terça-feira, 7 de agosto de 2012

Brasil chega à centésima medalha - De Londres, Aylê-Salassié

Segurança total nas olímpiadas

(London Bridge UCB News)

De quem pouco se esperava veio o resgate dos brasileiros nas Olimpíadas de Londres. Num único dia o Brasil conquistou três pódios, e chegou à 100ª medalha em 22 participações em Jogos Olímpicos. As de ontem vieram de Arthur Zanetti, ouro, na ginástica; de Roberto Scheidt , bronze na vela; e de Adriana Araújo, bronze também , no boxe feminino. Nos Jogos de Londres, até ontem, já caminhando para o fim, os brasileiros haviam conquistado apenas sete medalhas, situando-se no 32º lugar no ranking de Jogos de Londres. Coube a Arthur Zanetti, o último da equipe de ginástica que não havia ainda competido, conquistar o ouro nas argolas, superando o chinês tetracampeão mundial e vencedor em Pequim (2008) Chen Yibing, recuperando assim o prestígio do Brasil na modalidade. Embora entre as melhores do mundo, a ginástica brasileira teve uma má presença nas Olimpíadas de Londres. Apesar de um atleta respeitado, Zanetti vinha de quatro cirurgias, e não havia chegado a ter uma retrospectiva de grandes conquistas. Após a vitória, mais surpreso que emocionado, declarou que "Queria ganhar essa medalha para a ginástica brasileira”. Salientou que esperava que ela contribuísse para ajudar a mudar um pouco as características da modalidade no Brasil . Zanetti, foi uma espécie de azarão, vencedor pela força de vontade e o apoio do público, que fez coro para ele. A medalhista brasileira número 100do Brasil é a noviça Adriana Araújo, no boxe feminino, na categoria mosca (até 51 quilos). Ao vencer a marroquina Mahjouba Oubtil , assegurou, no mínimo, a medalha de bronze, tirando o Brasil de um jejum de medalhas olímpicas na modalidade que durava 44 anos. A primeira e última foi o bronze de Servílio de Oliveira, no boxe masculino, nos Jogos da Cidade do México, em 1968, na categoria mosca. Robert Scheidt foi também muito bem na vela, e assegurou um bronze suado para o Brasil. Scheidt chegou a liderar a prova, mas a competição esteve muito acirrada no seu final. Com as medalhas de ontem, sobretudo a de ouro, o Brasil voltou a se posicionar abaixo do 30º lugar. Na realidade, a melhor posição do Brasil no ranking das Olimpíadas foi em Atenas, quando ficou em 16º lugar. Em Pequim, caiu para o 23º. Nas 22 participações brasileiras nos Jogos Olímpicos, por três vezes o Brasil nao conquistou uma medalha sequer e, em varias delas, nao conseguiu mais que uma de bronze. O quadro de premiaçao dos brasileiros reúne 22 medalhas de ouro, 26 de prata e 51 de bronze. Falta aqui a medalha de Adriana que, embora já assegurada, a competiçao nao terminou. Por modalidade, o judô foi a que mais premiou o Brasil, 19 medalhas. Vem a seguir a vela, com 17 medalhas e o volei , 16 medalhas. Existe a possibilidade novas medalhas para o Brasil no basquete, no vôlei masculino, no vôlei de praia, que está chegando à final.

Nem o pior inimigo merece o quarto lugar - De Londres, Aylê-Salassié

4º lugar, ô raiivaaaa! - Internet
(London Bridge UCB News)
Os grandes perdedores olímpicos não são os que ficaram abaixo das três marcas principais (1º,2º,e 3 º lugares ), mas aqueles que chegaram em quarto lugar, às vezes, por uma diferença de décimos de segundo, outras por um descuido com o tempo relâmpago, ou , como diz Usaind Bolt, “porque não resisto a tentação de olhar para o lado”.
O quarto lugar numa prova olímpica é o que causa mais danos ao perdedor. O atleta fica inconformado. Há os que chegam a maldizer os locais onde treinou, as técnicas usadas , os técnicos que teve, terminando por amaldiçoar a si mesmo, ao considerar-se o pior dos mortais.
Por causa disso, um aficionado do esporte olímpico, do condado Derbyshire, no centro da Inglaterra, David Mitchell, que nunca teve sucesso como atleta, decidiu ser solidário com aqueles que terminaram em quarto lugar. Cunhou e começou a enviar para eles medalhas feitas de peltre, liga metálica resultante da fusão do chumbo, antimonio, estanho e cobre, menos valiosa do que o próprio bronze. A primeira foi para mergulhador britânico Tom Daley.
Mas a fila é grande e, provavelmente, Mitchell vai precisar criar uma corrente de solidariedade financeira para manter a produção paralela de medalhas olímpicas para os quartos lugares. Sao mais de trezentas provas.Resulta disso uma hipótese quase verdadeira .
Contrariamente ao espírito olímpico, poucos atletas vieram a Londres para competir. Todos querem ganhar . A medalha de ouro é o máximo do reconhecimento olímpico A medalha de prata permite ainda um certo orgulho pessoal - 2º do mundo -, e a medalha de bronze deixa o atleta entre feliz e triste. Mas, apesar disso, até o bronze o atleta está entre os melhores do mundo.
Entrevistas concedidas aqui por alguns atletas antes das competições revelam claramente essa postura anti-olímpica . Persegue-se explicitamente a medalha de ouro.Para Neymar, do futebol, “vim aqui para ganhar”. A também brasileira Maureen Maggi , do salto à distância feminino afirma que “ todas querem a mesma coisa, mas só há três medalhas”. O inglês Bradley Wiggs, do cliclismo, diz que “para ser cem por cento honesto, é ouro ou nada. Eu não posso sentar e dizer que eu vou ficar feliz com uma prata, ou um bronze.” Aí está, portanto, a explicação do porque os seis medalhistas brasileiros entraram ontem na entrevista coletiva no auditório do St John’s College, um escola imperial britânica\, sem as medalhas de prata e bronze brilhando no peito. Pareciam constrangidos para exibi-las, como se estivessem envergonhados com as próprias marcas.
Da mesma fora que aconteceu com Rebeca Adlington, ocorreu com eles. A opinião pública brasileira, na sua provincialidade, ofereceu-lhes o trono, mas eles não conseguiram conquistar a coroa. Entao se os próprios medalhistas sentem-se frustrados com o reconhecimento secundário – o marketing diz qu o segundo não existe - , imagine aqueles que, esperanços como todos, não chegaram sequer ao bronze.
Entre os atletas que ficaram em quarto lugar que mais impactaram a expectativa de David Mitchell , existem, inclusive, alguns ex-medalhistas de ouro de Olimpíadas e campeonatos mundiais anteriores. Iryna Kindzerska (Ukraine), judô feminino +78kg, uma mulher enorme, chorava copiosamente sobre o tatame. Shin A. Lan(Coréia do Sul), esgrima espada, que, num empate que lhe dava o bronze, perdeu o tempo e o lugar enquanto reclamava.
Mais dramático ainda foi para as cinco ginastas ucranianos que já haviam ganho as medalhas de bronze, mas Japão protestou contra a pontuação de Kohei Uchimura, de 13,466, por ter caído do cavalo com alças, os juízes aceitaram, e a pontuação de Uchimura subiu para 14,166, sendo a medalha transferida para o Japão. Uma vitória no tapetao . Houve um silêncio comovente entre as meninas da Rússia, que, em seguida, desabaram num choro inconsolável. O quarto lugar é o lugar mais terrível que tem nas Olimpiadas. Nao se deve desejá-lo nem para o pior inimigo.

Prato do dia - Pasta da Mamma

 Muito fácil de preparar e delicioso de se comer. Clique nas fotos para ampliar.

Ingredientes:
Para 2 pessoas

1/2 pacote de espaguete Barilla
14 tomates cereja cortados ao meio
1 pedaço de 150g de presunto cru picado em cubos pequenos
6 pontas de aspargos, o restante do talo picado em rodelas pequenas  
Manjericão a gosto
1 vasilha com água e gelo
1 panela grande com bastante água para cozinhar a pasta
Sal
Azeite

Preparo:

Ponha bastante água para ferver numa panela grande
Quando a água ferver, adicione uma colher de sopa de sal e deixe ferver novamente.
Coloque a pasta para cozinhar, seguindo a recomendação do fabricante - víde na caixa. Deixe a pasta al dente
Enquanto a água pega fervura, cozinhe os aspargos em outra panela com água e um pouco de sal. Deixe no ponto al dente.
Coloque os aspargos numa vasilha com água e gelo, por cerca de 2 minutos para parar o cozimento e manter a cor.
Retire da água e enxugue-os com papel toalha ou num pano de prato limpo
Corte as pontas  e pique os talos em rodelas. Reserve.
Numa frigideira, coloque um pouco de azeite e frite o presunto cru até ficar crocante. Escorra a gordura do presunto.
Adicione na frigideira, o aspargo, os tomates, as folhas de manjericão e um pouco de azeite, mexa.
A pasta  estando no ponto, escorra  a água e adicione o presunto, com o aspargo e os tomates por cima, misture com dois garfos e sirva em seguida.

Dica: O ideal é fazer simultâneamente o preparo do presunto, aspargo e tomates com o cozimento da pasta. Assim, fica tudo quente e dentro do ponto ideal para se comer.

Fotos e preparo do prato: UNIVERSO

Isso não vai dar certo... Já não basta a Receita Federal?

Desenho : Frank - Internet

Plástico uma praga necessária?

Foto:UNIVERSO - Pôr-do-Sol - Chicureo - Chile - 2012 

Veja os dois vídeos abaixo, que não são novidades, e veja como o plástico que faz parte em nossas vidas modernosas, está em quase tudo que usamos e descartamos de qualquer jeito em todos os lugares, e atente para o desastre que provocamos e que está por vir.

Dê uma olhada em torno de você e veja onde o plástico não é usado, fica mais fácil assim, do que procurar onde o plástico é usado. Será que podemos viver sem o plástico?
Se a resposta for não, só nos resta nos prepararmos para desastres ambientais provocados por nós, pela maneira irresponsável como usamos e descartamos tudo que possui plástico.

Jogar uma simples tampa de refrigerante numa rua, num lote vazio, num lixão, na beira de um rio, praia, lago, enfim, em qualquer local,  estamos contribuindo para o que você irá assistir nos vídeos.

Não adianta eliminar apenas as discutidas sacolas de plástico de supermercados. Quando você compra em supermercados nas áreas de hortifruti, onde você acondiciona os produtos? Sacos plásticos, que não são biodegradáveis. Portanto, as sacolas plásticas são uma pequenina pontinha do problema.
Em Belo Horizonte, descobriu-se que as novas biodegradáveis, que passaram a ser vendidas, não eram degradáveis e sim ordinárias como as usadas anteriormente. Êita, povinho honesto.
O Ministério Público proibiu a venda dessas sacolas.

É preciso avaliar campanhas que são sugeridas e ou lançadas, sem o afogadilho do vamos que vamos fazer, sem uma avaliação profunda, após procurar conhecer o que se propõe. Está provado que esse lance das sacolas descartáveis dos supermercados, padarias e sacolões, foi uma grande jogada para eliminar custos e obter receita com a venda das novas sacolas.

Sou contra o uso das sacolas de plástico, já deixei de usá-las faz tempo. Mas, é pouco. Pode ser um começo de conscientização. Que passa pela educação em cada lar, escola, igrejas, associações comunitárias, Ongs, de como fazer bom uso do plástico e como descartá-lo corretamente.
Isso exige altos investimentos em pessoal habilitado, materiais de treinamento e divulgação, tem que ser uma campanha constate e com ações muito bem planejadas. Levará tempo para se formar uma geração educada.

Assim sendo, proponho que todos os fabricantes de produtos que levam plásticos, e os governos paguem uma taxa que será usada para programas educacionais e recuperação do meio ambiente degradados pelo plástico
Que eles sejam responsabilizados pela coleta do descarte do que produzem, sua reciclagem e pelos danos ambientais que seus produtos provocam.

Leis duras, fiscalização, punição severa aos infratores, programas educacionais para os porquinhos e sugismundos (lembram dessa campanha?) de plantão, pesquisas para criar plásticos e substitutos, realmente biodegradáveis, sem prejudicar o meio ambiente.

Utópico? Nem tanto, basta a sociedade se envolver e querer fazer, exigindo ações eficazes e imediatas dos governos e empresas envolvidas.






Vídeos : YouTube