quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pior do que pensava - Tostão

Dr. Eduardo Gonçalves Andrade - Tostão - Gênio do futebol - Nascido em Belo Horizonte em 25 de janeiro de 1947. Foto: Arquivo Estado de Minas


Prefiro ver o Brasil melhor no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do que ganhar mais medalhas. De qualquer maneira, se quiser evoluir, em todas as áreas, incluindo o esporte, será necessário diminuir as patotas, a perniciosa relação de troca de favores e colocar os mais bem preparados e mais dignos nos cargos estratégicos.
Não basta planejar e investir. Projeto não fala, não pensa, nem tem alma.

O Brasil joga hoje, contra a Suécia, a última partida no estádio Rasunda, onde ganhou a Copa de 1958. Recentemente, vi, em DVD, todos os jogos, na íntegra. A seleção era melhor do que imaginei com 11 anos, ao escutar as partidas pelo rádio. O Brasil mostrou ao mundo que era possível unir o futebol imprevisível, descontraído e criativo com a eficiência.

Chico Buarque, décadas atrás, em um belíssimo texto, disse que os europeus eram os donos do campo, por ocuparem melhor os espaços, e os brasileiros, os donos da bola, por gostarem de ficar com ela e de tratá-la com intimidade. Hoje, o Brasil não é dono do campo nem dono da bola. Está pior do que pensava. Antes da Olimpíada, achei que o time, por ser quase o principal, diferentemente de outros países, seria o grande favorito e que nossos jovens dariam show em defesas de jogadores desconhecidos. Enganei-me.

Contra o México, Mano errou ao colocar Alex Sandro no meio-campo, aberto, com a função de ser secretário de Marcelo. Alex Sandro e o time já tinham jogado mal contra a Coreia do Sul. Mano errou também ao levar Hulk. A prioridade era mais um zagueiro ou um lateral direito. A defesa jogou muito mal em todas as partidas.

O Brasil não tem um craque definitivo. O único com chance de ser um fora de série é Neymar. Ainda não é. Sem craques experientes a seu lado, no Santos e na seleção, ficará muito mais difícil para ele evoluir. Neymar vive um momento perigoso. Deram a ele o prestígio de uma celebridade mundial, de gênio, e também uma enorme responsabilidade. Se o Brasil não for campeão do mundo, os mesmos que o adulam vão massacrá-lo.

A formação ineficiente e, muitas vezes, promíscua, nas categorias de base dos clubes, e o estilo de jogar dificultam o aparecimento de craques. Com menos craques, há menos chances de isso mudar. Mano, pelo menos no discurso, tenta fazer alguma coisa, sem sucesso. As marcas da mediocridade foram impregnadas na alma dos jogadores, técnicos e de parte da imprensa.

Não adianta trocar de técnico, a não ser que surja alguém especial, romântico e racional, profundo conhecedor de detalhes técnicos, táticos, observador da alma humana e, ao mesmo tempo, corajoso, combativo e que não precisa gritar, se exibir e dizer que é tudo isso. Falta ao futebol um Zé Roberto.

15/08/2012 - 03h00 - FOLHA ONLINE

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Desorganizado futebol brasileiro, ressaca do povo brasileiro


A seleção brasileira de futebol, especializou-se em "valorizar a posse de bola", como insistem os locutores e comentaristas esportivos (cuspidores nas latinhas - microfones), segundo meu pai, com 94 anos de idade, ex-locutor esportivo.
Esse sistema de jogo criado pelo retranqueiro Parreira, consiste que o time tem que ter a maior posse de bola. Com isso, a seleção passou a jogar no sistema "CARANGUEJO":  BOLA PRUM LADO, BOLA PRO OUTRO. BOLA PRA TRÁS, BOLA PRO UM LADO, BOLA PRO OUTRO, BOLA PRA TRÁS.

Futebol é bola pra frente e dentro do gol do adversário, na maior velocidade possível e com o mínimo de toques na bola.

Hoje, o maior adversário da seleção brasileira é ela mesma. Principalente quando entra em campo de salto alto, gel no cabelo, de mãos dadas e orando a cada lance.

Com os técnicos que temos, são bons no blá, blá, blá, nas coletivas de imprensa, principalmente nas justificativas de mais uma péssima partida e derrota ( também, é cada nível de pergunta, cada uma mais idiota do que a a outra). E com a estrutura viciada que está aí, não dá para ter uma seleção que jogue de maneira agressiva, competitiva e consistente, com as características do nosso futebol. Parem de querer imitar  e adaptar o futebol europeu. Temos que criar o nosso sistema de jogar, que sempre foi o nosso diferencial.

Jogadores, são tratados como "Pop Star", não são tratados como atletas, homens e funcionários de uma empresa. São adulados pelos dirigentes. Se preocupam mais com a aparência estética, cabelos, brincos, chuteiras coloridas e reza, muita reza. Como se isso, fosse a garantia de bons resultados. esquecem que tem que fazer a parte deles, que é jogar futebol dentro das quatro linhas.

Também, os clubes não são empresas, são verdadeiras caixas de Pandora, onde quem se dá sempre bem, ganhando ou perdendo, são os dirigentes e os técnicos.
Há uma enxurrada de empresários que possuem a vida dos jogadores em suas mãos, compram e vendem, para quem tiver disponibilidade. Se o jogador deseja jogar em um clube ou país, estão pouco se lixando. Sabem que se não der certo, vão vender o jogador para outro clube. Um clube não mantém a mesma equipe por duas temporadas, sempre há o desmanche, visando o ganho de dinheiro e que depois é sempre aplicado errado.

Aí, os clubes que levam os jovens jogadores, muitos sem ter um corpo musculoso, mas, com grande agilidade, que os levam a serem ágeis no trato com a bola, passam a receber um tratamento físico que os transformam em pesados e com menos agilidade.

Quando terminam, aqueles que ficam e se destacam, as temporadas lá fora, retornam ao país para um final de carreira sem o mesmo brilho, malemolência, agilidade e com um futebol de menos brilho.

Muitos jogadores terminam suas carreiras de maneira lamentavel, pois não foram preparados pelos seus clubes de origem a viverem com a glória e o dinheiro, que alguns poucos conseguem ganhar e manter.

Poucos são os que conseguem manter a cabeça no lugar, se realizam, e retornam para uma aposentadoria dourada.

Só se fala em 2014, tudo gira em torno da Copa do Mundo no Brasil, como se isso fosse ser a redenção e solução de todas as nossas miseraveis mazelas.

Não desdenho, não desejo maus agouros. Apenas, não me iludo com esse circo. Procuro manter a minha lucidez, pois isso não passa de jogo de futebol, um esporte.

Isso, em nada mudará minha forma de ser e viver. Eu não me deixo levar por essa tola fantasia, esse circo midiático.

Prefiro manter minha visão e mente alertas, e ser feliz sem o uso do Ópio do Povo, o manipulado e surrado futebol brasileiro.

Rico e maltratado futebol brasileiro que tem o seu principal dirigente como medalhista de ouro, com uma medalha surripiada.

Assista ao vídeo com a cena do "recebimento" da medalha.

Vídeo: YouTube - ESPN

Solvência dos Jogos, insolvência do legado - De Londres, Aylê-Salassié

 O Brasil não pode se atolar em dívidas com a organização das Olímpiadas de 2014

(London Bridge UCB News)

O prefeito de Londres, Boris Johnson pretende transformar o Parque Olímpico na maior área de lazer da cidade de Londres. Isso não vai acontecer de imediato, porque ele precisa de mais 300 milhões de libras, e a maior parte desse dinheiro será aplicada a fundo perdido para desconstruir o que foi levantado para ter vida temporária. Incluem-se aí pontes, jardins, edifícios para apoio às delegações, a redução do número de lugares nos estádios e até o destino da Vila Olímpica.

O local vai passar a ter o nome de Queen Elizabeth Olympic Park e abrigará algumas das importantes instituições de arte e lazer como grandes galerias,companhias de teatro, festivais, shows e uma parte do espaço será repassado a empresas imobiliárias para construção de residências, explica Daniel Moylan presidente da Corporação do Desenvolvimento do Legado das Olimpíadas.

Enfim, encerrado os Jogos , os ingleses que chegaram a 65 medalhas, 29 de ouro, vão fazer as contas para estabelecer o valor real de cada medalha. Vão enfrentar a realidade da economia que, no trimestre anterior, ainda em pleno desenvolvimento das obras olímpicas, cresceu apenas 0,7%. A partir de agora já não terão as Olimpíadas para gerar emprego, e estão com uma fatura de mais de 9 bilhões de libras para pagar. Alguns desses gastos vão ser cobertos pela bilheteria dos Jogos, a venda de algumas estruturas. Fala-se que o velódromo de Londres iria para o Rio de Janeiro.

Essa questão de herança dos Jogos é muito séria para ser ignorada. É hoje uma das exigências do Comitê Olímpico Internacional o anfitrião demonstrar capacidade de solvência das dívidas. Os custos dos Jogos de Montreal foram pagos indiretamente, durante dez anos, pela população. Contudo, o contrário aconteceu nos Jogos de Los Angeles e Atlanta, onde custos foram cobertos por um consórcio de grandes empresas, chegando a registrar lucro de US 230 milhões. A fórmula não vingou em Londres. A iniciativa privada financiou apenas parte dos gastos.

O modelo de Los Angeles poderia até ser experimentado no Brasil, mas dificilmente vingaria, porque o governo brasileiro não abre mão de intervir na administração dos Jogos. O knesianismo brasileiro, supera o próprio Keynes. No final de 2016, a conta do Brasil deve ser bem mais alta que a da Inglaterra, porque os investimentos sistemáticos começarão desde 2013 com a Copa das Confederaç ões, Copa do Mundo de Futebol (2014), Olímpiadas de 2016. Dificilmente o PAC resistirá ao volume de investimentos que deverão ser feitos. O governo e as autoridades esportivas estão confiantes no caixa do BNDES, mas ele não é um fundo inesgotável.

No Brasil os governos empurram com a barriga gastos como esses, deixando a conta para o governante seguinte, que culpa o que saiu, e assim as dívidas rolam pelos tribunais até o dinheiro e os responsáveis desaparecerem. Em Londres, não. A avaliação contábil dos jogos começa agora. Os britânicos querem saber se os benefícios foram tangíveis. Depois de debut nos Jogos, os esportes entram agora na avenida dos políticos, economistas e contadores para quantificar os impactos sobre o PIB inglês, que deverá ser conhecido já no final do outono. Não parece ser o caso da Inglaterra, mas, para o Brasil, os Jogos de Atenas são exemplo para não ser esquecido.

Brasil precisa de mais ouro. - De Londres, Aylê-Salassié


Quer uma medalha? Toma!!!

(London Bridge UCB News)
O Brasil começou atropelando nos Jogos Olímpicos de Londres, depois deu uma apagada que só sendo torcedor para sentir. Mas a arrancada final, à parte a frustração com o futebol, foi alentadora. O Brasil vai sair das Olimpíadas de Londres 2012 com 16 medalhas, o que pode significar até 32 medalhas nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016. A projeção é do banco Goldman Sachs, num estudo sobre os resultados das dez últimas Olimpíadas. Conclui o documento que o país anfitrião tende a dobrar o número de medalhas conquistadas nos Jogos anteriores.

A Inglaterra vinha de 47 em Pequim, e chegou a 59 medalhas em Londres, aumentando de 19 para 29 o número de medalhas de ouro. A Grécia é outro exemplo : conquistara apenas 8 medalhas em Atlanta, mas nos Jogos de Atenas pulou para 16 medalhas, seis de ouro, alcançando o 15º lugar. Em Londres os gregos estão em 70º lugar com 4 medalhas, nenhum ouro. Não era de se esperar mais, com o país atravessando uma crise econômica sem comparação .

Mas, tomado com verdade, a projeção do Goldman Sachs, que evidentemente faz esses estudos para orientar os pretensos investidores em Jogos Olímpicos, o Brasil poderá, de fato, dobrar para 32 o número de medalhas no Rio de Janeiro. O esporte brasileiro vai sair de Londres com 16 medalhas, três de ouro.

De qualquer maneira. não só é o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas, como também revela, sim, uma evolução do esporte olímpico no País. Essas 16 medalhas reposicionam o Brasil no ranking: de 28%. Para melhorar sua performance o Brasil precisa ganhar mais medalhas de ouro. No ranking a ordem é por medalha de ouro.

A edição mais dourada dos brasileiros em Jogos Olímpicos foi a de Atenas com cinco ouros: seleção de vôlei masculino, vôlei de praia masculino, com Ricardo e Emanuel; duas na vela: Robert Scheidt, Torben Grael e Emanuel Macedo; e Rodrigo Pessoa , no hipismo.

OBS: Adaptei esse artigo, pois encerrou-se as Olimpíadas de Londres e o último parágrafo falava de novas possíveis medalhas de ouro, o que não aconteceu. Tivemos, prata e bronze.


Atrás dos portões da Vila - De Londres, Aylê-Salassié

A seleção brasileira de futebol estava com a cabeça em outro lugar...
 Alexander Dubovsky - Blog Mou Talem cartunes e bonecos - Internet


(London Bridge UCB News)

O que acontece atrás dos portões da Vila Olímpica “is not our business” (não é problema nosso). Assim o porta-voz do Comitê Olímpico Britânico, Darryl Seibel, declarou liberadas, na Vila Olímpica, as festas, os jogos eletrônicos e até o sexo, legitimado pelo Comitê ao mandar distribuir 150 mil camisinhas para uso dos 10.500 atletas ali instalados. Contudo, só a marca “Durex” está credenciada. Por causa disso, entretanto, o início da semana foi complicado na Vila. Uma empresa australiana, do grupo Ansell, conseguiu introduzir no campus um balde cheio de camisinhas de sua fabricação. Como a Vila é fechada, e tudo que entra é fiscalizado, restou ao Comitê abrir uma sindicância.

Concomitantemente, um atleta anônimo, que se diz membro da delegaçao da Grã-Bretanha que competiu em Atenas, lançou esta semana por aqui um livro intitulado a História Secreta da Excelência Olímpica, descrevendo as “tentaçoes e fraquezas dos atletas dentro da Vila”, e salientando o fato de serem “todos muito jovens”, de ambos os sexos, e convivendo num espaço comum, que vem se reduzindo desde Atenas. A menor Vila Olímpica é a Londres. Cita explicitamente a prática do sexo As facilidades são muitas e os equipamentos compartilhados múltiplos. Restaurantes, cafés, boates, lan houses, academias e até um McDonalds.

Para o atirador australiano Russell Mark , “ A Vila Olímpica é o lugar mais abastecido de testosterona da terra ", sobretudo quando vai se aproximando o final do evento. Os perdedores começam liberar suas frustrações . Considerando o número de camisinhas distribuídas a cada evento, as relações sexuais entre atletas na Vila tornaram-se sistematicamente mais frequentes. Funcionários Olímpicos que trabalham dentro da Vila parecem concordar, mas náo têm autorização para falar o que ocorre no seu interior.

Os preservativos foram primeiramente distribuído em quantidades significativas nos Jogos de Seul, em 1988. Dois anos depois, em Barcelona, foram disponibilizados entre 50 mil a 80 mil para os 9.500 atletas. Em Atlanta a quesção foi subdimensionada, e distribuídas apenas 15 mil camisinhas para 10.500 atletas. Preocupado com a expansão do vírus HIV naquele momento, o COI autorizou 70 mil preservativos para Sidney, sendo surpreendido com a necessidade de um reforço de mais 20 mil para a última semana. Em Salt Lake City, em 2002, a questao estava tão explícita que foi anunciado um plano de distribuição de 250 mil camisinhas, mais tarde reduzido para 100 mil. Atenas ficou em 130 mil, Pequim 100 mil, e outros 100 mil em Vancouver.

A maioria desses relacionamentos olímpicos sao efêmeros, mas por trás dos portões da Vila Olímpica também já nasceram alguns casamentos sérios com o do tenista Róger Federer, que conheceu sua esposa dentro da Vila. Sobre as camisinhas ainda o atleta anônimo que escreveu sobre os segredos da Vila, faz uma observação, no mínimo, curiosa. Se for medir as relações sexuais dentro da Vila pelo número de camisinhas distribuídas, é possível que o erro seja grande. Conta que um de seus entrevistados, um jogador de hóquei, relatou ter visto a equipe indiana despejar centenas de camisinhas em seus sacos do kit olímpico para, confessaram, distribuí-las ou vendê-las aos amigos na volta para casa. Usain Bolt considera as camisinhas distribuídas na Vila ” próprias para fazer bombas de água, e atirar nos colegas”.

Quebrando regras, fazendo história , As mulheres nas Olimpíadas - De Londres, Aylê-Salassié

UUUUIIIII!!!!!!!! - Internet


( London Bridge UCB News)

Mesmo acrescido do boxe feminino e do aumento da participação de atletas femininas árabes, não foi ainda desta vez que o número de mulheres atletas foi maior que o de homens em Olimpíadas. Em Londres, elas somam 4.725 mulheres (45%) contra 5.775 atletas masculinos (55%) . A superação da presença masculina pelas mulheres estava prevista, em quase todas as projeções especializadas, para as Olimpíadas de 2012, em Londres. Isso não aconteceu.

Contudo, considerando que apenas 23 por cento dos atletas olímpicos nos Jogos de Los Angeles (1984) eram mulheres, e que esse número saltou para 42 por cento em Pequim (2008), o avanço da participação feminina em competições olímpica tende superar o dos homens . Londres teria esta marca, justamente por causa da inclusáo de boxe feminino e da gradativa flexibilizaçao dos preceitos religiosos islâmicos contra a presença feminina no esporte no mundo árabe.Mas, o registro dessas duas incorporações as modalidades olímpicas entrarão, sem dúvida, definitivamente para o esporte olímpico a partir de Londres 2012.

“Last in the race but pioneer for history” (“Ficou em último lugar, mas em primeiro na história”), foi o título de um dos jornais de Londres, hoje homenageando a atleta Sara Attar que, contrariando as leis islâmicas, pela primeira vez, uma mulher da Arábia Saudita participa das Olimpíadas. Ela foi advertida, inclusive, de que seria banida do esporte em seu país se o Comitê Olímpico Internacional não a permitisse correr. “Eu quero fazer a diferença, e subir este primeiro degrau dá um sentimento incrível do cumprimento do dever histórico”, desafiou.

O Brasil também deixou a sua marca pioneira em Londres ,no boxe feminino, por meio de Adriana Araújo, ao conquistar o bronze na categoria até 60kg no boxe. Para chegar a ele, igual à Attar e mais uma de suas colegas - a judoca Seraj Abdulrahim Shaherkani - Adriana sofreu muitas críticas e humilhações, conforme confessou em entrevista coletiva. Attar e Shaherkani quebraram regras inclusive olímpicas, ao serem autorizadas a competir com a cabeça coberta por um lenço.

A mídia critica as ordenações religiosas, mas tem também seus preceitos ou preconceitos. Pelo que vê aqui, ela dá mais atenção aos atletas homens, ressaltando suas qualidades físicas; as torcidas, sim, estas simpatizam-se mais com as atletas mulheres. Talvez por considerá-las também vencedoras, embora mais frágeis, mais delicadas e lindas. Tem atleta aqui suando debaixo de um sol terrível, que vence qualquer concurso de beleza.

O ponto crucial dessas diferenças parece ser o dinheiro. Os patrocinadores investem mais nos homens, comentava hoje um analista de marketing. Já em 2010, a revista Forbes publicara uma reportagem, em que mostrava os atletas mais bem pagos do mundo, e incluía entre eles jogadores de tênis, como Maria Sharapova. No Brasil o esporte feminino sofre, que o diga a Marta, melhor jogadora de futebol do mundo, em quatro ocasiões, que sempre teve de atuar fora no País, para poder financiar suas atividades esportivas. Estão aí, portanto, alguns desafios que, quebrados no Rio de Janeiro em 2016, poderao ser uma das marcas do Brasil nas Olimpíadas.

A arrancada de Pistorius - De Londres, Aylê-Salassié

Dorando Pietri - italiano ganhou a maratona de 1908 - foi desclassificado por ter caído antes da chegada e foi ajudado pelos juízes, o que é proibido. Foto: Internet


(LondonBridge UCB News)

Ficar em último lugar na linha de chegada de uma prova Olímpica deixa qualquer atleta constrangido diante da festa do público para o vencedor. Este não é o caso de Oscar Pistorius, apelidado de “Blade Runner” ( filme : “O caçador de Andróides”) , atleta da África do Sul , amputado das duas pernas , e que , pela primeira vez na história das Olimpíadas, disputou provas classificatórias de 200 e 400 m com os maiores velocistas do planeta, ficando apenas dois segundos atrás.

Pistorius usa uma prótese de fibra de carbono para substituir as pernas, e tornou-se uma figura emblemática para a platéia, ao vê-lo correndo nas Olimpíadas em condições iguais aos atletas fisicamente normais. Derrotado nas provas classificatórias, ele volta, entretanto, para as Paraolimpíadas, em que tem recordes batidos por ele mesmo. A decisão de Pistorius de disputar as Olimpíadas parece ter sido uma opção pessoal mas, na realidade, sua performance pode ser também vista como uma espécie de demonstração das possibilidades que o desenvolvimento tecnológico está oferecendo para os esportes e para o próprio ser humano, timidamente absorvida nas Olimpíadas.

O credenciamento do “Blade Runner” para XXX Jogos , em Londres, mereceu uma calorosa discussão dentro do Comitê Olímpico Internacional, aprovando-o, entretanto, três ou quatro dias antes do início das provas. A decisão envolvia os avanços tecnológicos nos Jogos, que a cada edição fazem os recordes avançarem. Em Londres cerca de vinte deles foram batidos até agora, seja por um segundo de diferença ou até décimos de segundo, refletindo performances melhores, técnicas mais apuradas , sistema de condicionamento físico sofisticados e equipamentos tecnologicamente avançadíssimos.

Em cima desses recordes surgem as lendas, os ídolos, os deuses do Olimpo e, com eles, novos investidores no esporte, refletindo a cada olimpíada avanços no desenvolvimento dos produtos e do próprio controle do homem sobre a sua natureza. Pistorius está sendo chamado de “o homem , sem pernas, mais rápido do mundo”, que nas Paraolimpíadas tem até uma classificação especial, a classe T44 – amputados do joelho para baixo -, na qual estão inscritos atletas de outros países, usando tecnologias diferenciadas. Com os resultados de Pistorius, até agora somente ele. De tal forma que não se sabe se sua presença nos Jogos de Londres foi uma opção pessoal ou dos seus patrocinadores . Está em questão o desafio do corpo humano perfeito ( corpore sano) , que emocionou o renascentista Leonardo da Vinci ao ver concluída sua estátua de Davi, hoje em Florença.

Ontem um milionário russo , Dmitry Itskov (31), tornou púbico o apoio a uma iniciativa na área da ciência que, segundo ele, vai “fazer da imortalidade um conceito” e , por isso, anunciou estar financiando um projeto no qual acredita que os seres humanos , se quiserem, poderão viver para sempre a partir de 2045. Sua proposta inclui a substituição das habilidades humanas por robôs - meio humanos meio tecnologia –, por avatares – cópia do sujeito - ; e pelo o avatar holográfico – reprodução homem por um espectro de luz. Fábricas funcionarão com robôs, e exércitos serão estruturados com milhares de avatares. Os organizadores das Olimpíadas sempre acreditaram e transmitiram a idéia de que os Jogos Olímpicos contribuem sistematicamente de maneira expressiva para evolução das tecnologias e do próprio homem. Nas Olimpíadas Londres, Oscar Pistorius está dando a arrancada que falta.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conheça a Mercearia Paraopeba e o Roninho de Itabirito - Minas Gerais

Logo abaixo, após a última foto que postei, há um vídeo realizado pelo Rusty Marcellini sobre a Mercearia Paraopeba, conheça a história dessa incrível família e a sua especial maneira de negociar, nos dias de hoje, como os seus avós o faziam, na base do escambo, anotando em cadernetas as vendas no fiado, confiando e recebendo confiança. Vejam a importância dessa cultura comercial para a sobrevivência de várias famílias que fornecem seus produtos há mais de 50 anos para a Mercearia Paraopeba. É uma alegria ficar lá dentro, vendo os clientes/amigos, chegarem, contarem seus causos, escolherem e levarem suas compras. É um entra e saí de gente o tempo todo e o Roninho, sempre atencioso e conversando com dois e até três clientes ao mesmo tempo.
Uma viagem agradável, uma visita inesquecível e uma bela lição de vida. Quem for a Ouro Preto, entre em Itabirito, faça uma parada na Mercearia Paraopeba, conheça o Roninho e com certeza você não sairá de lá sem comprar ou provar alguma coisa.
Aproveite para provar o delicioso Pastel de Angu, peça dica ao Roninho de locais onde comer o pastel.

Clique nas fotos para ampliar

   Fachada da Mercaria Paraopeba - Itabirito, situada entre Belo Horizonte - 55km e Ouro Preto - 48km.

Roninho, proprietário da Mercearia Paraopeba. Visão comunitária, excelente comunicador, contador de causos, dá vontade de ficar lá um dia inteiro conversando com ele, provando as delícias vendidas.
O pé esquerdo da bota, no alto, à esquerda, está a espera de um cliente que tenha somente o pé esquerdo. Um dia será vendida. Nas mãos do Roninho, uma marmitinha de alumínio cotendo goiabada cascão, a marmita é vendida embrulhada em um pano de prato. É uma lembrança da Mercearia e ótimo presente para se levar como recordação da visita.

Chapéu de palha, martelo, mata mosquito, manivela (máquina) para empinar (soltar) papagaio (pipa, quadrado).


Umbigo de bananeira, isso é uma delícia, picado, refogado com carne moída ou frango, usado também, como recheio de Pastel de Angu, outra especialidade da cidade. Na Mercearia encontrei e comi Bolinho de Feijão, uma delícia que há muito não comia.

Funil, coleiras para cães e gatos, alho, serrote, bóia hidráulica, garrafa térmica.


Peteca de folha de bananeira

                                         Urinol (Pinico) de plástico, de ágate, tubos de pvc, porta canivete
Panelas de ferro, de alumínio batido, decoração, bombons Sonho de Valsa na gaiola (já viu isso?)

          Amendoim, cebola, gengibre, porquinho cofrinho de barro, serrote, peneira para construção
                    Sabão preto embrulhado na folha de bananeira, batata, ovo caipira, cabacinha para fazer cuité (pra tomar umas pinguinhas das boa!)
Licores variados, pingas, conservas, canecas e bules esmaltados, ratoeira (ao lado dos canecos vermelho e branco, à esquerda)
      Canudinho com doce de leite, biscoito de polvilho, balas embrulhadas na palha (3,50 o pacote), goiabada cascão embrulhada na folha de bananeira, favo de colméia com mel. Coisas finas,que lá, você acha.

                    "Refil" para sandálias havainas (Em que outro lugar você já encontrou?), ralador

Esse cliente/amigo, levou um pacote de moedas para trocar e ajudar no troco. Como o Roninho estava ocupado deu a ele um vale no valor que o cliente disse ter. Logo em seguida enquanto conversavamos, a Secretária Executiva do Roninho contou as moedas e disse estar faltando R$ 0,10.
Então fico te devendo, depois eu trago, falou o cliente. E me disse, aqui é assim temos confiança entre a gente. Veja o vale na mão dele e na bandeja onde ele apoia a mão, estão os Bolinhos de Feijão.
Tem queijo minas, linguiça, embutidos, picanha, muçarela, biscoito de polvilho e até "MANDIOPÃ", lembra disso? Uma família produz e a mercearia vende.

              Pneu de bicicleta, câmara de ar para automóveis, escorredores aramados, conexões em pvc

Como diz o Roninho, aqui vendemos de quase tudo, o que não tiver procuramos e conseguimos para o freguês. Galinhas vivas, balaios, cestas, chuveiros buchas para banho, churrasqueira defumadora. Tem até "bundinha" para tomar cachaça. Pense o que deseja, procure que vai achar.

Assista o vídeo realizado pelo Rusty Marcellini, que conta a história da família e da Mercearia Paraopeba.




                                                               Eu na saída da Mercearia

Fotos: UNIVERSO  e WAL  -  Vídeo: Rusty Marcellini - YouTube

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Brasil chega à centésima medalha - De Londres, Aylê-Salassié

Segurança total nas olímpiadas

(London Bridge UCB News)

De quem pouco se esperava veio o resgate dos brasileiros nas Olimpíadas de Londres. Num único dia o Brasil conquistou três pódios, e chegou à 100ª medalha em 22 participações em Jogos Olímpicos. As de ontem vieram de Arthur Zanetti, ouro, na ginástica; de Roberto Scheidt , bronze na vela; e de Adriana Araújo, bronze também , no boxe feminino. Nos Jogos de Londres, até ontem, já caminhando para o fim, os brasileiros haviam conquistado apenas sete medalhas, situando-se no 32º lugar no ranking de Jogos de Londres. Coube a Arthur Zanetti, o último da equipe de ginástica que não havia ainda competido, conquistar o ouro nas argolas, superando o chinês tetracampeão mundial e vencedor em Pequim (2008) Chen Yibing, recuperando assim o prestígio do Brasil na modalidade. Embora entre as melhores do mundo, a ginástica brasileira teve uma má presença nas Olimpíadas de Londres. Apesar de um atleta respeitado, Zanetti vinha de quatro cirurgias, e não havia chegado a ter uma retrospectiva de grandes conquistas. Após a vitória, mais surpreso que emocionado, declarou que "Queria ganhar essa medalha para a ginástica brasileira”. Salientou que esperava que ela contribuísse para ajudar a mudar um pouco as características da modalidade no Brasil . Zanetti, foi uma espécie de azarão, vencedor pela força de vontade e o apoio do público, que fez coro para ele. A medalhista brasileira número 100do Brasil é a noviça Adriana Araújo, no boxe feminino, na categoria mosca (até 51 quilos). Ao vencer a marroquina Mahjouba Oubtil , assegurou, no mínimo, a medalha de bronze, tirando o Brasil de um jejum de medalhas olímpicas na modalidade que durava 44 anos. A primeira e última foi o bronze de Servílio de Oliveira, no boxe masculino, nos Jogos da Cidade do México, em 1968, na categoria mosca. Robert Scheidt foi também muito bem na vela, e assegurou um bronze suado para o Brasil. Scheidt chegou a liderar a prova, mas a competição esteve muito acirrada no seu final. Com as medalhas de ontem, sobretudo a de ouro, o Brasil voltou a se posicionar abaixo do 30º lugar. Na realidade, a melhor posição do Brasil no ranking das Olimpíadas foi em Atenas, quando ficou em 16º lugar. Em Pequim, caiu para o 23º. Nas 22 participações brasileiras nos Jogos Olímpicos, por três vezes o Brasil nao conquistou uma medalha sequer e, em varias delas, nao conseguiu mais que uma de bronze. O quadro de premiaçao dos brasileiros reúne 22 medalhas de ouro, 26 de prata e 51 de bronze. Falta aqui a medalha de Adriana que, embora já assegurada, a competiçao nao terminou. Por modalidade, o judô foi a que mais premiou o Brasil, 19 medalhas. Vem a seguir a vela, com 17 medalhas e o volei , 16 medalhas. Existe a possibilidade novas medalhas para o Brasil no basquete, no vôlei masculino, no vôlei de praia, que está chegando à final.

Nem o pior inimigo merece o quarto lugar - De Londres, Aylê-Salassié

4º lugar, ô raiivaaaa! - Internet
(London Bridge UCB News)
Os grandes perdedores olímpicos não são os que ficaram abaixo das três marcas principais (1º,2º,e 3 º lugares ), mas aqueles que chegaram em quarto lugar, às vezes, por uma diferença de décimos de segundo, outras por um descuido com o tempo relâmpago, ou , como diz Usaind Bolt, “porque não resisto a tentação de olhar para o lado”.
O quarto lugar numa prova olímpica é o que causa mais danos ao perdedor. O atleta fica inconformado. Há os que chegam a maldizer os locais onde treinou, as técnicas usadas , os técnicos que teve, terminando por amaldiçoar a si mesmo, ao considerar-se o pior dos mortais.
Por causa disso, um aficionado do esporte olímpico, do condado Derbyshire, no centro da Inglaterra, David Mitchell, que nunca teve sucesso como atleta, decidiu ser solidário com aqueles que terminaram em quarto lugar. Cunhou e começou a enviar para eles medalhas feitas de peltre, liga metálica resultante da fusão do chumbo, antimonio, estanho e cobre, menos valiosa do que o próprio bronze. A primeira foi para mergulhador britânico Tom Daley.
Mas a fila é grande e, provavelmente, Mitchell vai precisar criar uma corrente de solidariedade financeira para manter a produção paralela de medalhas olímpicas para os quartos lugares. Sao mais de trezentas provas.Resulta disso uma hipótese quase verdadeira .
Contrariamente ao espírito olímpico, poucos atletas vieram a Londres para competir. Todos querem ganhar . A medalha de ouro é o máximo do reconhecimento olímpico A medalha de prata permite ainda um certo orgulho pessoal - 2º do mundo -, e a medalha de bronze deixa o atleta entre feliz e triste. Mas, apesar disso, até o bronze o atleta está entre os melhores do mundo.
Entrevistas concedidas aqui por alguns atletas antes das competições revelam claramente essa postura anti-olímpica . Persegue-se explicitamente a medalha de ouro.Para Neymar, do futebol, “vim aqui para ganhar”. A também brasileira Maureen Maggi , do salto à distância feminino afirma que “ todas querem a mesma coisa, mas só há três medalhas”. O inglês Bradley Wiggs, do cliclismo, diz que “para ser cem por cento honesto, é ouro ou nada. Eu não posso sentar e dizer que eu vou ficar feliz com uma prata, ou um bronze.” Aí está, portanto, a explicação do porque os seis medalhistas brasileiros entraram ontem na entrevista coletiva no auditório do St John’s College, um escola imperial britânica\, sem as medalhas de prata e bronze brilhando no peito. Pareciam constrangidos para exibi-las, como se estivessem envergonhados com as próprias marcas.
Da mesma fora que aconteceu com Rebeca Adlington, ocorreu com eles. A opinião pública brasileira, na sua provincialidade, ofereceu-lhes o trono, mas eles não conseguiram conquistar a coroa. Entao se os próprios medalhistas sentem-se frustrados com o reconhecimento secundário – o marketing diz qu o segundo não existe - , imagine aqueles que, esperanços como todos, não chegaram sequer ao bronze.
Entre os atletas que ficaram em quarto lugar que mais impactaram a expectativa de David Mitchell , existem, inclusive, alguns ex-medalhistas de ouro de Olimpíadas e campeonatos mundiais anteriores. Iryna Kindzerska (Ukraine), judô feminino +78kg, uma mulher enorme, chorava copiosamente sobre o tatame. Shin A. Lan(Coréia do Sul), esgrima espada, que, num empate que lhe dava o bronze, perdeu o tempo e o lugar enquanto reclamava.
Mais dramático ainda foi para as cinco ginastas ucranianos que já haviam ganho as medalhas de bronze, mas Japão protestou contra a pontuação de Kohei Uchimura, de 13,466, por ter caído do cavalo com alças, os juízes aceitaram, e a pontuação de Uchimura subiu para 14,166, sendo a medalha transferida para o Japão. Uma vitória no tapetao . Houve um silêncio comovente entre as meninas da Rússia, que, em seguida, desabaram num choro inconsolável. O quarto lugar é o lugar mais terrível que tem nas Olimpiadas. Nao se deve desejá-lo nem para o pior inimigo.

Prato do dia - Pasta da Mamma

 Muito fácil de preparar e delicioso de se comer. Clique nas fotos para ampliar.

Ingredientes:
Para 2 pessoas

1/2 pacote de espaguete Barilla
14 tomates cereja cortados ao meio
1 pedaço de 150g de presunto cru picado em cubos pequenos
6 pontas de aspargos, o restante do talo picado em rodelas pequenas  
Manjericão a gosto
1 vasilha com água e gelo
1 panela grande com bastante água para cozinhar a pasta
Sal
Azeite

Preparo:

Ponha bastante água para ferver numa panela grande
Quando a água ferver, adicione uma colher de sopa de sal e deixe ferver novamente.
Coloque a pasta para cozinhar, seguindo a recomendação do fabricante - víde na caixa. Deixe a pasta al dente
Enquanto a água pega fervura, cozinhe os aspargos em outra panela com água e um pouco de sal. Deixe no ponto al dente.
Coloque os aspargos numa vasilha com água e gelo, por cerca de 2 minutos para parar o cozimento e manter a cor.
Retire da água e enxugue-os com papel toalha ou num pano de prato limpo
Corte as pontas  e pique os talos em rodelas. Reserve.
Numa frigideira, coloque um pouco de azeite e frite o presunto cru até ficar crocante. Escorra a gordura do presunto.
Adicione na frigideira, o aspargo, os tomates, as folhas de manjericão e um pouco de azeite, mexa.
A pasta  estando no ponto, escorra  a água e adicione o presunto, com o aspargo e os tomates por cima, misture com dois garfos e sirva em seguida.

Dica: O ideal é fazer simultâneamente o preparo do presunto, aspargo e tomates com o cozimento da pasta. Assim, fica tudo quente e dentro do ponto ideal para se comer.

Fotos e preparo do prato: UNIVERSO

Isso não vai dar certo... Já não basta a Receita Federal?

Desenho : Frank - Internet

Plástico uma praga necessária?

Foto:UNIVERSO - Pôr-do-Sol - Chicureo - Chile - 2012 

Veja os dois vídeos abaixo, que não são novidades, e veja como o plástico que faz parte em nossas vidas modernosas, está em quase tudo que usamos e descartamos de qualquer jeito em todos os lugares, e atente para o desastre que provocamos e que está por vir.

Dê uma olhada em torno de você e veja onde o plástico não é usado, fica mais fácil assim, do que procurar onde o plástico é usado. Será que podemos viver sem o plástico?
Se a resposta for não, só nos resta nos prepararmos para desastres ambientais provocados por nós, pela maneira irresponsável como usamos e descartamos tudo que possui plástico.

Jogar uma simples tampa de refrigerante numa rua, num lote vazio, num lixão, na beira de um rio, praia, lago, enfim, em qualquer local,  estamos contribuindo para o que você irá assistir nos vídeos.

Não adianta eliminar apenas as discutidas sacolas de plástico de supermercados. Quando você compra em supermercados nas áreas de hortifruti, onde você acondiciona os produtos? Sacos plásticos, que não são biodegradáveis. Portanto, as sacolas plásticas são uma pequenina pontinha do problema.
Em Belo Horizonte, descobriu-se que as novas biodegradáveis, que passaram a ser vendidas, não eram degradáveis e sim ordinárias como as usadas anteriormente. Êita, povinho honesto.
O Ministério Público proibiu a venda dessas sacolas.

É preciso avaliar campanhas que são sugeridas e ou lançadas, sem o afogadilho do vamos que vamos fazer, sem uma avaliação profunda, após procurar conhecer o que se propõe. Está provado que esse lance das sacolas descartáveis dos supermercados, padarias e sacolões, foi uma grande jogada para eliminar custos e obter receita com a venda das novas sacolas.

Sou contra o uso das sacolas de plástico, já deixei de usá-las faz tempo. Mas, é pouco. Pode ser um começo de conscientização. Que passa pela educação em cada lar, escola, igrejas, associações comunitárias, Ongs, de como fazer bom uso do plástico e como descartá-lo corretamente.
Isso exige altos investimentos em pessoal habilitado, materiais de treinamento e divulgação, tem que ser uma campanha constate e com ações muito bem planejadas. Levará tempo para se formar uma geração educada.

Assim sendo, proponho que todos os fabricantes de produtos que levam plásticos, e os governos paguem uma taxa que será usada para programas educacionais e recuperação do meio ambiente degradados pelo plástico
Que eles sejam responsabilizados pela coleta do descarte do que produzem, sua reciclagem e pelos danos ambientais que seus produtos provocam.

Leis duras, fiscalização, punição severa aos infratores, programas educacionais para os porquinhos e sugismundos (lembram dessa campanha?) de plantão, pesquisas para criar plásticos e substitutos, realmente biodegradáveis, sem prejudicar o meio ambiente.

Utópico? Nem tanto, basta a sociedade se envolver e querer fazer, exigindo ações eficazes e imediatas dos governos e empresas envolvidas.






Vídeos : YouTube

domingo, 5 de agosto de 2012

Vista cansada - Otto Lara Resende

Foto:UNIVERSO - Quaresmeira - Belvedere - Belo Horizonte - Minas Gerais
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Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Texto publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992.

Quem namora - Artur da Távola


Foto: Universo - Quaresmeira - Belvedere - Belo Horizonte - Minas Gerais
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Quem namora agrada a Deus.
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor. A pele melhor, o olhar com brilho de manhã.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar mas espera, quem se sacode com taquicardia e timidez diante da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem entra em estado de música da Metro, quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende, quem transforma a relação num inferno ainda que por amor. Amor às vezes entorta, sabia ? e quando acontece, o feito pra bom se faz ruim.
Não namora quem só fala em si e deseja a parceira apenas para a glória do próprio eu.
Não namora quem busca a compreensão para a sua parte ruim. A invejosa não namora. Tampouco a violenta !
Namorados que se prezam têm a sua música. E não temem se derreter quando ela toca. Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo. Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículos nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada. Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, no seio, na penugem, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado. Sem medo nem preconceito. Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha no lugar que só ele ou ela conhece.
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo que sempre viu e jamais reparou. Flores, árvores, a santidade, o perdão. Deus, tudo fica mais fácil para quem de verdade sabe o que é namorar. Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si e do outro.
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.
Namora quem diz “Precisamos conversar”; e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda, com aflição, o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim.
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.

As lágrimas de Rebeca - De Londres, Aylê Salassié


Mãe, olha eu em Londres

(London Bridge UCB News)

Michael Phelps, Ryan Lochte, Ye Shiwen, Usain Bolt vão ser eternamente lembrados pela brilhante participação nos Jogos Olímpicos de Londres, mas quem ganhou mesmo o coração dos torcedores foi a nadadora inglesa Rebeca Adlington, recordista em Pequim e grande esperança dos ingleses nos 800 m estilo crown livre . Pois, ela perdeu feio para uma jovem iniciante de 16 anos, a norte-americana Katie Ledecky. As lágrimas de Rebeca foram comoventes, mas sua elegância marcou definitivamente o bronze conquistado por ela , ao reconhecer as qualidades e a juventude da norte-americana.Olimpíadas não é só uma questão de ganhar o ouro, a prata ou o bronze. É também de postura e compromisso público. Quem faz do atleta olímpico narcisista é a mídia e o torcedor. Atleta olímpico tem características muito distintas de outras de modalidades livres . São a expressões nacionais. Envolvem a expectativa, na maioria das vezes, de toda uma Nação . “You’ve made the nation pround”( “Você fez a nação orgulhosa”) é frase com que os ingleses estão saudando seus medalhistas. Seguir, portanto, os preceitos da Carta olímpica, segundo a qual “o importante é competir”, transforma atletas olímpicos em cavalheiros. Mas, não é fácil porque estar ou manter-se em condições de competir dentro das regras olímpicas, que perseguem a perfeição do indivíduo, não é para qualquer um, embora não seja impossível também. De tal forma que só fato de chegar às olimpíadas já é um feito para nunca ser esquecido.Medalha não é o único drama dos atletas. À ansiedade natural pela espera da prova vão se somar, por exemplo, a longa preparação e a insegurança na largada ao lado de grandes recordistas mundiais . É inibidor, que o diga Tiago Pereira, que, apesar disso, conseguiu bater Michael Phelps nos 400 m medlley. Depois vem a idade. A delegação chinesa tem idade média inferior a 20 anos. Constrange os mais velhos. Alguns só se recuperam depois do primeiro susto. Na fase classificatória ainda é possível esse milagre. Foi o caso da inglesa Amy Smith, da natação, uma das últimas do revezamento 4x100 e que , em último lugar, estimulada pelo público, retornou entusiasmada para a bateria final ,e venceu a prova. A dupla brasileira Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, da regata feminina, classe 470, em 14º lugar, de repente teve um insight (inspiração) e começou a acelerar, pulando para o 5º lugar. O torcedor tem também o seu papel. Ser amado em excesso pode ser um problema para o atleta, que, justamente por ser humano, vive uma estabilidade emocional enorme antes e depois das provas. (Usain Bolt dorme com dificuldade antes de uma prova). Na Inglaterra, a grande campeã do heptatlo Jéssica Ennis, adorada pelos ingleses, passa por uma situação similar no meio da competição. Sua competição consiste em sete provas – 100 metros,salto em altura, arremesso de peso, 200 metros rasos, salto em distância, lançamento de dardo e 800 metros nado livre -, que se desenvolvem em dois dias consecutivos, sendo quatro no primeiro e três no segundo dia. De um dia para o outro, liderando as primeira provas, a atleta se transformou numa ícone nacional, recebendo a consagração pública, embora sua chance de perder nas provas restantes seja ainda muita alta. Isso gera uma expectativa do público que atinge o atleta, cujo grau de ansiedade pode levá-la a não conseguir os pontos necessários para chegar ao pódio. Suas concorrentes são também muito fortes, mas o público as ignora.
Trata-se de uma relação de amor e ódio, na qual o torcedor é mais implacável que o próprio Comitê Olímpico. Em um minuto ele sai do amor eterno para a frustração total Transmitir com exagero o amor aos atletas, dizia ontem uma analista inglês, pode levar à inibição do atleta. A judoca brasileira Rafaela, depois de passar por tudo isso, foi agredida por uma torcedora pela internet, e não resistiu a dar uma resposta indelicada e anti-olímpica. Ainda bem que ela já havia competido. Mas, às vezes são os próprios torcedores que colocam o atleta numa situação altamente constrangedora. E não há como julgá-lo. Daí as lágrimas de Rebeca Adlington, que havia sido coroada, nas primeiras páginas dos jornais, antes de assumir o trono.

Prato do dia - Shitake ao vinho do Porto - aspargos - tomate cereja e crocante de presunto cru

Clique nas fotos para ampliar

 Cozinhe as pontas dos aspargos, al dente, reserve na geladeira

 Rasgue o presunto cru em tiras e leve ao forno até ficar crocante, reserve

 Salteie o Shitake no azeite, com um pouco de cebola ralada e tempero de alho e sal a gosto. Quando dourar, adicione meio copo de vinho do Porto e deixe evaporar e tomar gosto. Por cerca de 5 minutos.

Salteie o aspargo reservado na manteiga ou azeite, prefiro usar o azeite. Corte os tomates cereja ao meio e monte o prato como na foto, juntando o presunto crocante. Sirva como entrada.

Preparo e fotos do prato: Universo - Provadora e degustadora oficial: Wal

“Where have all the flowers gone?”(Para onde foram as flores?) - De Londres, Aylê-Salassié

Magoei!!!! - Marta 5 vezes a melhor jogadora do mundo, de futebol feminino - Internet

(London Bridge UCB News)

É difícil prever com que qualidade atlética o Brasil vai chegar às Olimpíadas de 2016, se os atletas brasileiros despontam milagrosamente, já praticamente adultos, e só aí vão ter o apoio oficial para desenvolver suas habilidades. Na China, as crianças, ainda escola primária, que apresentam qualidades físicas especiais são tiradas dos país, e recolhidas aos centros de treinamento olímpicos do governo. Na Inglaterra elas recebem treinamento esportivo nas escolas desde os cinco anos de idade, quando ingressam no ensino primário. No Brasil, nem existem centros nacionais de educação e treinamento esportivo, mantido pelo governo, nem as escolas , mesmo as públicas, estão obrigadas a manter nos currículos disciplinas de educação física ou esportiva. Para surpresa dos próprios ingleses, ontem o presidente da Associação Olímpica Britânica ( BOA), o equivalente ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Lorde Moynihan, ao analisar o quadro de medalhas obtido pelos atletas britânicos nas Olimpíadas de Londres pediu indignado “uma imediata reforma na escola pública do País”, por considerar “ Inconcebível que metade dos medalhistas olímpicos ingleses tenham tido educação na escola privada”. Embora a escola pública inglesa seja uma das mais conceituadas do mundo, entende ele que ela não está cumprindo integralmente o seu papel de formar cidadãos mentalmente e fisicamente sãos , para não dizer, com índices olímpicos. A surpresa de Lorde Moynihan vem do fato de que a educação na Inglaterra, pública e obrigatória, dos 5 aos 16 anos, desenvolve-se em tempo integral , por meio de um currículo básico nacional, em que o ensino e a prática da educação física são compulsórias. E somente 7% dos estudantes ingleses freqüentam escolas particulares, “private schools”, cujo custo vai de 500 libras por mês a 35 mil libras por ano. Algumas dessas escolas são também chamadas de “public schools” , embora mantidas por entidades privadas.Por motivos vários – religiosos, saúde, etc – apenas 18% dos alunos não têm a obrigação de seguir o currículo nacional. 

Cleide Rodrigues (35) é uma brasileira que cuida da casa em que está hospedado o pessoal do London Bridge UC News. Casada, também com brasileiro, ela se orgulha de viver aqui. Tem três filhos, dois matriculados na Kensal Rise Primary School. Ambos têm como disciplina obrigatória estudos e exercícios de educação física uma vez por semana, e a opção de , ainda na infância, praticar diariamente uma ou mais modalidades de esporte, pagando apenas uma libra para cada uma.O brasiliense Joao Sena, pai, mantenedor e treinador de Caio Sena, que compete na “marcha atlética” nessas XXX Olimpíadas confessa que chegar a Londres com seu filho foi uma árdua batalha, e que envolveu sacrifício de toda família. Segundo ele “O Brasil precisa retomar a prática de educação física e do esporte mesmo nas escolas”. A educaçao física sempre foi disciplina obrigatória no currículo das escolas brasileiras, desde o primeiro ano 1º Grau. Na medida em que os salários dos professores foram ficando defasados, os ícones do esporte nacional ( do futebol) eram exaltados pela mídia como originados das peladas de rua, e as academias esportivas e de ginástica privadas multiplicavam-se pelo País , a prática da educação física e do esporte nas escolas foi sendo flexibilizada, relaxando mesmo, até que por meio de pressões lobistas conseguiu-se esvaziar a obrigatoriedade da educação física escolar. No fundo, todos os brasileiros querem subir ao pódio sem fazer força, inclusive o governo. Os poucos atletas olímpicos do Brasil, podem ser tratados mesmo como heróis. Fizeram-se sozinhos, sem praticamente apoio da escola, enfrentaram a indignidade da busca de magros patrocínios, e só com muita luta, desgaste psicológico e perda de tempo conseguiram acessar os financiamentos ao esporte distribuídos pelas agências oficiais. Milhares sequer sonharam com essa possibilidade.

O insólito e o excêntrico nas Olimpíadas de Londres - De Londres, Aylê-Salassié

Tio quero fazer xixi!!! - Internet


(London Bridge UCB News)

Como toda Olimpíada, os XXX Jogos de Londres apresentam também suas excentricidades e situações insólitas originais, com as quais, apesar da experiência centenária, o Comitê Olímpico Internacional e os países anfitriões têm de conviver.

O segredo de Minxia.

Depois de conquista da terceira medalha nos Jogos Olímpicos de Londres a mergulhadora chinesa Wu Minxia foi surpreendida com a informaçao de que sua mãe estava lutando contra um câncer há vários anos e que seus avós haviam falecido. O segredo foi guardado, por anos, de Minxia, por sua família e pela autoridades olímpicas chinesas, para não interferir no desenvolvimento esportivo da atleta. “Foi fundamental mentir para ela de várias formas”, disse seu pai Wu Yuming, acrescentando que “nós concluímos há muito tempo que Wu não pertencia totalmente a nós”. Na China aqueles que demonstram cedo vocações olímpicas são tirados de suas famílias e colocados em escolas especializadas em treinamentos esportivos . Ali, esses estudantes praticamente modalidades esportivas específicas, treinam, no mínimo, quatro horas por dias . Wu começou a treinar mergulhos diariamente com a idade de seis anos. Aos 16 ela saiu definitivamente de casa para se instalar num centro aquatico do governo, e de la para as medalhas de Londres.

Visitante inoportuno

Causou indignação no Parque Olímpico e desconforto no governo inglês, a visita do presidente da Rússia Vladimir Putin, faixa preta em artes marciais , ao ginásio ExCel,onde estão acontecendo as competições da modalidade esportiva nas Olimpíadas de Londres . Putin foi recebido constrangedoramente em Downing Street, pelo primeiro-ministro David Cameron. A inoportunidade de sua presença é vista por duas razoes : no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em que cada um dos cinco membros tem poder de veto, a Rússia e a China negam-se a aprovar uma intervenção da ONU no conflito da Síria, onde a população civil está sendo massacrada pelas forças do Governo; por outro lado, refletiu muito mal aqui a prisão, em Moscou, dois dias atrás, de três jovens que protestaram dentro de uma igreja contra o seu governo, o que levou à acusação de crime de sacrilégio – diante do altar de uma igreja, pediram em oração, em voz alta, a virgem Maria para tirar Putin – o que pode levá-las a pegar oito anos de prisão.

Minuto de silêncio

O Comitê Olímpico de Israel tentou convencer o Comitê Olímpico Internacional e da Inglaterra a adotar um minuto de silêncio nos Jogos de Londres para reverenciar a memória dos atletas israelenses assassinados por terroristas dentro da Vila Olímpica nos Jogos de Munique . Foi também uma questão que desagradou bastante a organização das XXX Olimpíadas. O COI procura manter o evento fora totalmente das influências políticas. Embora a Carta Olímpica seja clara em relação a isso, essa isenção é mantida com muita dificuldade. O próprio Comitê é acusado, por exemplo, de usar técnicas de propaganda inspiradas ou surgidas em grandes mobilizações políticas no mundo (nazismo, fascismo, socialismo etc.). De qualquer maneira, o governo brasileiro não está muito acostumado com isso. É melhor ler a Carta, para não ser ameaçado de levar chute no traseiro. Sem país para representar na maratona Quatro atletas estão participando dos Jogos Olímpicos de Londres sem bandeira nacional . Vão usar a bandeira olímpica. Três são das Antilhas e um da África . Os antilhanos, da ex-Antilhas Holandesas, no Caribe apresentaram índices olímpicos - Philipine van Aanholt (vela), Reginald de Windt (judô) e Liemarvin Bonevacia (atletismo) - mas recuam-se a defender a bandeira da Holanda, por se recusar a reconhecer ainda suas autonomia. O atleta africano é o maratonista sudanês Guor Marial, que tem uma história bastante emblemática. Sua aceitação nos Jogos ocorreu cinco dias antes da abertura.Ele vai correr com a bandeira olímpica, porque seu país, hoje Sudão do Sul, está em guerra há mais de trinta anos, e não tem autoridade olímpica. Ele é um refugiado, que depois de fugir para o Egito, quando tinha 16 anos, Guor conseguiu asilo nos Estados Unidos , onde foi admitido na Universidade de Iowa e desenvolveu seus treinamentos. Para inscrever-se em Londres, Guor teve de conseguir o tempo mínimo e, mesmo assim, esperou a confirmação para Londres por quase nove meses. Embora ainda queira disputar uma olimpíada por seu país, Guor se recusou a competir pelo Sudão em Londres, alegando que atual governo matou 27 pessoas de sua família. O atleta, que chegou a ser recolhido a um campo de concentração, tem esperança de disputar a maratona, por seu país de origem, nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, quando estará, contudo, com 31 anos.

 Ciclista atropelado por ônibus olímpico

Um ônibus oficial das Olimpíadas atropelou um ciclista, em Hackley, nas proximidades do Parque Olímpico. Mesmo socorrido pelos serviços de saúde dos Jogos, e transportado de helicóptero imediatamente ao acidente , o ciclista não resistiu aos ferimentos e morreu.A Polícia deteve o motorista e promete investigar o fato, que indignou os milhares de ciclistas que circulam por Londres, justamente porque o Governo e o próprio Comitê Organizador dos Jogos tem estimulado o uso da bicicleta para aliviar o trânsito. Bradley Wiggins, medalha de ouro inglês no ciclismo, foi à televisão, e fêz um apelo para que os ciclistas circulassem nas faixas específicas para eles. Reconheceu, entretanto, que mesmo assim Londres está perigosa para quem gosta de passear ou ir trabalhar d e bicicleta.

Malandragem chinesa

Comum no Brasil, quando um time ou um atleta traça uma estratégia vencedora, para pegar no jogo seguinte um competidor menos forte, nos Jogos Olimpícos de Londres oito atletas, chineses, coreanos e indonésios foram desclassificados por fazer “corpo mole” na partida de Badmigton na qual se enfrentavam, para tentar ficar em segundo lugar e, assim, nas quartas de final evitar ter de jogar com uma dupla chinesa fortíssima que vinha vencendo todos os adversários.. Quem denunciou foi o público que, surpreendentemente percebeu, e começou a vaiar as duplas e a pedir o dinheiro dos seus ingressos de volta. Foi então que os juízes acordaram, e cobraram jogo, mas não havia mais como corrigir o curso da competição. Foi um dos episódios mais desagradáveis, e poderá levar a suspensão dos atletas e do Badmington das Olimpíadas do Rio de Janeiro, justamente num momento em que o esporte ganha adeptos no Brasil.. Sebastian Coe, organizador dos jogos de Londres, condenou a estratégia dos chineses, sentenciando: Este definitivamente não é o espírito olímpico, que exige que, para chegar ao pódio, o atleta supere os próprios limites . O episódio envolveu o chineses campeões do mundo Wang Xiaoli e Yu Yang.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Minas é muito mais mió - Mineirin Humirde, sô!!!


Mineirinho Come Quieto - Personagem criação do Ziraldo

Já rodei muito na vida,
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro
E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.
Veja o Norte de Minas
Igual a cearense Icó
Tanta seca e pobreza
Que faz qualquer um sentir dó
Aquele calor e secura
Lembra o sertão Seridó
Ali é praticamente o Nordeste.
Só que “um cadinho mió”
Sim, Minas também tem nordeste
Jequitinhonha, dizia minha avó.
Gente aguerrida e guerreira
Que sempre aguenta o jiló
Mas que sabe descansar sossegado
Pescar, esperar o anzol.
Parece o povo baiano
Só que um “cadinho mió”.
Mas é no vale do Mucuri
Que a terra parece de um faraó
Lá tem gente honrada e honesta
Que não vai para o xilindró
Lá o pessoal aproveita de tudo
Dá valor até ao mocotó
Parece muito a Paraíba
Só que é um “cadinho mió”

E o povo do nosso Rio Doce
Povo moreno queimado do sol
Mas que trabalha na terra
Quieto poupando o gogó
Naquelas terras bonitas
Canta alegre o curió
É um pedaço do Espírito Santo
Só que um “cadinho mió”.
E na zona da Mata
Antes, lá era o cafundó.
Hoje tem gente que pensa
Que lá só é festa: samba, baião, carimbó
Mas lá se trabalha bastante
Não pense que é só futebol
Lá é igual o Rio de Janeiro
Só que um “cadinho mió”.
E o nosso sul de Minas
Perseverante como o profeta Jó
Gente que não teme o trabalho
Num labor de sol a sol
Terra de gente importante
Vestida de gravata e paletó
Parece o povo paulista
Só que um “cadinho mió”.
E o povo cafeeiro
Com os pés sujos de pó
Não têm medo de nada
Neles ninguém dá o nó
Café com leite no Brasil
É o nosso grande xodó
Parece o sul de Brasil
Só que um “cadinho mió”
O povo do Triangulo
Que usando um braço só
Derruba um boi pelo chifre
Faz dele um simples totó
È um povo esperto e matreiro
Que não perde tempo fazendo filó
Igual o povo do Mato Grosso
Só que um “cadinho mió”.
E nas nossas Cidades Históricas
Tudo no estilo rococó
lugar de gente ilustre
Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó
Terra de revolução e de luta
Inconfidência, revolta, quiproquó
Poderia ser a capital do país
Só que um “cadinho mió”
E no Alto Paranaíba
Café, pães de queijo e de ló
De frutas gostosas, o abricó
Lugar de aves campeiras
A ema, o pavão, o carijó
Lugar de festas famosas
Rezas, danças, forró
Parece muito Goiás
É só um “cadinho mió”.
Se em Minas está o Brasil
Em Belo Horizonte o Brasil é um só
Mineiro de todos os lados
Juntos, amarrados com grande nó
Aos pés da serra do curral
Pertinho da serra do cipó
Não deve nada pra nenhuma capital
Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ.

Dica enviada pelos amigos Rosemary Campagnuci de Juiz de Fora, Amilcar Ziller de Brasília e Alceny Mendes de BH