domingo, 5 de agosto de 2012

O insólito e o excêntrico nas Olimpíadas de Londres - De Londres, Aylê-Salassié

Tio quero fazer xixi!!! - Internet


(London Bridge UCB News)

Como toda Olimpíada, os XXX Jogos de Londres apresentam também suas excentricidades e situações insólitas originais, com as quais, apesar da experiência centenária, o Comitê Olímpico Internacional e os países anfitriões têm de conviver.

O segredo de Minxia.

Depois de conquista da terceira medalha nos Jogos Olímpicos de Londres a mergulhadora chinesa Wu Minxia foi surpreendida com a informaçao de que sua mãe estava lutando contra um câncer há vários anos e que seus avós haviam falecido. O segredo foi guardado, por anos, de Minxia, por sua família e pela autoridades olímpicas chinesas, para não interferir no desenvolvimento esportivo da atleta. “Foi fundamental mentir para ela de várias formas”, disse seu pai Wu Yuming, acrescentando que “nós concluímos há muito tempo que Wu não pertencia totalmente a nós”. Na China aqueles que demonstram cedo vocações olímpicas são tirados de suas famílias e colocados em escolas especializadas em treinamentos esportivos . Ali, esses estudantes praticamente modalidades esportivas específicas, treinam, no mínimo, quatro horas por dias . Wu começou a treinar mergulhos diariamente com a idade de seis anos. Aos 16 ela saiu definitivamente de casa para se instalar num centro aquatico do governo, e de la para as medalhas de Londres.

Visitante inoportuno

Causou indignação no Parque Olímpico e desconforto no governo inglês, a visita do presidente da Rússia Vladimir Putin, faixa preta em artes marciais , ao ginásio ExCel,onde estão acontecendo as competições da modalidade esportiva nas Olimpíadas de Londres . Putin foi recebido constrangedoramente em Downing Street, pelo primeiro-ministro David Cameron. A inoportunidade de sua presença é vista por duas razoes : no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em que cada um dos cinco membros tem poder de veto, a Rússia e a China negam-se a aprovar uma intervenção da ONU no conflito da Síria, onde a população civil está sendo massacrada pelas forças do Governo; por outro lado, refletiu muito mal aqui a prisão, em Moscou, dois dias atrás, de três jovens que protestaram dentro de uma igreja contra o seu governo, o que levou à acusação de crime de sacrilégio – diante do altar de uma igreja, pediram em oração, em voz alta, a virgem Maria para tirar Putin – o que pode levá-las a pegar oito anos de prisão.

Minuto de silêncio

O Comitê Olímpico de Israel tentou convencer o Comitê Olímpico Internacional e da Inglaterra a adotar um minuto de silêncio nos Jogos de Londres para reverenciar a memória dos atletas israelenses assassinados por terroristas dentro da Vila Olímpica nos Jogos de Munique . Foi também uma questão que desagradou bastante a organização das XXX Olimpíadas. O COI procura manter o evento fora totalmente das influências políticas. Embora a Carta Olímpica seja clara em relação a isso, essa isenção é mantida com muita dificuldade. O próprio Comitê é acusado, por exemplo, de usar técnicas de propaganda inspiradas ou surgidas em grandes mobilizações políticas no mundo (nazismo, fascismo, socialismo etc.). De qualquer maneira, o governo brasileiro não está muito acostumado com isso. É melhor ler a Carta, para não ser ameaçado de levar chute no traseiro. Sem país para representar na maratona Quatro atletas estão participando dos Jogos Olímpicos de Londres sem bandeira nacional . Vão usar a bandeira olímpica. Três são das Antilhas e um da África . Os antilhanos, da ex-Antilhas Holandesas, no Caribe apresentaram índices olímpicos - Philipine van Aanholt (vela), Reginald de Windt (judô) e Liemarvin Bonevacia (atletismo) - mas recuam-se a defender a bandeira da Holanda, por se recusar a reconhecer ainda suas autonomia. O atleta africano é o maratonista sudanês Guor Marial, que tem uma história bastante emblemática. Sua aceitação nos Jogos ocorreu cinco dias antes da abertura.Ele vai correr com a bandeira olímpica, porque seu país, hoje Sudão do Sul, está em guerra há mais de trinta anos, e não tem autoridade olímpica. Ele é um refugiado, que depois de fugir para o Egito, quando tinha 16 anos, Guor conseguiu asilo nos Estados Unidos , onde foi admitido na Universidade de Iowa e desenvolveu seus treinamentos. Para inscrever-se em Londres, Guor teve de conseguir o tempo mínimo e, mesmo assim, esperou a confirmação para Londres por quase nove meses. Embora ainda queira disputar uma olimpíada por seu país, Guor se recusou a competir pelo Sudão em Londres, alegando que atual governo matou 27 pessoas de sua família. O atleta, que chegou a ser recolhido a um campo de concentração, tem esperança de disputar a maratona, por seu país de origem, nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, quando estará, contudo, com 31 anos.

 Ciclista atropelado por ônibus olímpico

Um ônibus oficial das Olimpíadas atropelou um ciclista, em Hackley, nas proximidades do Parque Olímpico. Mesmo socorrido pelos serviços de saúde dos Jogos, e transportado de helicóptero imediatamente ao acidente , o ciclista não resistiu aos ferimentos e morreu.A Polícia deteve o motorista e promete investigar o fato, que indignou os milhares de ciclistas que circulam por Londres, justamente porque o Governo e o próprio Comitê Organizador dos Jogos tem estimulado o uso da bicicleta para aliviar o trânsito. Bradley Wiggins, medalha de ouro inglês no ciclismo, foi à televisão, e fêz um apelo para que os ciclistas circulassem nas faixas específicas para eles. Reconheceu, entretanto, que mesmo assim Londres está perigosa para quem gosta de passear ou ir trabalhar d e bicicleta.

Malandragem chinesa

Comum no Brasil, quando um time ou um atleta traça uma estratégia vencedora, para pegar no jogo seguinte um competidor menos forte, nos Jogos Olimpícos de Londres oito atletas, chineses, coreanos e indonésios foram desclassificados por fazer “corpo mole” na partida de Badmigton na qual se enfrentavam, para tentar ficar em segundo lugar e, assim, nas quartas de final evitar ter de jogar com uma dupla chinesa fortíssima que vinha vencendo todos os adversários.. Quem denunciou foi o público que, surpreendentemente percebeu, e começou a vaiar as duplas e a pedir o dinheiro dos seus ingressos de volta. Foi então que os juízes acordaram, e cobraram jogo, mas não havia mais como corrigir o curso da competição. Foi um dos episódios mais desagradáveis, e poderá levar a suspensão dos atletas e do Badmington das Olimpíadas do Rio de Janeiro, justamente num momento em que o esporte ganha adeptos no Brasil.. Sebastian Coe, organizador dos jogos de Londres, condenou a estratégia dos chineses, sentenciando: Este definitivamente não é o espírito olímpico, que exige que, para chegar ao pódio, o atleta supere os próprios limites . O episódio envolveu o chineses campeões do mundo Wang Xiaoli e Yu Yang.