Dedico essa linda música para a Juju, Ju, Juliana ,minha querida filha guerreira.
Vídeo: YouTube - Programa Sr. Brasil com Rolando Boldrin
Compartilhar casos e causos,assuntos gerais,curiosidades,fotos,músicas, livros, viagens, receitas. Dar palpites e fazer comentários, alguns sérios, outros nem tanto, sobre tudo que leio, ouço e vejo. Só falar do bom,do bem,do belo e do lúdico, mostrar aos meus amigos,aos amigos dos meus amigos, o que me faz feliz e compõe o meu UNIVERSO.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
MPQ - Música Popular de Qualidade - Te desejo vida - Flavia Wenceslau
TE DESEJO VIDA
Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar
Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar
Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar...
Español
Yo te deseo larga vida
Yo te deseo vida, larga vida
Te deseo la suerte de todo lo que es bueno
De tener toda la alegria como compañía
Coloreando la calle en sus mas lindos tonos
Yo te deseo la lluvia en la baranda
Mojando las rosas (o los rosales)
para que florescan
Y días de sol para planear
las cosas mas simples que puedas imaginar
Yo te deseo la paz de una golondrina
en su vuelo perfecto contemplando el mar
Y que la fe que mueve las montañas
Te renueve siempre y te haga sonar
Pero si vinieran las horas de melancolía
Que la luna te proteja con su claridad
Y mas de doce estrellas sean tus guias
Como madres puras te puedan orientar
Yo te deseo mas de mil amigos
La poesia que todo poeta esperó
Corazón de niño, lleno de esperanza
Voz de padre amigo y mirada de abuelo
Dica da amiga Silvana Faião, diretamente de seu coração e do coração do Brasil
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
O professor que explica por que doar seu corpo para ser dissecado - Por Alessandra Dantas, BBC
À frente de programa da UFMG que estimula doações, Humberto Alves conversa com possíveis doadores e procura humanizar ensino da anatomia.
Professor Humberto Alves, da Faculdade de Medicina da UFMG, coordena programa que estimula doação de corpos para atividades de ensino. (Foto G1 - Bruno Figueiredo/Área de Serviço)
Se doar meu corpo, não haverá velório? Aceitando a doação, corro risco de acelerarem minha morte?
Perguntas como essas surgem em uma roda de conversa entre um professor de anatomia e quatro mulheres. O assunto: a doação do corpo após a morte.
Todos estão sentados em poltronas confortáveis em um ambiente espaçoso: a sala de reuniões especiais da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Na parede, quadros em homenagem aos professores eméritos da instituição. O cenário é considerado um dos mais nobres do prédio e não foi escolhido por acaso.
O tema fúnebre não deixa o clima pesado. O que se vê é um bate-papo descontraído, em meio a risos e muita curiosidade das mulheres decididas a doar seus corpos à Medicina.
Quem está ali para escutá-las é o professor de anatomia da UFMG Humberto Alves. Há 16 anos, ele se dedica a obter corpos para o ensino da anatomia, dando esclarecimentos a quem opta por um fim diferente do cemitério ou do crematório.
Se hoje as entrevistas são leves, no início eram fechadas e metódicas. Com a prática, o anatomista ficou mais seguro para prolongar a conversa, passando a se aprofundar nas razões para a doação e nas histórias das pessoas.
"A aproximação com o doador é fundamental. O simples preenchimento de um formulário online, como acontece nos Estados Unidos, não é suficiente", defende o professor.
Formação
Nascido na cidade histórica de Ouro Preto (MG) e com formação católica, Alves foi para a capital mineira estudar medicina nos anos 1970. Durante a graduação, interessou-se pelo estudo do corpo humano - fez treinamento em cirurgia e foi monitor de anatomia.
O contato com outros estudantes, detalhando a eles as estruturas do corpo, contribuiu para que o jovem optasse pela carreira acadêmica.
Também pesou na escolha a convivência com um professor que valorizava a anatomia nas artes plásticas e o trabalho de nomes como Leonardo Da Vinci e Michelangelo. "Isso fez com que eu admirasse a forma de uma maneira geral, não apenas a anatomia humana", conta.
Aos 28 anos, Alves tornou-se professor de anatomia da UFMG. Hoje, aos 62, já são 34 anos de docência. Desde 2000, faz parte do Vida Após a Vida, programa de doação de corpos da Faculdade de Medicina da UFMG.
Em 1999, uma senhora procurou a universidade para doar o corpo, com registro em cartório desse último desejo. O diretor da faculdade à época, Geraldo Brasileiro, concluiu que outras pessoas poderiam ter o mesmo interesse e criou o projeto, pioneiro no Brasil.
No início, eram oito professores, dos quais só restou Alves. Atualmente, o anatomista é coordenador do projeto e o único a conduzir as entrevistas com potenciais doadores.
Em busca de doadores
Na sala de espera para a conversa com o professor, as quatro mulheres já estão com a carteirinha de doador e o termo de doação preenchido e assinado em mãos. Uma delas comenta sobre a melhor maneira de conservar o documento.
Durante a entrevista, Maria do Carmo Couto, 56, continua com o termo em mãos, virado para a frente, exibindo com orgulho a materialização de uma decisão tomada há cinco anos.
Enquanto o professor esclarece as principais dúvidas e destaca que a doação ajuda indiretamente centenas de estudantes, Couto expressa satisfação. "Imagina meu corpo sendo estudado do dedinho do pé até a cabeça. Isso é maravilhoso", exclama.
O professor Humberto Alves já entrevistou 580 pessoas, entre as cerca de 780 cadastradas no programa de doação.
Hoje, são 68 corpos disponíveis para estudo na faculdade, sendo que 30 ainda não foram dissecados. Ao todo, 320 estudantes de Medicina trabalham com os corpos por semestre - uma média de 20 alunos por cadáver.
Antes do Vida Após a Vida, os poucos cadáveres que a faculdade recebia vinham de duas fontes.
Uma eram instituições públicas de ensino de São Paulo e do Rio de Janeiro que cediam corpos excedentes ainda nos anos 1980. A parceria, contudo, enfraqueceu com o surgimento de novas faculdades de Medicina nesses Estados.
Outra opção era o Instituto Médico Legal, que fornecia corpos não reclamados. Mas, devido às condições precárias do IML, muitos chegavam já em estado de decomposição. A questão policial também era um empecilho, pois não há cessão quando a morte é suspeita.
Importância
Ainda que existam recursos tecnológicos e modelos em 3D do corpo humano, nada substitui o cadáver, afirma Alves. Tanto pela forma de aprendizado diferenciada que proporciona como pela humanização dos estudantes que, muitas vezes, tocam pela primeira vez em um corpo sem vida.
"Os jovens, geralmente, entram na faculdade pensando que são imortais e aqui veem que não são", afirma o professor.
É o caso de um aluno que notou um anel no dedo do cadáver durante uma aula. "Ele disse que ali 'caiu a ficha', pois percebeu que aquela pessoa vivera como ele, mas teve um fim e se doou para ajudar outras pessoas", avalia Alves.
Há três anos, o professor decidiu que as entrevistas deixariam de ser individuais e seriam feitas preferencialmente em grupo. A mudança, afirma ele, trouxe mais leveza ao processo, bem como identificação entre os participantes.
"A pessoa percebe que não está sozinha em sua decisão e se sente parte de um grupo especial. Quanto maior o grupo, mais vontade as pessoas têm de doar", diz.
No início, o projeto atendia sobretudo idosos, mas o número de jovens aumentou e hoje o perfil dos doadores é diverso.
Há quem se comprometa a entregar o corpo por gratidão ao atendimento médico recebido em vida. Outros não gostam de enterro ou cremação. Medo de ser enterrado vivo e até repulsa à ideia de ter o corpo deteriorado por vermes também aparecem nas conversas.
Quando essas razões são compartilhadas, surgem risos e brincadeiras, já que uns entendem os outros. A maioria chega decidida pela doação, tendo superado entraves culturais.
Mesmo com a decisão tomada, uma desconfiança peculiar costuma aparecer nas conversas: a possibilidade de a morte ser acelerada de forma proposital por meio de algo como um "chá da meia noite".
Diz a lenda que, caso um doador precise de atendimento no hospital da faculdade, um funcionário poderia ministrar o tal chá para que o corpo ficasse disponível para doação mais rapidamente.
Entre risos gerais, o professor garante que a história é falsa e deseja vida longa aos doadores.
Percurso da doação
Candidatos à doação procuram a Faculdade de Medicina da UFMG e deixam contatos para agendamento da entrevista. Após esse processo, assinam um termo de doação baseado na lei 8.501, de 1992, que garante que o corpo será utilizado apenas para fins de estudo.
O cadastrado recebe a carteirinha de doador, com os telefones para familiares ligarem quando a morte acontecer.
"Parentes reconhecerem e estarem de acordo é fundamental", explica o professor, pois somente a assinatura do termo não garante que o cadáver seja levado para a unidade.
Da mesma forma, uma pessoa que não assinou o termo de doação, mas deixou algum familiar ciente de que gostaria de doar o corpo, não terá dificuldade em ter o corpo cedido para ensino, desde que a família procure a instituição.
Após a comunicação do óbito, um funcionário fica responsável pelo traslado e documentação.
No entanto, mesmo com tudo acordado entre doador, familiares e faculdade, situações inesperadas podem acontecer.
Houve um caso de um familiar que pediu o corpo de volta. A doadora havia realizado os procedimentos em vida para a doação. No dia da morte, os parentes assinaram o termo de cessão e o cadáver foi levado para a faculdade.
Entretanto, um irmão que não estava no momento da assinatura reclamou o corpo dias depois. O pedido foi atendido sem objeção. "Quando os familiares decidem, não interferimos", diz Alves. Foi o único pedido de devolução na faculdade até o momento.
Velório simbólico
A orientação nos casos de doação é que ocorra um velório apenas simbólico, mais curto do que as cerimônias tradicionais, já que o corpo precisa de preparo quase imediato para emprego adequado em laboratório. O local mais comum é o necrotério do hospital. Não há um tempo máximo para a despedida, mas geralmente ela dura de duas a quatro horas.
É raro, mas há parentes que optam pelo velório com caixão, flores e serviço funerário. Nesse caso, a despedida também é mais curta e a funerária não faz cortes ou alterações significativas no cadáver, apenas injeta uma substância conservante para impedir a decomposição.
Grande parte dos doadores prefere o velório simbólico para amenizar o desgaste emocional e financeiro dos familiares. Além disso, o professor deixa claro que, uma vez doado, é como se o corpo estivesse enterrado - o que significa que não pode ser visitado.
A religião não chega a ser determinante na decisão, diz Alves. O professor explica que pessoas que seguem a mesma religião podem ter pensamentos diferentes sobre a doação.
"Alguns católicos acham que é um gesto nobre, outros pensam que o corpo deve ser mantido íntegro. Já para os espíritas, em geral, o corpo é apenas uma matéria e o que importa é o espírito", exemplifica Alves.
Um ponto que motiva questionamentos dos próprios doadores é o fato de não haver um túmulo que sirva como referência do morto para a família.
Nesse sentido há um projeto antigo de criar um mausoléu em homenagem àqueles que cederam o corpo voluntariamente, mas a ideia nunca saiu do papel por falta de recursos.
Enquanto isso, fragmentos retirados durante a dissecação dos cadáveres são enterrados no jazigo da Faculdade de Medicina em um cemitério da cidade. Ossos e órgãos permanecem no acervo do departamento.
Conservação e conhecimento
Ao chegar à faculdade, o corpo segue para o setor de necropsia, onde fica em uma câmara fria, com temperaturas de 4ºC a 6ºC. O sangue é substituído por uma substância conservante.
Após a preparação, o cadáver é mantido submerso em um tanque de formol, o que impede seu ressecamento, até o momento de ser utilizado.
Os corpos usados nos laboratórios são retirados dos tanques na segunda-feira e recolhidos de volta na sexta-feira. O procedimento é feito com o corpo inteiro e partes isoladas.
O professor já dissecou corpos de doares que entrevistou. A última vez que isso ocorreu foi há dois anos. Como corpos que chegam não são usados imediatamente, há um intervalo entre a entrevista e a dissecação. Essa conversa foi, portanto, há uma década.
"Fico muito mais tranquilo em trabalhar com um corpo que conhecia porque sei que ele fez a escolha de vir para cá", explica o docente.
"Senti uma certa tristeza", reconhece ele, "mas lembrei da conversa em que ele disse não querer dar trabalho aos familiares e que morava sozinho e isso me tranquilizou."
O professor não costuma mencionar isso aos doadores - apenas quando questionado -, mas também é um candidato à doação.
E enfrenta um desafio parecido com o de seus entrevistados: convencer os familiares - no caso dele, uma em especial.
"(A decisão) foi facilmente aceita pelo meu filho, mas não pela minha mulher. Ela ainda fica reticente."
A mulher costuma evitar o assunto, enquanto Alves procura retomá-lo em situações triviais do dia a dia, como um café da manhã. "Não é que queira morrer logo, só quero que minha vontade seja respeitada quando chegar o momento."
Na entrevista com as doadoras, Maria do Carmo Generoso, de 50 anos, diz que não revelou para toda a família a decisão que acabou de formalizar. "É uma decisão muito pessoal. Só meu filho e meu marido sabem", diz.
"Achei divino", afirma uma das participantes, que não quis ser identificada. Ela afirma que nunca gostou dos rituais de enterro e cremação, e que viu na doação uma alternativa. "Eu resolvi doar, mas tenho medo da morte. A vida é muito boa. A gente ama viver."
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
O direito de decidir até o fim da vida - Mariza Tavares - Blog Longevidade: Modo de usar
Continuando a falar sobre o tema de você ter o direito de decidir e de ser respeitado sobre o fim de sua vida
Texto reproduzido do G1
Um sopro de energia e renovação. Esta é a sensação ao ouvir Maria Aglaé Tedesco, juíza de Direito Titular da 15ª Vara de Família no Rio de Janeiro e doutora em bioética, ética aplicada e saúde coletiva. Instigante é que a juíza fala sobre a morte e sobre a importância de poder decidir até o fim:
“Enquanto somos protagonistas das nossas vidas, isso não parece importante, mas, e na velhice, quando às vezes não é possível manifestar a própria vontade? Quem falará por mim na terminalidade? Tem que haver mecanismos que obriguem as pessoas a cumprir essas vontades que foram expressas anteriormente. O Estatuto do Idoso ainda é desconhecido e pouco utilizado. Se não ouço o que o idoso quer para sua vida quando podia manifestar-se, estou cometendo uma violência contra ele”, afirma.
A juíza Maria Aglaé dá o exemplo de um pai, doente terminal, que expressa seu desejo de não ser ressuscitado ou de que a equipe médica lance mão de qualquer ação para reanimá-lo e mantê-lo vivo. A mãe, também idosa, concorda porque sabe que esse sempre foi o desejo do marido, mas o filho, jovem, intervém e diz aos médicos para continuarem tentando de tudo para manter o pai vivo. “Quem os médicos vão ouvir: a mulher ou o filho do paciente? Provavelmente o jovem, mas, pelo Código Civil, o cônjuge ou companheiro tem precedência em relação ao descendente”, explica.
Há documentos, como o testamento vital, que dispõem sobre os procedimentos a que um indivíduo deseja ou não ser submetido quando estiver com uma doença sem possibilidades terapêuticas e impossibilitado de manifestar sua vontade. Normalmente o documento é feito com o auxílio de um advogado e de um médico de confiança do paciente, embora este não deva impor sua vontade. Para a juíza, mais do que a forma, a grande questão por trás dessa decisão é se estamos prontos para dizer o que queremos.
O Conselho Federal de Medicina reconhece a existência da chamada diretiva antecipada de vontade e o texto é claro ao dizer que “as diretivas antecipadas do paciente prevalecerão sobre qualquer outro parecer não médico, inclusive sobre os desejos dos familiares”. É por isso que o rap feito pelo médico e palestrante Zubin Damania, conhecido como ZDoggMD, viralizou na internet. Crítico feroz do sistema de saúde, o doutor Damania trata do direito de decidir sobre o fim da vida. O vídeo chama-se “Ain´t the way to die”, ou seja, “Este não é o jeito de morrer”. Os versos são duros: “Meus desejos continuam desrespeitados/Eles apenas me prolongam/E não perguntam por quê/Isso não está certo/Este não é o jeito de morrer”. Vale conferir e refletir.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A UTI dos idosos - Dra. Ana Lucia Coradazzi - Blog no Final do Corredor
Recebi esse texto pelo FB de uma prima médica e que veio ao encontro do que acho para alguns casos de internação nas UTIs, principalmente de idosos terminais. Já tive experiências em acompanhar parentes e amigos em situações como as descritas no texto da Dra. Ana Lucia Coradazzi, postado abaixo. Penso em igual teor, mesmo sendo um leigo e ignorante no assunto. Não desejo para mim tais sofrimentos e prolongamentos inúteis de uma vida que está na hora de fechar a conta, devido a data de validade vencida. é preciso que os familiares sejam menos egoístas, deixem de pensar em si e aliviem a dor e sofrimento de quem cumpriu sua passagem nessa bola flutuante no espaço em que vivemos, e deixem que suas pessoas amadas partam livres e sem maiores dores e sofrimentos prolongados. Não quero isso para mim. UTI não pode ser a antessala do inferno ou um local de testes de novos tratamentos, equipamentos e drogas experimentais. Deve sim, salvar as vidas possíveis, como tão bem, muita vezes, o fazem. Só não vale esticar a chegada da morte por uns dinares a mais ou as custas do sofrimento alheio. Outra coisa, precisam ser mais transparentes e menos arrogantes, muitas vezes, na atenção aos angustiados parentes. UNIVERSO.
Dra. Ana Lucia CoradazziA UTI dos idosos
Ela tinha 99 anos, três derrames cerebrais e um câncer de mama em sua história de vida. Uma pneumonia seguida de rebaixamento permanente do nível de consciência (por um provável quarto derrame) a levaram à UTI, onde permanecia o tempo todo inconsciente e dependente de aparelhos para respirar, e com a desanimadora chance de menos de 1% de terminar seus dias fora dali. Não seria tão espantoso se ela fosse um caso isolado, que tinha ido parar ali por acidente, por uma avaliação médica apressada ou pela insegurança dos familiares. Mas não era. Bastava olhar para os leitos ao seu redor para entender que algo muito errado estava acontecendo.
O paciente à sua frente tinha quase 90 anos e um câncer de próstata avançado, com metástases ósseas disseminadas, tão magro que podíamos perceber seus ossinhos em saliências sob o lençol. Ao seu lado, uma senhora de 87 anos com insuficiência renal crônica, dependente de hemodiálise, que tinha evoluído com mais um edema pulmonar (era a quarta vez que era internada na UTI nos últimos 4 meses). Ela respirava com a ajuda de aparelhos há mais de uma semana, sem qualquer indício de que um dia poderia se livrar deles. Do outro lado, outro senhor idoso, por volta dos 90 anos, padecia de uma insuficiência cardíaca tão grave que não era possível retirar drogas vasoativas (medicações endovenosas administradas continuamente para que o coração pudesse exercer minimamente seu trabalho). Ele provavelmente nunca retornaria para sua casa, ou mesmo para um quarto comum no hospital. E era assim, dia após dia, que presenciávamos idosos com doenças irreversíveis sendo colocados na UTI para que suas vidas fossem preservadas por mais tempo. A qualquer custo.
Esse não é um problema brasileiro, e sim mundial. Quanto mais tecnologia disponível, maiores as chances de um idoso com uma doença grave terminar seus dias numa UTI. Não se trata de preconceito contra idosos, e nem de tentar reservar vagas de UTI para pacientes mais jovens. A questão é que a UTI, por mais moderna que seja, não pode oferecer a esses pacientes (e aos seus familiares) o que eles realmente esperam: uma vida aceitável de volta. Essas pessoas acabam se vendo inconscientes, com tubos por todos os lados, longe de tudo o que lhes é mais caro, por não oferecermos a elas o que realmente precisam: a compreensão de que suas vidas estão chegando ao fim e que a Medicina não poderá reverter esse quadro. Não é crueldade ou frieza, pelo contrário: é preciso ter uma enorme compaixão e uma preocupação genuína com o bem estar dos pacientes terminais para iniciar uma conversa que lhes permita escolher se é realmente assim que eles querem passar seus últimos dias. É preciso coragem.
Uma revisão recente realizada por especialistas da University of New South Wales, na Austrália, descreveu que cerca de ⅓ dos pacientes terminais receberam tratamentos que não lhes proporcionaram qualquer benefício. Cerca de 77% receberam antibióticos desnecessários, tratamentos cardiovasculares, digestivos ou endocrinológicos não benéficos, diálise, radioterapia, exames desnecessários ou mesmo quimioterapia. Exames foram realizados até mesmo em pacientes com desejo expresso de não serem ressuscitados, caso apresentassem uma parada cardíaca. Nada disso impediu que os pacientes viessem a falecer. Na verdade, a percepção geral é de que alguns desses tratamentos até mesmo aceleraram sua morte. Um cenário desolador.
Estima-se que metade dos idosos que morrem em UTIs poderia ter passado seus últimos dias em suas próprias casas, com maior conforto, e com o mesmo tempo de vida. A maior parte deles recebe tratamentos desnecessários por insistência de seus familiares, e não há muito o que os médicos possam fazer diante de uma família desesperada que se sente responsável pela preservação da vida de um ente querido. Médicos têm em suas mãos uma tecnologia quase infinita para manter corações batendo, rins funcionando, ou pulmões cumprindo sua missão. A questão é que manter um corpo em funcionamento nem sempre é sinônimo de preservar uma vida.
Aos 99 anos, ela entrou para essa triste estatística. Foram quase 40 dias de UTI, sem uma palavra, um abrir de olhos, uma despedida. Exatamente como muitos dos idosos que foram seus vizinhos durante esses longos e difíceis dias. Dificilmente a solução para essa realidade assustadora será rápida ou simples. Ela envolve uma compreensão ampla e contínua, tanto dos pacientes quanto dos familiares e médicos que os rodeiam, de que não é necessário lutar ferozmente contra a morte quando ela é inevitável. É mais inteligente e humano aceitá-la como parte da vida, e procurar ressignificar cada um dos nossos momentos finais. É mais coerente gastar nossas energias finais deixando legados, exprimindo nossos sentimentos para quem realmente os merece, priorizando o que nos é valioso. São essas as coisas que dão sentido às nossas vidas, e não o tempo em que mantemos nossos corações batendo.
UTIs são incríveis para um grande número de pacientes, que têm suas vidas restauradas e devolvidas, permitindo que voltem intactos para suas famílias e desfrutem de anos junto delas. Mas são terríveis e cruéis para aqueles que já cumpriram sua missão e cujas vidas não podem ser consertadas por tubos, drogas e aparelhos. Elas simplesmente não foram feitas para isso.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Nova História para a Humanidade - Satish Kumar
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domingo, 27 de novembro de 2016
"O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO" - José Antônio Oliveira de Resende
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.
Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.
Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé.
Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo.
E os donos da casa recebiam alegres a visita.
Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto!
- Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos.
Aí chegava outro menino.
Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala.
Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre.
Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre.
Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora.
A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras.
Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.
Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
*– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.*
Tratava-se de uma metonímia gastronômica.
O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam.
As gargalhadas também.
Pra que televisão?
Pra que rua?
Pra que droga?
A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança...
Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, quase sempre antes das 22:00 h, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina.
Ainda nos acenávamos.
E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa.
Recebíamos as visitas com o coração em festa...
A mesma alegria se repetia.
Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta.
Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, internet, e-mail, celular, Whatsapp ...
Cada um na sua e ninguém na de ninguém.
Não se recebe mais em casa.
Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas.
Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas...
Pra que abrir?
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos de nata...
*Que saudade de um compadre e de uma comadre!...*
Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.
Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé.
Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo.
E os donos da casa recebiam alegres a visita.
Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto!
- Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos.
Aí chegava outro menino.
Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala.
Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre.
Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre.
Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora.
A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras.
Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.
Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
*– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.*
Tratava-se de uma metonímia gastronômica.
O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam.
As gargalhadas também.
Pra que televisão?
Pra que rua?
Pra que droga?
A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança...
Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, quase sempre antes das 22:00 h, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina.
Ainda nos acenávamos.
E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa.
Recebíamos as visitas com o coração em festa...
A mesma alegria se repetia.
Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta.
Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, internet, e-mail, celular, Whatsapp ...
Cada um na sua e ninguém na de ninguém.
Não se recebe mais em casa.
Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas.
Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas...
Pra que abrir?
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos de nata...
*Que saudade de um compadre e de uma comadre!...*
Créditos: José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016
CONSELHOS DE PUTA VELHA - CASA DAS BRUXAS JADE FÊNIX
Gift: INTERNET - oficina-do-gif.blogspot.com
O lingerie de seda, o perfume importado e o jantarzinho a luz de velas com vinho caro é para quem merece.
Algumas mulheres têm mania de pegar um ficante que encontrou há a uma semana na balada, levar pra casa e tratar como um rei. Tratamento vip é para namorado firme e marido, se merecerem. Porte-se como uma joia rara e como tal não se doe facilmente para o primeiro que aparecer, não importa o nível da sua carência, seja valiosa.
Pare de ser tão boazinha.
Abrir mão do que gosta, mudar o jeito de ser, deixar de se divertir, só porque começou um relacionamento e está apaixonada?
Homem gosta de mulher com vida própria, orbitar em volta dele é receita certa para o fracasso, ele pode momentaneamente demonstrar que gosta deste estilo, mas logo se cansa.
No fim você perde o namorado e os amigos.
Sem contar que ele não vai abrir mão de assistir futebol para ficar com você. Use o mesmo critério para lidar com ele e no fim ele estará te acompanhando em tudo, feliz da vida, afinal é muito bom estar ao lado de pessoas que tem vida.
Pare com os joguinhos.
Os casais perdem a oportunidade de se conhecer de verdade e sem máscaras.
Está manjado demais transar só no terceiro encontro, não responder a mensagem antes de 60 minutos, só atender o telefone no quinto toque, fazer ciúmes sem necessidade e fingir que não dá a mínima. Encontrar o equilíbrio entre ser disponível demais e ser inacessível está difícil.
Ninguém mais demonstra interesse e tesão pelo outro de forma saudável.
Nunca sabemos se o outro não liga no dia seguinte porque não está interessado ou porque está se fazendo de difícil para valorizar o passe.
Ter tato para não perder a dignidade e saber a hora de bater em retirada é importante, mas um pouco de transparência e sinceridade não faz mal a ninguém.
Se for fazer joguinho, seja inteligente, crie novos truques, pois alguns já estão batidos demais.
Jamais se rebaixe.
Não importa qual foi a traição, a culpa é do seu parceiro e não da “vagabunda” que ele comeu, a não ser que ela tenha colocado um revolver na cabeça dele.
Essa história de mulher bater na amante é ridícula.
Nenhum homem é digno de escândalos e manifestações públicas de ciúmes, isso inclui as indiretas nas redes sociais.
Mesmo que tiver chorando lágrimas de sangue, fique em cima do salto, ninguém precisa saber da sua condição miserável, não dê esse gostinho para as inimigas e para algumas amigas falsas e invejosas. Aprenda, para algumas pessoas só contamos as vitórias!
Seja você mesma.
A performance do filme pornô de quinta categoria não precisa necessariamente ir para sua cama, nada mais patético que a mulherada que finge orgasmo e ainda quer contar vantagem “ pras amiga”.
Sem contar que se a coisa for forçada demais o homem percebe.
Já ouvi depoimentos de caras que simplesmente brocharam em situações assim.
Nada contra quem gosta do estilo e faz porque realmente gosta e está com vontade, mas tudo que é falso e feito somente para tentar impressionar o outro pode gerar efeito contrário.
A diferença entre ser feminina e mulherzinha.
Homem quer ser homem, o chefe da casa.
Suba na cadeira e chame o gato pra matar a barata, peça-o para abrir a conserva de azeitona e trocar a resistência do chuveiro (essa é uma lição que ainda não aprendi).
Quando o macho alfa terminar, não esqueça de agradecer e elogiar tanta virilidade
Não importa se você é presidente de uma multinacional e ganha cinco vezes mais que ele, seu parceiro vai adorar uma mulher feminina que o valorize enquanto homem e que o faça sentir-se útil (isso se ele merecer).
A mulherzinha olha a marca do carro, dá golpe dá barriga e é manipuladora, faz escândalo por qualquer coisa, quebra as finanças do parceiro, requer atenção total, mas é afetivamente mesquinha, só recebe.
Mulherzinha, ai que preguiça!
Para os leitores que levam tudo ao pé da letra, é claro que esse é um exemplo, existem infinitas possibilidades para valorizar um homem, e não podemos limitá-los apenas a matadores de baratas e abridores de conservas.
Escolha bem seu parceiro use a razão não só o coração.
A mulherada lutou e luta tanto por igualdade, mas hoje tem jornada dupla e até tripla para dar conta da vida profissional, casa, filhos e marido.
Queria saber onde está a igualdade nisso, pois enquanto a mulher se desdobra, muitos maridos estão no sofá assistindo tv ou no bar com os amigos.
Quando for se relacionar com alguém, antes de se envolver loucamente em um amor de pica sem fim, preste muita atenção na sogra, veja como ela trata os filhos.
Dá tudo na mão, recolhe os sapatos e meias sujas pela casa, faz o pratinho de comida com o feijão em cima, lava as cuecas, defende cada um até a morte mesmo que estejam errados?
Se for esse o caso, AMIGA CORRAAAAA!
Caso contrário, você será uma forte candidata a Amélia emancipada.
O borogodó – Magnetismo pessoal e amor próprio vale mais que um corpo sarado.
A mulherada está caprichando tanto no treino, na lipoaspiração e no silicone, mas o número de fracassos amorosos não diminui.
Outra ala se sente gorda demais e sem autoconfiança para atrair o sexo oposto, mas também não faz nada para mudar.
Existem mulheres que aparentemente não possuem nada de especial, podem até ser “feias”, porém, por alguma razão os homens caem aos seus pés.
Esse magnetismo em algumas mulheres vem de onde?
O que elas têm é independência emocional, se apoiam sozinhas, se bastam, tem outras metas além de agarrar um homem, estudam, trabalham, viajam e são felizes sozinhas ou acompanhadas.
Não vivem carentes chorando pelos cantos, não são cheias de mágoas, não pegaram ódio dos homens por conta de decepções do passado.
Aconteça o que acontecer, essas mulheres estão sempre de cabeça erguida e tem uma vida que não se limita apenas em se arrumar para encontrar um macho.
Seja uma puta entre quatro paredes e o que quiser na sociedade. Afinal o que é ser uma dama na sociedade?
A Amélia emancipada devotada à família, a esposa renegada que trabalha que nem camela para dividir com o marido as contas de casa?
Tem algo mais irritante que estereótipos do que é ser uma boa mãe e esposa?
E a quantidade de cobranças que recebemos quando não atendemos esse modelo?
E essa mulher resignada e atarefada, consegue ser o mulherão que os homens adoram entre quatro paredes? Claro que não!
Conheço casais que nunca conversaram sobre suas preferências e fantasias sexuais.
Tudo bem que não é fácil manter o tesão a todo vapor 100% do tempo, mas quanto vale o seu relacionamento?
Será que ele não merece um pouco mais de investimento?
Nem é tão difícil assim satisfazer um homem, faça bem feito, faça com gosto, mostre que ele é desejado (se ele merecer) nem precisa se pendurar no lustre e saber todas as posições do kama sutra, basta tirar algumas horas para dedicar exclusivamente a ele, com amor, carinho e uma pitada de sacanagem, por que não?
Por ele sim vale investir no jantarzinho a luz de velas, no lingerie de renda e no vinho caro.
Esse título foi inspirado por uma grande amiga, prostituta aposentada, que acumulou uma experiência de vida que poucas vezes vi igual.
Na verdade, ela tem a idade da minha mãe e sempre me deu conselhos dizendo: – Ouve o conselho dessa puta velha!
Por incrível que pareça, toda vez que não seguia os conselhos dela me dava mal.
Esta mulher até hoje tem em suas mãos tudo que quer e um poder de atração de dar inveja a qualquer ninfeta de 20 anos, soube investir todo dinheiro que ganhou e tem uma vida mais que tranquila ao lado do grande e único amor de sua vida.
E quando pensamos em puta, pensamos logo em promiscuidade e vender o corpo, mas tem muita puta por aí mais digna e honesta que certas mulheres tidas como “damas da sociedade”, mas que já se venderam mais que tudo e por muito pouco.
Histórias assim são para quebrar os paradigmas e fazer repensar alguns valores, sem contar que chacoalham os puritanos, as feministas e críticos de plantão.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Recebendo os amigos, prazer muito especial e uma noite de alegrias
JANTAR –
18/11/2016
COMENSAIS –
WALCIRA - LÚCIA – DÉBORA – MARCELO – SÉRGIO – UNIVERSO
ENTRADAS:
MIX DE TRECOS:
- TERRINE DE CANARD TRUFFÉ
- OVAS DE CAPELIN TIPO CAVIAR
- TORRADINHAS SABOR LARANJA
- BRUSQUETA CREME DE MASCARPONE E POLENGUI CREMOSO, GERGELIM TOSTADO, MORANGO MACERADO NO BALSÂMICO DE PERA E NOZES
- PRESUNTO CRU RECHEADO COM GELEIA DE CASSIS
- TORRESMIN DE BARRIGA COM GOIABADA CREMOSA E FAROFA DE CASTANHA DE CAJU
- GASPACHO DE TOMATE E MANGA
PRATO
PRINCIPAL:
- PERNIL DE CORDEIRO A ARAGON COM TIRAS SALTEADAS DE PIMENTÃO VERMELHO E AMARELO
- ARROZ COM AMÊNDOAS TOSTADAS E PASSAS
- PERA ASSADA COM QUEIJO BRIE
- AMEIXA GRELHADA COM QUEIJO MINAS E MEL QUENTE
- PURÊ RÚSTICO DE BANANA DA TERRA
SOBREMESA:
TIRAMISÙ
PARA
RESFRIAR A PALAVRA E LUBRIFICAR A GARGANTA:
PROSECCO
VINHOS TINTOS
PARA
ENCERRAR OS TRABALHOS:
AMARULA E FINANCIER
BRUSQUETA
MIX DE TRECOS
PRATO PRINCIPAL
TIRAMISÙ
O CHEFETE E A ANFITRIÃ
Faltaram as fotos do gaspacho de tomate e manga e do torresmin
FOTOS: Marcelinho
domingo, 6 de novembro de 2016
LIÇÕES DE UMA TRISTE FIGURA - Dilson Marques
Imagem: Internet
Sempre fui fã de filmes e romances de cavalaria. Rei Artur, Lancelote, Gawain, Ivanhoé e Ricardo Coração de Leão, enchiam minha cabeça de menino não apenas de atos de bravura física, mas de ética, coragem moral e companheirismo.
Já mais adolescente, quando geralmente abandonamos, ou até mesmo passamos a nos envergonhar das coisas de menino, fui apresentado a Dom Quixote de La Mancha.
O mais interessante é que quem me recomendou o livro tinha por intenção alertar sobre os perigos da leitura em excesso. O bom fidalgo, de tanto ler, enlouquece, e passa a ver tudo sob o manto da fantasia, ou do personagem por ele assumido. Um Cavaleiro da Triste Figura, magro, velho, alquebrado, cavalgando um pangaré com uma bacia de metal na cabeça, um escudo e espada de terceira, e uma vontade imensa de acabar com os perigos do mundo.
Graças a Deus, não peguei medo da leitura. Graças a Deus, um pouco da loucura e principalmente das lições dessa Triste Figura, me marcaram por toda a vida.
Aprendi com Quixote que, para ser cavaleiro, basta a coragem, a vontade e a ousadia. As armas, bem, uma bacia (ou panela como mostrou Ziraldo), uma espada enferrujada, uma lança de madeira, um escudo feito por uma bandeja, um pangaré às portas da morte, e uma estrada pra seguir em frente.
Ensinou-me também Quixote, que a mulher que amamos sempre será uma nobre ou princesa, e que seus amigos e companheiros são heroicos e valentes.
Aprendi que a casa que me acolhe, por mais humilde que seja, é um castelo. Que existe uma magia ruim, tentando me fazer ver as coisas diferentes do que são.
Mas a principal lição é aquela de que o verdadeiro cavaleiro põe à disposição da justiça e dos injustiçados sua força e suas armas. E quanto maior e mais forte for o adversário, proporcionalmente o será a glória de enfrentá-lo.
Ah, e aprendi a não dar ouvidos quando me dizem que são moinhos, não são não. São ogros gigantes que querem nos engolir. São imensos e malévolos seres, que se alimentam de almas, que devoram espíritos e vontades.
Cavaleiro da Triste Figura, que ao voltar pra casa conclui que não existem mais heróis, apesar das injustiças muitas pela estrada em diante.
Cavaleiro da Triste, Ridícula e Amada Figura, vem comigo a recolher as luvas atiradas em desafio e a provar a todos que devemos “lutar, quando é fácil ceder”. Pegue sua espada, escudo e bacia, e vamos em frente, que os moinhos não nos enganam, são monstros e gigantes, que precisam urgentemente ser derrotados, para que enfim tenhamos um pouco de paz.
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