quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conheça a Mercearia Paraopeba e o Roninho de Itabirito - Minas Gerais

Logo abaixo, após a última foto que postei, há um vídeo realizado pelo Rusty Marcellini sobre a Mercearia Paraopeba, conheça a história dessa incrível família e a sua especial maneira de negociar, nos dias de hoje, como os seus avós o faziam, na base do escambo, anotando em cadernetas as vendas no fiado, confiando e recebendo confiança. Vejam a importância dessa cultura comercial para a sobrevivência de várias famílias que fornecem seus produtos há mais de 50 anos para a Mercearia Paraopeba. É uma alegria ficar lá dentro, vendo os clientes/amigos, chegarem, contarem seus causos, escolherem e levarem suas compras. É um entra e saí de gente o tempo todo e o Roninho, sempre atencioso e conversando com dois e até três clientes ao mesmo tempo.
Uma viagem agradável, uma visita inesquecível e uma bela lição de vida. Quem for a Ouro Preto, entre em Itabirito, faça uma parada na Mercearia Paraopeba, conheça o Roninho e com certeza você não sairá de lá sem comprar ou provar alguma coisa.
Aproveite para provar o delicioso Pastel de Angu, peça dica ao Roninho de locais onde comer o pastel.

Clique nas fotos para ampliar

   Fachada da Mercaria Paraopeba - Itabirito, situada entre Belo Horizonte - 55km e Ouro Preto - 48km.

Roninho, proprietário da Mercearia Paraopeba. Visão comunitária, excelente comunicador, contador de causos, dá vontade de ficar lá um dia inteiro conversando com ele, provando as delícias vendidas.
O pé esquerdo da bota, no alto, à esquerda, está a espera de um cliente que tenha somente o pé esquerdo. Um dia será vendida. Nas mãos do Roninho, uma marmitinha de alumínio cotendo goiabada cascão, a marmita é vendida embrulhada em um pano de prato. É uma lembrança da Mercearia e ótimo presente para se levar como recordação da visita.

Chapéu de palha, martelo, mata mosquito, manivela (máquina) para empinar (soltar) papagaio (pipa, quadrado).


Umbigo de bananeira, isso é uma delícia, picado, refogado com carne moída ou frango, usado também, como recheio de Pastel de Angu, outra especialidade da cidade. Na Mercearia encontrei e comi Bolinho de Feijão, uma delícia que há muito não comia.

Funil, coleiras para cães e gatos, alho, serrote, bóia hidráulica, garrafa térmica.


Peteca de folha de bananeira

                                         Urinol (Pinico) de plástico, de ágate, tubos de pvc, porta canivete
Panelas de ferro, de alumínio batido, decoração, bombons Sonho de Valsa na gaiola (já viu isso?)

          Amendoim, cebola, gengibre, porquinho cofrinho de barro, serrote, peneira para construção
                    Sabão preto embrulhado na folha de bananeira, batata, ovo caipira, cabacinha para fazer cuité (pra tomar umas pinguinhas das boa!)
Licores variados, pingas, conservas, canecas e bules esmaltados, ratoeira (ao lado dos canecos vermelho e branco, à esquerda)
      Canudinho com doce de leite, biscoito de polvilho, balas embrulhadas na palha (3,50 o pacote), goiabada cascão embrulhada na folha de bananeira, favo de colméia com mel. Coisas finas,que lá, você acha.

                    "Refil" para sandálias havainas (Em que outro lugar você já encontrou?), ralador

Esse cliente/amigo, levou um pacote de moedas para trocar e ajudar no troco. Como o Roninho estava ocupado deu a ele um vale no valor que o cliente disse ter. Logo em seguida enquanto conversavamos, a Secretária Executiva do Roninho contou as moedas e disse estar faltando R$ 0,10.
Então fico te devendo, depois eu trago, falou o cliente. E me disse, aqui é assim temos confiança entre a gente. Veja o vale na mão dele e na bandeja onde ele apoia a mão, estão os Bolinhos de Feijão.
Tem queijo minas, linguiça, embutidos, picanha, muçarela, biscoito de polvilho e até "MANDIOPÃ", lembra disso? Uma família produz e a mercearia vende.

              Pneu de bicicleta, câmara de ar para automóveis, escorredores aramados, conexões em pvc

Como diz o Roninho, aqui vendemos de quase tudo, o que não tiver procuramos e conseguimos para o freguês. Galinhas vivas, balaios, cestas, chuveiros buchas para banho, churrasqueira defumadora. Tem até "bundinha" para tomar cachaça. Pense o que deseja, procure que vai achar.

Assista o vídeo realizado pelo Rusty Marcellini, que conta a história da família e da Mercearia Paraopeba.




                                                               Eu na saída da Mercearia

Fotos: UNIVERSO  e WAL  -  Vídeo: Rusty Marcellini - YouTube

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Brasil chega à centésima medalha - De Londres, Aylê-Salassié

Segurança total nas olímpiadas

(London Bridge UCB News)

De quem pouco se esperava veio o resgate dos brasileiros nas Olimpíadas de Londres. Num único dia o Brasil conquistou três pódios, e chegou à 100ª medalha em 22 participações em Jogos Olímpicos. As de ontem vieram de Arthur Zanetti, ouro, na ginástica; de Roberto Scheidt , bronze na vela; e de Adriana Araújo, bronze também , no boxe feminino. Nos Jogos de Londres, até ontem, já caminhando para o fim, os brasileiros haviam conquistado apenas sete medalhas, situando-se no 32º lugar no ranking de Jogos de Londres. Coube a Arthur Zanetti, o último da equipe de ginástica que não havia ainda competido, conquistar o ouro nas argolas, superando o chinês tetracampeão mundial e vencedor em Pequim (2008) Chen Yibing, recuperando assim o prestígio do Brasil na modalidade. Embora entre as melhores do mundo, a ginástica brasileira teve uma má presença nas Olimpíadas de Londres. Apesar de um atleta respeitado, Zanetti vinha de quatro cirurgias, e não havia chegado a ter uma retrospectiva de grandes conquistas. Após a vitória, mais surpreso que emocionado, declarou que "Queria ganhar essa medalha para a ginástica brasileira”. Salientou que esperava que ela contribuísse para ajudar a mudar um pouco as características da modalidade no Brasil . Zanetti, foi uma espécie de azarão, vencedor pela força de vontade e o apoio do público, que fez coro para ele. A medalhista brasileira número 100do Brasil é a noviça Adriana Araújo, no boxe feminino, na categoria mosca (até 51 quilos). Ao vencer a marroquina Mahjouba Oubtil , assegurou, no mínimo, a medalha de bronze, tirando o Brasil de um jejum de medalhas olímpicas na modalidade que durava 44 anos. A primeira e última foi o bronze de Servílio de Oliveira, no boxe masculino, nos Jogos da Cidade do México, em 1968, na categoria mosca. Robert Scheidt foi também muito bem na vela, e assegurou um bronze suado para o Brasil. Scheidt chegou a liderar a prova, mas a competição esteve muito acirrada no seu final. Com as medalhas de ontem, sobretudo a de ouro, o Brasil voltou a se posicionar abaixo do 30º lugar. Na realidade, a melhor posição do Brasil no ranking das Olimpíadas foi em Atenas, quando ficou em 16º lugar. Em Pequim, caiu para o 23º. Nas 22 participações brasileiras nos Jogos Olímpicos, por três vezes o Brasil nao conquistou uma medalha sequer e, em varias delas, nao conseguiu mais que uma de bronze. O quadro de premiaçao dos brasileiros reúne 22 medalhas de ouro, 26 de prata e 51 de bronze. Falta aqui a medalha de Adriana que, embora já assegurada, a competiçao nao terminou. Por modalidade, o judô foi a que mais premiou o Brasil, 19 medalhas. Vem a seguir a vela, com 17 medalhas e o volei , 16 medalhas. Existe a possibilidade novas medalhas para o Brasil no basquete, no vôlei masculino, no vôlei de praia, que está chegando à final.

Nem o pior inimigo merece o quarto lugar - De Londres, Aylê-Salassié

4º lugar, ô raiivaaaa! - Internet
(London Bridge UCB News)
Os grandes perdedores olímpicos não são os que ficaram abaixo das três marcas principais (1º,2º,e 3 º lugares ), mas aqueles que chegaram em quarto lugar, às vezes, por uma diferença de décimos de segundo, outras por um descuido com o tempo relâmpago, ou , como diz Usaind Bolt, “porque não resisto a tentação de olhar para o lado”.
O quarto lugar numa prova olímpica é o que causa mais danos ao perdedor. O atleta fica inconformado. Há os que chegam a maldizer os locais onde treinou, as técnicas usadas , os técnicos que teve, terminando por amaldiçoar a si mesmo, ao considerar-se o pior dos mortais.
Por causa disso, um aficionado do esporte olímpico, do condado Derbyshire, no centro da Inglaterra, David Mitchell, que nunca teve sucesso como atleta, decidiu ser solidário com aqueles que terminaram em quarto lugar. Cunhou e começou a enviar para eles medalhas feitas de peltre, liga metálica resultante da fusão do chumbo, antimonio, estanho e cobre, menos valiosa do que o próprio bronze. A primeira foi para mergulhador britânico Tom Daley.
Mas a fila é grande e, provavelmente, Mitchell vai precisar criar uma corrente de solidariedade financeira para manter a produção paralela de medalhas olímpicas para os quartos lugares. Sao mais de trezentas provas.Resulta disso uma hipótese quase verdadeira .
Contrariamente ao espírito olímpico, poucos atletas vieram a Londres para competir. Todos querem ganhar . A medalha de ouro é o máximo do reconhecimento olímpico A medalha de prata permite ainda um certo orgulho pessoal - 2º do mundo -, e a medalha de bronze deixa o atleta entre feliz e triste. Mas, apesar disso, até o bronze o atleta está entre os melhores do mundo.
Entrevistas concedidas aqui por alguns atletas antes das competições revelam claramente essa postura anti-olímpica . Persegue-se explicitamente a medalha de ouro.Para Neymar, do futebol, “vim aqui para ganhar”. A também brasileira Maureen Maggi , do salto à distância feminino afirma que “ todas querem a mesma coisa, mas só há três medalhas”. O inglês Bradley Wiggs, do cliclismo, diz que “para ser cem por cento honesto, é ouro ou nada. Eu não posso sentar e dizer que eu vou ficar feliz com uma prata, ou um bronze.” Aí está, portanto, a explicação do porque os seis medalhistas brasileiros entraram ontem na entrevista coletiva no auditório do St John’s College, um escola imperial britânica\, sem as medalhas de prata e bronze brilhando no peito. Pareciam constrangidos para exibi-las, como se estivessem envergonhados com as próprias marcas.
Da mesma fora que aconteceu com Rebeca Adlington, ocorreu com eles. A opinião pública brasileira, na sua provincialidade, ofereceu-lhes o trono, mas eles não conseguiram conquistar a coroa. Entao se os próprios medalhistas sentem-se frustrados com o reconhecimento secundário – o marketing diz qu o segundo não existe - , imagine aqueles que, esperanços como todos, não chegaram sequer ao bronze.
Entre os atletas que ficaram em quarto lugar que mais impactaram a expectativa de David Mitchell , existem, inclusive, alguns ex-medalhistas de ouro de Olimpíadas e campeonatos mundiais anteriores. Iryna Kindzerska (Ukraine), judô feminino +78kg, uma mulher enorme, chorava copiosamente sobre o tatame. Shin A. Lan(Coréia do Sul), esgrima espada, que, num empate que lhe dava o bronze, perdeu o tempo e o lugar enquanto reclamava.
Mais dramático ainda foi para as cinco ginastas ucranianos que já haviam ganho as medalhas de bronze, mas Japão protestou contra a pontuação de Kohei Uchimura, de 13,466, por ter caído do cavalo com alças, os juízes aceitaram, e a pontuação de Uchimura subiu para 14,166, sendo a medalha transferida para o Japão. Uma vitória no tapetao . Houve um silêncio comovente entre as meninas da Rússia, que, em seguida, desabaram num choro inconsolável. O quarto lugar é o lugar mais terrível que tem nas Olimpiadas. Nao se deve desejá-lo nem para o pior inimigo.

Prato do dia - Pasta da Mamma

 Muito fácil de preparar e delicioso de se comer. Clique nas fotos para ampliar.

Ingredientes:
Para 2 pessoas

1/2 pacote de espaguete Barilla
14 tomates cereja cortados ao meio
1 pedaço de 150g de presunto cru picado em cubos pequenos
6 pontas de aspargos, o restante do talo picado em rodelas pequenas  
Manjericão a gosto
1 vasilha com água e gelo
1 panela grande com bastante água para cozinhar a pasta
Sal
Azeite

Preparo:

Ponha bastante água para ferver numa panela grande
Quando a água ferver, adicione uma colher de sopa de sal e deixe ferver novamente.
Coloque a pasta para cozinhar, seguindo a recomendação do fabricante - víde na caixa. Deixe a pasta al dente
Enquanto a água pega fervura, cozinhe os aspargos em outra panela com água e um pouco de sal. Deixe no ponto al dente.
Coloque os aspargos numa vasilha com água e gelo, por cerca de 2 minutos para parar o cozimento e manter a cor.
Retire da água e enxugue-os com papel toalha ou num pano de prato limpo
Corte as pontas  e pique os talos em rodelas. Reserve.
Numa frigideira, coloque um pouco de azeite e frite o presunto cru até ficar crocante. Escorra a gordura do presunto.
Adicione na frigideira, o aspargo, os tomates, as folhas de manjericão e um pouco de azeite, mexa.
A pasta  estando no ponto, escorra  a água e adicione o presunto, com o aspargo e os tomates por cima, misture com dois garfos e sirva em seguida.

Dica: O ideal é fazer simultâneamente o preparo do presunto, aspargo e tomates com o cozimento da pasta. Assim, fica tudo quente e dentro do ponto ideal para se comer.

Fotos e preparo do prato: UNIVERSO

Isso não vai dar certo... Já não basta a Receita Federal?

Desenho : Frank - Internet

Plástico uma praga necessária?

Foto:UNIVERSO - Pôr-do-Sol - Chicureo - Chile - 2012 

Veja os dois vídeos abaixo, que não são novidades, e veja como o plástico que faz parte em nossas vidas modernosas, está em quase tudo que usamos e descartamos de qualquer jeito em todos os lugares, e atente para o desastre que provocamos e que está por vir.

Dê uma olhada em torno de você e veja onde o plástico não é usado, fica mais fácil assim, do que procurar onde o plástico é usado. Será que podemos viver sem o plástico?
Se a resposta for não, só nos resta nos prepararmos para desastres ambientais provocados por nós, pela maneira irresponsável como usamos e descartamos tudo que possui plástico.

Jogar uma simples tampa de refrigerante numa rua, num lote vazio, num lixão, na beira de um rio, praia, lago, enfim, em qualquer local,  estamos contribuindo para o que você irá assistir nos vídeos.

Não adianta eliminar apenas as discutidas sacolas de plástico de supermercados. Quando você compra em supermercados nas áreas de hortifruti, onde você acondiciona os produtos? Sacos plásticos, que não são biodegradáveis. Portanto, as sacolas plásticas são uma pequenina pontinha do problema.
Em Belo Horizonte, descobriu-se que as novas biodegradáveis, que passaram a ser vendidas, não eram degradáveis e sim ordinárias como as usadas anteriormente. Êita, povinho honesto.
O Ministério Público proibiu a venda dessas sacolas.

É preciso avaliar campanhas que são sugeridas e ou lançadas, sem o afogadilho do vamos que vamos fazer, sem uma avaliação profunda, após procurar conhecer o que se propõe. Está provado que esse lance das sacolas descartáveis dos supermercados, padarias e sacolões, foi uma grande jogada para eliminar custos e obter receita com a venda das novas sacolas.

Sou contra o uso das sacolas de plástico, já deixei de usá-las faz tempo. Mas, é pouco. Pode ser um começo de conscientização. Que passa pela educação em cada lar, escola, igrejas, associações comunitárias, Ongs, de como fazer bom uso do plástico e como descartá-lo corretamente.
Isso exige altos investimentos em pessoal habilitado, materiais de treinamento e divulgação, tem que ser uma campanha constate e com ações muito bem planejadas. Levará tempo para se formar uma geração educada.

Assim sendo, proponho que todos os fabricantes de produtos que levam plásticos, e os governos paguem uma taxa que será usada para programas educacionais e recuperação do meio ambiente degradados pelo plástico
Que eles sejam responsabilizados pela coleta do descarte do que produzem, sua reciclagem e pelos danos ambientais que seus produtos provocam.

Leis duras, fiscalização, punição severa aos infratores, programas educacionais para os porquinhos e sugismundos (lembram dessa campanha?) de plantão, pesquisas para criar plásticos e substitutos, realmente biodegradáveis, sem prejudicar o meio ambiente.

Utópico? Nem tanto, basta a sociedade se envolver e querer fazer, exigindo ações eficazes e imediatas dos governos e empresas envolvidas.






Vídeos : YouTube

domingo, 5 de agosto de 2012

Vista cansada - Otto Lara Resende

Foto:UNIVERSO - Quaresmeira - Belvedere - Belo Horizonte - Minas Gerais
Clieque na foto para ampliar

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Texto publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992.

Quem namora - Artur da Távola


Foto: Universo - Quaresmeira - Belvedere - Belo Horizonte - Minas Gerais
Clique na foto para ampliar

Quem namora agrada a Deus.
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor. A pele melhor, o olhar com brilho de manhã.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar mas espera, quem se sacode com taquicardia e timidez diante da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem entra em estado de música da Metro, quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende, quem transforma a relação num inferno ainda que por amor. Amor às vezes entorta, sabia ? e quando acontece, o feito pra bom se faz ruim.
Não namora quem só fala em si e deseja a parceira apenas para a glória do próprio eu.
Não namora quem busca a compreensão para a sua parte ruim. A invejosa não namora. Tampouco a violenta !
Namorados que se prezam têm a sua música. E não temem se derreter quando ela toca. Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo. Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículos nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada. Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, no seio, na penugem, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado. Sem medo nem preconceito. Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha no lugar que só ele ou ela conhece.
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo que sempre viu e jamais reparou. Flores, árvores, a santidade, o perdão. Deus, tudo fica mais fácil para quem de verdade sabe o que é namorar. Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si e do outro.
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.
Namora quem diz “Precisamos conversar”; e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda, com aflição, o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim.
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.

As lágrimas de Rebeca - De Londres, Aylê Salassié


Mãe, olha eu em Londres

(London Bridge UCB News)

Michael Phelps, Ryan Lochte, Ye Shiwen, Usain Bolt vão ser eternamente lembrados pela brilhante participação nos Jogos Olímpicos de Londres, mas quem ganhou mesmo o coração dos torcedores foi a nadadora inglesa Rebeca Adlington, recordista em Pequim e grande esperança dos ingleses nos 800 m estilo crown livre . Pois, ela perdeu feio para uma jovem iniciante de 16 anos, a norte-americana Katie Ledecky. As lágrimas de Rebeca foram comoventes, mas sua elegância marcou definitivamente o bronze conquistado por ela , ao reconhecer as qualidades e a juventude da norte-americana.Olimpíadas não é só uma questão de ganhar o ouro, a prata ou o bronze. É também de postura e compromisso público. Quem faz do atleta olímpico narcisista é a mídia e o torcedor. Atleta olímpico tem características muito distintas de outras de modalidades livres . São a expressões nacionais. Envolvem a expectativa, na maioria das vezes, de toda uma Nação . “You’ve made the nation pround”( “Você fez a nação orgulhosa”) é frase com que os ingleses estão saudando seus medalhistas. Seguir, portanto, os preceitos da Carta olímpica, segundo a qual “o importante é competir”, transforma atletas olímpicos em cavalheiros. Mas, não é fácil porque estar ou manter-se em condições de competir dentro das regras olímpicas, que perseguem a perfeição do indivíduo, não é para qualquer um, embora não seja impossível também. De tal forma que só fato de chegar às olimpíadas já é um feito para nunca ser esquecido.Medalha não é o único drama dos atletas. À ansiedade natural pela espera da prova vão se somar, por exemplo, a longa preparação e a insegurança na largada ao lado de grandes recordistas mundiais . É inibidor, que o diga Tiago Pereira, que, apesar disso, conseguiu bater Michael Phelps nos 400 m medlley. Depois vem a idade. A delegação chinesa tem idade média inferior a 20 anos. Constrange os mais velhos. Alguns só se recuperam depois do primeiro susto. Na fase classificatória ainda é possível esse milagre. Foi o caso da inglesa Amy Smith, da natação, uma das últimas do revezamento 4x100 e que , em último lugar, estimulada pelo público, retornou entusiasmada para a bateria final ,e venceu a prova. A dupla brasileira Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, da regata feminina, classe 470, em 14º lugar, de repente teve um insight (inspiração) e começou a acelerar, pulando para o 5º lugar. O torcedor tem também o seu papel. Ser amado em excesso pode ser um problema para o atleta, que, justamente por ser humano, vive uma estabilidade emocional enorme antes e depois das provas. (Usain Bolt dorme com dificuldade antes de uma prova). Na Inglaterra, a grande campeã do heptatlo Jéssica Ennis, adorada pelos ingleses, passa por uma situação similar no meio da competição. Sua competição consiste em sete provas – 100 metros,salto em altura, arremesso de peso, 200 metros rasos, salto em distância, lançamento de dardo e 800 metros nado livre -, que se desenvolvem em dois dias consecutivos, sendo quatro no primeiro e três no segundo dia. De um dia para o outro, liderando as primeira provas, a atleta se transformou numa ícone nacional, recebendo a consagração pública, embora sua chance de perder nas provas restantes seja ainda muita alta. Isso gera uma expectativa do público que atinge o atleta, cujo grau de ansiedade pode levá-la a não conseguir os pontos necessários para chegar ao pódio. Suas concorrentes são também muito fortes, mas o público as ignora.
Trata-se de uma relação de amor e ódio, na qual o torcedor é mais implacável que o próprio Comitê Olímpico. Em um minuto ele sai do amor eterno para a frustração total Transmitir com exagero o amor aos atletas, dizia ontem uma analista inglês, pode levar à inibição do atleta. A judoca brasileira Rafaela, depois de passar por tudo isso, foi agredida por uma torcedora pela internet, e não resistiu a dar uma resposta indelicada e anti-olímpica. Ainda bem que ela já havia competido. Mas, às vezes são os próprios torcedores que colocam o atleta numa situação altamente constrangedora. E não há como julgá-lo. Daí as lágrimas de Rebeca Adlington, que havia sido coroada, nas primeiras páginas dos jornais, antes de assumir o trono.

Prato do dia - Shitake ao vinho do Porto - aspargos - tomate cereja e crocante de presunto cru

Clique nas fotos para ampliar

 Cozinhe as pontas dos aspargos, al dente, reserve na geladeira

 Rasgue o presunto cru em tiras e leve ao forno até ficar crocante, reserve

 Salteie o Shitake no azeite, com um pouco de cebola ralada e tempero de alho e sal a gosto. Quando dourar, adicione meio copo de vinho do Porto e deixe evaporar e tomar gosto. Por cerca de 5 minutos.

Salteie o aspargo reservado na manteiga ou azeite, prefiro usar o azeite. Corte os tomates cereja ao meio e monte o prato como na foto, juntando o presunto crocante. Sirva como entrada.

Preparo e fotos do prato: Universo - Provadora e degustadora oficial: Wal

“Where have all the flowers gone?”(Para onde foram as flores?) - De Londres, Aylê-Salassié

Magoei!!!! - Marta 5 vezes a melhor jogadora do mundo, de futebol feminino - Internet

(London Bridge UCB News)

É difícil prever com que qualidade atlética o Brasil vai chegar às Olimpíadas de 2016, se os atletas brasileiros despontam milagrosamente, já praticamente adultos, e só aí vão ter o apoio oficial para desenvolver suas habilidades. Na China, as crianças, ainda escola primária, que apresentam qualidades físicas especiais são tiradas dos país, e recolhidas aos centros de treinamento olímpicos do governo. Na Inglaterra elas recebem treinamento esportivo nas escolas desde os cinco anos de idade, quando ingressam no ensino primário. No Brasil, nem existem centros nacionais de educação e treinamento esportivo, mantido pelo governo, nem as escolas , mesmo as públicas, estão obrigadas a manter nos currículos disciplinas de educação física ou esportiva. Para surpresa dos próprios ingleses, ontem o presidente da Associação Olímpica Britânica ( BOA), o equivalente ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Lorde Moynihan, ao analisar o quadro de medalhas obtido pelos atletas britânicos nas Olimpíadas de Londres pediu indignado “uma imediata reforma na escola pública do País”, por considerar “ Inconcebível que metade dos medalhistas olímpicos ingleses tenham tido educação na escola privada”. Embora a escola pública inglesa seja uma das mais conceituadas do mundo, entende ele que ela não está cumprindo integralmente o seu papel de formar cidadãos mentalmente e fisicamente sãos , para não dizer, com índices olímpicos. A surpresa de Lorde Moynihan vem do fato de que a educação na Inglaterra, pública e obrigatória, dos 5 aos 16 anos, desenvolve-se em tempo integral , por meio de um currículo básico nacional, em que o ensino e a prática da educação física são compulsórias. E somente 7% dos estudantes ingleses freqüentam escolas particulares, “private schools”, cujo custo vai de 500 libras por mês a 35 mil libras por ano. Algumas dessas escolas são também chamadas de “public schools” , embora mantidas por entidades privadas.Por motivos vários – religiosos, saúde, etc – apenas 18% dos alunos não têm a obrigação de seguir o currículo nacional. 

Cleide Rodrigues (35) é uma brasileira que cuida da casa em que está hospedado o pessoal do London Bridge UC News. Casada, também com brasileiro, ela se orgulha de viver aqui. Tem três filhos, dois matriculados na Kensal Rise Primary School. Ambos têm como disciplina obrigatória estudos e exercícios de educação física uma vez por semana, e a opção de , ainda na infância, praticar diariamente uma ou mais modalidades de esporte, pagando apenas uma libra para cada uma.O brasiliense Joao Sena, pai, mantenedor e treinador de Caio Sena, que compete na “marcha atlética” nessas XXX Olimpíadas confessa que chegar a Londres com seu filho foi uma árdua batalha, e que envolveu sacrifício de toda família. Segundo ele “O Brasil precisa retomar a prática de educação física e do esporte mesmo nas escolas”. A educaçao física sempre foi disciplina obrigatória no currículo das escolas brasileiras, desde o primeiro ano 1º Grau. Na medida em que os salários dos professores foram ficando defasados, os ícones do esporte nacional ( do futebol) eram exaltados pela mídia como originados das peladas de rua, e as academias esportivas e de ginástica privadas multiplicavam-se pelo País , a prática da educação física e do esporte nas escolas foi sendo flexibilizada, relaxando mesmo, até que por meio de pressões lobistas conseguiu-se esvaziar a obrigatoriedade da educação física escolar. No fundo, todos os brasileiros querem subir ao pódio sem fazer força, inclusive o governo. Os poucos atletas olímpicos do Brasil, podem ser tratados mesmo como heróis. Fizeram-se sozinhos, sem praticamente apoio da escola, enfrentaram a indignidade da busca de magros patrocínios, e só com muita luta, desgaste psicológico e perda de tempo conseguiram acessar os financiamentos ao esporte distribuídos pelas agências oficiais. Milhares sequer sonharam com essa possibilidade.

O insólito e o excêntrico nas Olimpíadas de Londres - De Londres, Aylê-Salassié

Tio quero fazer xixi!!! - Internet


(London Bridge UCB News)

Como toda Olimpíada, os XXX Jogos de Londres apresentam também suas excentricidades e situações insólitas originais, com as quais, apesar da experiência centenária, o Comitê Olímpico Internacional e os países anfitriões têm de conviver.

O segredo de Minxia.

Depois de conquista da terceira medalha nos Jogos Olímpicos de Londres a mergulhadora chinesa Wu Minxia foi surpreendida com a informaçao de que sua mãe estava lutando contra um câncer há vários anos e que seus avós haviam falecido. O segredo foi guardado, por anos, de Minxia, por sua família e pela autoridades olímpicas chinesas, para não interferir no desenvolvimento esportivo da atleta. “Foi fundamental mentir para ela de várias formas”, disse seu pai Wu Yuming, acrescentando que “nós concluímos há muito tempo que Wu não pertencia totalmente a nós”. Na China aqueles que demonstram cedo vocações olímpicas são tirados de suas famílias e colocados em escolas especializadas em treinamentos esportivos . Ali, esses estudantes praticamente modalidades esportivas específicas, treinam, no mínimo, quatro horas por dias . Wu começou a treinar mergulhos diariamente com a idade de seis anos. Aos 16 ela saiu definitivamente de casa para se instalar num centro aquatico do governo, e de la para as medalhas de Londres.

Visitante inoportuno

Causou indignação no Parque Olímpico e desconforto no governo inglês, a visita do presidente da Rússia Vladimir Putin, faixa preta em artes marciais , ao ginásio ExCel,onde estão acontecendo as competições da modalidade esportiva nas Olimpíadas de Londres . Putin foi recebido constrangedoramente em Downing Street, pelo primeiro-ministro David Cameron. A inoportunidade de sua presença é vista por duas razoes : no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em que cada um dos cinco membros tem poder de veto, a Rússia e a China negam-se a aprovar uma intervenção da ONU no conflito da Síria, onde a população civil está sendo massacrada pelas forças do Governo; por outro lado, refletiu muito mal aqui a prisão, em Moscou, dois dias atrás, de três jovens que protestaram dentro de uma igreja contra o seu governo, o que levou à acusação de crime de sacrilégio – diante do altar de uma igreja, pediram em oração, em voz alta, a virgem Maria para tirar Putin – o que pode levá-las a pegar oito anos de prisão.

Minuto de silêncio

O Comitê Olímpico de Israel tentou convencer o Comitê Olímpico Internacional e da Inglaterra a adotar um minuto de silêncio nos Jogos de Londres para reverenciar a memória dos atletas israelenses assassinados por terroristas dentro da Vila Olímpica nos Jogos de Munique . Foi também uma questão que desagradou bastante a organização das XXX Olimpíadas. O COI procura manter o evento fora totalmente das influências políticas. Embora a Carta Olímpica seja clara em relação a isso, essa isenção é mantida com muita dificuldade. O próprio Comitê é acusado, por exemplo, de usar técnicas de propaganda inspiradas ou surgidas em grandes mobilizações políticas no mundo (nazismo, fascismo, socialismo etc.). De qualquer maneira, o governo brasileiro não está muito acostumado com isso. É melhor ler a Carta, para não ser ameaçado de levar chute no traseiro. Sem país para representar na maratona Quatro atletas estão participando dos Jogos Olímpicos de Londres sem bandeira nacional . Vão usar a bandeira olímpica. Três são das Antilhas e um da África . Os antilhanos, da ex-Antilhas Holandesas, no Caribe apresentaram índices olímpicos - Philipine van Aanholt (vela), Reginald de Windt (judô) e Liemarvin Bonevacia (atletismo) - mas recuam-se a defender a bandeira da Holanda, por se recusar a reconhecer ainda suas autonomia. O atleta africano é o maratonista sudanês Guor Marial, que tem uma história bastante emblemática. Sua aceitação nos Jogos ocorreu cinco dias antes da abertura.Ele vai correr com a bandeira olímpica, porque seu país, hoje Sudão do Sul, está em guerra há mais de trinta anos, e não tem autoridade olímpica. Ele é um refugiado, que depois de fugir para o Egito, quando tinha 16 anos, Guor conseguiu asilo nos Estados Unidos , onde foi admitido na Universidade de Iowa e desenvolveu seus treinamentos. Para inscrever-se em Londres, Guor teve de conseguir o tempo mínimo e, mesmo assim, esperou a confirmação para Londres por quase nove meses. Embora ainda queira disputar uma olimpíada por seu país, Guor se recusou a competir pelo Sudão em Londres, alegando que atual governo matou 27 pessoas de sua família. O atleta, que chegou a ser recolhido a um campo de concentração, tem esperança de disputar a maratona, por seu país de origem, nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, quando estará, contudo, com 31 anos.

 Ciclista atropelado por ônibus olímpico

Um ônibus oficial das Olimpíadas atropelou um ciclista, em Hackley, nas proximidades do Parque Olímpico. Mesmo socorrido pelos serviços de saúde dos Jogos, e transportado de helicóptero imediatamente ao acidente , o ciclista não resistiu aos ferimentos e morreu.A Polícia deteve o motorista e promete investigar o fato, que indignou os milhares de ciclistas que circulam por Londres, justamente porque o Governo e o próprio Comitê Organizador dos Jogos tem estimulado o uso da bicicleta para aliviar o trânsito. Bradley Wiggins, medalha de ouro inglês no ciclismo, foi à televisão, e fêz um apelo para que os ciclistas circulassem nas faixas específicas para eles. Reconheceu, entretanto, que mesmo assim Londres está perigosa para quem gosta de passear ou ir trabalhar d e bicicleta.

Malandragem chinesa

Comum no Brasil, quando um time ou um atleta traça uma estratégia vencedora, para pegar no jogo seguinte um competidor menos forte, nos Jogos Olimpícos de Londres oito atletas, chineses, coreanos e indonésios foram desclassificados por fazer “corpo mole” na partida de Badmigton na qual se enfrentavam, para tentar ficar em segundo lugar e, assim, nas quartas de final evitar ter de jogar com uma dupla chinesa fortíssima que vinha vencendo todos os adversários.. Quem denunciou foi o público que, surpreendentemente percebeu, e começou a vaiar as duplas e a pedir o dinheiro dos seus ingressos de volta. Foi então que os juízes acordaram, e cobraram jogo, mas não havia mais como corrigir o curso da competição. Foi um dos episódios mais desagradáveis, e poderá levar a suspensão dos atletas e do Badmington das Olimpíadas do Rio de Janeiro, justamente num momento em que o esporte ganha adeptos no Brasil.. Sebastian Coe, organizador dos jogos de Londres, condenou a estratégia dos chineses, sentenciando: Este definitivamente não é o espírito olímpico, que exige que, para chegar ao pódio, o atleta supere os próprios limites . O episódio envolveu o chineses campeões do mundo Wang Xiaoli e Yu Yang.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Minas é muito mais mió - Mineirin Humirde, sô!!!


Mineirinho Come Quieto - Personagem criação do Ziraldo

Já rodei muito na vida,
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro
E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.
Veja o Norte de Minas
Igual a cearense Icó
Tanta seca e pobreza
Que faz qualquer um sentir dó
Aquele calor e secura
Lembra o sertão Seridó
Ali é praticamente o Nordeste.
Só que “um cadinho mió”
Sim, Minas também tem nordeste
Jequitinhonha, dizia minha avó.
Gente aguerrida e guerreira
Que sempre aguenta o jiló
Mas que sabe descansar sossegado
Pescar, esperar o anzol.
Parece o povo baiano
Só que um “cadinho mió”.
Mas é no vale do Mucuri
Que a terra parece de um faraó
Lá tem gente honrada e honesta
Que não vai para o xilindró
Lá o pessoal aproveita de tudo
Dá valor até ao mocotó
Parece muito a Paraíba
Só que é um “cadinho mió”

E o povo do nosso Rio Doce
Povo moreno queimado do sol
Mas que trabalha na terra
Quieto poupando o gogó
Naquelas terras bonitas
Canta alegre o curió
É um pedaço do Espírito Santo
Só que um “cadinho mió”.
E na zona da Mata
Antes, lá era o cafundó.
Hoje tem gente que pensa
Que lá só é festa: samba, baião, carimbó
Mas lá se trabalha bastante
Não pense que é só futebol
Lá é igual o Rio de Janeiro
Só que um “cadinho mió”.
E o nosso sul de Minas
Perseverante como o profeta Jó
Gente que não teme o trabalho
Num labor de sol a sol
Terra de gente importante
Vestida de gravata e paletó
Parece o povo paulista
Só que um “cadinho mió”.
E o povo cafeeiro
Com os pés sujos de pó
Não têm medo de nada
Neles ninguém dá o nó
Café com leite no Brasil
É o nosso grande xodó
Parece o sul de Brasil
Só que um “cadinho mió”
O povo do Triangulo
Que usando um braço só
Derruba um boi pelo chifre
Faz dele um simples totó
È um povo esperto e matreiro
Que não perde tempo fazendo filó
Igual o povo do Mato Grosso
Só que um “cadinho mió”.
E nas nossas Cidades Históricas
Tudo no estilo rococó
lugar de gente ilustre
Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó
Terra de revolução e de luta
Inconfidência, revolta, quiproquó
Poderia ser a capital do país
Só que um “cadinho mió”
E no Alto Paranaíba
Café, pães de queijo e de ló
De frutas gostosas, o abricó
Lugar de aves campeiras
A ema, o pavão, o carijó
Lugar de festas famosas
Rezas, danças, forró
Parece muito Goiás
É só um “cadinho mió”.
Se em Minas está o Brasil
Em Belo Horizonte o Brasil é um só
Mineiro de todos os lados
Juntos, amarrados com grande nó
Aos pés da serra do curral
Pertinho da serra do cipó
Não deve nada pra nenhuma capital
Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ.

Dica enviada pelos amigos Rosemary Campagnuci de Juiz de Fora, Amilcar Ziller de Brasília e Alceny Mendes de BH

Mudanças X tempo - Teruo Yamada

Foto:UNIVERSO - Fim de tarde em Pioppe di Salvaro -Itália

Os dois temas sempre geraram muita controvérsia e muito assunto até hoje.
Se você sente os dois muito presentes em sua vida se prepare: você não é o único.
Todos nós estamos sentindo grandes mudanças, pelo menos aqueles que estão conectados, prestando a atenção em si mesmo e ao seu redor. Para o restante que leva a vida no piloto automático poderão se surpreender com algumas turbulências e terão que pegar o manche de volta nas mãos para que não se quebre todo com a queda.
Sentimos ao nosso redor duas coisas muito fortes: a sensação que o tempo corre mais que nossos pensamentos, nossos sentimentos, a outra coisa é que estamos sentindo mais que nunca uma força aliado um desejo de mudança.
As mudanças sempre são necessárias em nossas vidas, elas nos remetem ao novo.
Estamos abandonando velhos padrões, velhas roupagens, velhas máscaras e estamos abrindo espaço para o novo entrar.
O fator tempo é decisivo para isso, quanto mais você colaborar com a velocidade da mudança, mais você estará colaborando com o fator tempo, isto quer dizer: o tempo estará ao seu favor.
Você não vai mais sentir que está patinando ou andando para trás fazendo movimentos positivos ao seu favor, não estará mais repetindo velhos erros, velhos padrões de comportamento, e isto abre sempre uma nova perspectiva, um novo horizonte.
Hoje corremos atrás do prejuízo, sentimos a violência ao nosso redor, sentimos a falta de amor, a falta de atenção de todas as pessoas para com todas as outras.
Isso porque habitamos o mesmo planeta, o mesmo espaço.
Olhamos ao nosso redor e não vemos mais um muito obrigado, um simples por favor.
Sentimos as pessoas se retraindo, se tornando mesquinhas e violentas, estão se perdendo em seus próprios mundos, olhando para o seu próprio umbigo e se esquecendo que aquilo que fazemos aos outros estaremos fazendo a nós mesmos, isto é uma Lei Divina.
Aquilo que desejamos aos outros receberemos o mesmo ou até mais em nossas vidas.
Se desejamos o bem estaremos recebendo o bem, se desejamos o mal, estaremos trazendo o mal para entrar em nossas vidas.
Muitos de nós engataram a primeira marcha e estão indo desenfreadamente sem olhar para o lado, sem perceber todos os sinais que a vida nos dá. Nos sentimos às vezes únicos, únicos no sentido mais negativo, “egoísmo” isso sim!. Achamos que somente nós temos problemas, que nosso umbigo é maior que do vizinho e portanto nos tornamos nossa própria vítima.
Sentir-se apegado ao vitimismo é a doença do século.
Sentir-se vítima fazemos como que chamemos atenção desnecessária.
Sentir-se vítima chamamos a atenção indevida a nós mesmos e nos identificamos com o papel de vítima e nos sentimos importantes. Não abandonamos esses padrões por nada, infelizmente é a nossa forma de chamar atenção.
Poderíamos nos sentir vitoriosos, arregaçar as mangas, botar o velho pra correr e renascermos, mas preferimos o papel do coitado, é mais fácil, é mais cômodo e assim envelhecemos, sem coragem, encurralados por nós mesmos.
Não somos capazes de adotarmos novas atitudes, somos incapazes de tentarmos pelo menos o novo.
Somos incapazes de sermos felizes e o pior, jogamos a culpa no vizinho, no nosso companheiro, nos nossos amigos ou em nossos familiares.
Não percebemos a nossa falta de comprometimento com a vida e com nós mesmos.
Somos totalmente responsáveis pelos nossos atos.
Somos totalmente responsáveis pelos nossos infortúnios.
Mas também somos responsáveis pela nossas alegria e felicidade.
Se você se identificou com o papel de vítima, levante a bunda da cadeira, levante seu traseiro de sua zona de conforto e se arrisque em pelo menos tentar.
Tentar lutar para chegar a ser feliz.
O tempo urge não percebeu ainda?
Se bobear estaremos novamente no Natal e novamente chegaremos no carnaval.
Não perca mais tempo, levante, mude, aposte!
Só assim o universo reconhecerá suas novas atitudes e sim estará lhe abrindo um novo patamar de consciência onde você não precisará mais sofrer para chamar a atenção alheia.
Você chamará a atenção por ser vitorioso e por poder tentar ser para você mesmo o grande heróis que precisa ser reconhecido.
Se reconheça por você mesmo e não espere que os outros façam isso por você.

Dica da Luciana, amiga de Curitiba, com o computador consertado que compartilha belas imagens e textos

Parasitose Espiritual - Anete Guimarães

Para sua reflexão.



Dica da prima Ivanir Vieira Mendes - de Juiz de Fora

Treinando nas Malvinas para competir em solo inglês - De Londres, Aylê-Salassié

Meu atleta favoriiitoooo! - Internet

(London Bridge UCB News)

Até agora o Brasil foi mal nas Olimpíadas de Londres , mas está melhor que a vizinha Argentina que, além de não ter conquistado uma medalha sequer,  sua delegação vem sendo rigorosamente acompanhada pela segurança dos Jogos, receosa  de uma manifestação política  contra a presença  inglesa na ilhas Malvinas, conforme revelou o jornal Evening Standard, um vespertino londrino.Ontem , na Riverbank Arena , o  time de hockey masculino da Inglaterra jogou contra os argentinos, vencendo-os por 4 a 1 . Aparentemente a disputa foi tranqüila, sem  problemas. Contudo, a reportagem deixava transparecer  que  a organização do evento está atenta, em cada competição em que o país participa, à um suposto protesto argentino,  “similar  ao  promovido pelo  movimento Black Power, nos Jogos do México, em 1968, quando os velocistas norte-americanos  Tommie Smith e John Carlos saudaram o público com os braços levantados, e mãos cerradas”.No caso do jogo de hockey, a preocupação do COI  com a manifestação política dos argentinos surgiu, e parece não estar descartada a possibilidade,   a partir  de um filme produzido no país pouco antes do início das Olimpíadas, no qual o time argentino afirmava estar treinando num  campo localizado supostamente em território das Ilhas Malvinas. O filme destacava uma legenda ufanista e promocional, que desagradou  os britânicos. Dizia: “Para competir em solo inglês, nós treinamos em solo argentino”.A questão foi  considerada  “insultuosa” pelo secretário  de defesa, Philip Hammond, e “desrespeitosa  para a população da ilha”.  A delegação argentina disputa os Jogos Olímpicos de Londres com 137 atletas e, além de alimentar a esperança de conseguir medalhas   no hockey sobre grama feminino, basquete masculino, vela, remo, judô e atletismo, trabalha com a perspectiva de somar experiência para atletas que disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro . “Temos muitos atletas novos, em um período de transição”, disse Gerardo Werthein, presidente do Comitê Olímpico Argentino e da  Entidade Nacional de Alto Rendimento Deportivo (Enard), criada recentemente agregada de um  um imposto sobre a telefonia celular destinado ao financiamento do esporte.            A grande ausência na comitiva argentina é seu time de futebol, que após conquistar as primeiras duas medalhas de ouro olímpicas em Atenas e Pequim, não conseguiu a vaga para Londres, ao ficar em terceiro lugar no Sul-Americano Sub-20 do ano passado. O secretário de Esportes da Argentina, Claudio Morresi, que participa da delegação, resumiu as expectativas do grupo, dizendo ter  tem esperanças de medalhas no basquete e  no hockey feminino, time conhecido como 'As Leoas', pelo espírito de luta. A questão da segurança dos Jogos tem sido assunto mantido sob reserva, mas seus sinais estão por toda área de Londres. São helicópteros rondando  os lugares mais freqüentados, o parque olímpico e a vila olímpica. Por toda Londres existem milhares de câmeras de vídeos  fixadas  em lugares públicos e gerenciadas por um sofisticado sistema de controle  central. Nas ruas ,  policiais a paisana trocam informações todo tempo . A polícia londrina não porta armas de fogo, mas para as Olympiadas, existe uma unidade que posa publicamente inclusive com equipamento pesado.

Cordialmente
Aylê-Salassié
http://spaces.msn.com/ayleq

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Blowing in the wind - Bob Dylan

Foto: UNIVERSO - SENDERO DE PIEDRA ROJA - CHILE

Quantas estradas um homem deve percorrer
Pra poder ser chamado de homem?
Quantos oceanos uma pomba branca deve navegar
Pra poder dormir na areia?
Sim e quantas vezes as bolas de canhão devem voar
Antes de serem banidas pra sempre?
A resposta, meu amigo, está voando no vento
A resposta está voando no vento
Sim e por quantos anos uma montanha pode existir
Antes de ser lavada pelos oceanos?
Sim e por quantos anos algumas pessoas devem existir
Antes de poderem ser livres?
Sim e quantas vezes um homem pode virar a cabeça
Fingir que ele não vê
A resposta, meu amigo, está voando no vento
A resposta está voando no vento
Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima
Antes de conseguir ver o céu?
Sim e quantos ouvidos um homem deve ter
Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?
Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber
Que pessoas demais morreram?
A resposta, meu amigo, está voando no vento
A resposta está voando no vento

(B. Dylan)

Deus, segundo Spinoza


 Baruch Spinoza
Nascido em 1632, em Amsterdã, falecido em Haia, em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes
racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.
Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.

Imagem: NASA - Galáxia em forma de exclamação

Deus, Segundo Spinoza!

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que
saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz
para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau
em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor,
teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram
crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos,
nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me
irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi
de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de
incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo
que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu
poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem
bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são
artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa
que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja
teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um
ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados
nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um
conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de
existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te
dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou
não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais
gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que
acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua
filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me
aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas
relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de
me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram
sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este
mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou,
batendo em ti.

Já conhecia esse texto e me identifico com ele. Ele foi-me enviado, novamente, pelo amigo carioca, vice-campeão vascaíno, João Rodrigues Costa Filho.

terça-feira, 31 de julho de 2012

As Olimpiadas perdem para Londres - De Londres, Aylê-Salassié


Golpe baixo - Internet

O Comitê Olímpico errou nos cálculos

(London Bridge UCB News)

Os ingressos para as competições das XXX Olímpiadas, reservados para as grandes organizações e autoridades, pelo Comitê Olímpico Internacional e o de Londres (Locog), vão ser disponibilizados para venda ao público, e poderão ter até mesmo os preços reduzidos . Os estádios e ginásios, na maioria, estão quase vazios. Além do prejuízo de arrecadação, o que vai afetar o retorno dos investimentos, os jogos não tem público. A cidade de Londres está concorrendo com as Olimpíadas. Os milhares de turistas vieram para os Jogos, mas não resistem ao charme da capital britânica.
Sebastian Coe , um dos medalhistas de ouro , em Olimpíadas anteriores, mais populares da Inglaterra, hoje lorde, com a responsabilidade pela organização dos Jogos de 2012, voltou atrás numa entrevista à televisão, em que negava que houvesse escassez de público nos estádios. Estavam esgotados os 8 milhões de ingressos que haviam sido colocados `a venda, mas esqueceu de dizer que milhares eram mantidos sob reserva para os promotores. Coe confiava nos 175 mil ingressos distribuídos gratuitamente para as escolas, e na extenuante campanha de mobilização para os Jogos desenvolvida por meio de eventos públicos , propagandas nos jornais , na televisão, nas rádios, nas escolas, universidades e fábricas usando-se, inclusive, do artifício de apelar para os orgulho nacional dos ingleses. A festa de abertura reafirmou o discurso fundador da Nação.
Mesmo assim, os estádios estão vazios. O maior concorrente das Olimpíadas é a própria cidade de Londres, iluminada, como nunca, por um sol perene e uma temperatura amena, além de, com os investimentos para os Jogos, ter se tornado mais linda.A Prefeitura de Londres espalhou 70 mil voluntários pela cidade, e preparou a população para receber os turistas olímpicos, de tal forma que o visitante recebe um tratamento altamente atencioso. A catedral de Westiminster, onde se realizam os casamentos reais, o Parlamento , St Pauls Cathedral, que sobreviveu bravamente às bombas dos nazistas, o Castelo de Windsor, a Torre de Londres, na qual esteve preso o filósofo Thomas Morus e até uma parte do Palácio de Buckingham estão abertos a visitação pública . Os jardins , os museus, as centenas de casas de shows, cinema, teatro, a Royal Ópera, os balés ,o Kew Garden, o mais importante jardim botânico do mundo, até um passeio para a Secret London chama a atenção dos turistas. São milhares de ofertas tentadoras. Em meia hora sentado na Trafalgar Square pode-se ouvir mais de 100 línguas diferentes sendo faladas por ali. Todos juntos são fortes concorrentes para as Olimpíadas , Assim, parece que as Olimpíadas ficam para os atletas e os londrinos. Os turistas olimpicos parecem interessados mesmo é em Londres: no movimento intenso na zona um onde estão o Picadilly, o Covent Garden , a Leicester Square, o Soho, a Trafalgar Square, a capela de St Martim, com concertos orquestrais e imensos órgãos de fole trazendo para o público obras de Vivaldi, Bach , Handell, e ate alguns compositores mais populares.
O que está acontecendo em Londres, não foi diferente em Beijing, nem em Atenas. Os Comitês Olympicos nacionais mobilizavam escolares e militares para encher os estádios. Algumas modalidades esportivas ganham público maior quando são equipes (futebol, voley) ou quando candidatos nacionais estão competindo. Modalidades esportivas e até competições entre equipes estrangeiras são presenciadas quase que somente pelos torcedores desses países, isso quando eles não estão se divertindo pelo centro da cidade. No Brasil não vai ser diferente. O Comitê Olimpico superdimensiona os números, os tamanhos, os valores, as exigências fundados, talvez, em sonhos de grandeza, ou fazendo projetos sobre a média de público de cada Olimpíada. O que está acontecendo em Londres, ocorreu em Pequim e Atenas. Serve, portanto, de advertência para o Rio de Janeiro.
Cordialmente
Aylê-Salassié
http://spaces.msn.com/ayleq

Sorriso da Kibon !!!

Foto: UNIVERSO

Terminado o almoço, partimos para adoçar o paladar e ao abrir a caixa de sorvete, deparei com esse sorriso. Não foi criado o desenho, há testemunhas de que foi um fato natural.
Olha aí! Dona Kibon, depois desse comercial, pode mandar uma nova caixa de sorvete de creme aqui pra casa.