terça-feira, 11 de novembro de 2014

Walmor Chagas - Última cena, último ato de uma vida


Walmor de Souza Chagas, nasceu em Porto Alegre, dia 28 de agosto de 1930, faleceu em Guaratinguetá, no dia 18 de janeiro de 2013.
Foi um ator, diretor, autor e produtor teatral brasileiro. Era viúvo da atriz Cacilda Becker e deixou uma filha, cantora, Maria Clara Becker Chagas.

Na década de 50 muda-se para São Paulo, cursa as Faculdades de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e de Filosofia ambas da Universidade de São Paulo.

No teatro e cinema teve expressivas participações, foi um artista que criou grandes e marcantes personagens.

Criou juntamente com Ítalo Rossio Teatro das Segundas - Feiras e em 1954 estreou no TBC - Teatro Brasileiro de Comédia.

Recebeu vários prêmios por suas atuações no teatro e no cinema.

Na TV atuou em várias novelas e minisséries. Destaques para Locomotivas, vereda Tropical, Eu Prometo, Salsa e Merengue, Coração Alado, A Favorita,, Avenida Paulista, O Pagador de Promessas, os Maias, Mad Maria.

Foi casado por 13 anos com a atriz Cacilda Becker, que faleceu em 1969, aos 48 anos de aneurisma cerebral..

Walmor estava diabético e com degeneração macular, isso o deixava muito triste por não poder mais ler, o que mais gostava de fazer. Aos 82 anos, começou a ficar dependente da filha o que o deixava triste e preocupado, por estar dando trabalho.

Vivia em sua fazenda, onde morreu, num último ato de vida, tal qual o personagem de sua última peça, de 2004, "Um Homem Indignado". No cinema seu último trabalho foi em "A Coleção Invisível", de Bernard Attal.



Cena com Walmor Chagas e Leonardo Vieira (Pedro da Maia), minissérie "Os Mais" - Rede Globo, 2001, de Maria Adelaide Amaral, baseada no romance homônimo de Eça de Queiroz


Cena com Walmor Chagas (Don Afonso) e Fábio Assunção, a morte de Don Afonso, da minissérie "Os Maias".



                  Walmor na cena do filme Valsa para Brun Stein de 2007, de Paulo Nascimento


Walmor Chagas e Cacilda Becker

         O ator Walmor Chagas em cena de seu último espetáculo teatral, "Um Homem Indignado"


Vídeos - fotos e pesquisa: YouTube e Internet - Wikipédia

MPQ - Música Popular de Qualidade - Lua Branca - Chiquinha Gonzaga

Foto: UNIVERSO - Lua cheia vista de minha janela

Minha mulher recebeu de uma amiga e me enviou o vídeo abaixo com a música de Chiquinha Gonzaga - LUA BRANCA.
Publiquei mais dois vídeos com a mesma música nas interpretações de Maria Bethânia e Verônica Sabino e em seguida a letra da música.
Essa é uma música eterna na cultura brasileira. Melodia e letra de rara beleza, simples, onde mais uma vez fica claramente demonstrado que o menos é mais. E que o amor é tema eterno.

Boa audição.

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Interpretação de Marcus Viana e Maria Tereza madeira






LUA BRANCA

Oh, lua branca de fulgores e de encanto, 
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo, 
Vem tirar dos olhos meus, o pranto, 
Ai, vem matar essa paixão que anda comigo. 

Ai, por quem és, desce do céu, ó lua branca, 
Essa amargura do meu peito, ó vem e arranca, 
Dá-me o luar da tua compaixão, 
Oh, vem, por Deus, iluminar meu coração. 

E quantas vezes, lá no céu, me aparecias, 
A brilhar em noite calma e constelada. 
A sua luz então me surpreendia 
Ajoelhado junto aos pés da minha amada. 

Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo, 
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo. 
Ela partiu, me abandonou assim, 
Oh, lua branca, por quem és, tem dó de mim! 


LUA BRANCA

MODINHA, da burleta de costumes cariocas FORROBODÓ

Uma das mais célebres canções brasileiras e das mais conhecidas composições de Chiquinha Gonzaga, a modinha Lua branca tem história cercada de mistério. Foi escrita para a burletaForrodobó, representada no Teatro São José em junho de 1912, como modinha das personagens Sá Zeferina e Escandanhas, cujos versos originais mantêm o espírito de caricatura da peça. Em 1929, apareceu essa versão romântica com o título Lua branca gravada pelo cantor Gastão Formenti, sem que se conheça até hoje a autoria dos versos e do novo título. Entre as duas versões, houve um “arranjo” em disco com o título de Lua de fulgores, pelo cantor R. Ricciardi, pseudônimo do paulista Paraguassu, mas foi a versão gravada por Gastão Formenti, acompanhado ao piano pelo professor J. Otaviano, e a edição das Irmãos Vitale com harmonização feita pelo pianista que se consagrou. Chiquinha Gonzaga teve que reclamar a autoria da modinha, denunciando o plágio e obtendo a vitória através da Sbat, entidade fundada por ela. A versão original foi gravada como cena cômica por Pinto Filho e Maria Vidal, em 1930, com o título de Sá Zeferina. Também a melodia original com versos de Paulo César Pinheiro, tendo como título Serenata de uma mulher, foi gravada por Olívia Hime, em 1998. Já a versão canonizada como Lua branca tem numerosos registros fonográficos por cantores e instrumentistas como Paulo Tapajós, Paulo Fortes, Rosemary, Vânia Carvalho, Maria Bethânia, Verônica Sabino, Leila Pinheiro, Joana, Alessandra Maestrini, Antonio Adolfo, Eudóxia de Barros, Rosária Gatti, Marcus Vianna, Maria Teresa Madeira, Leandro Braga.

Vídeos: YouTube
Letra e pesquisa: Acervo Musical
Chiquinha Gonzaga
Foto: UNIVERSO

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os Cinco Motivos da Rosa - Cecília Meireles - 113 anos de seu nascimento


  1. Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. Nasceu dia 7 de novembro de 1901 e morreu dia 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.
  2. Primeiro Motivo da Rosa

    Vejo-te em seda e nácar,
    e tão de orvalho trêmula, 
    que penso ver, efêmera,
    toda a Beleza em lágrimas
    por ser bela e ser frágil.

    Meus olhos te ofereço:
    espelho para a face
    que terás, no meu verso,
    quando, depois que passes,
    jamais ninguém te esqueça.

    Então, de seda e nácar,
    toda de orvalho trêmula, 
    serás eterna. E efêmero
    o rosto meu, nas lágrimas
    do teu orvalho... E frágil.
  3. Segundo Motivo da Rosa
  4. (a Mário de Andrade)
  5. Por mais que te celebre, não me escutas, 
    embora em forma e nácar te assemelhes 
    à concha soante, à musical orelha 
    que grava o mar nas íntimas volutas. 
    Deponho-te em cristal, defronte a espelho, 
    sem eco de cisternas ou de grutas... 
    Ausências e cegueiras absolutas 
    ofereces às vespas e às abelhas. 
    e a quem te adora, ó surda e silenciosa, 
    e cega e bela e interminável rosa, 
    que em tempo e aroma e verso te transmutas! 
    Sem terra nem estrelas brilhas, presa 
    a meu sonho, insensível à beleza 
    que és e não sabes, porque não me escutas... 
  6. Terceiro Motivo da Rosa
  7. Se Omar chegasse 
     esta manhã, 
    como veria a tua face, 
    Omar Khayyam, 
    tu, que és de vinho 
    e de romã, 
    e, por orvalho e por espinho, 
    aço de espada e Aldebarã? 
    Se Omar te visse 
    esta manhã, 
    talvez sorvesse com meiguice 
    teu cheiro de mel e maçã. 
    Talvez em suas mãos morenas 
    te tomasse, e dissesse apenas: 
    “É curta a vida, minha irmã”. 
    Mas por onde anda a sombra antiga 
    do amargo astrônomo do Irã? 
    Por isso, deixo esta cantiga 
    - tempo de mim, asa de abelha - 
    na tua carne eterna e vã, 
    rosa vermelha! 
    Para que vivas, porque és linda, 
    e contigo respire ainda 
    Omar Khayyam. 

Quarto Motivo da Rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Quinto Motivo da Rosa

Antes do teu olhar, não era, 
nem será depois, - primavera. 
Pois vivemos do que perdura, 
não do que fomos. Desse acaso 
do que foi visto e amado: - o prazo 
do Criador na criatura... 
Não sou eu, mas sim o perfume 
que em ti me conserva e resume 
o resto, que as horas consomem. 
Mas não chores, que no meu dia, 
há mais sonho e sabedoria 
que nos vagos séculos do homem. 

Pesquisa, poemas e fotos: Internet

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Soneto do Epitaphio - Manuel Maria Barbosa du Bocage

La quando em mim perder a humanidade Mais um daquelles, que não fazem falta, Verbi-gratia — o theologo, o peralta, Algum duque, ou marquez, ou conde, ou frade: Não quero funeral communidade, Que engrole "sub-venites" em voz alta; Pingados gattarrões, gente de malta, Eu tambem vos dispenso a caridade: Mas quando ferrugenta enxada edosa Sepulchro me cavar em ermo outeiro, Lavre-me este epitaphio mão piedosa: "Aqui dorme Bocage, o putanheiro; Passou vida folgada, e milagrosa; Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".

Foto e poema : Internet

terça-feira, 4 de novembro de 2014

QUEM SABE?! ... - Florbela Espanca


Foto enviada via FB, pelo amigo Eric Cohen

Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça!

Tu foges-me, e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!

Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.

Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!

Prato do dia - dicas simples de DLG (Dia de limpar a geladeira)

 Aí vão algumas dicas, rápidas de se preparar, aproveitando ingredientes disponíveis na sua geladeira e em sua despensa.


 Espaguete com mix de cogumelos e ervas

Tinha a pasta em casa, comprei no supermercado, uma bandeja com três tipos de cogumelos.
Piquei os cogumelos, salteei com azeite, ervas de Provence e sal.
Cozinhei a pasta al dente, escorri e acrescentei os cogumelos.



 Utilizando parte dos cogumelos da receita acima, acrescentei bacalhau desfiado, dessalgado e cozinhei (comprei uma bandeja com o bacalhau já desfiado), depois salteei no azeite e misturei com os cogumelos que já estavam prontos.

Acrescentei um pouco de creme de leite fresco e metade de uma colher de sobremesa de farinha de trigo, para dar cremosidade.

Coloquei um pouco de queijo parmesão ralado e levei ao forno para gratinar.

Tinha as formas de massa, sobra congelada de massa de empadão. Você pode comprar no supermercado, barquetes e empadinhas, já prontas, é só rechear e levar ao forno para aquecer e gratinar.




Esse é um lanche que gosto de preparar e comer acompanhado de um bom vinho

Ingredientes (Serve 1 pessoa)

1 burrata
8 Tomates cereja cortado ao meio, temperado com azeite, sal e balsâmico trufado
3 a 4 azeitonas pretas (pode ser a portuguesa ou azapa)
3 fatias de presunto cru
1 pão de azeite. (Use o pão de sua preferência)

As quantidades dos ingredientes poderão ser a gosto


Polenta com carne moída, molho de tomate, milho pronto e azeitonas azapa.

Use fubá ou ingrediente para polenta na proporção de 4 a 5 colheres de sopa para 1 litro de água.
Dissolva em água fria o fubá, leve ao fogo, mexa sempre até engrossar e cozinhar o fubá.
Numa panela, coloque azeite e salteie até dourar, meia colher de sopa de cebola ralada
Junte a carne moída refogue, adicione o tomate batido no liquidificador, o milho, as azeitonas sem caroço e picadas, salsinha picada.
Misture bem e deixe a carne cozinhar. Apure o sal. Se necessário, acrescente aos poucos água, para que não seque o molho.
Polenta pronta, ponha na vasilha em que vai servir e adicione a carne moída por cima.
Sirva quente.

Dicas: Prefiro a polenta mais mole, se ficar muito mole, adicione mais um pouco de fubá, dissolvido em água fria e acrescente, mexendo sempre até incorporar.. Se a polenta ficar mais dura, adicione aos poucos água quente. Mexa bem e deixe chegar ao ponto de cozida.

Usei carne moída para  1 hambúrguer, que estava congelada e sem tempero. Tinha uma porção de milho congelado e salsinha idem. O fubá, usei o resto que havia na vasilha. Tinha dois tomates na geladeira, bati no liquidificador para fazer o molho.


Arroz com grão de bico, passas pretas e brancas, tomates cereja, salsinha, com frango assado em ervas e batatas assadas no azeite e alecrim.

Usei 2 contra coxas de frango, temperei com sal, cebola ralada e ervas misturadas (orégano, louro e tomilho). Assei em forno bem aquecido em temperatura média.
Tomates cereja cortados e salteados no azeite e temperados com sal.
Grão de bico cozido (tinha uma porção congelada) e salsinha picadinha, idem
Tinha 2 batatas médias. Temperei com azeite, esfreguei um pouco de sal, coloquei uma pitada de alecrim e assei junto com o frango

Dicas: para que as batatas não passem do ponto, acompanhe o cozimento e vire-as para que cozinhem por igual e fiquem douradas dos dois lado.
Sempre que usar temperos variados, use em pequena proporção para que a comida não fique temperada de as e perca o sabor de cada ingrediente.
As uvas passas, usei o que tinha em casa

Fotos, preparo dos pratos e único comilão: UNIVERSO

Noite de Saudade - Florbela Espanca

 

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a benção do luar
A quis tornar divinamente pura...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
é que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite! ... Ou de ninguém! ...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

Rosário - Vinicius de Moraes








Rio de Janeiro , 1946

E eu que era um menino puro 
Não fui perder minha infância 
No mangue daquela carne! 
Dizia que era morena 
Sabendo que era mulata 
Dizia que era donzela 
Nem isso não era ela 
Era uma moça que dava. 
Deixava... mesmo no mar 
Onde se fazia em água 
Onde de um peixe que era 
Em mil se multiplicava 
Onde suas mãos de alga 
Sobre meu corpo boiavam 
Trazendo à tona águas-vivas 
Onde antes não tinha nada. 
Quanto meus olhos não viram 
No céu da areia da praia 
Duas estrelas escuras 
Brilhando entre aquelas duas 
Nebulosas desmanchadas 
E não beberam meus beijos 
Aqueles olhos noturnos 
Luzindo de luz parada 
Na imensa noite da ilha! 
Era minha namorada 
Primeiro nome de amada 
Primeiro chamar de filha... 
Grande filha de uma vaca! 
Como não me seduzia 
Como não me alucinava 
Como deixava, fingindo 
Fingindo que não deixava! 
Aquela noite entre todas 
Que cica os cajus! travavam! 
Como era quieto o sossego 
Cheirando a jasmim-do-cabo! 
Lembro que nem se mexia 
O luar esverdeado 
Lembro que longe, nos Ionges 
Um gramofone tocava 
Lembro dos seus anos vinte 
Junto aos meus quinze deitados 
Sob a luz verde da lua. 
Ergueu a saia de um gesto 
Por sobre a perna dobrada 
Mordendo a carne da mão 
Me olhando sem dizer nada 
Enquanto jazente eu via 
Como uma anêmona na água 
A coisa que se movia 
Ao vento que a farfalhava. 
Toquei-lhe a dura pevide 
Entre o pêlo que a guardava 
Beijando-lhe a coxa fria 
Com gosto de cana brava. 
Senti à pressão do dedo 
Desfazer-se desmanchada 
Como um dedal de segredo 
A pequenina castanha 
Gulosa de ser tocada. 
Era uma dança morena 
Era uma dança mulata 
Era o cheiro de amarugem 
Era a lua cor de prata 
Mas foi só naquela noite! 
Passava dando risada 
Carregando os peitos loucos 
Quem sabe para quem, quem sabe? 
Mas como me seduzia 
A negra visão escrava 
Daquele feixe de águas 
Que sabia ela guardava 
No fundo das coxas frias! 
Mas como me desbragava 
Na areia mole e macia! 
A areia me recebia 
E eu baixinho me entregava 
Com medo que Deus ouvisse 
Os gemidos que não dava! 
Os gemidos que não dava... 
Por amor do que ela dava 
Aos outros de mais idade 
Que a carregaram da ilha 
Para as ruas da cidade 
Meu grande sonho da infância 

Angústia da mocidade.
FOTO: Enviada via FB, pelo amigo ERIC COHEN

sábado, 18 de outubro de 2014

Cantando na Chuva , sem a música - Gene Kelly

Assista aos vídeos com Gene Kelly dançando e cantando na cena antológica do filme Cantando na chuva.

No primeiro vídeo Gene Kelly dança e canta na chuva, sem a famosa música Cantando na Chuva, que virou uma das cenas ícones do cinema americano. Ficou muito engraçado a vídeo sem a trilha sonora.

E no segundo vídeo a cena clássica, de Gene Kelly dando um show Cantando na Chuva

Lanço um desafio para que façam esse vídeo sem a chuva e com a música, já que a falta de chuva está pegando forte no sudeste do Brasil.





Vídeo publicado na TV UOL

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Flora Maria - Partiu e deixa saudade.

Olhos cor de mel, zen, alegre, amiga e companheira. 
Alegrou por 14 anos a vida de minha filha.
Amada e querida por todos que a conheceram, até por quem não a conheceu ou não era cachorreiro.
Conquistava a todos pela sua beleza e docilidade.
Quase atropelada numa noite chuvosa e fria de São Paulo, levada para casa, tratada, agasalhada, alimentada. Conheceu muitos lugares, viveu amada e paparicada.
Retribuiu com fidelidade, amizade e muitas lambidas.
Partiu, vai deixar lembranças, vazio e saudade. Foi feliz.
Linda companheira, reencarne e volte para nós.









Friedrich Nietzsche - Pensamentos


                     Friedrich Nietzsche com sua irmã Elizabeth, enfermo já no final de sua vida


Neste post, reunimos os 99 aforismos compilados por Allan Percy, para a Revista Bula


1 — Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.

2 — O destino dos seres humano é feito de momentos felizes e não de épocas felizes.

3 — Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga.

4 — Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos.

5 — O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como você é feliz!”, em geral somos contestados.

6 — Nossos tesouro está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente.

7 — A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio.

8 — Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim.

9 — O homem que imagina ser completamente bom é um idiota.

10 — As pessoas que nos fazem confidências se acham automaticamente no direito de ouvir as nossas

11 — Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante.

12 — Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado.

13 — Alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento — assim se faz um amigo.

14 — Não devemos ter mais inimigos que as pessoas dignas de ódio, mas tampouco devemos ter inimigos dignos de desprezo. É importante nos orgulharmos de nossos inimigos.

15 — O sucesso sempre foi um grande mentiroso.

16 — O homem é algo a ser superado. Ele é uma ponte, não um objetivo final.

17 — Falar muito de si mesmo pode ser uma forma de se ocultar.

18 — As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros.

19 — O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte.

20 — O homem é, antes de tudo, um animal que julga.

21 — A melhor arma contra o inimigo é outro inimigo.

22 — Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas.

23 — O indivíduo sempre lutou para não ser absorvido por sua tribo. Se fizer isso, você se verá sozinho com frequência e, às vezes, assustado. Mas o privilégio de ser você mesmo não tem preço.

24 — Quem é ativo aprende sozinho.

25 — Nossas opiniões são a pele na qual queremos ser vistos.

26 — Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida.

27 — A razão começa na cozinha.

28 — O futuro influi no presente da mesma maneira que o passado.

29 — Não deveríamos tentar deter a pedra que já começou a rolar morro abaixo; o melhor é dar-lhe impulso.

30 — A maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente.

31 — Toda queixa contém em si uma agressão.

32 — No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão.

33 — Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.

34 — Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se transformar em um deles.

35 — São muitas as verdades e, por esse motivo, não existe verdade alguma.

36 — A mentira mais comum é a que o homem usa para enganar a si mesmo.

37 — Deveríamos considerar perdido o dia em que não dançamos nenhuma vez.

38 — Há mais sabedoria no seu corpo do que na sua filosofia mais profunda.

39 — Se ficar olhando muito tempo para o abismo olhará para você.

40 — As posições extremas não são seguidas de posições moderadas, e sim de posições contrárias.

41 — Preciso de companheiros, mas de companheiros vivos, não de cadáveres que eu tenha que levar nas costas por toda parte.

42 — Eis a tarefa mais difícil: fechar a mão aberta do amor e ser modesto como doador.

43 — A arrogância por parte de quem tem mérito nos parece mais ofensiva que a arrogância de quem não o tem: o próprio mérito é ofensivo

44 — Todos os grandes pensamentos são concebidos ao se caminhar

45 — Quem não sabe guardar suas opiniões no gelo não deveria entrar em debates acalorados.

46 — Dois grandes espetáculos são muitas vezes suficientes para curar uma pessoa apaixonada.

47 — Quem declara que o outro é idiota fica chateado quando, no final, descobre que isso não é verdade.

48 — Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo.

49 — Usar as mesmas palavras não é garantia de entendimento. É preciso ter experiências em comum com alguém.

50 — Estava só e não fazia outra coisa além de encontrar-se consigo mesmo. Então, aproveitou sua solidão e pensou em coisas muito boas por várias horas.

51 — A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar.

52 — Gosto dos valentes, mas não basta ser um espadachim: também é preciso saber a quem ferir. E, muitas vezes, abster-se demonstra mais bravura, reservando-se para um inimigo mais digno.

53 — De que vale o ronronar de alguém que não sabe amar, como um gato?

54 — Para chegar a ser sábio, é preciso querer experimentar certas vivências. Mas isso é muito perigoso. Mais de um sábio foi devorado nessa tentativa.

55 — O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos, como se fossem novas. Quem descobre algo é normalmente este ser sem originalidade e sem cérebro chamado sorte.

56 — Quem não dispõe de dois terços do dia é um escravo.

57 — O melhor meio de ajudar pessoas muito confusas e deixá-las mais tranquilas é elogiá-las de forma veemente.

58 — O homem amadurece quando reencontra a seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de criança.

59 — Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda.

60 — Na maior parte das vezes que não aceitamos uma opinião, isso acontece por causa do tom em que ela foi manifestada.

61 — Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.

62 — Antes de se casar, pergunte a si mesmo: serei capaz de manter uma boa conversa com essa pessoa até a velhice? Todo o resto é passageiro num matrimônio.

63 — É muito difícil os homens entenderem sua ignorância no que diz respeito a eles mesmos.

64 — Pobre do pensador que não é o jardineiro, mas apenas o canteiro de suas plantas.

65 — Um poeta escreveu em sua porta: “Quem entrar aqui me honrará. Quem não entrar me proporcionará um prazer”.

66 — A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor.

67 — O homem é a causa criativa de tudo o que acontece.

68 — Seus maiores bens são seus sonhos.

69 — Quem não sabe dar nada não sabe sentir nada.

70 — As ilusões são certamente prazeres dispendiosos, mas a destruição delas é mais dispendiosa ainda.

71 — A essência de toda arte bela, de arte grandiosa, é a gratidão.

72 — Não é raro encontrar cópias de grandes homens. E, como acontece com os quadros, a maior parte das pessoas parece mais interessada nas cópias do que nos originais.

73 — Quem não teve um bom pai deve procurar um.

74 — Os poços mais profundos vivem suas experiências lentamente: esperam um bom tempo até saberem o que caiu em suas profundezas.

75 — Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.

76 — Uma alma delicada se sente mal quando sabe que receberá agradecimentos. Uma alma grosseira se sente mal quando sabe que precisa agradecer a alguém.

77 — Não se ode odiar enquanto se menospreza. Não se pode odiar mais intensamente um indivíduo desprezado do que um igual ou superior.

78 — Quantos homens sabem observar? E, desses poucos que sabem, quantos observam a si próprios? “Cada pessoa é o ser mais distante de si mesmo.”

79 — A guerra emburrece o vencedor e deixa o vencido rancoroso.

80 — Cada mestre não tem mais que um aluno e esse aluno lhe será infiel, pois está predestinado a ser mestre também.

81 — O mundo real é muito menor que o mundo da imaginação.

82 — Se você for magoado por um amigo, diga a ele: “Eu o perdoo pelo que me fez, mas como poderia perdoá-lo pelo que fez a si mesmo?”

83 — A esperança é muito mais estimulante que a sorte.

84 — O que não nos mata nos fortalece.

85 — Quem vê mal sempre vê pouco. Quem escuta mal sempre escuta demais.

86 — Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado Ego.

87 — Todo idealismo perante a necessidade é um engano.

88 — Você tem o seu caminho. Eu tenho o meu. O caminho correto e único não existe.

89 — Toda convicção é uma prisão.

90 — Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros.

91 — As pessoas esquecem de seus erros depois de confessá-los ao outro, mas o outro normalmente não se esquece.

92 — Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta.

93 — A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.

94 — A simplicidade e a naturalidade são o objetivo supremo e último da cultura.

95 — A vida não é muito curta para que fiquemos entediados?

96 — Não atacamos apenas para machucar o outro, para vencê-lo, mas, algumas vezes, pelo simples desejo de adquirir consciência de nossa força.

97 — Nossas carências são os melhores professores, mas nunca mostramos gratidão diante dos bons mestres.

98 — Quem fica remoendo alguma coisa se comporta de maneira tão tola quanto o cachorro que morde a pedra.

99 — O amor não é consolo — é luz.

Foto: Internet

Horas Rubras - Florbela Espanca

Foto: Universo - Luar em Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil


Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Oiço as olaias rindo desgrenhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p’las estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve branca e misteriosa...
e sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!

Chá da tarde com Mário Quintana




Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poetatradutor e jornalista brasileiro. 

A Rua dos Cataventos

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

Do amoroso esquecimento

Eu agora — que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Segunda canção de muito longe

Havia um corredor que fazia cotovelo:
Um mistério encanando com outro mistério, no escuro…
Mas vamos fechar os olhos
E pensar numa outra cousa…

Vamos ouvir o ruído cantado, o ruído arrastado das correntes no algibe,
Puxando a água fresca e profunda.
Havia no arco do algibe trepadeiras trêmulas.
Nós nos debruçávamos à borda, gritando os nomes uns dos outros,
E lá dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de leões.

Nós éramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.
Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo,
Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas…
Havia todos os ruídos, todas as vozes daqueles tempos…
As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,
O chiar das chaleiras…

Onde andará agora o pince-nez da tia Tula
Que ela não achava nunca?
A pobre não chegou a terminar o Toutinegra do Moinho,
Que saía em folhetim no Correio do Povo!…
A última vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro.
Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos não faziam ruído.
E ela nem se voltou para trás!

Emergência

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

Relógio

O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.

Tic-tac

Esse tic-tac dos relógios
é a máquina de costura do Tempo
a fabricar mortalhas.

 Coletânea da Revista Bula

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Martín Chambi - Fotógrafo peruano gênio da fotografia

Auto retrato - Cusco - 1923

Martín Chambi Jiménez -  nasceu em Puno, Peru em 5 de novembro de de 1891 e faleceu em 13 de setembro de 1973  - Na cidade de Cusco, em seu antigo estúdio da rua Marquéz. 

Foi um fotógrafo peruano, nascido de família pobre ao norte do Lago Titicaca. tornou-se um dos gênios da fotografia. Grande especialista em fotos feitas na contra luz ou explorando a luz.

Fotografou as pessoas pobres e ricas, deixou um registro dos hábitos da cultura e sociedade peruana.

Reconhecido e aclamado em todo mundo com várias retrospectivas de sua obra. Teve trabalhos publicados em vários jornais e revistas - La Nación, na Argentina e na National Geographic

Uma mostra de seu trabalho está em exibição em São Paulo, com o título de 'FACE ANDINA". São mais de 110 fotos, entre 23 postais e 88 fotografias.

São fotos de pessoas em estúdio, em ambientes rurais e urbanos, clicados nas regiões de Arequipa, Puno e Cusco, no período de 1910 a 1960.

 "Por causa de minhas fotos, sou querido por pessoas importantes e simplórias, ricos e pobres" - Martín Chambi.

A exposição irá até o dia 2 de fevereiro de 2015
Horário: de terça a sexta, das 13h às 19h. Sábado, domingo e feriados, das 13h às 18h
Endereço: Instituto Moreira Salles – Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
Entrada franca

Foto de Martín Chambi


Muro de las 5 ventanas - 1941  - Machu Picchu - Martín Chambi

Chambi foi um dos pioneiros em fotografar Machu Picchu, descoberta em 1911. Tenho uma reprodução dessa foto que ganhei do Sr. Valter, administrador do prédio em que morei em São Paulo
  
 Organista en la Capilla de Tinta - Cusco - 1935 - Martín Chambi

Essa é outra foto que ganhei uma reprodução do amigo Valter, em São Paulo


Machu Picchu - 1925 - Martín Chambi


Dois Gigantes Cusquenhos - 1925 - Martín Chambi


Calle Triunfo - Cusco - 1924 - Martín Chambi


Martín Chambi

Auto retrato no  alto dos Andes, ao fundo as ruínas da cidade de Machu Picchu.

“Havia conseguido ser mais um cusquenho em Cusco, querido e respeitado por pessoas importantes e simplórias, ricos e pobres. Minhas fotografias eram a causa, e minha identidade ancestral, minha inspiração”. Martín Chambi



DICA: LIVRO ENCONTRADO NA AMAZON


Martin Chambi Photographs, 1920-1950

Paperback – February 17, 1993 - AMAZON


Fotos  e pesquisa: INTERNET