segunda-feira, 18 de julho de 2011

Último Verão - Claudia Serretti, Guga Schultze e Max Godoy

Clip do Guga Schultze para a música "Último Verão", interpretação da Claudia Serretti do cd "Todos os Sinais". O desenho da estrada com o Sol no final do clip é do Max, 7 anos,  filho do Guga e Claudia. A arte da família tá no sangue.


Dica da amiga Claudia Serretti - Vídeo YouTube

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada - Eliane Brum

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Texto publicado na revista Época - Dica enviada pela minha filha Juliana, de Santiago do Chile
Esse é um texto que assino em baixo, em cima e dos lados.

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos - Adriana Setti

Para ler e refletir

Imagem : formacaocivicagondifelos.blogspot.com

No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).
Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte do savoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.

PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil

Assino em baixo e em cima - Dica da Lucia Pellegrino de Brasilia e da Luciane de Curitiba

terça-feira, 12 de julho de 2011

"As pessoas não morrem ficam encantadas" - Aracy de Carvalho um anjo brasileiro

Uma homenagem tardia e simples a essa BRASILEIRA corajosa, humanista e idealista.
 Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, nasceu em Rio Negro, Paraná, 1908 e faleceu em São Paulo dia 3 de março de 2011, poliglota brasileira que prestou serviços ao Itamaraty, tornando-se a segunda esposa do escritor João Guimarães Rosa.

"Aracy também é conhecida por ter seu nome escrito no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto (Yad Vashem), em Israel, por ter ajudado muitos judeus a entrarem ilegalmente no Brasil durante o governo de Getúlio Vargas. A homenagem foi prestada em 8 de julho de 1982, ocasião em que também foi homenageado o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas. Ela é uma das pessoas homenageadas também no Museu do Holocausto de Washington (EUA)."

"No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. Aracy ignorou a circular e continuou preparando vistos para judeus, permitindo sua entrada no Brasil. Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas. Para obter a aprovação dos vistos, Aracy simplesmente deixava de pôr neles a letra J, que identificava quem era judeu."
Aracy e Guimarães Rosa
"Nessa época, João Guimarães Rosa era cônsul adjunto (ainda não eram casados). Ele soube do que ela fazia e apoiou sua atitude, com o que Aracy intensificou aquele trabalho, livrando muitos judeus da prisão e da morte."

"Aracy permaneceu na Alemanha até 1942, quando o governo brasileiro rompeu relações diplomáticas com aquele país e passou a apoiar os Aliados. Seu retorno ao Brasil, porém, não foi tranquilo. Ela e Guimarães Rosa ficaram quatro meses sob custódia do governo alemão, até serem trocados por diplomatas alemães. Aracy e Guimarães Rosa casaram, então, no México, por não haver ainda, no Brasil, o divórcio."


"Sua biografia inclui também ajuda a compositores e intelectuais durante o regime militar implantado no Brasil em 1964, entre eles Geraldo Vandré, de cuja tia Aracy era amiga."

Aracy enviuvou no ano de 1967 e não se casou novamente. Sofria de Mal de Alzheimer e morreu no dia 3 de março de 2011 em São Paulo, de causas naturais, aos 102 anos."

"As pessoas não morrem ficam encantadas" (Guimarães Rosa)

Pesquisas e fotos: Internet, Wikipédia

Frase do dia - William Shakespeare

Em resposta aos que se desculpam pela sua incompetência ao afirmar: " Quem emite a mensagem é o responsável...", um dito que ficou em voga, um bom tempo, no mundo corporativo e usado como desculpa por aqueles que não tinham capacidade de entender a mensagem e realizar seu trabalho com competência. 

"EU SÓ SOU RESPONSÁVEL PELO QUE EU FALO, NÃO PELO O QUE VOCÊ ENTENDE” - William Shakespeare.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

MPQ - Música Popular de Qualidade - Billy Blanco, tiraram do músico a Lira, interromperam a canção...

William Blanco Abrunhosa Trindade, mais conhecido como Billy Blanco, nasceu em Belém do Pará dia 8 de maio de 1924 , faleceu no Rio de Janeiro dia 8 de julho de 2011, arquiteto, músico, compositor e escritor.



Billy Blanco morreu às 8h10 desta sexta-feira, aos 87 anos. Ele estava internado desde 2 de outubro de 2010, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral), e hoje sofreu uma parada cardíaca.

"Nascido em Belém (PA), o compositor decidiu estudar arquitetura em São Paulo, em 1946. Onde iniciou sua carreira de compositor. Depois se mudou para o Rio, onde a carreira ganhou novo impulso. Blanco foi precursor da bossa nova e parceiro de Tom Jobim, Baden Powell e João Gilberto."

"Tem um estilo próprio, descrevendo os acontecimentos a sua volta, com humor ou no gênero de exaltação, falando de amor e das desilusões; onde seu samba sincopado, que fugia da cadência vigente do estilo, passou a chamar a atenção dos cantores da época. Sua primeira composição foi "Pra Variar", em 1951. Nos anos 1950 e 1960 seus sucessos foram gravados por Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina e Hebe Camargo. Seu primeiro sucesso foi "Estatutos da Gafieira", na voz de Inesita Barroso, em gravação da RCA Victor de 1954."

"Fez parcerias com Baden Powell, em "Samba Triste", Tom Jobim, em "Sinfonia do Rio de Janeiro" (suíte popular em ritmo de samba, de 1960) e João Gilberto, em "Descendo o Morro" e "A Montanha/O Morro", onde os dois doutores do asfalto homenageiam o samba de gente simples e de favela. Foram 56 parcerias com o violonista Sebastião Tapajós e com outros compositores, num total de quinhentas músicas, sendo que trezentas já gravadas."
Billy Blanco, Aracy de Almeida, Sérgio Porto e ao fundo Roberto Menescal


"Entre seus sucessos destacam-se "Sinfonia Paulistana", "Tereza da Praia", "O Morro", "Estatuto da Gafieira", "Mocinho Bonito", "Samba Triste", "Viva meu Samba", "Samba de Morro", "Pra Variar", "Sinfonia do Rio de Janeiro" e "Canto Livre". "Sinfonia do Rio de Janeiro" é composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960. As canções que formam a suíte são "Hino ao Sol", "Coisas do Dia", "Matei-me no Trabalho", "Zona Sul", "Arpoador", "Noites do Rio", "A Montanha", "O Morro", "Descendo o Morro" e "Samba do Amanhã".
Depois de passar uma temporada no Forte de Copacabana durante a ditadura brasileira, Billy Blanco compôs "Canto Livre"."

Billy é avô de Lua Blanco atriz e cantora que atualmente está no ar com a novela Rebelde na TV Record,
Ana Terra Blanco Atriz e Cantora,atualmente em Malhação na TV Globo, Pedro Sol Ator e Cantor e Estrela Blanco Atriz e Cantora

Adoniran Barbosa, Billy Blanco, Cartola e Nelson Cavaquinho







Pesquisas: Wikipédia, FolhaOnline, História da Música Popular Brasileira, YouTube, Internet

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MPQ - Música Popular de Qualidade - Assis Valente

Brasil Pandeiro com os Novos Baianos - Vídeo restaurado, música de Assis Valente. Você sabe quem foi esse grande compositor da música brasileira? Assista ao vídeo e leia alguns detalhes da vida de Assis Valente em seguida.


Assis Valente compôs belas músicas que foram sucesso durante sua carreira. Camisa Listada, Alegria, Uva de Caminhão, Fez Bobagem, ...E o Mundo não se acabou, Boas Festas e outras mais.
Sua interprete favorita foi Carmen Miranda, que tempos depois de longa parceria o esnobou, criando uma grande mágoa e ao rompimento entre eles, o que levou a Assis Valente a uma grande depressão.
A música que gerou a separação foi Brasil Pandeiro. Carmen Miranda era sucesso nos Estados Unidos, alegou que a música era ruim e que Assis Valente tinha ficado "borocoxô" , possivelmente Carmen não quis gravar Brasil Pandeiro com receio de criar um clima negativo para ela. A música foi gravada pelo conjunto Anjos do Inferno e tornou-se um imenso sucesso, depois regravado pelos Novos Baianos. 

José de Assis Valente, auxiliar de laboratório, desenhista, escultor, poeta, compositor, escritor de teatro de revista, protético, nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 19 de março de 1911 e morreu no Rio de Janeiro em 6 de março de 1958. Sua morte deveu-se a dívidas e a uma grande depressão que o levou a tentar por três vezes o suicídio.

Aos 10 anos já tinha sido raptado dos pais, escravizado e banido, admirava grandes poetas (Castro Alves, Guerra Junqueira) e os declamava com desenvoltura. Trabalhou no Circo Brasil um um circo mambebe e rodou pelo interior da Bahia. Estudou no Liceu de Artes e Ofício e aprendeu o ofício de confeccionar dentaduras (Protético).
Casou-se e teve uma filha, Nara, cujo nome trazia tatuado no braço.

Chega ao Rio em 1927, fez alguns desenhos para as revistas "Fon-Fon" e "Shimmy"e conseguiu algum dinheiro publicando outros desenhos.Trabalhou como protético, era tão bom,que dizia-se no Rio que suas dentaduras "só faltavam falar".

Dorival Caymmi, Carmen Miranda e Assis Valente

Na década de 30 fazia poemas e conhece Heitor dos Prazeres que foi um grande incentivador para que compusesse sambas. Seu primeiro samba "Tem francesa no morro" foi gravado por Araci Cortes. Fez um samba para ser gravado por Carmen Miranda, surgindo a partir daí uma grande amizade e parceria que resultaram em vários sucessos, até a recusa de Carmen em gravar "Brasil Pandeiro".
Suas músicas foram gravadas pelos principais cantores e conjuntos da época, Araci Cortes, Anjos do Inferno, Orlando Silva, Altamiro Carrilho, Carlos Galhardo, Diabos do Céu (conjunto de Pixinguinha), Moreira da Silva, Chico Alves, Aurora Miranda (irmã de Carmen Miranda), Bando da Lua, Mário Reis, Almirante, Aracy de Almeida, Sônia Carvalho, Irmãs Pagãs (Elvira e Rosina), Sílvio Caldas, Gilberto Alves. Foi esquecido por todos. Mais recentemente suas músicas receberam interpretações de Marlene, Clara Nunes, João Gilberto, Nara Leão, Marilia Medalha, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Novos Baianos.


Foram tantos sucessos entre sambas, músicas natalinas (Boas festas), músicas para festas juninas ( Cai cai, balão, Acorda, São João), carnavalescas (Camisa listada)  e tantas outras.
Admirado por Noel Rosa, Ary Barroso, Ataulfo Alves com quem compôs Batuca no chão, gravada pelo conjunto Quatro Ases e um Coringa.
Assis Valente e Carmen Miranda
Morreu amargurado e endividado. Deixou um bilhete para a polícia, nele pedia ao amigo Ary Barros pagar-lhe dois meses de aluguel atrasado e um último verso:

"Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo."

Felicidade afogada morreu
a esperança foi fundo e voltou
foi ao fundo e voltou
foi ao fundo e ficou
(Lamento, samba de 1958)
No dia 10 de março de 1958, 18:00h, Praia do Russel, sentado num banco,  perto de um parque infantil, Assis Valente partiu para nova dimensão.

Pesquisas: Wikipédia, YouTube, História da Música Popular Brasileira e Revista Vox Objetiva

sábado, 2 de julho de 2011

Meus oito anos - Casimiro de Abreu na voz de Paulo Autran

Quem viveu uma infância de casa de avós ou de pais, em sítio ou fazenda com quintais, pomares, bichos, saberá recordar, com muita suadade e beleza, nesses versos de Casimiro de Abreu declamados com tanta beleza por Paulo Autran sua "infância querida que os tempos não trazem mais".
Prepare-se para fazer uma bela viagem em direção ao passado de sua infância.


Dica do LUIS AUGUSTO CARNEIRO VIDON de Juiz de Fora

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Miami pequenos detalhes - Comes e bebes

Não sei retornarei outra vez a Miami. Para mim, imagino Miami apesar de seus problemas, um Rio de Janeiro sem montanhas que deu certo ou uma Brasília sem seus escândalos políticos financeiros com um mar belíssimo.

Uma das vantagens de Miami é que você pode comprar um carro esporte conversível por menos da metade do que custa no Brasil e ainda poder andar com a capota baixada, curtindo o sol e o vento. Coisa inimaginável no Brasil.

Você pode iniciar o dia com um nascer do Sol como o da imagem abaixo enviada pelo mineiro de Pedro Leopoldo, Diogo Siuves, que conheci em Miami em casa de amigo do meu filho. Diogo é mais um mineirin que rompeu as fronteiras de Minas e está fazendo sua carreira profissional internacional com muita luta.
Foto: DIOGO SIUVES - Miami Beach

Claro que há no Brasil e em qualquer lugar do mundo imagens tão bonitas ou até mais do que essa mas, convenhamos, acordar e ter um horizonte dourado assim para começar o dia não me faz mal algum. Ainda mais que eu sou movido a energia solar.

Dicas para comer bem sem morrer no bolso:

Casablanca - 400 NW North River Dr - Miami - Fone: 305 371 4107 - http://www.casablancaseafood.com/
Come-se deliciosos peixes e frutos do mar com cerveja bem gelada.

Old Lisbon Restaurant & Bar - 1698 SW22 Street - Miami - Fone: 305 854 0039
Comida portuguesa, bacalhau. Excelente.

George's in the Grove - 3145 Comodore Plaza - Coconut Grove - Fone: 305 444 7878
Comida francesa. Come-se muito bem.


Lulu Coconut Grove - 3105 Commodore Plaza - Coconut Grove - Fone: 305 447 5858
Bar - Tapas típicos americanos e internacionais - Mesas na calçada, ótimo para fim de tarde ou noite.

Boater's Grill - Bill Baggs Cape Florida State Park - 1200 Crandon Boulevard - Key Biscayne - Fone: 305 361 0080 - http://www.ligthouserestuarants.com/ 
Vista privilegiada de pequena baía onde barcos ancoram. Frutos do mar e carnes. Come-se muito bem.




Joe's Stone Crab - 11 Washington Ave. - Miami Beach - Fone: 33 139 7323
Pinças de Stone Crab, frutos do mar, saladas e sopas. O melhor são as pinças de Stone Crab.


 Scooty's Landing - 3381 Pan American Dr. - Miami - Fone: 305 854 2626 - Vista para Marina, boa música, frutos do mar e cerveja gelada. Bom para passar um domingo jogando conversa fora.


Como pode-se notar meu negócio não é fazer compras, mas conhecer os locais onde turista não vai e me deliciar um pouco da culinária local, um de meus passatempos preferidos, principalmente se sou convidado.
Fotos: UNIVERSO

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pés na poeira do mundo

 Foto: UNIVERSO - ITÁLIA
Estou retomando aos poucos a continuidade do BLOG DO UNIVERSO, espero estar mais acelerado na próxima semana.

Foram 4 meses com os pés na poeira, asfalto, pedregulhos e lama nas estradas desse mundão véio de nosso "Padin Ciço", suas adjacências e regiões periféricas.

O retorno foi no início de junho, logo após completar meus 66 anos de trabalho duro na lavoura da vida.

Primeiro foi acertar os detalhes financeiros, abater os voadores, que insistem em ser mais ágeis do que a minha mira.

Depois baixar todas as milhares de fotos tiradas no período (Síndrome de Tilá Fotoglafia pala Calalio).
Ordenar pastas, trabalhar cada foto, fazer cortes, luminosidade, intensidade, brilho, excluir as sem condições de aproveitamento, fazer dois back-ups de segurança. Nessa tarefa investi 15 dias e muita paciência.
Mas, no fim deu tudo certo!

Ter filhos que moram longe é muito saudoso, poder curtir netos, filhos e famílias somente pelo Skype, não é o suficiente, dá para quebrar galho.

Aí é que entram algumas grandes invenções: milhagem de linhas aéreas, de relacionamento com o banco, com cartões de crédito, parcelamentos e as pensões ideais (casa dos filhos), tudo com preços amigáveis na base da taxa zero.

Como viajar sem gastar quase nada? É só pagar todas as suas despesas do dia-a-dia (Padaria, sacolão, supermercado, açougue, farmácia, lavanderia, combustível, consertos de carro e eletros, butecos, enfim tudo o que você puder pagar com cartão de crédito, não importa se o valor é de R$ 2,00 ou qualquer outro valor. Cada despesa paga, gera ponto na sua conta de milhas do cartão. O mesmo acontece com todas as contas que você coloca em débito direto na sua conta-corrente no banco, tudo gera ponto de relacionamento.

Importante programe-se para pagar de uma vez, no vencimento, a conta do cartão de crédito, sem rolar a dívida. Os juros são extorsivos e muitas vezes a conta torna-se impagável.

É só se inscrever em um programa de milhagem de uma empresa aérea, prefiro a TAM. Transferir os pontos acumulados na suas contas de relacionamento com o cartão de crédito e banco, fazer a reserva das passagens, pagar apenas a taxa aeroportuária (taxa de embarque), avisar aos donos da pensão que você estará se albergando. Descole uma carona com um cunhado para te levar e buscar no aeroporto, o mesmo vale para onde você estiver indo.

Uma vez lá, nada de alugar carro, andar de táxi ou de metrô, mesmo que seja limpinho, com ar-condicionado e seguro. Use o segundo carro da família ou o primeiro mesmo, geralmente esse tem mais grife e pedigree. Ou então peça ao genro ou nora para te levar onde desejar ir. Assim, se tiver estacionamento a pagar a conta é deles e o combustível idem.

Jantar ou almoçar fora, só se for convidado. Quem convida, paga a festa.!

Voltar quando eles não aguentarem mais sua presença. A técnica para que eles queiram que você fique uma maior temporada é demorar a ir, deixe que eles insistam que estão com muita saudade e querem você junto.
Aí é mamão Papaia com mel.

Bem, após as dicas acima, espero que vocês possam fazer boas viagens gastando quase nada. As dicas acima servem para viagens dentro e fora do Brasil, para casa de filhos, tios, avós, amigos queridíssimos, enfim, onde der para dar uma encostadinha 0800.

Agora vou preparar umas dicas sobre as viagens que fiz a Santiago (sétima vez) e Miami (idem).
Ô arrependimento de ter tido só dois filhos, se soubesse que meus filhos herdariam a genética cigana do clã, teria produzido pelo menos mais uns quatro.
Já pensou? Um morando na França, outro na Austrália, Hong-Kong, Itália, Canadá. Ia faltar muita milhagem.

Vejam na próxima postagem do blog.

Tenham muito juízo!

domingo, 26 de junho de 2011

66 anos


Não é todo dia que se faz 66 anos!!!

Dia 1 de junho começou nova contagem de tempo. Aos amigos que lembraram e mandaram suas mensagens de carinho e aos que ligaram, agradeço novamente. Aos que se esqueceram, por motivos vários, sei que continuo em um cantinho de seus corações e mentes.

A medida que o tempo chega e passa, há uma sensação de que o danado está passando mais ligeiro do que desejaríamos. Mas, fazer o que?

Muita coisa que ainda não fizemos ou aprendemos, refazer melhor ou da mesma forma o que fizemos e gostamos. Refazer os mesmos erros para ter o prazer de sentir os mesmo temores e as mesmas sensações e provocar novamente as pessoas que se incomodaram com o ditos cujos. Mostrar que você ainda está aí para o que der e vier e para quem vier e der. E rir, rir de tudo. E viver!

Com certeza já passei da metade da linha de minha passagem por aqui. Quanto tempo mais? Não faço a mínima ideia. Só sei que dentro de minhas limitações, capacidades e desejos tentarei usufruir da melhor maneira possível o tempo que virá.

Nada complicado, os prazeres estão muitas vezes em coisas simples que nunca fizemos, deixamos de fazer ou fizemos e não soubemos tirar prazer.

Fazer balanço da vida quando você atinge um tempo de vida, como o meu, leva você a pensar em algumas coisas, pessoas, situações que fizeram o seu ser, ter e viver.

Não pretendo reavaliar nada, nem repesar ou repensar o que fui, fiz e sou. Por tudo, até agora valeu e muito a pena ter vivido. Não mudaria nada, faria tudo novamente. Os acertos, erros e aprendizados.

Sou feliz como sou e vivo. Se posso e poderia TER mais? Não obrigado! Se posso SER mais? Sim, estou tentando.
Só um momento me deu um arrepio e uma leve e breve angustia. Outro dia, estava com meus netos e o pequeno Gabriel no colo me olhando no fundo da alma, como ele faz na sua pureza e a linda e doce Beatriz brincando perto. Olhei para os dois e pensei o que seria daqui mais 20 anos a frente? Estaria com 86 anos, estaria por aqui com eles? Eu os veria em uma universidade? O que eles estariam fazendo em suas vidas?

Isso incomodou. Balancei a cabeça, sacudi fora esses pensamentos e me entreguei ao doce momento que vivia com um prazer nunca experimentado.

O que vale é viver cada momento agora, hoje, com a maior felicidade, amor, prazer e intensidade possível. Isso só depende de mim.
Remoer o passado? Vire a página da vida. Se angustiar pelo futuro? Esquece, ele não existe.

Vivo o agora, enquanto estou com saúde e "Vivinho da Silva".

Que venham outros 66 ou o que for. Estou pronto para vivê-los!

Beijão "procês" e saibam que o UNIVERSO conspira a favor de vocês.

sábado, 25 de junho de 2011

Relacionamento

Todo relacionamento é baseado em duas coisas: beleza e paciência!

Se der certo: Beleza!

Se não der: Paciência!

Enviado pelo amigo e Rei do Queijo Minas e doces mineiros - Rodrigo (Banca do Itamar no Mercado Central de Belo Horizonte - Minas Gerais)

Das tranças de Maria ao Maria das Tranças




É com imenso prazer que o convido para o lançamento de meu quinto livro,Das tranças de Maria ao Maria das Tranças, que narra os 60 anos de história do restaurante que se tornou referência no Brasil quando o assunto é frango ao molho pardo.


O evento acontecerá na próxima terça-feira, dia 28/06, às 20h, na unidadeSão Francisco do Maria das Tranças.


Grande abraço,Rusty Marcellini.

domingo, 15 de maio de 2011

Leda Lucas um OLHAR DE DENTRO

Recomendo visitar a exposição OLHAR DE DENTRO da fotógrafa LEDA LUCAS, mineira, radicada em São Paulo , será na Capítulo 4, Rua Tabapuã, 830 - Itaim Bibi - São Paulo

Sao fotos baseadas na obra "PINTURA DOS ESPELHOS", de AUDREY LANDELL.

Vernissage: 21 de maio a partir das 18:00h. A exposição vai até o dia 10 de junho.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Novo CD Quarto Azul - Amaranto

Recebi e-mail comunicando o novo CD do AMARANTO, divulgo por gostar do trabalho delas e pelo talento que possuem. Recomendo a todos o novo CD e que assistam aos seus shows. Entrem no site do AMARANTO e anotem as datas dos shows. O CD pode ser comprado pelo site também.
Mais um sucesso do AMARANTO, com certeza. Está esperando o que? Acesse o site e concorra a ingressos para os shows e do CD AMARANTO - QUARTO AZUL


O show de lançamento será nos dias 27, 28 e 29 de maio. mudamos a cara do site e colocamos disponível para ouvir a faixa que nome ao disco.

Gostaríamos também de anunciar a promoção de lançamento:

Promoção QUARTO AZUL NO FACEBOOK E NO TWITTER
DIVULGUE O DISCO E GANHE ACESSO AO SITE SECRETO COM VÍDEOS E MÚSICAS EXCLUSIVAS!
+ VOCÊ TAMBÉM CONCORRE A 3 PARES DE INGRESSOS PARA O SHOW DE LANÇAMENTO* E 10 DISCOS AUTOGRAFADOS

Para participar, acesse o site http://www.amaranto.com.br/


Contem para os amigos!

Não deixem de conferir também as datas dos outros shows de maio na nossa agenda.

Obrigado pelo apoio
AMARANTO

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Modéstia Mineira!!!

Desenho do Blog MuyLoko


A todos os apaixonados por Minas!

Estava um amigo num passeio em Roma quando, ao visitar a Catedral de São Pedro ficou abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima. Vendo um jovem padre que passava pelo local foi perguntar razão daquela ostentação.
O padre então lhe disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se ele quisesse fazer uma ligação teria de pagar 100 dólares.
Ficou tentado com o trem porém declinou da oferta.

Continuando a viagem pela Itália encontrou outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões perguntou a razão da existência e a resposta era sempre a mesma: Linha direta com o paraíso ao custo de 100 dólares a ligação.

Depois da Itália, chegando ao Brasil, foi direto para Belo Horizonte. Ao visitar a nossa gloriosa Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, ficou surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: LINHA DIRETA COM O PARAÍSO - PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 0,25 ( vinte e cinco centavos ).

Não agüentou e disse : Uai.... padre viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este, mas o preço da chamada era 100 dólares. Por que aqui é somente R$ 25 centavos?

O Padre sorriu e disse ao meu amigo, você está em Minas Gerais. Aqui a ligação é local. O PARAÍSO É AQUI.....

Enviado pelo "cunhadim" Walder (MINEIROGAUCHO)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Manhattan - Richard Rodgers e Lorenz Hart

Richard Rodgers e Lorenz Hart

Manhattan é uma das músicas que gosto para ouvir e dançar. Selecionei algumas interpretações para você ouvir e escolher a de sua preferência. Não postei a versão em português, prefiro a letra em inglês. Boa audição. MANHATTAN (Richard Rodgers & Lorenz Hart) Summer journeys to niagra And to other places aggra- Vate all our cares. Well save our fares! I’ve a cozy little flat in What is known as old manhattan Well settle down Right here in town! Well have manhattan The bronx and staten Island too. It’s lovely going through The zoo! It’s very fancy On old delancy Street you know. The subway charms us so When balmy breezes blow To and fro. And tell me what street Compares with mott street In july? Sweet pushcarts gently gli-ding by. The great big city’s a wonderous toy Just made for a girl and boy. Well turn manhattan Into an isle of joy! Well go to yonkers Where true love conquers In the whiles And starve together dear, in chiles Well go to coney And eat baloney on a roll In central park well stroll Where our first kiss we stole Soul to soul And "my fair lady" is a terrific show they say We both may see it close, some day The city’s glamour can never spoil The dreams of a boy and goil Well turn manhattan Into an isle of joy! Pesquisas, foto e vídeos: Internet, Wikipédia e YouTube

Solos instrumentais magníficos - Cuíca, berimbau, maracas, pandeiro e cavaquinho, castanholas, berrante

Foto:UNIVERSO - Mercado Central de Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil













Pesquisa de vídeos: YouTube - Foto:UNIVERSO

quarta-feira, 9 de março de 2011

Summertime - George e Ira Gershwin

Fred Astaire, George e Ira Gershwin

Summertime, música composta por Geroge Gershwin para a ópera Porgy and Bess, letra de Ira Gershwin, Du Bose e Dorothy Heyward.

Sarah Vaughan, Janis Joplin, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, Billie Holiday, Ray Charles e Cleo Laine, Miles Davis e Charlie Parker interpretam SUMMERTIME, assista aos videos, ouça e escolha a interpretação de sua preferência. Boa audição.

Summertime

Summertime, and the livin' is easy
Fish are jumpin' and the cotton is high
Oh! Your Daddy's rich and your Ma is good lookin'
So, hush little baby, don't you cry . . .

One of these mornin's you're gonna rise up singin'
Then you'll spread your wings, and you'll take to the sky
But 'till that mornin' there's a nothin' can harm you,
with Daddy and Mammy standin' by . . .

But 'till that mornin' there's a nothin' can harm you,
with Daddy and Mammy standin' by . . .

Pesquisa, foto e vídeo: Internet,Wikipédia e YouTube

Aqui jazz, para quem é vivo - Sir George Shearing

Sir George Shearing, lenda do piano jazzístico e conhecido pelo clássico "Lullaby of Birdland", de 1952, morreu na segunda-feira, 14 de fevereiro, aos 91 anos. Nasceu dia 13 de Agosto de 1919, em Battersea, Londres, Reino Unido.



Shearing foi um prolífico pianista e arranjador, autor de mais de 300 composições. Ele morreu em Nova York, onde viveu nos últimos 25 anos.
"George era um homem absolutamente incrível, além de um talento incrível, ímpar. "É uma grande perda para o mundo do jazz". Declarou o seu agente Sheets.

Nascido cego e pobre numa família proletária de Londres, Shearing tocava piano em um "pub" do seu bairro antes de entrar para uma banda só de cegos, na década de 1930. Tocar na rádio BBC fez com que seu público crescesse.
Misturando swing, bop e influências clássicas modernas em suas composições, ele produziu diversos álbuns entre as décadas de 1950 e 90. Ganhou Grammys em 1982 e 83 por gravações feitas em parceria com o vocalista Mel Tormé.
Também trabalhou com os cantores Nat King Cole, Peggy Lee, Ernestine Anderson, Carmen McRae.





Em 2007, foi condecorado na Grã-Bretanha com o título nobiliárquico de SIR,por sua contribuição à música.





Como compositor, Shearing é conhecido principalmente pelos standards Lullaby of Birdland, Conception e Consternation, gravou dezenas de belas melodias : Over the Rainbow, Autumn Leaves, The Shadow of Your Smiles, Deam, A Foggy Day In London Town, Stars in My Eyes, Michelle, Yesterday, Strangers in The Night, On a Clear Day I can See Forever, Mack The Knife, Aquarius,I Had To Bee You e tantos outros emocionantes registros de sucesso. No YouTube você pode assistir os vídeos com as músicas acima citadas e outras tantas.

Shearing com seu piano, sons e fraseados limpos, mostrou que o simples pode ser o máximo.

Pesquisa, fotos e vídeos : Internet, Wikipédia e Youtube