quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Vingança - Ligando para empresas que dependuram faixas pela cidade

Foto: INTERNET

Há uma lei em minha cidade que proíbe o uso de faixas dependuradas pela cidade para vender , divulgar, o que quer que seja .

Exceção, os órgãos públicos para divulgar campanhas de vacinação, mudanças no trânsito, campanhas educativas, etc.

Acontece, que muitas pessoas não estão nem aí, e como brasileiros mal educados, se julgam no direito de desrespeitar as leis para promover seus negócios dependurando faixas e banners para todo lado .

Eu, que ando com minha velha Rural Wyllis, ano 66, cor de burro fugido, tipo rural mais enxuta e massa da cidade (Deve ter mais de 5 anos que não entra num lava jato e tem massa plástica até no teto), dirijo distraído, olhando para essas faixas, vendo seus reclames e telefones. Anoto os números e depois ligo para tentar fazer negócios, o que não tem sido muito fácil, devido ao atendimento de péssima qualidade dos atendentes dessas empresas.

Fatos que tenho relatado no BLOG DO UNIVERSO, vocês são testemunhas disso .

Aliás, preciso parar de dirigir olhando para as faixas, ontem, quase entrei na traseira de uma Ferrari Califórnia novinha .

Bem, vi uma faixa que informava a venda de bolsas de grife com entrega em domicílio.

Anotei o número do celular e pensando em fazer uma surpresa para a minha mulher, liguei para comparar preços de bolsas das marcas Dolce Gabana, Balenciaga, Luis Vuitton, Prada, Lacoste e outras, e quem sabe adquirir uma .

Ligo, toin, toin, toin - ocupado

Tento outra vez, e outra e mais tantas outras vezes e o danado do celular sempre ocupado .

Até que, tchan! Surpresa, consigo ser atendido . Voz de mulher

Pergunto se ela é que anunciou a venda de bolsas .

Sim, meu querido .

Já fiquei invocado, acho esse tipo de tratamento por telefone, com uma pessoas estranha de péssimo gosto.

As bolsas que vocês anunciam são legitimas mesmo ou são cópias falsificadas?

Meu querido, nós importamos todos os nossos produtos, somos especializados em bolsas de grife e nossa clientela é top .

Qual a base de preço?

Depende do modelo e da marca . Temos bolsas, carteiras e porta níqueis das melhores grifes . Os preços podem chegar a te´a R$ 3.000,00 .
O mais barato são as bolsa sem acessórios - carteiras e porta níqueis. E as mais caras são as com o conjunto completo .
Posso levar peças variadas do mostruário até a sua casa, você escolhe e pode pagar no cartão de crédito, levamos a maquininha .

Mas, me diga uma coisa as bolsas, carteiras e porta níqueis, todas elas trazem o logo das suas marcas?

Claro!

Então vamos combinar o seguinte, me traga o mostruário dos porta níqueis para eu escolher um para presentear minha mulher no dia de nossa bodas de ouro .

Meu senhor não vendemos só porta níqueis, assim não dá.

Então faz o seguinte, para ficar mais em conta me traga os modelitos feitos nas “Indústrias de Couro Sintético Generalíssimo e Grande Presidente Stroessner” de Ciudad Del leste, no  Paraguai.
Dizem que as melhores são as de pele de Tartaruga .

Seu cretino, vai arranjar o que fazer, vai @”%$*(_+^?><}

Toin , toin, toin, toin !!!

Mais um telefone desligado na cara de um cliente, na maior falta de educação na história desse país .

Eu, hein? Vai entender o ser humano?????


FAIXA 2 - Continuo sem entender o ser humano...

Convidado para um jantar, sou recebido pelo anfitrião, com a casa cheirando a mil odores de incensos.
Do elevador já sentia a mistura de odores.

Sou recebido pelo anfitrião, fazendo a postura das mãos em oração, coladas junto ao peito, com o dorso dobrado para a frente em reverência Budista e ele lasca na minha cara: "MANATEE" (Queria dizer NAMASTÊ).

"Num guentei", fiz a mesma reverência, e respondi 'PEIXE BOI".

O cara ficou a noite inteira com cara de pouco caso para mim.
Que culpa tenho, se as outras pessoas não conseguiram controlar suas gargalhadas?


Eu, hein? Vá entender o ser humano.


FAIXA 3 - Continuo sem entender o ser humano.

Vi uma faixa anunciando a venda de vários produtos de grife importados e com entrega em casa.

Liguei e perguntei se tinha toda a nova coleção de cores das camisas Lacoste, minhas preferidas, se eu tivesse dinheiro para comprar.

Resposta da vendedora : explicitando quais as cores, perguntei quanto era o preço de cada camisa e depois das 20 camisas da coleção em cores diferentes.

Negociei um bom desconto consegui 12% para pagar à vista e levar toda a coleção.

Insisti em mais desconto, nada, propus pagar no cartão. 

Depois de mais de meia hora de negociação, falando que cartão é pagamento à vista, que estava me discriminando, que era contra o código dos consumidores, que estava comprando toda a coleção, giro rápido do estoque, segurança de recebimento, etc, etc.
Consegui um desconto de 7% para pagar no cartão de crédito em uma única parcela.

Então, propus mais uma promoção.
A vendedora ficou curiosa em saber.

Expliquei. Você pode tirar os jacarezinhos das camisas e me vender com um desconto maior.

Ela perguntou-me: "O que faço com os jacarezinhos?"
Pede uma licença ao IBAMA e começa uma fazenda de procriação de jacarezinhos, para abate e venda.

Rapaz, aprendi pelo menos uns 5 novos palavrões, fora os outros 15 que ela me falou.

Realmente, não entendo como uma vendedora pode tratar assim, um bom cliente como eu, e ter um lindo repertório de palavras de baixo calão como o que ela declinou em meus ouvidos.

Eu, hein? Vai entender o ser humano .


FAIXA 4 - Hoje, pela manhã durante minha caminhada, comecei a sentir que não estava enxergando bem  as coisas começaram a ir se embaçando e e uma leve tonteira.

Encostei-me num poste, aí chegou uma pessoa e foi super atenciosa, querendo saber se tava tudo bem.

Juntaram mais uma 5 pessoas, inclusive um médico que também fazia sua caminhada matinal.

Perguntas, sobre o que eu sentia, pega pulso, tá normal. Cuidado pode ser um AVC (isso me cheirou a praga de uma bunduda com shortinho apertado).

Médico preocupado, fazendo mais perguntas

Falam, chama o SAMU. Senta ele no chão. Abaixa a cabeça dele. Tomou café ?

Aí me lembrei que tinha deixado meus óculos em casa e sempre que fico muito tempo sem ele, me dá isso.

Senti, um leve cascudo na cabeça, pensei que seria amarrado no poste e linchado.
Saiu cada um xingando mais do que o outro.

Eu hein? Só por um pequeno esquecimento, tanto barulho.

De cuidadosos a linchadores, é uma "questão" (olha a QUESTÃO AÍ, GENTE!) de segundos.

Vai entender o ser humano.


FAIXA 5 - Leio a placa escrita numa tampa de tambor: 

“Borraxeiro - 24 hora - E o número do telefone”.

Tava sem sono, ligo pra lá, devia ser umas 2 horas da madruga.

Chama, chama,chama, chama. Depois de cair a ligação umas 4 vezes, atenderam.
Uma voz cavernosa com som de travesseiro: Arô!!!

-É da borracharia?
-Sim
-O Zé Gominha ta aí?
-Tem ninguém cum esse nome não.
- Quem ta falando?
- Geraldão borracheiro.
-To com um baita problemão e precisando de seu serviço.
-Manda.
-Vc atende em domicilio?
- Seu pneu ta furado?
- Não, eu não uso pneu. É o pneu da bicicletinha do meu netinho, e se ele acordar amanhã e não poder andar de byke, vai ser o maior berreiro. O catarrento é chorão demais. O que vc pode fazer?
- Mandar o Sr. tomá no * ajuda?

Desliga o fone na minha fuça, pode? Cara mais grosso.

Cliente liga e ele trata desse jeito.

Eu, hein? Vai entender o ser humano.


FAIXA 6 - Vejo um baner num poste.
VENDO TROCO
CASA
FONE:XXXXXXXXX

Curioso e não aprendo. Ligo.
- Alô

- Exxxxcuta (caprichei no carioquêixxx), quanto de troco você tá vendendo ( se eu falasse vendenu, saberia que era mineiro).

- Que troco? Tô vendenu é uma casa.

- Mas, a faixa diz VENDO TROCO.

- Tá de sacanage comigo? É VENDO OU TROCO.

- É , mas não tinha o OU. Você é uma ANTA, é parente da Dilma?

- Fio duma égua, fio duma vaca, não tem o que fazer? Vai ... e por a coisa foi e desandou.

- Mermão tu tá exxxxtressado.

- Tóin, tóin,tóin, tóin.... Alô, alô, alô... Nossa desligou. Como ele pensa em fazer negócio atendendo assim os clientes.

Eu hein? Vai entender o ser humano.

FAIXA 7 - Como é difícil entender o ser humano.

Cartaz anuncia aulas de espanhol.

Professor NATIVO 100%, escreveu livros, adultos, crianças, especial para viagens, faça aula experimental e o número do telefone.

Ligo, esclareço as coisas de praxe, preço, tempo de duração da aula, como era o especial para viagens.

Curioso, ainda pergunto, quantos livros escreveu, que assunto, se foi em espanhol e se já foi traduzido, tiragem, preço e onde encontrar. Enquanto o assunto era de seu que o interesse foi super atencioso.

Mas, eu não aprendo a lidar com as pessoas, e cutuco caixa de marimbondo com graveto curto.

Perguntei, de que tribo indígena ele pertencia na Espanha, já que sou ignorante e não sabia que havia índios lá.

- Que tribo de índio? Eu? Na Espanha nunca teve índio.

Se nunca teve porque você disse ser nativo 100%?

Aí o cara já começou a se enfezar.

Lasquei mais uma. Bem , e para fazer a aula experimental, é somente uma ou pode ser uma semana de aula.

- Claro, que é somente uma e gratuita.

Combinei de fazer uma aula em domicilio para o dia seguinte às 9:30h , pela manhã.

O caldo entornou, quando informei que eu morava a 150 km de Belo Horizonte.

Recebi uma aula prática em espanhol de inúmeros palavrões. Só entendi "HIJO DE PERRA" e "HIJO DE UNA P..."

E toma telefone desligado na minha cara.

Absurdo, como clientes são destratados por gente temperamental. Deve ser o tal do sangue quente espanhol.

Acho, que ele deveria fazer um cartaz mais explicativo, assim ele evitaria telefonemas com tantas perguntas.

Continuo a não entender a natureza humana.


FAIXA 8 - Continuo a não entender o ser humano.

Estou a procura de um esporte para praticar , sendo assim, telefonei para mais uma indicação que li numa faixa dependurada em Belzonte.

Dessa vez foi aula de tênis em domicílio.

Ligo e esclareço a coisas de praxe, aula individual, grupo, criança, adulto, preço e condições, quantas aulas por semana, enfim fui fundo nas pesquisas e perguntas.

Como detalhes finais, perguntei se teriam raquetes e bolas para emprestar, rede, se precisaria de tênis especiais, pois achava o máximo como os jogadores deslizavam para pegar as bolas nas pontas das quadras. Se podia ser qualquer uniforme ou se tinha que ser de grife.

Tudo explicado e resolvido, trariam tudo que fosse necessário, raquetes, rede, bolas e que bastava eu ter um par de tênis e qualquer calção e camiseta de malha.

Insisti em querer saber, se o fato de eu ter jogado ping pong quando criança e tênis de mesa na adolescência, se isso me daria alguma ajuda.

O cara que me atendeu, já começou a se mostrar irritado, mas me respondeu. Claro que não. Uma coisa é diferente da outra.

Perguntei: Como assim?

Resposta : Tênis é uma coisa e o resto é o resto.

Bem, fiz uma última pergunta, e depois de explicar que no meu prédio não tinha quadra.

Informei que meu apartamento tinha uma área exclusiva, e que media 3 x 3 m, e se ele poderia trazer uma rede pequena e um rolo de piso gramado sintético. 

Resposta: !@@##%#%¨&*%()*_+^>

Sujeitinho nervoso e indelicado. Tratar um possível cliente dessa maneira.

Eu, hein? Vai entender o ser humano !!!

FAIXA 9Coisas que eu não entendo no ser humano

Vi uma faixa anunciando aulas de natação em domicílio, para crianças, adultos, individuais ou grupos. 

Anotei o número do telefone. Liguei e fiz uma série de perguntas, que levou cerca de 20 minutos para que eu tivesse as respostas que precisava, para tomar uma decisão.

Quando informei que não tinha piscina em casa, e se ela levaria uma piscina de lona para dar as aulas, recebi um show de palavrões, to com as “zoreias” entupida de tanta porcaria que ouvi.

Aliás, o repertório dela era de primeiríssima.

Ainda não entendi o porque de tanta raiva com um possível cliente.

Eu, hein? Vai entender o ser humano

CLARO, QUE ESSAS LIGAÇÕES SÃO UMA BRINCADEIRA, FICTÍCIAS. QUE DA VONTADE DE LIGAR PARA ESSAS PESSOAS E PROVOCAR ESSAS SITUAÇÕES, ISSO DA.
UM DIA, CRIO CORAGEM E CARA DE PAU.