Compartilhar casos e causos,assuntos gerais,curiosidades,fotos,músicas, livros, viagens, receitas. Dar palpites e fazer comentários, alguns sérios, outros nem tanto, sobre tudo que leio, ouço e vejo. Só falar do bom,do bem,do belo e do lúdico, mostrar aos meus amigos,aos amigos dos meus amigos, o que me faz feliz e compõe o meu UNIVERSO.
domingo, 20 de setembro de 2009
Filmes e trilhas sonoras que marcaram época
Clique no link abaixo e curta esse longas que fizeram sucesso.
http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=44eddab320&view=att&th=12052f5cfe2466d4&attid=0.1&disp=attd&realattid=0.1&zw
Enviado pela querida Walcira
Construções nos USA 1930- 1932 - Segurança Zero!
Clique no link abaixo e me diga se você topava um trabalho desses nessas condições.
http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=44eddab320&view=att&th=12024b4b8713a87d&attid=0.1&disp=attd&zw
Enviado pelo "cunhadin" Walder de Faria, o filho do Gaúcho.
Metrô de Paris - 1895 - 2004
As fotos são de J. Boyer e R. Viollet. Clique abaixo veja e ouça.
http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=44eddab320&view=att&th=120487de2afa8e50&attid=0.1&disp=attd&realattid=0.1&zw
Enviado pela amiga e artista plástica Lúcia Pellegrino de Brasília
Rio Antigo 1931
Uma curiosidade: em um dos slides aparecem duas fotos como sendo de Pixinguinha (ambas usando chapéu), mas a da direita, mais moço, é a foto de Paulo Moura, um dos maiores instrumentistas do Brasil e do mundo. Clique, veja e ouça.
http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=44eddab320&view=att&th=1201c87edaf27b2e&attid=0.1&disp=attd&zw
Enviado pelo amigo Adenir Balmant de Conceição de Ipanema, hoje Mineiroca, Carioneiro ou Flumineiro.
sábado, 19 de setembro de 2009
Cordon Bleu - Martha Medeiros
Foto: JULIANAter cara de grande obra. Comida, por exemplo. Tem coisa mais irritante que homem
na cozinha? Pois os moços passaram séculos longe do fogão e, como não poderia
deixar de ser, no momento em que colocaram os pés 44 naquele território, viraram
todos "chefs".
Você dá o maior duro azarando o cara, finalmente, descola um convite e sai de casa,
crente que "quer jantar na minha casa? significa "oba, vai rolar um sexo"! Toca a campainha
vestida para matar, e sem calcinha sob o modelito vermelho, levando debaixo do braço
aquele tinto francês que comprou no supermercado, seguindo seu infalível critério de "rótulo
bacaninha que lembra gravura art nouveau do Alphonse Mucha".
Aqui, primeira dica importante: não ouse dizer que o vinho veio do Carrefour, senão você
vai ouvir uma longa preleção mais ou menos na linha "eles deixam as garrafas em pé... blabla
... vinho europeu não viaja bem...blablabla... a rolha resseca... blablabla..." (se rolar, não se
esqueça de balançar a cabeça concordando com ele, combinado?). Também nem tente
argumentar qualquer coisa,confiando naquele curso de degustação de vinhos que você fez há
quatro anos, lembra? Lembra nada! você saía totalmente chumbada de lá todas às vezes..
Pois para sua decepção, quem estará à porta, será uma criatura com ar grave de alquimista
prestes a descobrir o segredo de Midas, reclamando da dificuldade de se encontrar uma boa
pimenta jamaicana, segurando uma bugiganga LeCreuset de tirar a pele de legumes, embrulhado
em um avental imenso, engomado, com monograma bordado, imaculadamente branco e, para
o seu azar, sem aquela abertura atrás -- e você, louca pra vê-lo cozinhando um miojo de bum-bum
de fora, né? Confessa...
É compreensível, meninas. Os homens estão sofrendo de uma espécie de novo-riquismo culinário.
O gourmet requintado em que ele se transformou ontem, jamais passaria pela humilhação de
pilotar um fogão como o seu, cujo máximo de avanço tecnológico é a lâmpada amarelada do forno.
Não, ele torrou 22 mil dólares num Ilve italiano de sete bocas, com grelha, chapa infravermelha
para aquecer comida e dois fornos programáveis. Fazer as poções mágicas em panelinhas com
teflon pra lavar mais facilmente? Seria muita pobreza, para quem comprou uma "poissonnière" de
cobre com interior revestido de estanho, só para fazer peixes no vapor ("pechincha, 250dólares").
Conjuntinho de facas como aquelas que você ganhou de presente da tia-avó no primeiro casamento?
Jamais! No entender dele, nenhuma matéria-prima de manjar dos deuses, merece menos que facas
artesanais Zakharov com cabo de osso e madeira.
Foto: By PinatuboDuas horas e meia depois, o jantar está servido. Sabe aquele frango refogado que você faz em vinte
minutos, jogando um punhado de temperos a olho? É mais ou menos isso, só que coberto por uma
finíssima fatia de manga, arrematada com umas três ou quatro lascas de gengibre. Isso se não vier
acompanhado daquele molho de ervas que não combina com nada, e ele insiste em colocar em tudo.
E pensar que você estava rezando pra que aquela manga fosse virar sobremesa, escoltada por uma
bolota de um reles sorvetinho da Kibon....
Conselho de quem não quer que você arruine definitivamente a noite: tem de dizer que ele tá "ali, ó"
com Emmanuel Bassoleil. Não, melhor ainda: foi um prato comparável ao poulet do Paul Bocuse.
Fim do banquete, vá arregaçando as mangas para ajudar a lavar louça. Se deixar por conta dele,
serão mais duas horas esfregando as três panelas de cobre, duas de pedra sabão e o processador
de alimentos que sujou 7 peças pra picar salsinha, equipamentos rigorosamente necessários para
cozinhar uns 250g de frango.
Hora do café, hora do relax, certo? Pelo menos agora, você finalmente vai experimentar a tal griffe
"Illycaffè", que custou a ele uma nota preta, sem imaginar que o elogiadíssimo blend tem cerca de
dois terços de café brasileiro. Quando a água ferve, ele grita e de um salto, chega ao coador.
Queimadura? Não, puro horror, porque "água para café não pode ferver de jeito nenhum". Ah, que
saudades daquele tempo em que cozinhávamos com um "ajudante" tarado encoxando a gente na pia...
Enviado pela amiga e artista plástica Lúcia Pellegrino de Brasília
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Trovadores de Juiz de Fora
Primeira Usina Hidroelétrica da América do Sul - Juiz de Fora - Minas Gerais BrasilNessa apresentação você poderá ver trovas criadas por alguns trovadores da minha terra Juiz de Fora. Além das trovas, as fotos dão uma pequena visão dessa metrópole que é a "Capital do Grande Rio". Juiz de Fora tem uma tradição de bons letristas, contistas, trovadores, compositores e sambistas de raça. Clique no link abaixo e aproveite.
Matéria enviada pela minha Tia Nilda (Leonilda Basílio)
Foto: Aelson F. Amaral49 anos de basquete
Amilcar e a sua turma de basquete. O de camiseta azul, barba e cabelos brancos ao centro é o Amilcar Jiran Ziller, um amigo desde 1960, nessa época estudávamos no Colégio Evangélico de Alto Jequitibá, eu já batia uma bolinha razoável no basquete e ele começou a tomar gosto e a aprender a jogar basquete, depois nunca mais parou. O cara come a bola no basquete, veja a prova disso pela curvatura da camisa.Amilcar recebeu homenagem do clube do pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF/DF), onde trabalhou e se aposentou. A quadra foi preparada e recebeu o nome dele. Um dos companheiros de aventuras de bola ao cesto é o Professor Pedro Rodrigues, professor de educação física em Brasília desde 1960. Ele foi de BH para Brasília e foi quem primeiro fez os jogos estudantis de integração entre Brasília e BH, em 1964 e que hoje tem o nome de JEB: Jogos Estudantis Brasileiros. Amilcar participou nos primeiros jogos que foram em BH.
Merecida homenagem para um entusiasta que joga basquete há 49 anos, o mesmo tempo de nossa amizade. Parabéns "alemão", o outro apelido não falo nem que me torturem. Não quero perder esse grande amigo e irmão.
Habeas Pinho
Recife onde o Rio Capibaribe encontra-se com o Rio Beberibe para formar o Oceano Atlântico
Divas do Cinema, sem sílicone, botox ou esticadinhas...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Ennio Morricone - Belíssimas músicas
Ennio Morricone , natural de Roma, nasceu a 10 de Novembro de 1928, é um compositor, arranjador e maestro italiano. Compôs e fez arranjos de trilhas sonoras para mais de 500 filmes e programas de televisão. Algumas de suas composições mais famosas são: Por um Punhado de Dólares , Por uns Dólares a Mais, Era uma Vez no Oeste, Três Homens em Conflito, Missão, Os Intocáveis, Era uma Vez na América, Lolita, Cinema Paradiso, Missão à Marte, Maléna.
Abaixo trilhas sonoras compostas por Ennio Morricone é só ir clicando nos links em azul e apreciar.http://www.youtube.com/watch?v=w65k5rN9vwg Ennio Morricone "Once Upon a Time in America" live in Warsaw
http://www.youtube.com/watch?v=1FzVWlOKeLs Ennio Morricone - Cinema Paradiso
http://www.youtube.com/watch?v=XvBT9sqXnew Ennio Morricone conducts The Mission (Arena di Verona)
http://www.youtube.com/watch?v=tMARTfbw9cs O Dólar Furado
http://www.youtube.com/watch?v=WQesPSH5kwY Era Uma Vez No Oeste
http://www.youtube.com/watch?v=m73IUBEHcJE FOR A FEW DOLLARS MORE - Por Unos Dólares Más / La Muerte Tenía un Precio
http://www.youtube.com/watch?v=AwI1WGP1UCo Mission To Mars - Soundtrack Ennio Morricone 2
http://www.youtube.com/watch?v=lsT-0vhkxsg The Untouchables - Ennio Morricone
Dica dessa postagem: Do amigo Alceny Mendes - Vídeos: YouTube
Pesquisa: Internet e Wikipédia
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Heróica pesca do bacalhau e 100 receitas de bacalhau
FADO MARUJO
Esse material foi enviado pelo amigo Alceny Mendes
sábado, 12 de setembro de 2009
50 fotos que fizeram história
Triunfo dos AliadosFotografia do triunfo dos russos sobre a Alemanha de Hitler. Tirada durante a invasão pelas tropas aliadas na segunda grande guerra. A foto foi "editada" pelo governo da Rússia, no lugar da bandeira havia uma toalha vermelha e no braço de um dos soldados haviam dois relógios de pulso, resultado de possíveis saques efetuados. Houve uma certa demora na divulgação dessa foto devido a edição efetuada para se evitar comentários negativos em relação aos soldados soviéticos.
Clique no link em azul abaixo e veja as 50 fotos mais famosas e que fizeram história. São fotos que registraram acontecimentos que marcaram períodos importantes da história do mundo moderno.
http://www.scribd.com/doc/
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Para quem é pai ou mãe e para aqueles que o serão...
Texto de Affonso Romano de Sant'Anna
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre,
e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço
e dizem uma frase com tal maturidade
que você sente que não pode mais trocar as fraldas
daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha
que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia,
as festinhas de aniversário com palhaços
e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual
de obediência orgânica e desobediência civil...
E você está agora ali, na porta da discoteca,
esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante,
esperando que eles saiam esfuziantes
sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,
lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração:
incômodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar,
apesar dos golpes dos ventos, das colheitas,
das notícias e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados,
observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos
que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando
um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas
e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês,
da natação e do judô. Saíram do banco de trás
e passaram para o volante de suas próprias vidas
deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer
para ouvir sua alma respirando conversas
e confidências entre os lençóis da infância,
e os adolescentes cobertores daquele quarto
cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas
e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping,
não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas,
não lhes compramos todos os sorvetes e roupas
que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles
todo nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia
entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais,
páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro,
a disputa pela janela, os pedidos de chicletes
e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais
começou a ser um esforço, um sofrimento,
pois era impossível deixar a turma
e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram,
mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe
torcendo e rezando muito
(nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar)
para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar:
qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado,
não exercido nos próprios filhos
e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados
e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de re-editar
o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais,
antes que eles cresçam.
Aprendemos a ser filhos
depois que somos pais...
“
Só aprendemos a ser paisDepois que somos avós...”
Quem é louco, afinal???
Imperador Napoleão Bonaparte“Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental.
Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista,
deveria ser um especialista no assunto.
E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar
para me arrepender.
Percebi que nada sabia. Eu me explico.
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, dentro do
meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas
cujos livros e obras são alimento para a minha alma.
Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles,
Maiakovski.
E logo me assustei.
Nietzsche ficou louco.
Fernando Pessoa era dado à bebida.
Van Gogh matou-se.
Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve:
não suportava mais viver com tanta angústia.
Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica.
Maiakovski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para
os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.
Mas será que tinham saúde mental?
Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem,
previsíveis, sempre iguais, sem surpresas, obedientes ao comando do
dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida,
jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo
inesperado;
nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o
que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme)
ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de
pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa...
Não, saúde mental elas não tinham.
Eram lúcidas demais para isso.
Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata.
Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental.
Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes
psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa
empresa.
Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão.
Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo
sorrisos e certezas.
isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.
Nós somos muito parecidos com computadores.
O funcionamento dos computadores, como todos sabem, requer a interação
de duas partes.
Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a
outra se denomina software, "equipamento macio".
O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.
O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que
formam os programas e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que
compõe o sistema nervoso.
O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados
na memória.
Do mesmo jeito, como nos computadores, o que fica na memória são
símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", e o
programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por
defeitos no software.
Nós também.
Quando o nosso hardware fica louco faz-se necessário chamar
psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e
bisturis consertar o que se estragou.
Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda.
Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar
dentro dele.
O Jardim das Delícias de Hiëronymus van Aeken Bosch Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale
de recursos físicos para tal.
Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas,
palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.
Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma
peculiaridade que o diferencia dos outros:
o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que seu software produz.
Pois não é isso que acontece conosco?
Ouvimos uma música e choramos.
Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado.
Imagine um aparelho de som.
Imagine que o toca-discos e os acessórios
(o hardware)
tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover.
Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta
e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio:
a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.
Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de
oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca,
saúde mental até o fim dos seus dias.
Opte por um software modesto.
Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware.
Cuidado com a música.
Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados.
Já o rock pode ser tomado à vontade.
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar.
Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento.
Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito.
Devem ser lidos diariamente.
Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras
diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas
iguais.
E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.
Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal.
Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é.
E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se
aposentará para, só então, realizar os seus sonhos.
Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se
esquecido de como eles eram."
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Cavalos de Pau de Heather Jansch- Beleza Incrível
Procuro postar no blog temas ligados as artes que tenham um diferencial, sejam de rara beleza e me encantam. Você verá uma apresentação do trabalho espetacular da artista inglesa Heather Jansch. Ela faz esculturas de cavalos e outros animais utilizando pedaços de pau que o mar da região onde vive devolve a praia. O fundo musical é "O Mio Babbino Caro de Giacomo Puccini."
Clique no link abaixo e veja se tenho razão em apresentar esse tema no blog.
Enviado pela amiga e Psicóloga Nailde Monção
Afrescos
Clicando no link abaixo você verá alguns afrescos famosos produzidos por artistas italianos. Os afrescos da Capela Sistina no Vaticano são sem dúvidas os mais vistos e mais famosos dentre os que você verá abaixo. A música de fundo da apresentação é de Vivaldi
Clique abaixo, veja toda a beleza dos afrescos e ouça a música de Vivaldi
Enviado pela minha tia Leonilda Basílio a mais nova internauta da família
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
80 anos do Mercado Central de Belo Horizonte







Farei várias postagens com fotos do Mercado Central de Belo Horizonte, aguarde.
Conheça mais sobre o nosso Mercado Central de Belo Horizonte, Bh, Belô ou Belzonti.
Barão de Itararé (Apparício Torelly)
Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.
Quem empresta, adeus...
Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.
Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.
Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.
Quem só fala dos grandes, pequeno fica.
Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.
Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. ( Ge-gê: apelido de Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).
Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.
Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.
O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
Os juros são o perfume do capital.
Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.
Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.
A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.
Cobra é um animal careca com ondulação permanente.
Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.
Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.
Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.
É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.
A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.
Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.
O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.
Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.
Mulher moderna calça as botas e bota as calças.
A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.
Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.
Pão, quanto mais quente, mais fresco.
A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.
A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
Trabalho realizado pelo site: http://www.releituras.com.br/ editado pelo Arnaldo Nogueira Jr. - Recomendo a leitura é excelente.
Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1985, págs. 27 e 28, coletânea organizada por Afonso Félix de Souza.








