sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Daqueles momentos mágicos e inesquecíveis com amigos

 
 Deu tudo quase tão certo, que vou repetir o cardápio para poder degustar novamente o menu, digo, os pratos do menu. Assim, vou poder comer muuuiiiito. É que os convidados gostaram tanto, que nem os "CACHÓRROS" da casa tiveram vez.

Clique nas fotos para ampliar e ter melhor visualização



  
 Mascarpone com canela, açúcar e morango com crema de balsâmico trufado

 Brusquetta de Mascarpone e morango trufado

 Brusquetta de Bacalhau Mantecatto



 Salada de Figo fresco com Burratta

Pumpikin assada com creme de camarão e requeijão cremoso

Pernil de Cordeiro Aragón al Horno - Arroz ao Champanhe e Purê de Banana da Terra

Fotos: UNIVERSO E MARCELO - Cardápio e  preparo dos pratos: UNIVERSO - Apoio logístico e Arroz ao Champanhe: WALCIRA - Comilões: Lucia, Marcelo, Débora, Walcira e Universo Arrumar a cozinha: OLAVO SÓZINHO

Prato do dia - Comida mineira - Arrozin, feijãozin, franguin ensopado, anguzin molin e bobrinha

Mais mineiro? é possível sim!
Leitãozin - Torresmin - Feijão Tropeirin - Jilózin acebolado com Figo(fígado), e por aí vai...
Isso é bão dimais da conta, sô!
Foto: UNIVERSO - Preparo do ranguin: WAL especialista em comida mineirinha caseira

Ora-pro-nobis - Marcelo Lanza

Fotos da flor de Ora-pro-nobis do amigo Marcelo Lanza. A flor e as folhas são comestíveis. Aqui em Minas Gerais há um festival de comida, na cidade histórica de Sabará, onde o Ora-pro-nobis é o ingrediente principal. Gosto muiiiiito de comer refogado com frango ou com costelinha de porco ensopados.
Há uma flor de coloração mais rosada e essa que aí está, é comestível.
Fazem farinha com as folhas e a adicionam como complemento alimentar em variados tipos de alimentos, por ser rico em ferro e vitaminas.
Conta a lenda, o nome Ora-pro-nobis se originou, enquanto as pessoas colhiam as folhas no terreiro na casa de um padre, ele rezava o Ora-pro-nobis. Pelo sim, pelo não, é para se comer ajoelhado e agradecendo por tão boa iguaria. Amém!



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Do seu amargo, faço o meu doce de jiló - Irineu de Palmira e Ivan de Corina

 Flor de Jiló - Fiori di Sonia - Flickr

Aqui em Minas Gerais, o jiló é uma iguaria fina. Come-se com frango, em salada fria, refogado com quiabo e chuchu acompanhando um frango ensopado, em linguiça de lombo de porco recheada com jiló (Loja do Luiz - Rainha da Feijoada, no Mercado Central de Belo Horizonte), em pastel de queijo com giló (também no Mercado Central - Bar do Mercado), frito com lombo de porco ou filé acebolado, como doce de compota ou cristalizado, Já deve ter até sorvete de jiló. Se tem uma coisa que mineiro gosta é de cantar e comer um jilózinho.
O Irineu de Palmira aproveitou as mazelas do amor e criou a sua receita de doce de jiló, ouça e acompanhe pela letra postada logo abaixo do vídeo.

Meu doce de jiló
Irineu de Palmira e Ivan da Corina

Nas mazelas do amor
Cada um com seus defeitos
Eu te carrego no peito
Cuida de mim do teu jeito.
Faço do teu amargo
O meu doce de jiló
Melhor sofrer a teu lado
Que na vida viver só.
Se eu troquei com ela
Juras pra sempre, eternas,
Se tremeu a luz da vela
O teu amor me espera.
Sigo com mais esperança
Boto fogo na fervura
Vamos levando essa dança
Inda que morra de loucura.
Faço do teu amargo
O meu doce de jiló
Melhor sofrer a teu lado
Que na vida viver só.

Abaixo, há 3 receitas de jiló, cada uma de uma maneira diferente. Você decide qual ficará mais gostosa, é só fazer e depois contar para o blog qual a sua preferida.

Doce de jiló
Ingredientes
1kg de jiló verde
1kg de açúcar cristal
1 litro de água
5 folhas de figo
4 colheres de sopa de cinza de fogão a lenha ou de churrasqueira

Modo de preparo 1º Lave bem os jilós e faça em cada um deles um corte em forma de cruz na sua parte mais "gorda, mas não vá até o fim. É só para abrir.
2º Faça um sachê com a cinza do fogão e coloque em água fervente junto com o jiló por 6 minutos. Retire, coloque outra água, agora fria, e troque duas vezes ao dia durante 3 dias.
3º Escorra a água. Leve ao fogo 1 litro de água com 1 quilo de açúcar cristal e as cinco folhas de figo. Deixe engrossar. Quando pegar ponto de calda fina, coloque os jilós e cozinhe por mais 20 minutos.


Como fazer Doce de jiló
Descascar os jilós e colocá-los numa bacia.
Tirar a ponta de cada um com uma faca, como se faz com o figo.
Num tacho de cobre, ferver os jilós na água.
Quando estiverem frios, devolvê-los à bacia e colocar água.
Deixar de molho e ir trocando a água até tirar o amargo (é preciso provar o jiló).
Repetir a operação quantas vezes forem necessárias.
Acabar de cozinhar as frutas, até que fiquem macias.
No tacho de cobre, ferver 1,5 litro de água com o açúcar e mexer sem parar.
Após a fervura, quando se obtiver uma calda fina, acrescentar os jilós.
Em fogo brando, mexer de vez em quando, cuidadosamente, para não desmanchar.
Quando a calda estiver em ponto de fio, desligar o fogo, esperar esfriar e servir.

Flor de Jiló (Blog Rural)

Doce de jiló40min
10 porções

Ingredientes 1 kg de jiló verde
6 folhas de figo
300 g açúcar
Açúcar cristal para polvilhar

Modo de PreparoCorte o jiló em fatias como se fosse fritá-lo
Coloque de molho em água e coloque na geladeira, troque a água 3 vezes ao dia durante 15 dias
Faça uma calda com o açúcar e coloque as folhas de figo para ferver junto
Acrescente o jiló devidamente escorrido
Deixe cozinhar por 10 a 15 minutos, dependendo do fogo
Passe as fatias no açúcar cristal

Foto: Sabores de Minas - Receitas: Internet - Vídeo: UNIVERSO - Letra e Música: Irineu e Silvana

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Boca livre de triviais degustados por aí

Legumes  salteados e pêssego grelhado

Pernil de cordeiro com legumes salteados, pêsseo grelhado, batata doce, cebola caramelada, pimentão vermelho, pimenta de cheiro e champinhons salteados
O mesmo de cima em outro arranjo

Camarões grelhados

Espaguete negro com tintura de Lula e espaguete de manjericão com camarões salteados
Magret du Canard com Risoni
e pêssego grelhado
Idem de cima
Close do Magret du Canard
 
Fotos enviadas pelo Marcelo Lanza, primo do Mário, não o do armário mas, o Lanza

Variações "sobre" o mesmo prato

Pratos rápidos, simples e saborosos para aqueles dias ou fins de semana de muita prequiça e fome. A pedidos, segue abaixo a receita do Fusilli. Caso queiram mais receitas é só mandar uma mensagem pelo campo de comentário no blog.

 Fusilli com Lagarto, champinhons e azeitonas pretas
Ingredientes:

1 lagarto pequeno cozido e fatiado fino
1 cx. de pasta Fusilli da Barilla (custa um pouco mais, o resultado é melhor. Não precisa por fio de azeite no cozimento, em 7 a 8 minutos fica no ponto al dente, saborosa). Para 2 pessoas meia caixa, come-se bem e repete.
1 frasco de Creme de leite fresco (prefiro, mais magro, fica mais leve o molho e não talha)
1 bandeja de champinhon de sua preferência (shimeji, shitake, Paris) em fatia
1 cebola média ralada (uso meia cebola ralada, fica mais leve o sabor. Não uso alho)
Azeitona preta a gosto (portuguesa, pequena, mais saborosa)
Sal quanto basta
Azeite quanto basta
Ervas a gosto, use a de sua preferência (manjericão, orégano, alecrim). Pode ser seca ou frescas. Se usar erva fresca, coloque menor quantidade. Evita do sabor ficar forte.
Noz moscada ralada a gosto (uso pouca quantidade, sabor fica mais leve)

Preparo:

Numa panela com bastante água fervente, coloque duas colheres de sopa de sal, deixe ferver novamente, coloque a pasta para cozinhar. Veja as instruções de tempo de cozimento na caixa. Não coloque o sal antes da água ferver. Se colocar antes a água demora mais tempo para chegar ao ponto de fervura.
Enquanto a pasta cozinha, numa outra panela, coloque o azeite (1 a duas colheres de sopa) e doure a cebola ralada, em seguida adicione o champinhon picado refogue, adicione o creme de leite (1/2 frasco, vai depender de quanta carne e pasta irá fazer), junte as fatias de lagarto e a noz moscada, misture levemente e deixe tomar gosto.
Adicione mais creme de leite e apure o tempero, se for fazer uma quantidade maior de pasta e carne.
Deixe dar uma fervura leve e adicione a erva de sua preferência (manjericão, orégano, alecrim)
Reserve.
A pasta estando no ponto , escorra, coloque na vasilha em que será servida e leve quente para a mesa.
Em cada prato ponha, a pasta e o molho com as fatias de carne por cima e aí é só fazer o tin tin com um vinho tinto e degustar.
Evito usar quantidade grande de temperos. O importante é que eles não ocultem o sabor dos ingredientes principais. São coadjuvantes.
Bom apetite.
Abraços do Universo
 Risoto de vinho tinto com pera, amêndoas laminadas e costelinha de porco assada

Espaguete com champinhons e ervas

Preparo dos pratos e fotos:UNIVERSO 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ainda há tempo, depende cada um - Texto da filósofa e escritora Ayn Rand

De que país você lembrará ao ler o texto abaixo? A carapuça encaixa?

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.


Clique no link abaixo e assista a entrevista , na íntegra, de Ayn Rand ao jornalista Mike Wallace em 1951.

http://blip.tv/file/get/Mcrost01-MikeWallaceEntrevistaAynRand655.flv

"Minha filosofia, em essência, é o conceito do homem como um ser heróico,

com a sua felicidade como o propósito moral de sua vida,

com a realização produtiva como sua mais nobre atividade,

e a razão como seu único absoluto."

Ayn Rand


No próximo link, abaixo, assista ao discurso A Nascente, retirado do filme A Vontade Indômita de 1949 baseado no livro de Ayn Rand. Howard Roark (Gary Cooper) faz uma defesa do individualismo e do egoísmo no seu julgamento. Os scripts do filme foram escritos pela própria autora do livro, Ayn Rand.
Atuaram no filme: Gary Copper, Patrícia Neal e Raymond Massey

Dica do Amilcar Ziller, grande e especial amigo de Brasília

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Jonathan - 4 anos - Regendo Strauss

Com 4 anos Jonathan rege "Thunder and Lightning" de Johan Strauss com a Orquestra Sinfônica Chandler.



Vídeo: YouTube
Dica do Walder Faria de Belo Horizonte

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Wabi Sabi - A arte da beleza na imperfeição

Recebi, faz algum tempo, essa mensagem da amiga SILVANA Barbara, ex-paulistana, hoje no Vale do Taquaraçu, no Tocantins. Participando de um belíssimo projeto cultural e de cidadânia, juntamente com o Irineu de Palmira, seu compositor, cantor preferido e companheiro de jornadas e vida.

"Já te falei sobre o Antonio Rezende, um fotógrafo lá de Tocantins ? Fiquei tão encantada com as fotos dele que não me canso de comentar com os amigos. "

"Qual o Lôco que botô o cotoco no toco?"
Fui no blog do Antonio Rezende e descobri coisas em comum, como por exemplo, ver pequenos e belos detalhes da natureza, da vida, através da lente de uma câmera fotográfica. Claro, que não possuo a criatividade e o senso de observação dele mas, tenho algumas fotos que podem fazer uma vaga e breve ligação com o trabalho que o Antonio rezende realiza.

"Putz! É mais alto do que pensei"


Não é que o Lesmão caiu?
Gostei muito do trabalho dele e do seu blog, o Seara Lúdica. O endereço é: http://searaludica.blogspot.com/ 



"Gosto de bater um papinho"

Aguardava um gancho que me inspirasse a publicar sobre o Seara Lúdica (dica da amiga Silvana) e o trabalho do Antonio Rezende. E ele veio numa apresentação enviada pela amiga Luciana, uma das colaboradoras expontâneas do BLOG DO UNIVERSO.

O assunto está abaixo, trata-se do Wabi Sabi. Você já ouviu falar ou leu a respeito? Se sim, pode rever, se não, taí embaixo para sua apreciação.

Wabi Sabi

Perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito é uma Arte. Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.


Precisamos aprender a aceitar nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos nossas qualidades, a perdoar a nós mesmos. O desejo de acertar sempre impede a evolução e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos.

Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível: wabi sabi é um jeito de "ver" as coisas através de uma ótica de simplicidade,naturalidade e aceitação da realidade.

  
  Contam que o conceito surgiu no século 15. Um jovem, Rikyu, queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá e procurou o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar.

Ao terminar, examinou cuidadosamente o jardim impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre, Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão.
Os mestres japoneses, com a cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo perceberam que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar. E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis.
Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu tornou-se um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.
Apaixonadas!
Eles perceberam a beleza e elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Uma velha tigela de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que a tocaram...


Olho de jacaré?
 Wabi sabi é inseparável dos ensinamentos do taoísmo e do zen-budismo:

Na natureza:

 Todas as coisas são impermanentes

 Todas as coisas são imperfeitas

 Todas as coisas são incompletas
Caminhando sempre com calma e fazendo o meu cocozinho

A beleza pode estar escondida na feiúra

A grandeza existe nos detalhes despercebidos

Aceitação do inevitável

Apreciação da ordem cósmica

A Arte da Imperfeição é focar no intrínseco, no irregular, no despretensioso, no turvo, no envelhecido, na simplicidade...
Pegando um bronzeado

Que tal abrir os olhos para o estilo wabi sabi?

Dicas da Luciane de Curitiba  e Sivana Barbara do Tocantins- Textos da Net: Salisbury University & outros
Fotos: UNIVERSO E INTERNET (TapetePersa)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Momentos de história e cultura de dois povos - Brasil (Hino Nacional) e Itália (Ópera Nabuco)

Um Hino Nacional de arrepiar!


Sem cobertura, da grande e interesseira comercial imprensa, um show de piano de arrepiar, no encerramento dos Jogos Militares.

Só passou na TV Brasil, retransmitida pelas TV Cultura dos Estados, tudo com audiência zero.
No YouTube não passa de 12.000 visitas.

Depois de ouvirmos em diferentes ocasiões, ultimamente, o Hino Nacional interpretado modernamente e de forma pífia – em abertura de Pans e com cantoras e cantores - vimos ontem, no encerramento dos Jogos Mundiais Militares, no Engenhão, um abertura maravilhosa, uma interpretação emocionante.

Wagner Tiso, Arthur Moreira Lima, João Carlos de Assis Brasil, Nelson Ayres, Amilton Godoy e Antonio Adolfo tocando juntos ao piano . Apesar de não se ter podido ouvir o arranjo inédito de Wagner Tiso – devido à legislação em vigor – foi nível AAAAAAA...

...e de arrepiar!!!Enquanto isso, a grande midia que ignorou a mini Olimpíada que a cidade viveu, não mostrou ao grande público o momento. A grande audiência, naquele momento era contemplada com um momento cultural e enriquecedor como, por exemplo... a dança dos famosos !!??

Triste midia brasileira!

Vale ver, rever.
BRAVO!!!


Berlusconi desafiado por Giuseppe Verdi


Leiam os comentários antes de assistir ao vídeo abaixo,que nos brinda com um estupendo, quiçá histórico, momento de performance musical e revolta cultural, diante dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só no nosso país mas no mundo, como um todo. Um momento intenso e emoção para os apaixonados pela liberdade.

No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas, também, política à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).

Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno – ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.

Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira «noite de revolução » quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral « Va pensiero » o famoso hino contra a dominação.

Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir ; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino ; clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo. A reação visceral do público quando o coro entoa – ‘Ó minha pátria, tão bela e perdida’ - .

Ao terminar o hino os aplausos da platéia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de « bis », « viva Itália », « viva Verdi ». Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro À La Scala de Milão, o maestro hesitou pois, como ele depois disse : « não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular ». Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico fez com que o maestro se voltasse no púlpito e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.

Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de « longa vida à
Itália » disse:

RICCARDO MUTTI :

« Sim, longa vida à Itália [aplausos] mas ... não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquieço a vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘ Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual se assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente bela e perdida [aplausos retumbantes, incluindo os artistas da peça].
Reina aqui um ‘clima italiano’ ; eu, Mutti me calei por longos anos. Gostaria agora...nós deveriamos dar sentido à este canto ; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um coro que cantou
magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos.»

Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos. Pessoas se levantaram. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Foi um momento magnífico na ópera ! Vê-se, também, o pranto dos artistas.

Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo, uma declaração da plateia do Teatro da capital dirigida aos políticos.



Dicas enviadas pelas amigas de coração: Lucia Pellegrino de Brasília (Hino Nacional) e Helena Mayer do Rio de Janeiro (Ópera Nabuco)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mozart no escritório

Taí uma grande ideia para receber o poderoso chefão internacional (CEO) em sua próxima visita a empresa. Em vez de apresentações chatérrimas, com mil slides araras (coloridos e não dizem nada), estatísticas xaropes e todo mundo vestido de roupa de executivo (terno preto com risca de giz ou todo preto) e as executivas de "tirninhos" ou "taiêrzinhos", ídem na mesma cor. Para um desavisado que chegar ao local da reunião, vai pensar que entrou numa convenção de "Agentes Funerários".
Todo mundo igual, de uniforme, pasteurizadinhos.

Assista ao vídeo e veja se não tenho razão. Será uma reunião muito mais criativa.


Essa dica foi do amigo gauchesco, Marco Pedri, futuro prefeito da grande metrópole Saint Sebastian of Caí

Albrecht Dürer - O quadrado perfeito de 1541 no quadro Melancolia I

Albrecht Dürer, autorretrato

Albrecht Dürer, nasceu em Nuremberga, dia 21 de maio de 1471 e faleceu em 6 de abril de 1528. Alemão, pintor, gravador e ilustrador alemão. Seus interesses iam da matemática, arquitetura, geografia, geometria e fortificação.

 Morou por duas vezes na Itália e nos Países Baixos. Foi o primeiro pintor, fora da Itália, a ser reconhecido como um famoso pintor renacentista.

Melancolia I - Albrecht Dürer

Sua obra mais conhecida o quadro "MELANCOLIA I", apresenta símbolos e o quadrado de números considerado perfeito. Veja no quadro acima, logo abaixo do sino, no alto, à direita, o famoso quadrado.
Hoje, com os computadores se consegue realizar outros quadrados numéricos. O detalhe está na data em que Albrecht Dürer criou o seu quadrado - 1514. Por isso foi considerado o Pan-Perfeito.

Clique no link abaixo e conheça em detalhes o quadrado perfeito de Dürer, isso é incrível.

https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=44eddab320&view=att&th=1312326dbdefa3e9&attid=0.1&disp=safe&zw

 Albrecht Dürer - Lebre jovem, 1502 - aquarela e guache em papel - Galeria Albertina, Viena - Áustria

 Albrecht Dürer -  Mãos em oração - desenho - Galeria Albertina - Viena - Áustria

Dica do grande amigo mineiro candango - Amilcar Ziller