Compartilhar casos e causos,assuntos gerais,curiosidades,fotos,músicas, livros, viagens, receitas. Dar palpites e fazer comentários, alguns sérios, outros nem tanto, sobre tudo que leio, ouço e vejo. Só falar do bom,do bem,do belo e do lúdico, mostrar aos meus amigos,aos amigos dos meus amigos, o que me faz feliz e compõe o meu UNIVERSO.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O Jogo da Vida - Huzheng
Recebi e compartilho. O paciente, pacientemente espera o fim do jogo. A foto foi tirada pelo médico que o atendia. Só espero que eles não estejam jogando truco.
Poemas eróticos de Carlos Drummond de Andrade
Mineiro de Itabira - Poeta Carlos Drummond de Andrade
Sugar e ser sugado pelo amor
Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
Que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar o ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua.
A língua lambe
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.
A castidade com que abria as coxas
A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e tão estreita, como se alargava.
Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,
eu não era ninguém e era mil seres
em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.
Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.
Mimosa boca errante
Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo.
Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.
Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.
Adorando.
Nunca pensei ter entre as coxas um deus.
Mais em:
http://obviousmag.org/archives/2008/04/o_amor_natural.html#ixzz0zEFLII7r
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Trivialzinho com os amigos Mario Lúcio e Eliana
Da esquerda para a direita: Ulisses, Renata (minha NORINHA predileta), Universo, Mario Lúcio e Eliana
Burrata e Mussarela de Búfala com geleia de laranja Kinkan, Lâminas de amêndoas tostadas,
Crema de balsâmico e morango
Salada de Rúcula, tomate cereja e mussarela de búfala
Bacalhau em lascas com pimentão vermelho, azeitona portuguesa, cebola, cebolinha,
creme de leite fresco e azeite. Acompanhado de arroz branco.
A sobremesa, xiiii! , deu amnésia. Terá sido doce de leite com queijo minas?
Fotos e preparo dos pratos: UNIVERSO
Êta! Jantarzinho bão dimais da conta
Clique nas fotos para ampliar
Recebendo os "brimos" de Xisdifora, são os dois à esquerda - Áurea e Nelson
O cardápio
Os bebes e os comes
Brusqueta de Ciabata com Camembertblue
Burrata com nozes, tomate cereja, presunto cru, sobre um filé de manga grelhado e top de lâmina de pera grelhada com geleia de morango
Risoto de camarão e abobrinha italiana
A sobremesa foi profiterole com sorvete de creme e cobertura de chocolate, preparado pela Wal e devidamente devorado sem tempo para a foto.
Fotos e preparo dos pratos: Universo - Pão Ciabata e Profiteroles preparados pela Wal
Trem, treco, troço coisas de mineiro
Foto: UNIVERSO - Trem turístico que faz o pecurso Mariana - Ouro Preto - Mariana
em Minas Gerais Brasil
Interessante que o assunto mineirês veio à tona logo no dia em que alguns transtornos foram causados pelo seu desconhecimento por parte de alguns jornalistas, que escreveram a seguinte manchete: - ' Trens batem de frente em Minas'.Os mineiros, obviamente, não deram a devida importância, já que para eles isto quer dizer apenas que duas coisas bateram.
Poderia ter sido dois carros, um carro e uma moto, uma carroça e um carro de boi; ou até mesmo um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar.
Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o Aurélio.
E vejam o que diz: ... trem [Do francês/inglês. train.] Substantivo masculino. 1 Conjunto de objetos que formam a bagagem de um viajante. 2. Comitiva, séquito. 3. Mobiliário duma casa. 4. Conjunto de objetos apropriados para certos serviços... 5. Carruagem, sege. 6. Vestuário, traje, trajo. 7.Mar. G. Bras. Grupamento de navios auxiliares destinados aos serviços (reparos, abastecimento, etc.) de uma esquadra. 8.Bras. Comboio ferroviário; trem de ferro. 9.Bras. Bateria de cozinha. 10.Bras. MG C.O. Pop. Qualquer objeto ou coisa; coisa, negócio, treco, troço: 'ensopando o arroz e busando da pimenta, trem especial, apanhado ali mesmo, na horta.' (Humberto Crispim Borges, Cacho de Tucum, p. 186). 11.Bras. MG S. Fam. Indivíduo sem préstimo, ou de mau caráter; traste. Vejam que o sentido de comboio ferroviário é apenas o 8º, e ainda é considerado um brasileirismo.
Comentei o fato com um amigo especialista em etimologia, que me esclareceu a questão: o comboio ferroviário recebeu o nome de trem justamente porque trazia, porque transportava, os trens das pessoas.
Vale lembrar que nessa época o Brasil possuía uma malha ferroviária com relativa capilaridade e o transporte ferroviário era o mais importante. Assim, era natural que as pessoas fizessem essa associação.
Moral da estória: O mineiro é, antes de tudo, um erudito. Além de erudito, ainda é humilde e aceita que o pessoal dos outros estados tripudie da forma como usa a palavra trem. Na verdade, acho que isso faz parte do 'espírito cristão do mineiro'. Ele escuta as gozações e pensa: que sejam perdoados, pois não sabem o que dizem.
Dica: Copiada do Face da prima de Juiz de Fora, Luz e Mar. Que alíás tem umas filhas lindas!!!
Triviais
Abaixo alguns dos pratos que preparei para uns lanchinhos triviais. Clique nas fotos para ampliar.
Burrata com morangos, mexerica, geleia de laranja com lascas de casca.
Manteiga de camarão e tostadinhas
Bacalhau cremoso com amêndoas tostadas sobre Musseline de batata Asterix
Burrata com amêndoas tostadas, azeitona portuguesa, tomate cereja, manjericão , azeite, crema de balsâmico trufado e paprica picante.
Preparo dos pratos e fotos: UNIVERSO
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Questão de Pontuação - João Cabral de Melo Neto
Pernambucano João Cabral de Melo Neto - Divulgação - Internet
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionísica);
viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):
o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final
(João Cabral de Melo Neto)
Home - Yann Arthus - Bertrand
Roberto D'Avila entrevistou Yann Arthus-Bertrand no seu programa CONEXÃO
Yann Arthus-Bertrand, nasceu em Paris em 13 de março de 1946. Fotógrafo, repórter, jornalista e ambientalista. Seu interesse pela vida selvagem e natureza se manifestou na sua infância.
Começou a fotografar animais, mas descobriu seu talento para fotografias aéreas e mudou sua visão e percepção do mundo.
Yann, realizou inúmeras viagens pelo mundo para fazer as sensacionais fotos que o tornaram conhecido mundialmente.
Já publicou cerca de 60 livros com suas fotos tiradas de helicópteros e balões. Teve seus trabalhos publicados na Revista National Geographic em diversas ocasiões. Teve, também, fotos exibidas em diversas exposições em vários países.
Recebeu do governo francês a condecoração da Legião de Honra e é membro da Académie des Beaux-Arts de l'Institut de France.
Coração de Voh - Yann Arthus-Bertrand
O filme HOME, de sua autoria, lançado em junho de 2009, contém uma coleção de suas fotos que são fantásticas. Clique no vídeo acima e assista ao belíssimo filme.
Pesquisa, fotos e vídeo: Internet, Wikipédia e site do programa CONEXÃO do ROBERTO D'AVILA a quem assisto, todos os domingos, na Tv Cultura, em suas especiais e inteligentes entrevistas.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Viagem para Marte, que desperdício de dinheiro e tempo
Com a chegada de um veículo não tripulado para pesquisar o solo de Marte, depois de anos de pesquisas, testes, construção, envio e com milhões de dólares gastos, o mundo ficará mais feliz, pois a fome, a falta de moradia, remédios para os miseráveis, melhor saúde pública, saneamento básico, violência, covardia dos mais fortes contra os mais fracos, terrorismo e outros males estúpidos criados e mantidos pelo que chamamos de seres humanos? , serão eliminados e ou minimizados na face da TERRA.
Depois da ida a Lua e de terem os mesmos seres humanos?, dado um "passo gigante para a humanidade", agora é ir para Marte.
Para que?
Vamos investir melhor os recursos gastos com essa besta corrida espacial?
Ô Tio Sam, dá uma controlada aí. Depois reclamam que estão na pior.
Vídeo: YouTube - Dica do amigo João Vascaíno do Rio de Janeiro.
domingo, 23 de setembro de 2012
Super Heróis saem para caminhar na praça e deixam a Mulher Maravilha em casa
Foto: UNIVERSO - Praça da Lagoa Seca - Belo Horizonte - Minas Gerais
Ontem , estava fazendo minha caminhada diária, quando deparei com a turma de Super Heróis fazendo seus exercícios matutinos.
Perguntei pela Mulher Maravilha e eles me responderam que ela estava em casa, dando uma ajeitada na casa, lavando umas cuecas e meias deles e depois iria preparar uma macarronada com frango assado recheado com farofa para o almoço.
É, já não se faz Super Heróis como antigamente. Eles precisam de ter uma Super Mulher para seguirem na luta.
A Prima Vera acabou de chegar, cheirosa, cheia de charme e cheia de cores
Flor de Cactus (Miami) - Foto: UNIVERSO
Em comemoração a chegada da primavera, posto essa foto de uma flor de Cactus. As flores de Cactus são de rara beleza e existem muitos tipos de cores, tamanho e formatos diferentes.
Desejo que todos tenham uma bela estação de PRIMAVERA, com muitas cores, aromas fortes e suaves.
Desejo, também, que vocês sejam, acima de tudo, muito felizes.
Olhem em volta e vejam que ainda há muita beleza no mundo, apesar de tudo que possa estar fora de sintonia.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
DANIEL DIAS - O maior campeão de todos os tempos - De Londres, Flavio Brebis
Peço desculpas aos seguidores do blog, ao Aylê Salassiê, Flavio Brebis, aos demais membros da equipe que fizeram a cobertura das Paralimpíadas de Londres - 2012, e em especial ao Daniel Dias. Pelo atraso em publicar essa importante matéria sobre o Daniel Dias, um dos maiores atletas brasileiros de todos os tempos, campeão e recordista de medalhas.
Viajei no período das Paralimpíadas e estive sem acesso a um computador que me permitisse manter o blog atualizado. Estou me preparando para poder em breve manter os assuntos em dia, mesmo em viagem.
O texto abaixo do Flavio Brebis é uma merecida homenagem, que faço questão de publicar, mesmo atrasado, para deixar registrado aqui, o valor do Daniel Dias, como homem e atleta.
Daniel merece todo nosso reconhecimento, carinho, admiração, respeito e tem que ter sua imagem e feitos compartilhados para que sirva de exemplo a todos os jovens brasileiros dessa e de gerações futuras.
Daniel Dias bate recorde na natação e faz história em Londres, tornando-se o atleta com maior número de medalhas douradas em Jogos Paralímpicos
Os atletas brasileiros continuam fazendo história nos Jogos Paralímpicos de Londres. Dessa vez é na natação. Nesta terça-feira (4), Daniel Dias bateu o recorde mundial, na prova dos 100m Peito SB4, com o tempo de 1m32s27, três segundos e meio abaixo da marca que havia estabelecido pela manhã. Com essa façanha, torna-se o maior campeão paralímpico brasileiro, com sete medalhas de ouro, superando o também nadador Clodoaldo Silva.
Sobre a história que vem construindo com suas vitórias, recordes e medalhas, o atleta paralímpico é bem pé no chão e acredita que é resultado de esforço e dedicação. "É uma grande honra poder superar um grande atleta como Clodoaldo (Silva). Eu estou fazendo a minha história no esporte paraolímpico e no esporte brasileiro e, espero sempre representar bem o meu país. Eu treino muito e me dedico muito para poder chegar a jogos como esse e ganhar medalhas".
Quando conta sobre a última prova e a quebra do recorde mundial e paralímpico, parece ainda não acreditar. "Essa é a minha prova mais fraca. Por isso treinei muito esse ano", explicou Daniel. "Todas as quebras de recordes são boas e quando não se está esperando é melhor ainda".
Daniel participa ainda participa de mais quatro provas em três dias e, quer continuar melhorando seus tempos. "Eu nunca visei recordes, medalhas, eu sempre visei melhorar minhas marcas e aqui está dando certo, então, eu espero continuar assim, nesse mesmo caminho", disse.
O atleta de ouro acredita que perseverança e investimentos nos esportes ainda são o segredo do sucesso. "Quando eu vi Clodoaldo ganhando medalhas, ele brigava e batalhava por isso e a gente continua nessa batalha, de mostrar que somos atletas como quaisquer outros, queremos o nosso espaço, queremos investimento [...] é algo a se pensar para 2016 e a gente poder denotar no Rio", afirma.
Histórico de ouro
Daniel Dias compete nas classes S5, SB4 e SM5, em competições dos Jogos Paralímpicos. No Mundial de natação do Comitê Paralímpico Internacional foi ouro nos 200m medley, com recorde mundial, ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta e 50m costas, medalha de ouro no revezamento 4x50m medley, com recorde mundial. É detentor do recorde mundial nas provas de 100m e 200m livre, 100m costa e 200m medley e o recordista nos Jogos Parapan-americanos, com oito medalhas de ouro.
Nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008, Daniel conquistou nove medalhas, superando o também nadador brasileiro Clodoaldo Silva, que havia conquistado sete medalhas (seis de ouro e uma de prata), nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004.
Em 2009, Daniel Dias recebeu o Troféu Laureus, o "Oscar do Esporte", como melhor atleta paraolímpico de 2008, por ter conquistado nove medalhas em Pequim. Até então, apenas três brasileiros haviam recebido este prêmio: Pelé (Futebol, 2000), Bob Burnquist (Skateboarding, 2002) e Ronaldo Fenômeno (Futebol, 2003).
Foto e texto enviados pelo Flavio Brebis, diretamente de Londres, da equipe coordenada pelo Aylê-Salassié.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
JOGOS PARALÍMPICOS DE LONDRES 2012 - De Londres, Henrique Carmo, Flavio Brebis
Estamos apoiando a divulgação das Paralimpiadas 2012 que se realizam em Londres com cobertura da equipe de estudantes de comunição de Brasilia, coordenada pelo Aylê-Salassié
Brasil conquista seu primeiro ouro nas Paralímpiadas. Na natação Daniel Dias com ouro, André Brasil com prata e o bronze de Michele Ferreira no Judô
(London Bridge UCB News, Londres).
O atleta brasileiro, Daniel Dias, consagrado na natação nos Jogos de Pequim,em 2008; nas Paralimpiadas de Londres 2012 bateu o seu próprio recorde mundial nos 50m livres, categoria S5, com o tempo de 32s05, 21 centésimos e conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil. O Brasil fecha o primeiro dia de competição em 8º lugar no quadro de medalhas com três medalhas, A China lidera o ranking com 15 medalhas seguida da Austrália com nove.
É a décima medalha na carreira de Daniel Dias, mostrando o porque é favorito entre os competidores de sua classe. Estrela da delegação brasileira, Daniel na abertura entrou carregando a bandeira do Brasil. O atleta está fora de casa há mais de um mês aclimatando-se para esta edição dos jogos. Começou em Sierra Nevada , na Espanha, depois, junto com a delegação, foi para Manchester, cidade a 320 quilômetros de Londres. Em seguida veio para a capital Britânica, para brilhar nas piscinas paralímpicas.
"Fiquei muito feliz por começar os Jogos com o ouro. Em Pequim foi da mesma maneira, espero repetir os resultados de lá" , disse Daniel. Em Pequim foram quatro ouros quatro pratas e um bronze. A expectativa é a de que ele repita sua performance em Londres.
O Brasil conquistou também a prata com o nadador André Brasil nos 200m medley, e no judô Michele Ferreira ganhou o bronze na categoria até 52kg. A brasileira não chegou sequer a competir na final, porque a francesa Sandrine Martrinet contundiu-se antes da luta, dando a vitória para Michele.
Outros resultados do Brasil nesse primeiro dia de competição foram Clodoaldo Silva, que terminou os 50m livre, em quinto lugar, e Joana Neves, que ficou em quarto na final também dos 50 metros livre.
Algo no ar
Na abertura dos Jogos Paralímpicos de 2012, o Estádio Olímpico de Londres transforma-se em um palco de celebração da criatividade humana
“SOMETHING IN THE AIR” (Existe algo no ar) é a manchete, em caixa alta, da edição especial do Jornal The Times após a Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos de 2012, ao se referir as performances que tomaram formas, cores e voos diante de uma platéia calorosa e atenta,que lotou o Estádio Olímpico de Londres .
Um dos momentos emocionantes foram os discursos dos presidentes dos Comitês Olímpico e Paralímpico. “O esporte é algo que você pode fazer, o que você pode adquirir, os limites que você pode alcançar, as barreiras que você pode quebrar. O esporte mostra o que é possível. O esporte se recusa a admitir um não como resposta”, afirmou Sir Sebastian Coe, presidente do Comitê Olímpico Internacional. As fortes palavras de Coe contagiaram , arrancando aplausos da platéia.
Em clima de comoção, a Rainha Elizabeth II e membros da Família Real assistiam à cerimônia, milimetricamente concebida pelos diretores Jenny Sealey, Bradley Hemmings e Stephen Daldry. Em dado momento surge uma das lendas vivas do mundo contemporâneo da ciência, o físico britânico Sir Stephen Hawking e a dramaticidade toma conta do estádio, quando Sir Ian Mckellen, ator britânico(Senhor dos Anéis, O Código Da Vinci, X-Men), assume o rumo da narrativa comoProspero, personagem da Peça “A tempestade”, de William Shakespeare.
Mas o clima em Londres é de congraçamento, de harmonizar os ânimos e os corações. O prefeito de Londres Boris Johnson na tarde anterior à abertura dos Jogos já havia declarado ao Jornal London Evening Standard a promessa de um “um belíssimo show” e que mudaria a atitude das pessoas sobre esporte e atletas paralímpicos para sempre.
Razão de viver
Nos principais pontos da cidade há outdoors com a equipe britânica paraolímpica, apresentando-os como super-humanos e as histórias dos atletas paralímpicos britânicos toma conta das páginas dos jornais, como a história do soldado Nick Beighton que perdeu ambas as pernas no Afeganistão, quando uma bomba explodiu. Três anos depois integra a equipe britânica e encontra no remo um modo de sobreviver e recomeçar a vida: “Eu consegui minha vida de volta. Remar não estava nas prioridades da minha mente, mas eu sabia que era uma opção”, declarou ao London Evening Standard.
Outra história impressionante é de Richard Whitehead “a máquina”. Whitehead tornou-se o primeiro amputado a correr abaixo das três horas a maratona. Ele conversou com Cathy Wood, repórter do London Evening Standard e contou detalhes da sua rotina, em um perfil revelador: “O poder do esporte é uma ferramenta sólida que pode inspirar pessoas com qualquer que seja a bagagem cultural que carregue. Se você tem uma atitude positiva sobre esporte, ela pode espalhar-se para toda a comunidade”.
Uma das mais celebradas é a atleta paraolímpica britânica ,a nadadora Eleanor Simmonds, que aos treze anos de idade tornou-se a atleta mais jovem a ganhar duas medalhas de ouro em Beijing 2008, nos 100 e 400 metros estilo livre. No ano seguinte, fez história aos 14 anos e 51 dias, quando se tornou a pessoa mais jovem da história a receber uma homenagem da Rainha (Elizabeth II). Ela relembra os jogos de Beijing: “Eu nunca imaginei que pudesse ganhar o ouro. Na verdade era como se fosse uma espécie de sonho”, conta Ellie(como é carinhosamente chamada pelos britânicos)ao Jornal The Sun. Ela diz que tem treinado 20 horas por semana e espera toda a família para assisti-la a ganhar mais medalhas.
Promessas brasileiras
As promessas brasileiras de medalhas são muitas e os atletas podem escrever o capítulo mais vitorioso da história paralímpica nacional, segundo o Comitê Brasileiro, e subir pelo menos duas posições no quadro geral, superando as 47 medalhas (16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze) conquistadas em Pequim 2008.
Daniel Dias, André Brasil e Clodoaldo Silva são as chances reais de medalhas. Juntos possuem o incrível número de 26 medalhas paralímpicas e figuram entre as estrelas dos Jogos. "Sabemos que todos os países estão se preparando muito, fazendo treinamento em altitude, com estrutura. Mas contamos com pelo menos umas 10 medalhas de ouro, três ou quatro de prata e uma ou duas de bronze. A meta é ficar entre os oito primeiros", projetao Coordenador Técnico da Natação, Murilo Barreto.
O hipismo tem chances de medalhas com Davi Salazar, Marcos Alves, que subiu duas vezes ao pódio em Pequim, nas categorias Individual e Freestyle e Elisa Melaranci."A equipe está me ajudando muito, porque eu estava muito tensa. Ainda não tenho tanto entrosamento com o meu cavalo, mas desde que viemos para Londres fizemos um trabalho muito bom e isso me deixou mais tranquila", afirma Elisa, primeira da equipe de adestramento a competir.
Equipes brasileiras também entram em quadra no goalball e no basquete em cadeira de rodas e enfrentam rivais muito preparados, mas o clima é de confiança na qualidade da preparação técnica realizada com os atletas. “Realizamos bons treinos, amistosos", afirma Marcus da Gama, coordenador técnico da delegação de basquete em cadeira de rodas.
Mas independente das expectativas de medalhas e das promessas de quebras de recordes, o que se vê por aqui é um clima de camaradagem. A notável visão de Sir Ludwig Guttmann, o pai dos jogos paralímpicos, continua inspirando gerações e foi um dos pontos altos do discurso do presidente do Comitê Paraolímpico Internacional, Sir Philip Craven, na cerimônia de abertura, que conclamou a todos: “Preparem-se para se inspirar. Preparem-se para serem deslumbrados. Preparem-se para serem comovidos”, e pediu aos atletas um desempenho no “esporte como nunca”.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
MPQ - Música Popular de Qualidade - Altamiro Carrilho já está em seu "Pedacinho do Ceu"
Altamiro Aquino Carrilho, nasceu emSanto Antonio de Pádua, em 21 de dezembro de 1924 e faleceu em 15 de agosto de 2012, no Rio de Janeiro.
Músico, flautista e compositor.
Considerado o Pai do Chorinho e um dos melhores flautistas do mundo. Para o Francês Jean Pierre Rampal, Altamiro era o melhor do mundo.
Deixou uma obra com cerca de 200 composições e gravou mais de cem discos. É o recordista em maior número de gravações registradas.
Viajou e se apresentou em mais de 40 países, divulgando nossa cultura e o Choro brasileiro.
Aos 87 anos, Altamiro Carrilho um dos maiores intrumentistas do Brasil, foi "chorar" em seu pedacinho do céu.
Os vídeos que selecionei, são uma pequena amostra de seu talento inigualável e de sua importância na música brasileira.
Foi se juntar a Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Abel Ferreira, Benedito Lacerda, Canhoto e tantos outros cobras que já estão tocando no andar de cima.
Delicie-se, conheça ou recorde o maravihoso som da flauta de Altamiro Carrilho.
Dica do João Batista, o amigo que tem seu carro movido a música clássica e MPB de qualidade, apreciador e defensor de nossa cultura.
Vídeos: YouTube
Mondego - Daniel Pinheiro
Assista a um belo vídeo que mostra o Rio Mondego em Portugal, desde seu nascimento, sua fauna, cidades em suas margens, plantações, história, seus problemas, sua foz de 10 km de extensão e seu desaguar no Oceano Atlântico, depois de percorrer 284 km desde sua nascente na Serra da Estrela.
Belas imagens! Não deixe de conhecer.
Dica enviada pela amiga de Curitiba, Luciane, sempre ligada nas coisas da vida, natureza e espirituais.
Vídeo: VIMEO - Internet.
Belas imagens! Não deixe de conhecer.
Dica enviada pela amiga de Curitiba, Luciane, sempre ligada nas coisas da vida, natureza e espirituais.
Vídeo: VIMEO - Internet.
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Vídeo - Para reflexão
Nelson Rodrigues por Nelson Rodrigues
Hoje, completa-se 100 anos do nascimento de Nelson Rodrigues, jornalista, dramaturgo, escritor, torcedor lúcido, nem sempre, do Fluminense Futebol Clube, do Rio de Janeiro. Imagem: Internet
"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."
"Eu devia ter uns 7 anos. A professora sempre mandava a gente fazer composição sobre estampa de vaca, estampa de pintinho. Uma vez ela disse: ' Hoje cada um vai fazer uma história da própria cabeça ' . Foi nesse momento que eu comecei a ser Nelson Rodrigues. Porque escrevi uma história tremenda, de adultério." (entrevista concedida à Revista Playboy em novembro de 1979).
"Todo autor é autobiográfico e eu sou também. O que acontece na minha obra são variações infinitas do que aconteceu na minha vida". (entrevista ao Jornal da Tarde, 1974).
Polêmicas e cheias de humor
Grande frasista, Nelson Rodrigues não poupava palavras para tecer comentários sobre diversos aspectos das relações familiares e do cotidiano. A maior parte delas estão reunidas no livro "Flor de Obsessão", de Ruy Castro, publicado pela Cia. das Letras, em 1997.
"Não admito censura nem de Jesus Cristo"
"Invejo a burrice, porque é eterna".
"Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos...".
"As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado".
"O brasileiro é um feriado".
"A fidelidade devia ser facultativa".
"Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém".
"Pode não ser científico, mas é batata! Eu disse que o amor morre no banheiro e provo. Quando um cônjuge bate na porta do banheiro e o outro responde lá de dentro: "Tem gente!", não há amor que resista! Portanto, nada de camas, nem de quartos separados. Separação sim, de banheiros. Cada um deve ter seu trono exclusivo".
"O homem só é feliz pelo supérfluo. No comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!"
"Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava".
"O jovem só pode ser levado a sério quando fica velho".
"Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar".
"A companhia de um paulista é a pior forma de solidão".
"A grande tragédia da carne começou quando o homem separou o sexo do amor. Como não somos vira-latas, nem urramos no bosque, o sexo sem amor é um progressivo suicídio".
"Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma."
"Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante".
"Num casamento, o importante não é a esposa, é a sogra. Uma esposa limita-se a repetir as qualidades e os defeitos da própria mãe".
"Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata"
Dica do Adenir Balmant - Fluminólogo, meio mineiro, meio carioca. Direto da República Carioca das Laranjeiras.
Apagão da família - Carlos Alberto Di Franco
O vídeo abaixo é do filme Ensaio de Orquestra de Federico Fellini, com trilha sonora de Nino Rota, que é citado no texto de Di Franco. . Assista e tire as suas conclusões. Usei esse filme, mais de uma vez, em treinamentos de funcionários com os quais trabalhei.
A sociedade assiste, assombrada, a uma escalada de crimes cometidos no âmbito de famílias de classe média. Transformou-se o crime familiar em pauta ordinária das editorias de polícia. O inimigo já não está somente nas esquinas e vielas da cidade sem rosto, mas dentro dos lares. Mudam os personagens, mas as histórias de famílias destruídas pelo ódio e pelas drogas se repetem. A violência não se oculta sob a máscara anônima da marginalidade. Surpreendentemente, vítimas e criminosos assinam o mesmo sobrenome e estão unidos pela indissolubilidade do DNA.
A multiplicação dos crimes em família tem deixado a opinião pública em estado de choque. Paira no ar a mesma pergunta que Federico Fellini pôs na boca de um dos personagens do seu filme Ensaio de Orquestra, quando, ao contemplar o caos que tomara conta dos músicos depois da destituição do maestro, pergunta, perplexo: "Como é que chegamos a isto?". A interrogação está subjacente nas reações de todos nós, caros leitores, que, atordoados, tentamos encontrar resposta para a escalada de maldade que tomou conta do cotidiano.
A tragédia que tem fustigado algumas famílias aparece tingida por marcas típicas da atual crônica policial: uso de drogas, dissolução da família e crise da autoridade. Não sou juiz de ninguém. Mas minha experiência profissional indica a presença de um elo que dá unidade aos crimes que destruíram inúmeros lares: o esgarçamento das relações familiares. Há exceções, é claro. Desequilíbrios e patologias independem da boa vontade de pais e filhos. A regra, no entanto, indica que o crime hediondo costuma ser o dramático corolário de um silogismo que se fundamenta nas premissas do egoísmo e da ausência, sobretudo paterna. A desestruturação da família está, de fato, na raiz da tragédia.
Se a crescente falange de jovens criminosos deixa algo claro, é o fato de que cada vez mais pais não conhecem os seus filhos - e filhos também não se interessam por seus pais e avós. Na falta do carinho e do diálogo, os jovens crescem sem referências morais e âncoras afetivas. Recebem boas mesadas, carros e viagens. Mas, certamente, trocariam tudo isso pela presença dos pais. Sua resposta é uma explosiva combinação de revolta e ódio.
Psiquiatras, inúmeros, tentam encontrar explicações nos meandros das patologias mentais. Podem ter razão. Mas nem sempre. Independentemente dos possíveis surtos psicóticos, causa imediata de crimes brutais, a grande doença dos nossos dias tem um nome menos técnico, porém mais cruel: a desumanização das relações familiares. O crime intra e extralar medra no terreno fertilizado pela ausência. O uso das drogas, verdadeiro estopim da loucura final, é, frequentemente, o resultado da falência da família.
A ausência de limites e a crise da autoridade estão na outra ponta do problema. Transformou-se o prazer em regra absoluta. O sacrifício, a renúncia e o sofrimento, realidades inerentes ao cotidiano de todos nós, foram excomungados pelo marketing do consumismo alucinado. Decretada a demissão dos limites e suprimido qualquer assomo de autoridade - dos pais, da escola e do Estado -, sobra a barbárie. A responsabilidade, consequência direta e imediata dos atos humanos, simplesmente evaporou-se. Em todos os campos. O político ladrão e aético não vai para a cadeia. Renuncia ao mandato. O delinquente juvenil não responde por seus atos. É "de menor".
Certas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que fizeram uma opção preferencial pela permissividade, também estão apresentando um amargo resultado. Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não traumatizante, está mostrando a sua face perversa.
Ao traçar o perfil de alguns desvios da sociedade norte-americana, o sociólogo Christopher Lasch (autor do livro A Rebelião das Elites) sublinha as dramáticas consequências que estão ocultas sob a aparência da tolerância: "Gastamos a maior parte da nossa energia no combate à vergonha e à culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas". O saldo é uma geração desorientada e vazia.
A despersonalização da culpa e a certeza da impunidade têm gerado uma onda de superpredadores. O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.
O pragmatismo e a irresponsabilidade de alguns setores do mundo do entretenimento também têm importante parcela de responsabilidade nesse quadro. A valorização do sucesso sem limites éticos, a apresentação de desvios comportamentais num clima de normalidade e a consagração da impunidade têm colaborado para o aparecimento de mauricinhos do crime. Apoiados numa manipulação do conceito de liberdade artística e de expressão, alguns programas de televisão crescem à sombra da exploração das paixões humanas.
As análises dos especialistas e as políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo. Menos da crise da família e da demissão da autoridade. Mas o nó está aí. Se não tivermos a coragem e a firmeza de desatá-lo, assistiremos a uma espiral de crueldade sem precedentes. É apenas uma questão de tempo.
Já estamos ouvindo as primeiras explosões do barril de pólvora. O horror dos lares destruídos pelo ódio não está nas telas dos cinemas. Está batendo às portas das casas de um Brasil que precisa resgatar a cordialidade captada pela poderosa lente de Sérgio Buarque de Holanda (o pai do Chico) no seu memorável Raízes do Brasil.
CARLOS ALBERTO DI FRANCO - DOUTOR EM COMUNICAÇÃO PELA UNIVERSIDADE DE NAVARRA, É DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS
E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR
Enviado pela Rosemary Campagnuci, Juiz de Fora - Minas Gerais
A sociedade assiste, assombrada, a uma escalada de crimes cometidos no âmbito de famílias de classe média. Transformou-se o crime familiar em pauta ordinária das editorias de polícia. O inimigo já não está somente nas esquinas e vielas da cidade sem rosto, mas dentro dos lares. Mudam os personagens, mas as histórias de famílias destruídas pelo ódio e pelas drogas se repetem. A violência não se oculta sob a máscara anônima da marginalidade. Surpreendentemente, vítimas e criminosos assinam o mesmo sobrenome e estão unidos pela indissolubilidade do DNA.
A multiplicação dos crimes em família tem deixado a opinião pública em estado de choque. Paira no ar a mesma pergunta que Federico Fellini pôs na boca de um dos personagens do seu filme Ensaio de Orquestra, quando, ao contemplar o caos que tomara conta dos músicos depois da destituição do maestro, pergunta, perplexo: "Como é que chegamos a isto?". A interrogação está subjacente nas reações de todos nós, caros leitores, que, atordoados, tentamos encontrar resposta para a escalada de maldade que tomou conta do cotidiano.
A tragédia que tem fustigado algumas famílias aparece tingida por marcas típicas da atual crônica policial: uso de drogas, dissolução da família e crise da autoridade. Não sou juiz de ninguém. Mas minha experiência profissional indica a presença de um elo que dá unidade aos crimes que destruíram inúmeros lares: o esgarçamento das relações familiares. Há exceções, é claro. Desequilíbrios e patologias independem da boa vontade de pais e filhos. A regra, no entanto, indica que o crime hediondo costuma ser o dramático corolário de um silogismo que se fundamenta nas premissas do egoísmo e da ausência, sobretudo paterna. A desestruturação da família está, de fato, na raiz da tragédia.
Se a crescente falange de jovens criminosos deixa algo claro, é o fato de que cada vez mais pais não conhecem os seus filhos - e filhos também não se interessam por seus pais e avós. Na falta do carinho e do diálogo, os jovens crescem sem referências morais e âncoras afetivas. Recebem boas mesadas, carros e viagens. Mas, certamente, trocariam tudo isso pela presença dos pais. Sua resposta é uma explosiva combinação de revolta e ódio.
Psiquiatras, inúmeros, tentam encontrar explicações nos meandros das patologias mentais. Podem ter razão. Mas nem sempre. Independentemente dos possíveis surtos psicóticos, causa imediata de crimes brutais, a grande doença dos nossos dias tem um nome menos técnico, porém mais cruel: a desumanização das relações familiares. O crime intra e extralar medra no terreno fertilizado pela ausência. O uso das drogas, verdadeiro estopim da loucura final, é, frequentemente, o resultado da falência da família.
A ausência de limites e a crise da autoridade estão na outra ponta do problema. Transformou-se o prazer em regra absoluta. O sacrifício, a renúncia e o sofrimento, realidades inerentes ao cotidiano de todos nós, foram excomungados pelo marketing do consumismo alucinado. Decretada a demissão dos limites e suprimido qualquer assomo de autoridade - dos pais, da escola e do Estado -, sobra a barbárie. A responsabilidade, consequência direta e imediata dos atos humanos, simplesmente evaporou-se. Em todos os campos. O político ladrão e aético não vai para a cadeia. Renuncia ao mandato. O delinquente juvenil não responde por seus atos. É "de menor".
Certas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que fizeram uma opção preferencial pela permissividade, também estão apresentando um amargo resultado. Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não traumatizante, está mostrando a sua face perversa.
Ao traçar o perfil de alguns desvios da sociedade norte-americana, o sociólogo Christopher Lasch (autor do livro A Rebelião das Elites) sublinha as dramáticas consequências que estão ocultas sob a aparência da tolerância: "Gastamos a maior parte da nossa energia no combate à vergonha e à culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas". O saldo é uma geração desorientada e vazia.
A despersonalização da culpa e a certeza da impunidade têm gerado uma onda de superpredadores. O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.
O pragmatismo e a irresponsabilidade de alguns setores do mundo do entretenimento também têm importante parcela de responsabilidade nesse quadro. A valorização do sucesso sem limites éticos, a apresentação de desvios comportamentais num clima de normalidade e a consagração da impunidade têm colaborado para o aparecimento de mauricinhos do crime. Apoiados numa manipulação do conceito de liberdade artística e de expressão, alguns programas de televisão crescem à sombra da exploração das paixões humanas.
As análises dos especialistas e as políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo. Menos da crise da família e da demissão da autoridade. Mas o nó está aí. Se não tivermos a coragem e a firmeza de desatá-lo, assistiremos a uma espiral de crueldade sem precedentes. É apenas uma questão de tempo.
Já estamos ouvindo as primeiras explosões do barril de pólvora. O horror dos lares destruídos pelo ódio não está nas telas dos cinemas. Está batendo às portas das casas de um Brasil que precisa resgatar a cordialidade captada pela poderosa lente de Sérgio Buarque de Holanda (o pai do Chico) no seu memorável Raízes do Brasil.
CARLOS ALBERTO DI FRANCO - DOUTOR EM COMUNICAÇÃO PELA UNIVERSIDADE DE NAVARRA, É DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS
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Enviado pela Rosemary Campagnuci, Juiz de Fora - Minas Gerais
Extraterrestres poderão estar mais próximos do que pensamos - Andrei Kisliakov
E você o que acha?
© colagem: Voz da RússiaEspecialistas do Instituto Internacional de Investigação SETI alertam para a aproximação rápida da Terra de três objetos gigantes não identificados, que poderão ser provenientes de outros planetas.
Ainda continuam vivos na memória os filmes do Discovery Channel com declarações chocantes de Stephen Hawking, um dos mais influentes e conhecidos físicos teóricos. O cientista e prémio Nobel fez uma declaração sensacional em que disse que os extraterrestres, muito provavelmente, existem mesmo, implorando à humanidade não tentar entrar em contato com eles.
Não é a primeira vez que Stephen Hawking discorre sobre mundos extraterrestres. Ele se tornou famoso graças ao livro “Breve História do Tempo” sobre a origem do Universo. Na nova série, Stephen Hawking declara que existem outras formas de vida em muitos cantos do Universo mas que os extraterrestres podem simplesmente utilizar a Terra como fonte de recursos para conquistar e continuar o seu caminho.
Os americanos já começaram a estudar o problema da identificação de criaturas alienígeras, por enquanto só a nível genético. Garry Rafkan, professor de Genética da Escola de Medicina de Harvard, desenvolveu um chip capaz de determinar a existência de fragmentos de ADN extraterrestre. O chip deverá ser utilizado nos equipamentos de investigação do futuro rover marciano (veículo robótico).
A poeira do planeta vermelho cairá em uma solução especial que será submetida a ultrassons para eliminar quaisquer vestígios orgânicos e depois analisada para detetar a existência de ADN.
Receber os “homenzinhos verdes”
Há muitas décadas que a Humanidade anda procurando vida extraterrestre. Os investigadores americanos resolveram, para fundamentar a necessidade das buscas de seres racionais extraterrestres, utilizar o paradoxo do conhecido físico Enrico Fermi, ou seja, a contradição entre a grande probabilidade de existência de vida racional no Universo e a ausência de sinais visíveis desta existência. O cientista colocou esta pergunta simples: “Se existem tantas civilizações fora da Terra, onde estão elas?”.
Os americanos propuseram uma forma de resolver este paradoxo. Eles estabeleceram que, se partirmos do tempo médio de vida de uma civilização na nossa galáxia de mil anos (os habitantes da Terra só enviam sinais de rádio para o cosmos há 100 anos), na Via Láctea podem existir mais de 200 civilizações sem saberem da existência umas das outras. Os ingleses foram ainda mais longe. Na Universidade de Edimburgo consideram que na nossa galáxia existem pelo menos 361 civilizações de seres racionais e que o seu número máximo poderá atingir 38.000.
Os sucessos na teoria inspiram não só os cientistas do SETI mas também milhões de voluntários em todo o mundo, que desde os anos 1960 tentam captar sinais de rádio vindos de outros mundos.
Em 1977, o radiotelescópio da Universidade de Ohio recebeu um sinal que demorou cerca de 37 segundos. O sinal era proveniente da constelação de Sagitário e era o mais potente dos captados até então. Em 2004, o radiotelescópio em Arecibo (Porto Rico) transmitiu um sinal que viria a receber o nome de SHGb02+14ª e que tinha origem numa zona do Universo em que a constelação de Carneiro faz fronteira com a constelação de Peixes.
Os últimos dados publicados em 2008 pelos cientistas americanos envolvidos no Programa de Busca de Civilizações Extraterrestres, podem bem ser considerados sensacionais. Uma das constelações próximas da Terra pode ser uma cópia quase perfeita do nosso Sistema Solar nos primórdios de seu desenvolvimento. Desta forma, não é de excluir que o homem tenha copiado a certa altura um ser que vivera há milhões de anos em mundos distantes.
O químico sueco Svante Arrhenius, um dos primeiros galardoados com o prémio Nobel, no fim do século XIX, avançou a ideia da Panspermia, segundo a qual a vida na Terra poderia ter sido trazida do Espaço. A ciência oficial do século XX ignorou esta hipótese. Mas agora muitos conhecidos físicos teóricos da Europa e da Rússia estão estudando o problema de a vida na Terra poder ter tido origem em seres de outros planetas, refutando a teoria “oficial” de que a Terra é o centro do Universo e que este “gira” à volta do nosso planeta. Na Rússia, a teoria da origem “não terrena” da vida foi fundamentada por investigadores do Instituto de Espectroscopia da Academia das Ciências.
Do ponto de vista filosófico, se pode preconizar que os extraterrestres queiram prolongar sua vida e transmitir os conhecimentos acumulados. Para tal, os seres de outros planetas teriam mais vantagem em espalhar na galáxia centenas de milhares de toneladas de biomoléculas-biocápsulas de ADN, que contêm toda a informação sobre o tipo de vida a que pertencem. Um tal tipo de “troca” de informação é vantajoso do ponto de vista energético. As partículas de ADN enviadas para o Espaço à velocidade cósmica de dezenas de quilómetros por segundo, são disseminadas na Galáxia durante alguns milhões de anos – um prazo “adequado para ser percecionado”. Pelo contrário, um sinal eletromagnético, que “voa” à velocidade da luz, espalha-se demasiado depressa e contem bastante menos informação.
Naturalmente que parte dos “mensageiros” se irá perder: ficará presa no cam po gravitacional sendo posteriormente queimada, uma parte se destruirá em resultado de explosões em estrelas supernovas. Mesmo assim, uma parte pode chegar aos planetas com condições mais favoráveis como a Terra. Se o planeta for adequado, o sinal biológico não se perderá. Tendo atingido, por exemplo, água a determinada temperatura, o “sinal” começa se desenvolvendo. No ADN está concentrada uma informação colossal: 110 unidades de alfabeto genético de três “letras” – os nucleótidos. É praticamente impossível imaginar todas as possíveis combinações. É assim que começa a vida. Os especialistas em Genética Molecular afirmam que só cerca de 5% do ADN humano possuem informação útil. Os outros 95%, a parte “em excesso”, encerram o mistério da origem da vida, incluindo a informação útil e necessária para o ulterior desenvolvimento da Humanidade.
Parece que, tendo alcançado o nível de desenvolvimento desses seres, nós, humanos, poderíamos levar a cabo a mesma operação de disseminação da vida para os próximos milhões de anos.
Há ainda um outro importante testemunho de que a vida na Terra foi trazida do Espaço. As últimas investigações microbiológicas do Instituto russo de Medicina Espacial mostram que a vida surge logo que existem as necessárias condições para tal. Se tivermos em conta que a idade estabelecida do primeiro gene na Terra é de 3,8 bilhões de anos e que a idade geológica da Terra é de 4,6 bilhões de anos, vemos que as duas datas são muito próximas, o que nos torna, a mim e a você, verdadeiros extraterrestres.
Enviado pela prima Ivanir, de Juiz de Fora - Minas Gerais
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