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segunda-feira, 4 de junho de 2018

sábado, 30 de dezembro de 2017

O essencial - Mário de Andrade


 DESFOTOGRAFANDO - UNIVERSO ARTEIRO - ARTE DIGITAL 


“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo
que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!"
*Mário de Andrade*

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Desfotografando

Todos os direitos protegidos - UNIVERSO
Bairro Buritis - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
Clique na foto para ampliar

terça-feira, 12 de julho de 2016

Telescópio espacial registra imagens mais distante já feitas do UNIVERSO.

                  Primeira foto: UNIVERSO fazendo churrasco na laje


             Segunda foto: Estou bem no meio da foto, achou?

                     Terceira foto:  Abaixo, a imagem mais distante.  
°

A segunda foto capturei no Blog da brima poeta Márcia C. Lio Magalhães

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Pintura do Matteo - 3 anos - meu neto

Trabalho escolar para desenvolvimento de coordenação motora, uso de cores e materiais, feito pelo meu neto Matteo, de 3 anos, fotografei e obtive com recursos técnicos simples os resultados abaixo.








Pintura coim tintas acrílicas em forma descartável de alumínio: MATTEO

Fotos: UNIVERSO

segunda-feira, 28 de março de 2016

Não estamos preparados para sermos pais dos nossos pais - Ana Lúcia Gosling

Foto: UNIVERSO

".. .Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos, sem compreender por que o inevitável aconteceu. Pode até surgir alguma revolta interior por esperar deles que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si, sem percebermos, na nossa própria desorientação, que eles não têm a mesma consciência que nós, não têm como impedir a passagem do tempo ou que possuem, simplesmente, o direito de sentirem-se cansados..

Nascemos filhos. E esperamos ser filhos para sempre. Mimados, educados, amados. Que nossos pais invistam doses cavalares de amor em todo nosso caminho pela vida. Que, quando a vida doer, haja um colo materno. Que quando a vida angustiar, encontremos neles um conselho sábio. E, quando isso nos falta, há sempre uma lacuna, um sentimento estranho de sermos exceção.

Mesmo adultos, esperamos reconhecer nossa meninice nos olhos dos nossos pais. Desejamos, intimamente, atenções miúdas, como a comida favorita no dia do aniversário ou a camiseta do time de futebol se estamos na casa deles.

Não estamos prontos para trocar de lugar nesta relação.

É difícil aceitar que nossos pais envelheçam. Entender que as pequenas limitações que começam a apresentar não é preguiça nem desdém. Que não é porque se esqueceram de dar o recado que não se importam com a nossa urgência. Que pedem para repetirmos a mesma frase porque não escutam mais tão bem - e às vezes, não está surdo o ouvido mas distraído o cérebro. Demora até aceitarmos que não são mais os mesmos - que dirá “super-heróis”? Não podemos dividir toda a nossa angústia e todos os nossos problemas porque, para eles, as proporções são ainda maiores e aí tudo se desregula: o ritmo cardíaco, a pressão, a taxa glicêmica, o equilíbrio emocional.

Vamos ficando um pouco cerimoniosos por amor. Tentando poupar-lhes do que é evitável. Então, sem querer, começamos a inverter os papéis de proteção. Passamos a tentar resguardar nossos pais dos abalos do mundo.

Dizemos que estamos bem, apesar da crise. Amenizamos o diagnóstico do pediatra para a infecção do neto parecer mais branda. Escondemos as incompreensões do casamento para parecer que construímos uma família eterna. Filtramos a angústia que pode ser passageira ao invés de dividir qualquer problema. Não precisam preocupar-se: estaremos bem no final do dia e no final das nossas vidas. Mas, enquanto mudamos esses pequenos detalhes na nossa relação, ficamos um pouco órfãos. Mantemos os olhos abertos nas noites insones sem poder correr chorando para a cama dos pais. Escondemos deles o medo de perder o emprego, o cônjuge ou a casa para que não sofram sem necessidade e, aí, estamos sós nessa espera; não há colo nem bala nem cafuné para consolar-nos.

Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos, sem compreender por que o inevitável aconteceu. Pode até surgir alguma revolta interior por esperar deles que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si, sem percebermos, na nossa própria desorientação, que eles não têm a mesma consciência que nós, não têm como impedir a passagem do tempo ou que possuem, simplesmente, o direito de sentirem-se cansados.

Então pode chegar o dia em que nossos pais se transformem, de fato, em nossos filhos. Que precisemos lembrá-los de comer, de tomar o remédio ou de pagar uma conta. Que seja necessário conduzi-los nas ruas ou dar-lhes as mãos para que não caiam nas escadas. Que tenhamos que prepará-los e colocá-los na cama. Talvez até alimentá-los, levando o talher a sua boca.

E eles serão filhos piores porque lembrarão que são seus pais. Reagirão as suas primeiras investidas porque sabem que, no fundo, você acha que lhes deve obediência. Enfraquecerão seus primeiros argumentos e tentarão provar que ainda podem ser independentes, mesmo quando esse momento tiver passado, porque é difícil imaginarem-se sem o controle total das próprias rotinas. Mas cederão paulatinamente, quando a força física ou mental reduzir-se e puderem encontrar no seu amor por eles o equilíbrio para todas as mudanças que os assustam.

Não será fácil para você. Não é a lógica da vida. Mesmo que você seja pai, ninguém o preparou para ser pai dos seus pais. E se você não o é, terá que aprender as nuances desse papel para proteger aqueles que ama.

Mas, se puder, sorria diante dos comentários senis ou cante enquanto estiverem comendo juntos. Ouça aquela história contada tantas vezes como se fosse a primeira e faça perguntas como se tudo fosse inédito. E beije-os na testa com toda a ternura possível, como quando se coloca uma criança na cama, prometendo-lhe que, ao abrir os olhos na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável, para ela brincar.

Porque se você chegou até aqui ao lado dos seus pais, com a porta aberta para interferir em suas vidas, foi porque tiveram um longo percurso de companheirismo. E propor-se a viver esse momento com toda a intensidade só demonstrará o quanto é grande a sua capacidade de amar e de retribuir o amor que a vida lhe oferece.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Asssista Caio Stol com sua arte sonhando o pôster da Cervejaria Dogma - Arte da mais alta beleza

Genialidade e arte !




Publicado em 21 de jan de 2016 no YouTube

Depois de alguns meses de trabalho e alguns dias de edição, está pronto o making of em vídeo do trabalho de ilustração e lettering mais longo e complexo da minha carreira. Este foi um trabalho encomendado pela Cervejaria Dogma de São Paulo, empreendimento de três grandes mestres cervejeiros da capital. O pôster sintetiza uma releitura de todas as ilustrações de cada rótulo da Dogma, ao mesmo tempo que é uma fusão estética e catártica, de referências barrocas e victorianas, em prol de refletir o espírito e o conceito da marca.
Este não é um vídeo de intuito comercial, tampouco um clipe publicitário, portanto, não está restrito a ser um material audiovisual com pretensões de velocidade de visualização e feedback imediato. Se trata de um making of bastante detalhado de todo o processo, para qualquer pessoa que admire a arte e seus processos manuais.
Fica o meu agradecimento formal aqui, ao querido e hoje amigo, Vinícius Sales, que prospectou esse trabalho para mim, aos mestres cervejeiros da Dogma, Luciano Silva, Bruno Moreno de Brito e Leonardo Satt, que confiaram a mim, não somente o trabalho desse pôster, mas de todas as ilustrações que estampam a atual coleção e reformulação dos rótulos da Dogma. Agradeço também a Lygia Pires, por todo o apoio moral e emocional durante todo esse árduo e longo processo de execução deste trabalho, que demandou não somente esforços manuais, mas também tamanha resiliência emocional.
Por fim, eis aí o making of. (Não é recomendável assistir no celular, visto que vc não verá de fato os detalhes da execução. Recomendo assistir num monitor, setado em 1080p nas configurações do youtube, com bons fones de ouvido ou autocolantes)

Caio Stol

Dica: Do amigo Geison Esteves - Diretor da Promotreze, Logotreze e Studio Getreze




terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Continuo olhando para as flores

Fotos tiradas em Miami

Há quem prefira shoppings

Tudo tem seu apogeu e seu declínio... 
É natural que seja assim, todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!... 
Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço!