sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Treinando nas Malvinas para competir em solo inglês - De Londres, Aylê-Salassié

Meu atleta favoriiitoooo! - Internet

(London Bridge UCB News)

Até agora o Brasil foi mal nas Olimpíadas de Londres , mas está melhor que a vizinha Argentina que, além de não ter conquistado uma medalha sequer,  sua delegação vem sendo rigorosamente acompanhada pela segurança dos Jogos, receosa  de uma manifestação política  contra a presença  inglesa na ilhas Malvinas, conforme revelou o jornal Evening Standard, um vespertino londrino.Ontem , na Riverbank Arena , o  time de hockey masculino da Inglaterra jogou contra os argentinos, vencendo-os por 4 a 1 . Aparentemente a disputa foi tranqüila, sem  problemas. Contudo, a reportagem deixava transparecer  que  a organização do evento está atenta, em cada competição em que o país participa, à um suposto protesto argentino,  “similar  ao  promovido pelo  movimento Black Power, nos Jogos do México, em 1968, quando os velocistas norte-americanos  Tommie Smith e John Carlos saudaram o público com os braços levantados, e mãos cerradas”.No caso do jogo de hockey, a preocupação do COI  com a manifestação política dos argentinos surgiu, e parece não estar descartada a possibilidade,   a partir  de um filme produzido no país pouco antes do início das Olimpíadas, no qual o time argentino afirmava estar treinando num  campo localizado supostamente em território das Ilhas Malvinas. O filme destacava uma legenda ufanista e promocional, que desagradou  os britânicos. Dizia: “Para competir em solo inglês, nós treinamos em solo argentino”.A questão foi  considerada  “insultuosa” pelo secretário  de defesa, Philip Hammond, e “desrespeitosa  para a população da ilha”.  A delegação argentina disputa os Jogos Olímpicos de Londres com 137 atletas e, além de alimentar a esperança de conseguir medalhas   no hockey sobre grama feminino, basquete masculino, vela, remo, judô e atletismo, trabalha com a perspectiva de somar experiência para atletas que disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro . “Temos muitos atletas novos, em um período de transição”, disse Gerardo Werthein, presidente do Comitê Olímpico Argentino e da  Entidade Nacional de Alto Rendimento Deportivo (Enard), criada recentemente agregada de um  um imposto sobre a telefonia celular destinado ao financiamento do esporte.            A grande ausência na comitiva argentina é seu time de futebol, que após conquistar as primeiras duas medalhas de ouro olímpicas em Atenas e Pequim, não conseguiu a vaga para Londres, ao ficar em terceiro lugar no Sul-Americano Sub-20 do ano passado. O secretário de Esportes da Argentina, Claudio Morresi, que participa da delegação, resumiu as expectativas do grupo, dizendo ter  tem esperanças de medalhas no basquete e  no hockey feminino, time conhecido como 'As Leoas', pelo espírito de luta. A questão da segurança dos Jogos tem sido assunto mantido sob reserva, mas seus sinais estão por toda área de Londres. São helicópteros rondando  os lugares mais freqüentados, o parque olímpico e a vila olímpica. Por toda Londres existem milhares de câmeras de vídeos  fixadas  em lugares públicos e gerenciadas por um sofisticado sistema de controle  central. Nas ruas ,  policiais a paisana trocam informações todo tempo . A polícia londrina não porta armas de fogo, mas para as Olympiadas, existe uma unidade que posa publicamente inclusive com equipamento pesado.

Cordialmente
Aylê-Salassié
http://spaces.msn.com/ayleq