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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Pinguela a maldição do vice - Aylê - Salassié Filgueiras Quintão


Ontem , tive a grata surpresa, mais uma, proporcionada pelo AYLÊ - SALASSIÉ, JORNALISTA, PROFESSOR, DOUTOR EM HISTÓRIA CULTURAL, EX-ALUNO DO COLÉGIO EVANGÉLICO DE ALTO JEQUITIBÁ (onde estudamos), mineiro de Pirauba e ESPECIAL AMIGO, com a chegada pelos Correios de seu novo parto, conforme citado em sua dedicatória no seu novo livro: PINGUELA  a maldição do vice (Editora Otimismo - Brasília), que vou ler com muita atenção e carinho.

Ao abrir o livro me deparo com uma deferência especial, tendo meu nome sido citado em seus agradecimentos, juntamente com outros colegas e amigos.

Só pode ser ter sido pela maneira como sempre me distinguiu, enviando-me seus textos e livros de extrema qualidade, os quais sempre compartilho e cito em minhas comunicações com meus contatos e amigos, principalmente, esse o real motivo, creio eu, pela sua postura em relação a seus amigos, dentre os quais eu tenho prazer e privilégio de me incluir e de poder usufruir de sua capacidade intelectual, historiador e humanista de primeira linha. 

Muito obrigado, mais uma vez, por essa especial atenção. Vida longa e muitos partos mais.

Recomendo o livro, quem gosta de ler sobre a história e estórias do Brasil, terá nele uma abordagem sobre os vice presidentes e os períodos de suas participações no embroglio político em momentos distintos entre nova república, ditadura, governos civis e militares, democracia, liberdades e repressões.

Aquisição pela Editora Otimismo - (061) 3386- 459 ou nas melhores casas do ramo em Brasília.
 


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

GÊMEOS - Uma homenagem a todos os amigos do UNIVERSO e a nós GEMINIANOS



Ah!Geminianos
Tem almas ciganas
De sorriso fácil...
Mas são contraditórios
Num dia amam a vida
Noutro não sabem ao certo
Mas quando amam uma pessoa
Se entregam de jeito único
Querem o bem de todos
Que estão por perto...
Adoram falar, adoram sorrir
Se pudessem conheceriam
Todos os dias um novo lugar
Mas uma coisa é certa
Esses geminianos sabem conquistar

Texto e imagem captado no FB

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

quinta-feira, 30 de junho de 2016

SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO. MESMO! MUITO GRANDE - FELIPE SILVA

Esse texto foi publicado pelo Felipe Silva no seu FB, e compartilhado pelo amigo Maurilo Andreas.
Não  conheço o Felipe Silva,mas seu texto que comoveu muitas pessoas que o conhecem ou não, despertou minha atenção para o fato de que a vida é de escolhas, concessões ou não. Por mais difícil que a vida seja, se as escolhas são as certas e se enfrente as dificuldades com caráter, honestidade e muita luta, os planos traçados e desejados, poderão ser alcançados.

O Felipe dá uma aula de que  com toda as dificuldades que a vida pode apresentar, é possível lutar e conseguir realizar seus sonhos.

Destaque para a mãe que foi a luta junto com ele, dando exemplo, mostrando os caminhos a seguir e que deu as condições para que Felipe pudesse se realizar como ser.

Congratulo-me  com Felipe e desejo que seu filho Murilo, cresça e siga os passos do pai.

O Brasil precisa de muitos "Felipes" para ser um dia um país inteiro e justo.


Felipe Silva
Texto do Felipe Silva

Hoje nasce meu filho.
Mas antes de vocês conhecerem o Murilo. Precisam me conhecer.
Então vou contar um pedacinho da minha história adulta. Só um pedacinho pra não tomar muito seu tempo.

Ano: 2001.
Chuva de balas do auge da guerra CV x ADA.
Eu, 17 para 18 anos. Preto, favelado, pobre. Raivoso feito um cão magro de rua. Teimoso, teimoso e teimoso.

Segundo grau completo em escola pública com um ano de antecedência, mas claro, nunca passaria num vestibular pra faculdade pública.
Sem dinheiro, sem emprego.

Duas saídas: escolha fácil, o tráfico de drogas! Direto, rápido, poder batendo na porta. Dinheiro sobrando pra esbanjar. Tava ali, era só querer.

Ou escolha difícil: projeto social do Governo do Estado para jovens de comunidades carentes. Ser Aux. de Serviços Gerais. Literalmente: faxineiro de órgão público.

Escolha difícil: virei faxineiro do hospital da Polícia Militar.

Enfermaria A. Varria, limpava e lavava todo o corredor, banheiros e todos os apts. No refeitório, só era permitido almoçar por último. Não iam misturar os faxineiros com os enfermeiros, médicos e policiais, né? Sabe o que acontecia? Nunca sobrava carnes. A gente tinha que comer ovo, todos os dias. Ovo frito.

Quer ouvir uma coisa triste? Eu achava que estava bom. Que era suficiente. Era o que eu merecia. Tinha um salário. Consegui comprar um tênis legal. Ajudava minha mãe nas contas de casa. Estava ótimo.

Aí… a polícia invadiu minha casa.

Seja inocente, trabalhador, honesto. Foda-se.
A regra quem faz não é você. Sua mãe no chão, seu sobrinho no chão, tiro de fuzil na sua porta.

De novo, escolha fácil: tráfico, vingança, chapa quente, guerra contras aqueles filhos da puta.
Escolha difícil: consguir um trabalho, ganhar mais e sair do morro.

Claro, escolha difícil: fui juntar dinheiro pra entrar na faculdade. Mãe foi fazer mais e mais plantões pra ajudar a pagar.

Comprei um guia do estudante, li tudo. Teimoso, quis fazer Publicidade.
Me disseram: pobre publicitário? Hahahaha…
Quis ser redator. Me dei conta: aos 22, só tinha lido 3 livros em toda a vida. Hahahahah.

6 meses de faculdade. Não consigo mais pagar.

Escolha fácil: desiste moleque.
Escolhe difícil: desiste moleque.

Ok, sem escolhas.
Mas não dizem que sempre tem escolha?
Dizem… hahahahahahah…
Sou teimoso, se é o que eles querem eu não faço.

Bora ser preto, suspeito na rua, dura da polícia toda semana, segurança de loja mandando abrir a mochila, porta de banco travando.
Mas vão se fuder que vou vencer honesto.

Meritocracia é a puta que pariu.
Oportunidade pra todos é a puta que pariu.
Não existe, chapa, tudo utopia.
Mas pobre não tem nada a perder. “Se você não saída, vença!” Foi o que eu fiz.

Fim do primeiro ato.

2016.
Eu, 33 anos. Preto, casa de dois andares, carro. Viagem pra NY. Redator da ÁFRICA, uma das maiores agências de publicidade do mundo. Leão em Cannes. Em print. Categoria foda. Mais de 200 livros lidos. Tatuaram uma frase minha na pele. Projeto humano com mais de 1500 kitis mensais para moradores de rua. Construi uma casa pra minha mãe.

E hoje, vejo nas timelines que só se entra no crime porque quer.
Que a oportunidade está aí. Que é só querer.
Que é só se esforçar. Que meritocracia funciona.
Que bolsa família faz o pobre não trabalhar.
Que ajuda do governo deixa pobre mal acostumado.
Que a polícia tem que invadir a favela e dar tiro.

Com toda serenidade e conhecimento que aprendi ao longo desse tempo, lhes digo: vão tomar no meio dos seus cu!

EU SOU O CARA DA FAXINA, rapaz.

Esse aí que tirou seu lixo hoje.
E esse país só vai melhorar quando você achar certo que que eu divida a mesa do trabalho com você. Que eu frequente o mesmo shopping, faça a mesma viagem, tenha o mesmo carro que você, vá a mesma faculdade que seu filho.

Quando você me der bom dia de verdade e não automático. E agradecer que eu limpei seu café derramado no chão. E ver que eu tenho nome.
Que eu sou gente.
Que eu tenho sonhos.
Que eu fiz escolhas difíceis pra caralho pra ser um faxineiro.
Que eu não quero comer ovo, porra.
Que eu não quero ser parado na rua porque sou preto.
Ser olhado feio porque sou pobre.

Antes de falar de preto, de pobre de favelado. Saibam: todos esses sou eu.
E te digo: viver no morro é uma merda. Ser pobre é uma bosta.

Porque escrevi tudo isso?
Porque hoje nasce o meu filho.

E, afinal, não era justo vocês conhecerem meu filho, se a maioria nem conhece direito o Felipe.

Mas hoje vocês vão poder saber porque eu vou olhar nos olhos dele com a certeza de que não arredei o pé da honestidade.
Não fiz concessões. Não dei um passo atrás. Não falsifiquei 1 porra de carteirinha de estudante sequer.

E fiz tudo isso só pra ele saber que é possível.
Só pra poder contar pra ele que é foda pra caralho, mas é possível.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

MÃE - Mario Quintana

Com saudades, dedico a minha suave mãe.

Mário de Miranda Quintana , nasceu em Alegrete, 30 de julho de 1906, faleceu em Porto Alegre, 5 de maio de 1994. Foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre.

Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

Dica do Euler Brabosa, via FB
Foro : Internet

domingo, 24 de janeiro de 2016

Ladies and gentlemen, Sir Paul Mc Cartney - Apresentação na Casa Branca e no Kennedy Center Honors - Vídeos completos



0:00 - Intro
1:27 - Interview with Paul McCartney
5:16 - Paul McCartney - Got to Get You Into My Life
8:13 - Stevie Wonder - We Can Work It Out
12:27 - Jonas Brothers - Drive My Car
15:09 - Jerry Seinfeld's comedy routine
20:22 - Jack White - Mother Nature's Son
23:23 - Faith Hill - The Long and Winding Road
27:13 - Corinne Bailey Rae & Herbie Hancock - Blackbird
31:08 - Elvis Costello - Penny Lane
35:35 - Emmylou Harris - For No One
39:14 - Lang Lang - Celebration
42:39 - Dave Grohl - Band on the Run
48:39 - Paul McCartney & Stevie Wonder - Ebony and Ivory
53:54 - President Obama's dedication speech
1:00:22 - Paul McCartney's acceptance speech
1:02:30 - Paul McCartney - Michelle
1:05:36 - Paul McCartney - Eleanor Rigby
1:08:26 - Paul McCartney - Let It Be
1:12:43 - Paul McCartney - Hey Jude
1:20:04 - Paul McCartney - Yesterday




7:50 - Hello Goodbye / Penny Lane (No Doubt)
10:22 - Maybe I'm Amazed (Dave Grohl & Norah Jones)
12:56 - She Came In Through The Bathroom Window / Golden Slumbers / Carry That Weight / The End (Steven Tyler)
17:02 - Let It Be / Hey Jude (James Taylor & Mavis Staples)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A beleza feminina sob a ótica masculina...

Foto:UNIVERSO - Modelo: WALCIRA
Não importa o quanto pesa.
É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher.
Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim.
Nossa avaliação se dá de outra forma,
isso quer dizer: se tem forma de guitarra... está bem.
Não nos importa quanto medem em centímetros, é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas e carnudas.
Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada
por estilistas que, diga-se de passagem, parecem odiar as mulheres e com elas competem.
Suas modas são retas e sem formas.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem!
Para andar de cara lavada, basta a nossa.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas...
Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.
Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha,
simpática, tranqüila e cheia de saúde.
As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes.
Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado.
O corpo muda... cresce, não da pra entrar, sem ficar psicótica,no mesmo vestido que usava aos 18.
Uma mulher de 45, que entra na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida
com equilíbrio e sabem controlar sua tendência a culpas.
Ou seja, aquela que, quando tem que comer,come com vontade
(a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta,
faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre);quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que gosta, compra; quando tem que economizar, economiza.
ALGUMAS LINHAS NO ROSTO, ALGUMAS CICATRIZES NO VENTRE, ALGUMAS MARCAS DE ESTRIAS NÃO LHES TIRA A BELEZA.
SÃO TESTEMUNHAS DE QUE FIZERAM ALGO EM SUAS VIDAS,
não tiveram anos em formol, nem em spa... VIVERAM!
O corpo da mulher É O SAGRADO RECINTO DA GESTAÇÃO DE TODA A HUMANIDADE, onde foi alimentada, ninada e, sem querer, marcada por estrias, cesáreas e demais coisas que fizeram parte do processo que contribuiu para que estivéssemos vivos.
Portanto, Cuidem-no! Cuidem-se!
Amem-se! A beleza é tudo isto.

(PAULO COELHO)

sábado, 9 de janeiro de 2016

LIÇÕES QUE APRENDI COM MEU FILHO AUTISTA - Marcos Mion


 Marcos Mion 

Foto: INTERNET


Li esse texto no Facebook e público aqui para reflexão de todos nós. 

Vejo pouca TV e não acompanho o trabalho do Marcos Mion, mas por sua sensibilidade e humildade em estar aberto para aprender com seu filho, tiro o meu chapéu e o congratulo por tão lindo e importante aula de sabedoria e percepção.

Obrigado por compartilhar a visão de vida de seu MESTRE.



Este texto é uma reflexão natalina. Um aprendizado.
Quanto mais leio para meus filhos sobre o “menino” Jesus e toda sua sabedoria, mais a identifico dentro da minha própria casa.
Não apenas os discípulos, mas todos que o conheciam, chamavam o menino Jesus de mestre.
Mestre não é um titulo que alguém pode atribuir a si mesmo. O mestre nasce da capacidade do interlocutor de reconhecer a sabedoria quando entra em contato com ela.
O mestre, para existir, por mais sábio que seja, depende da humildade daqueles ao seu redor de se reconhecerem numa posição de inferioridade, de aprendiz.
(E é assim que me sinto. Humilde e extremamente feliz de dividir meu dia a dia com uma criança que ilumina e engrandece todos ao seu redor)
Todos já me viram falar publicamente que me sinto abençoado e extremamente feliz por ter sido escolhido por Deus para ser pai de uma criança autista, ou como eu prefiro dizer, o guardião de um anjo. O meu Romeo.
Sempre que faço algum post, aparecem centenas de pais comentando e dividindo o mesmo sentimento de gratidão. Como se fosse um clube que, quem não faz parte, secretamente agradece e não consegue nem começar a entender porque aquelas pessoas são tão gratas por fazerem parte dele.
Afinal, como que, na pratica, meu filho me faz tanto bem? Como uma criança que, aparentemente, tem dificuldades consegue me ensinar?
Como falei acima, parte da minha capacidade de identificar a sabedoria e transforma-la num aprendizado.
Vou contar o que aconteceu este Natal e qual foi a lição que ele nos deu.
Como de costume, pelo fim de Novembro, minha esposa, Suzana, e eu juntamos os três para fazer a carta do Papai Noel.
- “Eu quero infinitos Legos!”, disse o Stefano
- “Calma que já tenho minha lista separada em imagens no ipad”, disse Doninha, lembrando da quantidade razoavelmente grande de presentes que ja tinha separado entre borrachas da Hello Kitty e um tênis da Nike, alem de varias coisas de menina de marcas que ela gosta.
Resumindo? Duas listas extensas e extremamente comuns para crianças que convivem num mundo tecnológico, repleto de marcas, com demandas que eu considero ridículas de consumismo. Propagandas em todo lugar, aquela maldita sensação, que eu odeio, causada na escola que é necessário ter pra existir. Sensação que lutamos muito contra em casa enchendo as crianças de auto confiança, dando “centro” pra elas saberem que o que interessa na vida não são as coisas que o dinheiro compra, mas que, por motivos óbvios, sempre cerca qualquer criança hoje em dia. Ainda mais na época do Natal!!
Até que chegamos no Romeo e indagamos o que ele gostaria de ganhar do Papai Noel.
“Uma escova de dentes azul”.
E agora chegamos no ponto crucial desse texto.
Se você da risada com essa resposta e pensa que o menino autista realmente esta fechado no seu mundo e não conecta com a realidade, que é filho de um artista de tv, que poderia pedir qualquer coisa no mundo que ganharia e, burro, pediu só uma escova de dentes azul, esse texto não vai fazer sentido algum pra você. Pode parar por aqui. Você não consegue identificar um ensinamento quando se depara com um.
Suzana e eu, instantaneamente ficamos emocionados com aquela resposta. Ao meio de tanto consumismo, numa época que virou símbolo de consumismo, nosso mestre, sem saber, sem ter a consciência externa do que estava fazendo, afinal sua sabedoria é nata, é orgânica e instintiva, colocou nossos pés no chão, nos remontando com os verdadeiros valores do Natal.
O que realmente vale nessa vida? Essas coisas materiais vão com o tempo, quebram, ficam velhas e obsoletas tornado-se um lembrete vivo e constante de dinheiro que jogamos pela janela adquirindo valores que não interessam.
Não serei hipócrita e dizer que não é saudável comprar brinquedos e presentes. Não é isso. Sou totalmente a favor de usar o ato da compra material como recompensa e até como educação, inclusive de valores morais, mas fato é que existe um grande exagero nas proporções que o consumismo tomou hoje em dia, como mencionei explicando os pedidos dos meus outros filhos.
Ainda perguntamos pra ele se não queria mais nada, um bichinho de pelúcia que ele adora, um ipad novo que, para quem não sabe, é uma das ferramentas mais poderosas de comunicação dos autistas com o mundo exterior, mas ele foi categórico: “uma escova de dentes azul. É isso que eu quero ganhar do Papai Noel”.
Até que finalmente chegou o dia do Natal. Fizemos a comemoração da véspera, deixamos os cookies feitos em família na varanda para o bom velhinho e todos foram dormir muito ansiosos com a visita do Papai Noel na madrugada.
Não preciso dizer que 5:00 am já ouvi Tefo rasgando papel de presente! rs.
Levantamos para acompanhar e viver com eles todo esse momento magico que tem data de validade, pois a crença real no Papai Noel não é eterna e, hoje em dia, acaba cada vez mais cedo. E enquanto Tefo e Doninha pareciam dois demônios da tasmânia envoltos em presentes e embrulhos, abrindo mais um e mais um e mais um, Romeo assistia de longe com um certo grau de tensão no ar.
“O Papai Noel trouxe minha escova de dentes azul?” ele perguntava sentindo o que eu identifiquei como medo de frustração! Uma real incerteza se ganharia aquele único e tão valioso presente. Lembrem que isso foi na manhã do dia 25, quase 2 meses depois do dia que escreveram as cartas e essa ainda era sua única vontade, seu único desejo de Natal.
Conduzi Romeo até arvore e o deixei identificar o presente com seu nome!
Fico emocionado ao lembrar, mas ele abriu o embrulho com uma expectativa tão grande, uma ingenuidade e um doutorado em desapego que, quando o ultimo pedaço de papel revelou sua escova de dentes azul, ele foi tomado de emoção!!  Abaixou a cabeça num alivio e se atrapalhou de tão forte que essa emoção veio.
Sim, ele chorou.
Chorou de alegria, inundado pela mais pura e bela emoção! Eu e Suzana choramos juntos.
Tão pouco…um presente tão simples…e ai me deu o estalo. Mestre!
Entendi que era algo muito maior do que uma simples escova de dentes. Ali, naquela emoção, naquela pureza, naquela humildade e, acima de tudo, naquele desapego, tive a maior lição de Natal da minha vida.
Obrigado Mestre, por mais uma. Te amo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Maria Tereza a amante mala sem alça - Comandante Pedro Persivo

Comandante Pedro Persivo e sua Maria Tereza

Falam as más línguas que todo aviador, por onde passa, tem uma mulher, uma asa quebrada.
Eu não nego e minha esposa sabe que eu tenho uma oficial, a minha Maria Tereza . Ela me acompanha há muitos anos em minhas viagens e tem sido uma bela companheira. Maria Tereza conheceu já vários lugares, trás nas suas rodas a poeira do mundo.
Certa vez, cansado de tantas idas e vindas, ao chegar no hotel, ao abrir a Maria Tereza, ela me presenteou com um tufo de pelos do Thor. Ela sabia que eu precisava deste mimo para me alegrar e guardou com carinho uma lembrança de meu menino. Muito gentil minha companheira de luta.
Outra vez, falei em voz alta: estou cansado de carregar esta mala! E não é que Maria Tereza me deu o troco: virou uma mala sem alça. Aprendi à duras penas a respeitá-la. Quantas vezes, na chegada dos voos na madrugada, me debrucei sobre ela enquanto aguardava o ônibus. Ela gentilmente me acolhia.
A Maria Tereza tem coração grande e sempre acolhe a minha saudade de minha casa e daqueles que tanto amo. O peso da saudade ela conduz com maestria, aquecendo os bagageiros frios por onde ela passa.
Uma coisa que me chama a atenção, quando chego em casa depois de uma jornada, é que o meu Thor, após me beijar, vai lá na Maria Tereza e cheira ela. Com certeza, com toda a sua sensibilidade e bondade, ele sabe o qual valorosa é a minha companheira.
Cheia de saudade, cheia de experiências, cheia de vida! Estamos juntos, companheira de jornada. Juntos voamos alto!

Texto postado no Facebook pelo amigo Pedro, casado com a Mariana, pai do Thor, do Jazz e da Cora filho dos queridos amigos amigos Geraldo e Iracema, de Recife

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Carta a Gustavo Teixeira - Pedro Luis de Aguiar

Poesia do amigo Pedro Luis de Aguiar que conquistou  honroso segundo lugar no concurso de poesias criadas, como parte das comemorações da Semana Gustavo Teixeira.


  


Gustavo de Paula Teixeira (São Pedro, 4 de Março de 1881 — São Pedro, 22 de Setembro de 1937) foi um poeta brasileiro, de tendências literárias entre o Parnasianismo e Simbolismo, peculiares as primeiras décadas do Século XX.




PEDRO LUÍS DE AGUIAR


Carta a Gustavo Teixeira

Caro Gustavo, inda que não me conheça, tomei a liberdade
 de a você escrever, para satisfazer uma grande curiosidade,
 que hoje, mais do que nunca, me deixa bastante intrigado.

Como você, em época tão distante, quase uma eternidade,
 uma obra tão densa e profunda, de gerar teve capacidade?
 Você deixa, na arte da poesia, um admirador extasiado.

Como se inspirar? Pesquisar? A muitos temas dar propriedade?
 Ritmos, métricas, rimas, sonoridade, tonicidade, musicalidade?
 Lugares e pessoas, flores e amores, um vocabulário rebuscado?

A luz que o inspirou, só pode ter vindo do amor, celestialidade.
 Para na terra se materializar, em forma de poesia, em verdade.
 Do Velho ao Novo testamento, do fato presente ao passado.

Ah! Mulheres, rosas, casa paterna. Sentimentos de saudade.
 A embalar corações, a estimular mentes. Poesia e realidade.
 Versos e emoções. Frases e razões. Um inestimável legado.

Causa espanto e admiração, a sua grande versatilidade
 Entre o Parnasianismo e o Simbolismo, transitou com facilidade
 No primeiro, da mitologia grega, do Apolo consagrado.

E, no segundo, na “arte pela arte”, fatos históricos com criatividade.
 Fiel à forma, às rimas raras, à preciosidade.
 Rítmico e vocabular, cada verso estruturado.

Eu me surpreendo, como se filmado fosse, o visual de veracidade
 da enigmática Cleópatra, descrita com incomum autoridade.
 “E a Náiade do Egito, ao ver a frota ingente de Marco Antônio, ri, levando unicamente contra as lanças de Roma a graça de um sorriso.”

Objetos e paisagens, detalhados com rara capacidade.
 Flui a narrativa, em meio à emoção, do forte apelo à saudade.
 Como em Casa Paterna: “Da velha casa em que a manhã da vida passei, conservo uma lembrança exata: Antes de eu vir ao mundo foi erguida perto da serra, quase ao pé da mata”.
 E a perfeita descrição se encerra em tom emocionado...
 “O ribeirão, o cafezal, a horta...Ah! Que saudade o coração me corta do lar querido que deixei chorando!”

Ah, você foi um ícone do Simbolismo, valorizou a subjetividade,
 o seu eu, o particular e o individual, sem a visão com generalidade.
 e do Romantismo também se enamorou, um romance privilegiado.

Aos seus versos trouxe o imaginário, a fantasia, musicalidade.
 Sem lógica ou sem razão, com intuição interpretou a realidade,
 Se necessário foi vago, indefinido, impreciso... um verso inacabado.

Uma obra genuína, marcante, sempre plena de atualidade,
 que, a despeito do momento, a tudo tratou com fidelidade.
 Fatos e imagens, no presente e no passado.

Conta a história, a sua retraída e tímida personalidade.
 Em São Paulo não se adaptou à já vibrante realidade.
 Na volta a São Pedro, mantém-se aconchegado.

Conta a história, a sua reconhecida humildade.
 Em tudo e com todos, evidenciava a simplicidade
 Própria dos soberanos, do espírito elevado.

A sua história, também contava meu pai, com grande saudade.
 E que seus manuscritos organizou, há quase uma eternidade,
 E que por você, no caminho das letras foi influenciado.

Ah, doces lembranças de meu pai, emocionante saudade.
 Bem que eu tento, de vocês dois, ter a mínima capacidade
 de escrever algumas linhas, mas não me faço de rogado.

 Reconheço a dupla sabedoria, aprecio a dupla humildade,
 e ouso, nas rimas pobres, pobres versos, mostrar autenticidade.
 Feliz aquele que desfrutou mínima parte de seu legado.
 A você, Gustavo, e pela sua eterna obra, o meu muito obrigado

Fotos: Gustavo Teixeira - Pedro Luis de Aguiar - Texto e poema: Facebook e Internet 

sábado, 15 de novembro de 2014

Carlo Bergonzi - tenor italiano


Carlo Bergonzi, nasceu em 13 de julho de 1924 em Vidalenzo e morreu dia 25 de julho de 2014, aos 90 anos, em Milão, Itália.

Foi um barítono e tenor, considerado um dos melhores interpretes de Verdi e um dos mais importantes tenores do século XX.

Como tenor sempre cuidou de sua voz, evitando ultrapassar os limites, conseguindo assim fazer a durar por mais tempo, cantando até os 70 anos.

Cantou com as principais divas da ópera, Maria Callas, Renata Tebaldi, Monserrat Caballé.
Começou cantando com barítono de depois mudou para tenor.

Durante a sua carreira de 40 anos, atuou nos principais palcos do mundo, como Scala de Milão Metropolitan Opera de NY. 

Gravou 25 óperas e 31 árias de Giuseppe Verdi.


Iniciou seus estudos musicais, em Parma, aos 14 anos.  Estreou em 1948, como barítono, no papel de Fígaro, da ópera O Barbeiro de Sevilha de Rossini.
Em 1951, estreou como tenor, em Bari no Tatro Petruzzelli no papel de Andréa Chénier.

Carlo Bergonzi  em Barcelona - Espanha


Selecionei alguns vídeos, onde você poderá apreciar a belíssima voz de Carlo Bergonzi, sua técnica e a qualidade de suas interpretações.

Boa audição.
















Pesquisa, fotos e vídeos: Internet - Wikipédia - YouTube

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

MPQ - Música Popular de Qualidade - Dominguinhos, pegou sua sanfona e voltou para o seu aconchego



José Domingos de Morais - Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, dia 12 de fevereiro de 1941 - morreu em São Paulo, dia 23 de junho de 2013. Foi cantor, compositor e um dos grandes instrumentistas do Brasil, sanfoneiro, herdeiro musical de Luiz Gonzaga, o Lua, a quem teve como um dos seus mestres, além de seu pai mestre Chicão, que foi sanfoneiro e afinador de sanfona e de Orlando Silveira.


Recebeu de presente de seu pai uma sanfona de oito baixos que aprendeu a tocar ainda menino.
Com seus dois irmãos (Moraes e Valdomiro) formou o trio Os Três Pinguins e tocavam para ganhar uns trocados em feiras e portas de hotéis.
Tocou pandeiro, triângulo e depois a sanfona. Tocava muito bem e ficou conhecido como "Neném do Acordeon". 

 O nome artístico de Dominguinhos foi dado por Luiz Gonzaga.

Suas influências musicais foram o baião, choro, forró, xote, bossa nova e jazz.

Tocou e fez parcerias compondo com vários grandes artistas brasileiros.

Selecionei alguns vídeos para sua apreciação.

Boa audição





















Pesquisa - fotos e vídeos: Internet - Wikipédia - YouTube

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manoel de Barros - O menino poeta que virou passarinho e voou fora da asa


Manoel Wenceslau Leite de Barros, nasceu em Cuiabá, dia 19 de dezembro de 1916 e faleceu e, Campo Grande, dia 13 de novembro de 2014. Aos 97 anos de idade. Foi um poeta. Deixou uma obra de  33 livros e recebeu 13 muitas premiações.
Escreveu, também, livros de poesias infantis. Dentre suas obras destaco "Livro sobre Nada" (1996) e  "Poesia Completa" (2010).
Carlos Drummond de Andrade o considerou o maior poeta vivo do Brasil.  

Hoje, sua neta em uma rápida entrevista, falou que o "legado da obra de seu avô, era o que ele deixava de mais importante e que com certeza, ele tinha virado um passarinho".

Veja no blog outra postagem que fiz com os 10 melhores poemas de Manoel de Barros.

Acesse: http://juniverso.blogspot.com.br/2014/09/cha-da-tarde-com-manoel-de-barros.html


O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!


Pensamentos e poemas de Manoel de Barros

Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas. E me encantei.

Sou livre para o silêncio das formas e das cores.


Foto: UNIVERSO

Por viver muitos anos dentro do mato

Moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro -
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.


No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal : 
Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro.


A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.


Sou hoje um caçador de achadouros da infância. 
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos.




                                             " A voz de uma passarinho me recita."


Guarda num velho baú seus instrumentos de trabalho
1 abridor de amanhecer 
1 prego que farfalha
1 encolhedor de rios -e 
1 esticador de horizontes




Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.




                                                 
                                                     "Poesia é voar fora da asa.

Fotos: UNIVERSO
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