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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

SCHUBERT OFUSCADO PELO SEU MESTRE BEETHOVEN - PUBLICADO EM MÚSICA POR LARISSA PAES

Contemporâneo de Beethoven, Schubert ficou à sombra da genialidade reverberada e reverenciada pelos vianeses dos séculos XVIII/XIX e efusivamente pelo próprio Franz Schubert.



Schubert (1797 – 1828) era 27 anos mais novo que Beethoven. Morreu aos 31 anos por complicações da sífilis, um ano e alguns meses depois da morte de Beethoven. A última música que Franz ouviu foi o Quarteto em dó sustenido menor, do Ludwig Van. Evidenciando até o fim da vida a admiração quase patológica de Schubert por Beethoven. Com a modéstia que beirava a depreciação, Franz indagava: ‘’Mas o que posso fazer depois do que fez Beethoven?’’.


Diferente de Mozart, Beethoven... Schubert não interpretava suas composições, assim não era conhecido do público, já que não era virtuosíssimo no piano. Sendo miserável durante toda a vida, sobrevivendo da solidariedade de amigos que o hospedava, não tinha piano e compunha a seu modo; de cabeça, por vezes.


De todos os gêneros que englobam a música erudita, os Lieder – canção – e as músicas de câmara expressam de forma genuína toda a intensidade introspectiva das composições schubertianas. Por nutrir uma obsessão pelos poemas de forte dramaticidade de Goethe, Franz compôs as mais profundas e reflexivas lieder baseadas na poética do célebre escritor alemão, como a melancólica Gretchen am Spinnrade (‘’Margarida na roca’’). Schubert conseguia metamorfosear magistralmente os densos poemas goetheanos em potências metafísicas apenas com voz e piano, já que naquele período era mais comum transformar essas obras em óperas.

A obra camarística schubertiana é permeada de nuances que é necessário imergir livremente para adentrar verdadeiramente na sua poética musical. O Quinteto para piano em lá maior, op 114, ‘’A Truta’’, é a mais difundida e a mais complexa obra desse gênero. O Quarteto de cordas, n 14, em ré menor, ''A Morte e a Donzela'' é uma obra que mistura a obscuridade e a leveza etérea, sendo o segundo movimento a funesta beleza. Pode-se dizer veementemente que Schubert apresentava dificuldade com sinfonias, sonatas e óperas, tendo uma relação ambígua de aconchego e rejeição, mas que encontrava sua espontaneidade artística nos inúmeros lieder compostos e nas elegantes, dançantes e trágicas músicas de câmara, despejando nesses gêneros toda a sua solidão, miséria, melancolia e angustia.

Beethoven não só ofuscou a expressão schubertiana, mas todos que aparecessem, pois Ludwig Van era a devoção da época. O quase misantropo Beethoven influenciou tão violentamente Schubert que se pode considerar Franz o pupilo que Beethoven nunca teve.

Texto de Larissa Paes em OBVIUS MAGAZINE  - © obvious: http://lounge.obviousmag.org/promiscuidade_artistica/2013/07/schubert-ofuscado-pelo-seu-mestre-beethoven.html#ixzz4U9TBe43m
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gentileza gera gentileza, gera desconto, gera mais educação, gera mais alegria, gera mais respeito ao próximo, gera uma corrente positiva de atitudes, gera um lugar melhor de se viver

O Restaurante Piu Braziliano é onde frequento há mais de 10 anos, almoço sempre e de vez em quando tomo um chopinho.

Atende sel-service para almoço. A la carte durante a noite, com chop, vinhos e uma boa carta de cervejas.

Lugar bom de conhecer. Vai lá !!!

Fica na EndereçoAv. Professor Mário Werneck, 1441 - Buritis, MG, 30455-610




Vídeo: YouTube - Jornal Minas da Rede Minas de TV de Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

domingo, 16 de outubro de 2016

LER POESIA É MAIS ÚTIL PARA O CÉREBRO QUE LIVROS DE AUTOAJUDA, DIZEM CIENTISTAS - publicado em literatura por Marcelo Vinicius - OBVIUS MAGAZINE

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William Shakespeare

Você já podia imaginar, mas agora está evidenciado cientificamente: ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos psicológicos do que livros de autoajuda. E mais: textos de escritores clássicos como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, mesmo quando de difícil compreensão, estimulam a atividade cerebral de modo muito mais profundo e duradouro do que textos mais simples e coloquiais.

Um texto já publicado pela agência EFE, mas que poderia ser revisto, afinal estamos comentando sobre a velha história da análise crítica sobre Literatura tida como de qualidade e a Literatura tida como de entretenimento, e mais, auto-ajuda: a leitura de obras clássicas estimula a atividade cerebral e ainda pode ajudar pessoas com problemas emocionais, diz estudo. Ler autores clássicos, como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a "linguagem coloquial". Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico "Daily Telegraph", mostram que a atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Os especialistas descobriram que a poesia "é mais útil que os livros de autoajuda", já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva. "A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças", explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.

Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens. 

 * Com agência EFE

domingo, 24 de julho de 2016

Florence Foster Jenkins- A pior cantora do mundo

Florence Foster Jenkins, nasceu em 19 de julho de 1868, em Wikes - Barre , Pensilvânia , nos Estados Unidos e faleceu em 26 de novembro de 1944, em Nova York, NY. 
Foi milionária e cantora americana que fez sucesso nos anos 40, pela sua persistência em cantar clássicos mais difíceis do canto lírico, sem acertar uma nota sequer. Era tão desafinada e gritava tanto em suas apresentações, que foi chamada de  A Diva do Grito pelo público que comparecia em seus recitais.
Herdeira do patrimônio que seu pai, uma rico banqueiro, usou seu dinheiro após os 41 anos de idade, depois da morte de seu pai, para atingir os seus sonhos de ser cantora desde os 7 anos de idade,
Seus recitais anuais no Hotel Ritz tinham grande procura e entre seu público viam-se nomes de compositores, cantores e artistas famosos.Toda a renda de seus recitais iam para entidades filantrópicas.
Após uma fase sem se apresentar e gravar discos, ela se apresentou no Carnegie Hall, em 25 de outubro de 1944, local de apresentações futuras de grandes nomes da música. Tão logo o recital foi divulgado os ingressos se esgotaram em poucas horas.
Foi uma anoite de grandes confusões, tendo a polícia de intervir para controlar o tumulto causado pelo grande número de pessoas que queriam ver o recital. Mais de 2.000 pessoas voltaram para suas casas sem conseguir entrar no Carnegie Hall.
Uma semana depois de sua sonhada apresentação no Carnegie Hall, aos 76 anos, Florence Foster faleceu em sua casa.

Vários espetáculos contando a sua trajetória foram criados, Souvenir, foi apresentado em Nova York e no Brasil o espetáculo Gloriosa, interpretado por Marília Pera, em 2009.
Recentemente estreou no Brasil o filme Florence Foster Quem é Essa Mulher?, com Meryl Streep e Hugh Grant, sobre a carreira de Florence Foster Jenkins.
Ouça, nos vídeos abaixo, o quanto Florence Foster era péssima para cantar, assassinou com suas interpretações obras de Verdi, Bach e Mozart.

 













Vídeos: YouTube - Pesquisa Internet: Wikipédia e outros sites.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Cachaça cheia de graça, cheia de nomes




Moagem de cana no engenho, Hercules Florence, Museu Paulista da USP, São Paulo


Conforme a região do Brasil a cachaça é conhecida e chamada por nomes variados, assim como as marcas que são produzidas por todo o Brasil. Temos a cachaça (pinga) de cana de açúcar, de banana (Morretes - Paraná), de uva (Grappa ou Graspa) e de outras frutas.

Os nomes baixo foram compilados na Revista Marketing de 1975 e publicados em um calendário da Pirelli, juntamente com várias receitas de batidas, as quais publicarei em outras postagens. Esse calendário estava nos "alfarrábios" de meu falecido pai.

E também por Felipe Jannuzzi e Gabriela Barreto, criadores do Mapa da Cachaça, site especializado na bebida, elencaram mais de 400 nomes.


A
a-do-diabo, abre, abre-bondade, abre-coração, abrideira, abridora, aca, ácido, aço, acuicui, a-do-ó, água, água-benta, água-bórica, água-branca, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-de-setembro, água-lisa, água-pé, água-pra-tudo, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguarrás, agundu, alicate, alpista, alpiste, amarelinha, amorosa, anacuíta, angico, aninha, apaga-tristeza, aquelazinha, a-que-incha, aquela-que-matou-o-guarda, a-que-matou-o-guarda, aquiqui, arapari, ardosa, ardose, ariranha, arrebenta-peito, assina-ponto, assovio-de-cobra, azeite, azougue, azulada, azuladinha, azulina, azulzinha
B
bafo-de-tigre, baga, bagaceira, baronesa, bataclã, bicarbonato-de-soda, bicha, bichinha, bicho, bico, birinaite, birinata, birita, birrada, bitruca, boa, boa-pra-tudo, bom-pra-tudo, borbulhante, boresca, braba, branca, brande, branquinha, brasa, braseira, braseiro, brasileira, brasileirinha, brava, briba
C
cachorro-de-engenheiro, caeba, café-branco, caiana, caianarana, caianinha, calibrina, camarada, cambraia, cambrainha, camulaia, cana, cana-capim, cândida, canguara, canha, canicilina, caninha, caninha-verde, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, cascabulho, cascarobil, cascavel, catinguenta, catrau, catrau-campeche, catuta, cauim, caúna, caxaramba, caxiri, caxirim, caxixi, cem-virtudes, chá-de-cana, chambirra, champanha-da-terra, chatô, chica, chica-boa, chora-menina, chorinho, choro, chuchu, cidrão, cipinhinha, cipó, cobertor-de-pobre, cobreia, cobreira, coco, concentrada, congonha, conguruti, corta-bainha, cotréia, crislotique, crua, cruaca, cumbe, cumbeca, cumbica, cumulaia, cura-tudo
D
danada, danadinha, danadona, danguá, delas-frias, delegado-de-laranjeiras, dengosa, desmanchada, desmanchadeira, desmancha-samba, dindinha, doidinha, dona-branca, dormideira
E
ela, elixir, engenhoca, engasga-gato, espanta-moleque, espiridina, espridina, espírito, esquenta-aqui-dentro, esquenta-corpo, esquenta-dentro, esquenta-por-dentro, estricnina, extrato-hepático
F
faz-xodó, ferro, filha-de-senhor-de-engenho, filha-do-engenho, filha-do-senhor-do-engenho, fogo, fogosa, forra-peito, fragadô, frinha, fruta
G
garapa-doida, gás, gasolina, gaspa, gengibirra, girgolina, girumba, glostora, goró, gororoba, gororobinha, gramática, granzosa, gravanji, grogue, guampa, guarupada
H
homeopatia
I
iaiá-me-sacode, igarapé-mirim, imaculada, imbiriba, incha, insquento, isbelique, isca
J
já-começa, jamaica, januária, jeriba, jeribita, jinjibirra, juçara, junça, jura, jurubita, jurupinga
L
lágrima-de-virgem, lamparina, lanterneta, lapinga, laprinja, lebrea, lebréia, legume, levanta-velho, limpa, limpa-goela, limpa-olho, limpinha, linda, lindinha, linha-branca, lisa, lisinha
M
maçangana, maçaranduba, maciça, malafa, malafo, malavo, malunga, malvada, mamadeira, mamãe-de-aluana, mamãe-sacode, manduraba, mandureba, mangaba, mangabinha, marafa, marafo, maria-branca, maria-meu-bem, maria-teimosa, mariquinhas, martelo, marumbis, marvada, marvadinha, mata-bicho, mata-paixão, mateus, mé,  melé, meleira, meropéia, meu-consolo, miana, mijo-de-cão, mindorra, minduba, mindubinha, miscorete, mistria, moça-branca, moça-loura, molhadura, monjopina, montuava, morrão, morretiana, muamba, mulata, mulatinha, muncadinho, mundureba, mungango
N
não-sei-quê, negrita, nó-cego, nordígena, número-um
O
óleo, óleo-de-cana, omim-fum-fum, oranganje, oroganje, orontanje, oti, otim, otim-fifum, otim-fim-fim
P
panete, parati, parda, parnaíba, patrícia, pau-de-urubu, pau-no-burro, pau-selado, pé-de-briga, péla-goela, pelecopá, penicilina, perigosa, petróleo, pevide, pílcia, pilóia, pilora, pindaíba, pindaíva, pindonga, pinga, pingada, pinga-mansa, pinguinha, piraçununga, piribita, pirita, pitianga, pitula, porco, porongo, preciosa, prego, presepe, pringoméia, pura, purinha, purona
Q
quebra-goela, quebra-jejum, quebra-munheca, quindim
R
rama, remédio, restilo, retrós, rija, ripa, roxo-forte
S
saideira, salsaparrilha-de-brístol, samba, santa-branca, santamarense, santa-maria, santinha, santo-onofre-de-bodega, semente-de-arrenga, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sorna, sumo-da-cana, sumo-de-cana-torta, suor-de-alambique, suor-de-cana-torta, supupara, suruca
T
tafiá, talagada, tanguara, teimosa, teimosinha, tempero, terebintina, tiguara, tindola, tíner, tinguaciba, tiguara, tiquara, tira-calor, tira-juízo, tira-teima, tira-vergonha, titara, tiúba, tome-juízo, três-martelos, três-tombos
U
uca, uma-aí, unganjo, upa, urina-de-santo
V
vela, veneno, venenosa, virge, virgem
X
xarope-de-grindélia, xarope-dos-bebos, xarope-galeno, ximbica, ximbira, xinabre, xinapre
Z
zuninga

Imagens: Internet - Alambiques do Brasil

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Declaração de Amor - Manoel Bandeira

Na década de 50, eu ia e voltava todos os dias,  nesse bonde para a escola Jardim de Infância Mariano Procópio, em Juiz de Fora. Viagem segura e gratuita.

Talvez, Juiz de Fora, seja a única cidade no mundo que tenha usado os bondes para transporte escolar.

Na época da Ditadura no Brasil, a escola foi demolida e construíram no seu lugar um pesado monumento homenageando os militares.

Mais uma prova de como a educação no Brasil decaiu sob vários aspectos.




Fotos: Mauricioresgatandoopassado.blogspot.com.br

Juiz de Fora! Juiz de Fora!
Guardo entre as minhas recordações
Mais amoráveis, mais repousantes
Tuas manhãs!

Um fundo de chácara na Rua Direita
Coberto de trapuerabas ...
Uma velha jabuticabeira cansa de 
doçura.
Tuas três horas da tarde ...
Tuas noites de cineminha
namoriqueiro ...
Teu lindo parque senhorial mais
Segundo Reinado do que a 
própria Quinta da Boa Vista ...
Teus bondes sem pressa dando voltas
vadias ...

Juiz de Fora! Juiz de Fora!
Tu tão de dentro deste Brasil!
Tão docemente provinciana ...

Primeiro sorriso de Minas Gerais

terça-feira, 26 de abril de 2016

Por quê? Simplesmente não deram um dicionário de MINEIRÊS para esses médicos? Horta Valadares em seu FB


Foto: UNIVERSO - SABARÁ - MINAS GERAIS


Compartilho por achar bão dimais da conta.
OH! Minas Gerais...
Saiu uma Notícia no Site da UOL, revelando que os alguns Médicos Cubanos que foram enviados para Minas Gerais, pediram transferência para outros Estados, pois depararam com muitas doenças das quais nunca ouviram falar:
- ISPINHELA CAÍDA
- DOR NOS QUARTOS
- MOLEIRA MOLE
- QUEBRANTO
- TOSSE DE CACHORRO
- PASSAMENTO
- FRIEIRA
- COBREIRO DE PÉ
- PEREBA
- REMELA NO ZÓI
- DORDÓI
- GASTURA
- DOR NO PÉ DA BARRIGA
- IMPINGE
- PANO BRANCO
- NÓ NAS TRIPA
- ESTALICIDO
- BICHEIRA
- ÍNGUA
- BICHO DE PÉ
- EMPACHADO
- FASTIO
- DOR NO ESPINHAÇO
- BUCHO QUEBRADO
- CALO SECO
- UNHA FOFA
- PÉ INCHADO
- BERRUGA
- BARRIGA D'AGUA
- DIFRUÇO
- DOR NA PÁ
- CADUQUICE
- VISTA CANSADA
- OS QUARTO ARRIADO
- PAPÊRA
- DOENÇA DOS NERVO
- JUÍZO INCRIZIADO
- FERVIÃO NO CORPO
- ISCURICIMENTO DO ZÓIO
- ESPORÃO DE GALO
- BICO DE PAPAGAIO
- DOR NA CACUNDA
- MAL JEITO NO ESPINHAÇO
- INTALO
- DOR NAS CADEIRA
- DOR NA JUNTA
- PÉ DURMENTE
- ESQUENTAMENTO
- SOLITÁRIA
- SAPINHO
- ALGUEIRO
- ESTOPOR
- UNHEIRO
- BOQUEIRA
- CALOMBO
- DORMÊNCIA NUMA BANDA DO CORPO
- ZÓIO NUVIADO
- ÁGUA NAS JUNTA
- RESGUARDO
- INTUPIDO
- FÍGADO OFENDIDO
- VÊIA QUEBRADA
- XILIQUE.
Acrescento carcanhá rachado, Juanete inframado, morróida agitada
Texto recebido via FB

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A velha a fiar - Considerado o primeiro clip realizado no Brasil - Direção de Humberto Mauro

Esse clip criado em 1964 é considerado o primeiro realizado no Brasil e um dos primeiros do mundo.

Música: Aldo Taranto - A velha a fiar, canção popular

Interpretação: Trio Irakitã / Irakitan

Fotografia: José A. Mauro

Direção: Humberto Mauro

Criação: INCE - Instituto Nacional de Cinema Educativo - Ministério da Educação e Cultura - Brasil



Vídeo: YouTube

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Você não precisa entender de música para apreciar uma música

Hoje em dia há uma necessidade das pessoas em "entender" sobre muitas coisas, ser um especialista em vinhos, cervejas, cachaça, música, moda, carro, etc.
Criam-se confrarias para se estudar e entender de tudo, tornar-se um "grande" conhecedor, saber harmonizar tudo com alguma coisa.
Para mim, são uns chatos de galocha, uns exibicionistas, que querem mostrar superioridade sobre outras pessoas com as suas "expertises".
Já falei que qualquer dia vou ver um boboca desses lambendo rolha de vinho em alguma churrascaria ou pizzaria rodízio. Porque cheirando, já vi em restaurantes mais ou menos, mais para menos, do que para mais.
E a exibição é total.
Bebida é para se beber com prazer, e de preferência em boa companhia. Beber o que se gosta pelo prazer de beber. Não se preocupando em ler rótulos, que tal bebida "tem" que ser acompanhamento de tal comida e ainda usando uma taça especial para cada tipo de bebida.
Puro marketing , para se vender produtos e se cobrar mais caro, dos tolinhos de plantão.
O mesmo acontece para a comida, a dança, as roupas, o carro, a música.
Morro de rir quando vejo umas peruaças enfeitadas para viajar de avião. Para o exterior então é hilário. Usam casaco de peles alugado ou emprestado e botam aquela bota incrementada e cobrem o corpo de bijus, só por que vão pegar um finzinho de inverno ou início de primavera nas "OROPA".
Viajam desconfortavelmente, mas no maior figurino.
Quanto a música, uma vez um tio me perguntou se eu entendia a letra e a história da ópera que tocava. Respondi-lhe, não entendo nada disso, mas ela me toca a alma e as minhas emoções.
Então seja você mesmo, sinta a vida como quiser, viva como desejar, curta o que gostar como achar melhor e deixe os chatos para lá.
Assista o vídeo abaixo, tire as suas conclusões.
Viva, divirta-se, seja feliz e aprecie a vida como você achar que deva ser.
Afinal, é a sua vida.


Understand Music from finally. on Vimeo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Friedrich Nietzsche - Pensamentos


                     Friedrich Nietzsche com sua irmã Elizabeth, enfermo já no final de sua vida


Neste post, reunimos os 99 aforismos compilados por Allan Percy, para a Revista Bula


1 — Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.

2 — O destino dos seres humano é feito de momentos felizes e não de épocas felizes.

3 — Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga.

4 — Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos.

5 — O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como você é feliz!”, em geral somos contestados.

6 — Nossos tesouro está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente.

7 — A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio.

8 — Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim.

9 — O homem que imagina ser completamente bom é um idiota.

10 — As pessoas que nos fazem confidências se acham automaticamente no direito de ouvir as nossas

11 — Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante.

12 — Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado.

13 — Alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento — assim se faz um amigo.

14 — Não devemos ter mais inimigos que as pessoas dignas de ódio, mas tampouco devemos ter inimigos dignos de desprezo. É importante nos orgulharmos de nossos inimigos.

15 — O sucesso sempre foi um grande mentiroso.

16 — O homem é algo a ser superado. Ele é uma ponte, não um objetivo final.

17 — Falar muito de si mesmo pode ser uma forma de se ocultar.

18 — As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros.

19 — O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte.

20 — O homem é, antes de tudo, um animal que julga.

21 — A melhor arma contra o inimigo é outro inimigo.

22 — Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas.

23 — O indivíduo sempre lutou para não ser absorvido por sua tribo. Se fizer isso, você se verá sozinho com frequência e, às vezes, assustado. Mas o privilégio de ser você mesmo não tem preço.

24 — Quem é ativo aprende sozinho.

25 — Nossas opiniões são a pele na qual queremos ser vistos.

26 — Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida.

27 — A razão começa na cozinha.

28 — O futuro influi no presente da mesma maneira que o passado.

29 — Não deveríamos tentar deter a pedra que já começou a rolar morro abaixo; o melhor é dar-lhe impulso.

30 — A maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente.

31 — Toda queixa contém em si uma agressão.

32 — No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão.

33 — Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.

34 — Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se transformar em um deles.

35 — São muitas as verdades e, por esse motivo, não existe verdade alguma.

36 — A mentira mais comum é a que o homem usa para enganar a si mesmo.

37 — Deveríamos considerar perdido o dia em que não dançamos nenhuma vez.

38 — Há mais sabedoria no seu corpo do que na sua filosofia mais profunda.

39 — Se ficar olhando muito tempo para o abismo olhará para você.

40 — As posições extremas não são seguidas de posições moderadas, e sim de posições contrárias.

41 — Preciso de companheiros, mas de companheiros vivos, não de cadáveres que eu tenha que levar nas costas por toda parte.

42 — Eis a tarefa mais difícil: fechar a mão aberta do amor e ser modesto como doador.

43 — A arrogância por parte de quem tem mérito nos parece mais ofensiva que a arrogância de quem não o tem: o próprio mérito é ofensivo

44 — Todos os grandes pensamentos são concebidos ao se caminhar

45 — Quem não sabe guardar suas opiniões no gelo não deveria entrar em debates acalorados.

46 — Dois grandes espetáculos são muitas vezes suficientes para curar uma pessoa apaixonada.

47 — Quem declara que o outro é idiota fica chateado quando, no final, descobre que isso não é verdade.

48 — Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo.

49 — Usar as mesmas palavras não é garantia de entendimento. É preciso ter experiências em comum com alguém.

50 — Estava só e não fazia outra coisa além de encontrar-se consigo mesmo. Então, aproveitou sua solidão e pensou em coisas muito boas por várias horas.

51 — A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar.

52 — Gosto dos valentes, mas não basta ser um espadachim: também é preciso saber a quem ferir. E, muitas vezes, abster-se demonstra mais bravura, reservando-se para um inimigo mais digno.

53 — De que vale o ronronar de alguém que não sabe amar, como um gato?

54 — Para chegar a ser sábio, é preciso querer experimentar certas vivências. Mas isso é muito perigoso. Mais de um sábio foi devorado nessa tentativa.

55 — O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos, como se fossem novas. Quem descobre algo é normalmente este ser sem originalidade e sem cérebro chamado sorte.

56 — Quem não dispõe de dois terços do dia é um escravo.

57 — O melhor meio de ajudar pessoas muito confusas e deixá-las mais tranquilas é elogiá-las de forma veemente.

58 — O homem amadurece quando reencontra a seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de criança.

59 — Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda.

60 — Na maior parte das vezes que não aceitamos uma opinião, isso acontece por causa do tom em que ela foi manifestada.

61 — Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.

62 — Antes de se casar, pergunte a si mesmo: serei capaz de manter uma boa conversa com essa pessoa até a velhice? Todo o resto é passageiro num matrimônio.

63 — É muito difícil os homens entenderem sua ignorância no que diz respeito a eles mesmos.

64 — Pobre do pensador que não é o jardineiro, mas apenas o canteiro de suas plantas.

65 — Um poeta escreveu em sua porta: “Quem entrar aqui me honrará. Quem não entrar me proporcionará um prazer”.

66 — A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor.

67 — O homem é a causa criativa de tudo o que acontece.

68 — Seus maiores bens são seus sonhos.

69 — Quem não sabe dar nada não sabe sentir nada.

70 — As ilusões são certamente prazeres dispendiosos, mas a destruição delas é mais dispendiosa ainda.

71 — A essência de toda arte bela, de arte grandiosa, é a gratidão.

72 — Não é raro encontrar cópias de grandes homens. E, como acontece com os quadros, a maior parte das pessoas parece mais interessada nas cópias do que nos originais.

73 — Quem não teve um bom pai deve procurar um.

74 — Os poços mais profundos vivem suas experiências lentamente: esperam um bom tempo até saberem o que caiu em suas profundezas.

75 — Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.

76 — Uma alma delicada se sente mal quando sabe que receberá agradecimentos. Uma alma grosseira se sente mal quando sabe que precisa agradecer a alguém.

77 — Não se ode odiar enquanto se menospreza. Não se pode odiar mais intensamente um indivíduo desprezado do que um igual ou superior.

78 — Quantos homens sabem observar? E, desses poucos que sabem, quantos observam a si próprios? “Cada pessoa é o ser mais distante de si mesmo.”

79 — A guerra emburrece o vencedor e deixa o vencido rancoroso.

80 — Cada mestre não tem mais que um aluno e esse aluno lhe será infiel, pois está predestinado a ser mestre também.

81 — O mundo real é muito menor que o mundo da imaginação.

82 — Se você for magoado por um amigo, diga a ele: “Eu o perdoo pelo que me fez, mas como poderia perdoá-lo pelo que fez a si mesmo?”

83 — A esperança é muito mais estimulante que a sorte.

84 — O que não nos mata nos fortalece.

85 — Quem vê mal sempre vê pouco. Quem escuta mal sempre escuta demais.

86 — Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado Ego.

87 — Todo idealismo perante a necessidade é um engano.

88 — Você tem o seu caminho. Eu tenho o meu. O caminho correto e único não existe.

89 — Toda convicção é uma prisão.

90 — Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros.

91 — As pessoas esquecem de seus erros depois de confessá-los ao outro, mas o outro normalmente não se esquece.

92 — Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta.

93 — A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.

94 — A simplicidade e a naturalidade são o objetivo supremo e último da cultura.

95 — A vida não é muito curta para que fiquemos entediados?

96 — Não atacamos apenas para machucar o outro, para vencê-lo, mas, algumas vezes, pelo simples desejo de adquirir consciência de nossa força.

97 — Nossas carências são os melhores professores, mas nunca mostramos gratidão diante dos bons mestres.

98 — Quem fica remoendo alguma coisa se comporta de maneira tão tola quanto o cachorro que morde a pedra.

99 — O amor não é consolo — é luz.

Foto: Internet

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Martín Chambi - Fotógrafo peruano gênio da fotografia

Auto retrato - Cusco - 1923

Martín Chambi Jiménez -  nasceu em Puno, Peru em 5 de novembro de de 1891 e faleceu em 13 de setembro de 1973  - Na cidade de Cusco, em seu antigo estúdio da rua Marquéz. 

Foi um fotógrafo peruano, nascido de família pobre ao norte do Lago Titicaca. tornou-se um dos gênios da fotografia. Grande especialista em fotos feitas na contra luz ou explorando a luz.

Fotografou as pessoas pobres e ricas, deixou um registro dos hábitos da cultura e sociedade peruana.

Reconhecido e aclamado em todo mundo com várias retrospectivas de sua obra. Teve trabalhos publicados em vários jornais e revistas - La Nación, na Argentina e na National Geographic

Uma mostra de seu trabalho está em exibição em São Paulo, com o título de 'FACE ANDINA". São mais de 110 fotos, entre 23 postais e 88 fotografias.

São fotos de pessoas em estúdio, em ambientes rurais e urbanos, clicados nas regiões de Arequipa, Puno e Cusco, no período de 1910 a 1960.

 "Por causa de minhas fotos, sou querido por pessoas importantes e simplórias, ricos e pobres" - Martín Chambi.

A exposição irá até o dia 2 de fevereiro de 2015
Horário: de terça a sexta, das 13h às 19h. Sábado, domingo e feriados, das 13h às 18h
Endereço: Instituto Moreira Salles – Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
Entrada franca

Foto de Martín Chambi


Muro de las 5 ventanas - 1941  - Machu Picchu - Martín Chambi

Chambi foi um dos pioneiros em fotografar Machu Picchu, descoberta em 1911. Tenho uma reprodução dessa foto que ganhei do Sr. Valter, administrador do prédio em que morei em São Paulo
  
 Organista en la Capilla de Tinta - Cusco - 1935 - Martín Chambi

Essa é outra foto que ganhei uma reprodução do amigo Valter, em São Paulo


Machu Picchu - 1925 - Martín Chambi


Dois Gigantes Cusquenhos - 1925 - Martín Chambi


Calle Triunfo - Cusco - 1924 - Martín Chambi


Martín Chambi

Auto retrato no  alto dos Andes, ao fundo as ruínas da cidade de Machu Picchu.

“Havia conseguido ser mais um cusquenho em Cusco, querido e respeitado por pessoas importantes e simplórias, ricos e pobres. Minhas fotografias eram a causa, e minha identidade ancestral, minha inspiração”. Martín Chambi



DICA: LIVRO ENCONTRADO NA AMAZON


Martin Chambi Photographs, 1920-1950

Paperback – February 17, 1993 - AMAZON


Fotos  e pesquisa: INTERNET

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O Universo




O Universo é constituído de tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e todas as formas de matéria e energia. O termo Universo pode ser usado em sentidos contextuais ligeiramente diferentes, denotando conceitos como o cosmo, o mundo ou natureza.

A palavra Universo é geralmente definida como englobando tudo. Entretanto, usando uma definição alternativa, alguns cosmologistas têm especulado que o “Universo”, composto do “espaço em expansão como o conhecemos”, é somente um dos muitos “universos”, desconectados ou não, que são chamados multiversos.[1] Por exemplo, em Interpretação de muitos mundos, novos “universos” são gerados a cada medição quântica[carece de fontes]. Acredita-se, neste momento, que esses universos são geralmente desconectados do nosso, portanto, impossíveis de serem detectados experimentalmente[quem?]. Observações de partes antigas do universo (que situam-se muito afastadas) sugerem que o Universo vem sendo regido pelas mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história. No entanto, na teoria da bolha, pode haver uma infinidade de “universos” criados de várias maneiras, e talvez cada um com diferentes constantes físicas.

Ao longo da história, varias cosmologias e cosmogonias têm sido propostas para explicar as observações do Universo. O primeiro modelo geocêntrico quantitativo foi desenvolvido pelos gregos antigos, que propunham que o Universo possui espaço infinito e tem existido eternamente, mas contém um único conjunto de círculos concêntricos esferas de tamanho finito – o que corresponde a estrelas fixas, o Sol e vários planetas – girando sobre uma esférica mas imóvel Terra. Ao longo dos séculos, observações mais precisas e melhores teorias levaram ao modelo heliocêntrico de Copérnico e ao modelo newtoniano do Sistema Solar respectivamente. Outras descobertas na astronomia levaram a conclusão de que o Sistema Solar está contido em uma galáxia composta de milhões de estrelas, a Via Láctea, e de que outras galáxias existem fora dela, tão longe quanto os instrumentos astronômicos podem alcançar. Estudos cuidadosos sobre a distribuição dessas galáxias e suasraias espectrais contribuíram muito para a cosmologia moderna. O descobrimento do desvio para o vermelho e da radiação cósmica de fundo em micro-ondasrevelaram que o Universo continua se expandindo e aparentemente teve um princípio.




A imagem do cabeçalho em alta-resolução do Hubble ultra deep field, mostra uma grande variedade de galáxias, cada uma composta de bilhões de estrelas. As pequenas galáxias avermelhadas, aproximadamente 100, são algumas das galáxias mais distantes fotografadas por um telescópio óptico, existentes no momento logo após o Big Bang.

O Big Bang

De acordo com o modelo científico vigente do Universo, conhecido como Big Bang, o Universo surgiu de um único ponto ou singularidade onde toda a matéria e energia do universo observável encontrava-se concentrada numa fase densa e extremamente quente chamada Era de Planck, . A partir da Era Planck, o Universo vem se expandindo até sua atual forma, possivelmente com curtos períodos (menos que 10-32 segundos) de inflação cósmica. Diversas medições experimentais independentes apoiam teoricamente tal expansão e a Teoria do Big Bang. Esta expansão tem-se acelerado por ação da energia escura, uma força oposta à gravidade que está agindo mais que esta devido ao fato das dimensões do Universo serem grandes o bastante para dissipar a força gravitacional.[2] Porém, devido ao escasso conhecimento a respeito da energia escura, é ainda pequeno o entendimento do fenômeno e sua influência no destino do Universo.[2]

Atuais interpretações de observações astronômicas indicam que a idade do Universo é de 13,73 (± 0,12) bilhões de anos,[3] e seu diâmetro é de 93 bilhões de anos-luz ou 8,80 ×1026 metros. [4] De acordo com a teoria da relatividade geral, o espaço pode expandir-se tão rápido quanto a velocidade da luz, embora possamos ver somente uma pequena fração do universo devido à limitação imposta pela velocidade da luz. É incerto se a dimensão do espaço é finita ou infinita.

Texto Blog O Universo Genial  - Vídeos:YouTube

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dicas de livros para tentar conhecer o Brasil

Antonio Candido de Mello e Souza - nasceu em 24 de julho de 1918, no Rio de Janeiro


Sugestões de Antonio Candido (dica enviada pelo amigo Adenir Balmant, mineiro radicado no Rio de Janeiro)

O povo brasileiro (1995), de Darcy Ribeiro

 Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda

História dos índios do Brasil (1992), organizada por Manuela Carneiro da Cunha

O abolicionismo (1883), de Joaquim Nabuco

Ser escravo no Brasil (1982),  Kátia de Queirós Mattoso

A escravidão africana no Brasil (1949), de Maurício Goulart

A integração do negro na sociedade de classes (1964), de Florestan Fernandes

Casa grande e senzala (1933), de Gilberto Freyre.

Formação do Brasil contemporâneo, Colônia (1942), de Caio Prado Júnior

D. João VI no Brasil (1909) e O movimento da Independência (1922), Oliveira Lima

A América Latina, Males de origem (1905), de Manuel Bonfim

Um estadista do Império(1897), Joaquim Nabuco

 Do Império à República(1972), de Sérgio Buarque de Holanda, volume que faz parte da História geral da civilização brasileira

Os sertões (1902), Euclides da Cunha 

Coronelismo, enxada e voto (1949), de Vitor Nunes Leal

A revolução burguesa no Brasil (1974), Florestan Fernandes

A aculturação dos alemães no Brasil (1946), de Emílio Willems

Italianos no Brasil (1959), de Franco Cenni

Do outro lado do Atlântico (1989), de Ângelo Trento


Minhas dicas para tentar entender o Brasil, do descobrimento aos tempos atuais. A lista não está em ordem cronológica dos fatos históricos.

Todos os livros abaixo foram lidos por mim.

  • 1808, 1822 e 1889 - Laurentino Gomes
  • A Viagem do Descobrimento - Eduardo Bueno
  • A Coroa, a Cruz e a Espada - Eduardo Bueno
  • Capitães do Brasil - Eduardo Bueno
  • Náufragos,Traficantes e Deserdados - Eduardo Bueno
  • A Ditadura Derrotada - Elio Gaspari
  • A Ditadura Encurralada - Elio Gaspari
  • A Ditadura Envergonhada - Elio Gaspari
  • A Ditadura Escancarada - Elio Gaspari
  • A incrível e fascinante história do Capitão Mouro - Georges Bourdoukan
  • Anarquistas Graças a Deus - Zélia Gattai
  • As Noites das Grandes Fogueiras - Uma História da Coluna Prestes
  • Boa Ventura - A Corrida do Ouro no Brasil - 1697 - 1810 - Lucas Figueiredo
  • O Império é Você  - Javier Moro
  • Febeapá - Festival de Besteiras que Assola o País vol. 1,2 e 3 - Stanislaw Ponte Preta - Sérgio Porto
  • Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva
  • Folclore Político Brasileiro - vol. 1,2,3 e 4 - Sebastião Nery
  • Genocídio Americano - A Guerra do Paraguai - Júlio José Chiavenatto
  • Getúlio Vargas - Diário vol. 1 e 2 - FGV
  • Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e Guia Politicamente Incorreto da América Latina - Leandro Narloch
  • História de Minas Gerais 1 - As Minas Setecentistas - Org. Maria Efigênia Lage de Resende - Luiz Carlos Villalta
  • Mauá - Empresário do Império - Jorge Caldeira
  • Memórias do Cárcere - vol 1 e 2 - Graciliano Ramos
  • O Pasquim - Antologia vol. 1 e 2, Ziraldo no Pasquim
  • Olga, Corações Sujos, Chatô - O Rei do Brasil - Fernando Morais
  • Um Defeito de Cor - Ana Maria Gonçalves
  • Os sertões - Euclides da Cunha

A seleção sugerida por Antonio Candido, foi extraída de artigo Publicado na edição 41 da Revista Teoria e Debate, em 30/09/2000.

Antonio Candido é sociólogo, crítico literário, ensaísta e professor.