houver necessidade, já pode ser iniciada. Tudo está pronto, todos estão a postos: os voluntários, a segurança, as equipes técnicas e, para coroar o êxito inglês, como poucas vezes na história, Londres está sob uma sol de fazer inveja e uma temperatura de quase 30 graus.
Pode-se dizer que a Inglaterra é mãe das Olimpíadas da Era Moderna, é também responsável pela introdução da educação física como disciplina obrigatória nas escolas do mundo inteiro. A rainha Vitória entendia que a prática dos jogos nas universidades ajudavam a descarregar o testosterona dos jovens, e assim Oxford a adotou. Merecidamente , portanto, a Inglaterra será, pela terceira vez, palco da XXX Olimpíada. São quarenta modalidades esportivas disputadas por aproximadamente 10 mil atletas de 205 países, consideradas as eliminatórias prévias.
Os jogos vão se estender de 27 de julho a 12 de agosto: 17 dias de pura adrenalina. Será o momento da China confirmar a sua liderança mundial, adquirida nos Jogos de Pequim em 2008. A expectativa é a de que os Estados Unidos retomam o lugar perdido para os chineses. Vai ser uma disputa emocionante, porque envolverá menos atletas individuais e mais equipes. Os ingleses também querem aproveitar a oportunidade de estarem em casa para melhorar a posição no ranking. Prepararam-se para isso. Numericamente falando, a delegação brasileira está entre as mais representativas, cerca de 250 componentes e a disputa de 24 a 25 modalidades. As esperanças de medalhas de ouro são poucas, talvez no judô, na natação, corridas. Mas, como disse Coubertin, o importante é competir. A gente desconta no Rio de Janeiro em 2016. 24.07.2010Batismo das Olimpíadas De Londres, Aylê-Salassié( London Bridge UCB News ) Enfim, prontos! Foram aproximadamente 12 meses de preparação do grupo de estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília para a cobertura dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres. Eles tiveram treinamento multimídia, e realizam a cobertura para o Jornal de Brasília, Rede Vida de Televisão, Agência do Rádio Brasileira, vários blogs e portais . O batismo ocorreu ainda no aeroporto de Guarulhos, onde deram de frente com a seleção brasileira de vôlei e o técnico Bernardinho dando longas explicações sobre sua estratégia para recuperar o prestígio do grupo em Londres, depois da fragorosa derrocada na Bulgária. Ali estavam também alguns atletas de natação, judô e até membro das delegações esportivas da Argentina e do Chile. O grupo ficou alvoroçado, não sei se como “tietes” dos atletas ou atiçados pela oportunidade de realizar boas reportagens ali. O certo é que, em pleno saguão, desmancharam as malas e repentinamente surgiram maquinas, câmeras e gravadores de todos os lados.Bernardinho, pentacampeão do mundo, Murilo, o melhor jogador da Copa Mundial de Vôlei da Rússia, Dante, Lucas , Serginho , Bruninho, e etc. Estava dada a largada do London Bridge UCB News, que teve um começo acanhado. Envolveu quase 50 estudantes, reduzidos , no final, a apenas doze, mas altamente motivados para a cobertura. De tal forma que, mal desembarcados aqui (15h30m), as matérias produzidas nos aeroportos começaram a sair.
Às 23 horas os trâmites da chegada haviam sido concluídos, mas a tamanha ansiedade levou o grupo a tomar um ônibus noturno e a desembarcar à meia noite no Picadilly Circus, ícone da paixão e palco dos movimentos hippies dos anos setenta . E assim penetraram nas noites fúnebres da capital londrina. Uma rodada aqui, outra por ali – Regente, Oxford. Totheham ,a Chinatown dos nightclubs . Finalmente, madrugada, decidiram que era horas de retornar ao Harlesden , à velha casa, de estilo vitoriano, geminada, como na W-3, lembrando os antigos bairros operários da revolução industrial.
Alta madrugada. Os primeiros sintomas do fuso horário começaram a ser sentidos, derrubando um e outro até que, abatidos, todos dormiram. Mas, não foi fácil, os mais resistentes ainda insistiam em discutir as pautas do dia. No meio daquela conversa animada, notou-se a ausência de um dos membros. Vinte e quatro horas sem dormir – passara a noite assistindo filmes no avião – não conseguia retomar ao sono normal. Sem qualquer aviso prévio, saiu para caminhar um pouco, e desapareceu. Foi o primeiro momento de tensão dentro do grupo. Meia hora depois estava ele de volta. Deitou-se, e dormiu pesadamente até ao meio dia, 8hs em Brasília. Mas, de fato, será muito difícil dormir em Londres. As sirenes dos carros de polícia soam por todos os lugares. Os estrangeiros se espalham pelos restaurantes e pubs e os 25 mil taxistas ameaçam parar por conta dos roteiros restritos pela cidade. Um deles pulou ontem da Tower Bridge, mas foi só um susto.
Cordialmente
Aylê-Salassié
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London 2012 - Olímpiadas


                                             Vaso grego com figuras olímpicas - Internet

Receberei do amigo Aylê, notícias e artigos sobre as Olímpiadas de Londres e as publicarei no blog, para que possamos ter uma visão diferenciada sobre o que acontece em Londres.
Abaixo, mensagem do Aylê que faz a abertura dessas publicações no blog. Espero que gostem.


José Universo,
Estamos em Londres com uma equipe multimídia, integrada por dez estudantes de jornalismo,
produzindo matérias para a London Bridge UCB News (Brasília), sobre as Olimpíadas, em parceria como o Jornal de Brasília, Rede Vida de Televisáo, Agência do Radio Brasileiro, um programa, Conexao London Bridge, para veiculaçao no You Tube,alguns blogs e redes sociais.Trata-se de uma cobertura alternativa e vai se estender do Olímpico para os Paraolímpicosos.

Cordialmente
Aylê-Salassié
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Teu Silêncio - Márcia Christina Lio Magalhães


Foto: UNIVERSO - Coração caído encontrado numa rua de BH

Anda, toma pelo caminho alguma pedra
Junta-a às folhas secas que tu guardas
No peito, no avesso da veia primeira
... Esconde-a da luz...

Anda, caminha sobre silêncios
Recolha-se dos ventos, da chuva
Dos ancestrais...

Anda, descalço sobre a correnteza
Desce a ladeira da tristeza
Sem olhar para trás...

Tua dor é só tua!
Se por moldura seria
Pedaços, rabiscos, cristais...

Busca na lamparina acesa a última chama
Do sepulcro vil, mármore talhado
Sangue, incerteza, hora da estrela...

Desce ao lugar que a terra mente
Solta a pedra e as folhas, rente!
Ao abismo do peito inerte...

Joga, ao vento o que é do vento!
As folhas, a pedra, teu lamento
Mas guarda no mundo teu silêncio
Rocha de poesia a lapidar...


Poema do Livro: O Indiscutível Talento das Escritoras Brasileiras
Versão em Português e Francês. 1º Ed. 2011 - Vol II