domingo, 6 de março de 2011

Quebra de braço - Iracema Persivo

Minha querida amiga Iracema, casada com o Geraldo, mãe de Pedro e de Paulo, uma família alegre e porreta de Recife, com seu bom humor e verve que são umas de suas melhores características, escreveu e me enviou esse alegre poema para contar de uma cirurgia que fez no ombro direito. Recebi e demorei a postar por relaxamento meu.
Agora, compartilho com vocês a quebra de braço da Iracema com os seus braços.

Nosso corpo é interessante
Temos disputas durante o dia.
Um lado trabalha duro
O outro vive de alegria.

O braço direito ao acordar
Tem muitas tarefas a executar.
Lava os dentes, toma banho,
Come, e sai prá trabalhar.

Aquele esquecido, chamado esquerdo
Passa o tempo a observar.
Como o irmão é trabalhador
Mas não consegue acompanhar.

O direito às vezes se irrita
Vai pedir ajuda ao irmão.
Mas este nunca está pronto
E deixa o outro na mão.

Passados 66 anos na maciota
O esquerdo viu-se aperriado.
Seu irmão não suportou
Teve que ser operado.

Vendo o irmão paralisado
Sentiu grande dor no peito.
Precisava lavar, comer, digitar
Fazer tudo muito bem feito.

Passando por esta experiência
Uma verdadeira quebra de braço.
Ambos estão se ajudando
Para terminar num abraço.

Ceminha, depois da cirurgia do ombro direito - (12-01-11)