terça-feira, 12 de maio de 2009

Abandonando o analógico

Já não oferece a vida analógica tantos atrativos,
transforma-se numa representação da prática da mesmice,
que se mantém emulada por alguns princípios ativos,
acrescidos de pouca criatividade e muita cretinice.
Repete-se todos os dias , em sistemáticas novidades,
aparentemente infinitas, e ao vivo,
apenas para os incautos recém nela ingressados
e por ela pelos fatos engessados.
Ora, que podemos da vida esperar diante do esgotamento do real?
Não pretendo a transcendência,
mesmo porque sou pecador inveterado.
Em cada esquina deixei uma marca e um pecado original.
De mim os céus estão longe.
Como analógico transgressor, tipifico-me como culpado, se assim posso.
Pois, todos fazem ou fizeram parte de tudo que pensei, fiz ou senti
Involuntariamente, e, por isso, sem remorso.
Confesso que, de infrações,estou atolado até o pescoço,
Já passei pela ilusão, pela desilusão, pela repressão, pela cadeia
e até, repentina, pela “malha fina” .
Em compensação, o inferno nunca vi.
Mas, não tenho certeza de que por lá não passarei.
Atravessei e ainda atravesso pântanos em todos os lugares,
sozinho, aventurando ou dividindo momentos singulares.
Mas, nunca tive porque temer ou porque me arrepender.
Concluo, em trânsito, que a vida transitada, já na minha idade,
foi toda construída sobretudo pelo trabalho, e por ele conquistada:
essa foi sempre a virtude inquestionável que me conduziu,
muito maior que a força de vontade.
Nada me foi dado.
A energia – e não a atitude - dialeticamente foi se multiplicando,
na medida em que meu esforço se intensificava.
Com o trabalho conquistei o que queria,
não quis muito , é também verdade,
mas as coisas das quais me apropriei
- ensinou-me Gauthama -
permitiram-me alcançar espaços e lugares onde poucos lá chegaram,
induzindo em direção à totalidade.
Tive tudo até então. Admito que algumas coisas esgotaram-se no doloso,
na falsa moral, no inescrupuloso...e, agora escorrega pelo digital.
Não é suficiente , portanto, haver identidade de razão,
para manter a disposição ou eterna a direçao ,
O segredo foi sempre fugir do magnetismo do óbvio,
da ausência de variedade.
Abandonei-me ao abrigo do novo, do inopnado.
Sempre preferi cavucar, onde ninguém meteu a mao.
E sem perder-me em grandes reflexões ,
ainda coloco , como Colombo em sua fé, um simples ovo em pé .
Bastou-me, até aqui, o analógico.
Na minha vida, honestamente, tudo foi assim.
Três coisas combinadas – não por mim –me foram repassadas:
sonho, trabalho e um lúdico prazer pela coisa apropriada.
A razão, mesmo com aparência misteriosa ,
como medida,
pode ser hoje inteiramente desvendada e conhecida,
o que dá sentido a razão anterior, mas não tem significado
para aquela que ainda não chegou,
e que não é igual .
Pois é essa que espero e ansioso desejo antes da minha partida:
o último paradigma, a desconhecida, a virtual.
Escrito e enviado pelo Aylê-Salassié - Jornalista - Escritor - Professor Universitário e também ex-aluno do Colégio Evangélico de Alto Jequitibá - Amigo de fé e irmão camarada.
Fotomontagem: Internet

sexta-feira, 8 de maio de 2009

50 anos de sucessos - RC Roberto Carlos

Caricatura de Roberto Carlos: Tiago Hoisel

Recebi o vídeo abaixo com o Rei Roberto Carlos cantando a música Coimbra num programa da TV portuguesa em 1966 no inicio de sua carreira, tímido, sem graça, voz presa, desafina, o acompanhamento é tipo café com pão, o cenário de uma pobreza lusitana. O vídeo é em P&B.
Vale como registro da tremenda evolução na sua carreira.

Gosto de várias músicas que compôs e canta. Só não aguento mais é ver o tradicional programa de fim de ano da Globo (Plim - Plim), sempre a mesma coisa, até o frio gesto de fingir beijar as rosas que joga para a platéia. Tenho a impressão de que elas são de plástico e são devolvidas quando termina o show para serem usadas no ano seguinte.

Não pensem que não admiro o REI RC, gosto sim, tanto é, que estou prestando minha humilde homenagem pelos 50 anos de carreira do REI ROBERTO CARLOS postando esse vídeo histórico para que os fãs mais ardorosos possam assistir, curtir e guardar. A nossa cultura tem que ser preservada e o vídeo já está devidamente arquivado e com muito carinho no meu baú.

Parabéns ao Roberto Carlos pelos 50 anos de uma carreira de sucesso.



Vídeo enviado pela "primaminha" - Áurea Maranduba

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Churrasco, leitãozin, carne de sol? Montalvânia


Essa turma que está aí sorridente é parte da equipe de profissionais que estão à sua disposição para te prestar o melhor serviço e te formecer as melhores carnes, com os melhores cortes e limpeza lá no Mercado Central. Dayse, Felipe, Marquinhos, Pedro Ivo e Emilson (Dinho), estavam ausentes o Tarciso e o Victor. Profisionalismo, simpatia e bem servir é com eles mesmo.
Ah! Quer saber onde eles estão te esperando? Veja aí em baixo.

Mais uma dica para suas compras no Mercado Central de Belo Horizonte. Vai fazer um churrasco? Comemorar uma data especial com um leitãozinho assado? Preparar uma abóbora recheada com carne seca ou carne de sol desfiada? Recomendo o Frigorífico Montalvânia que fica ao lado da melhor banca de verduras e legumes situada em frente a escada de acesso pelo estacionamento. Não tem errada o Montalvânia está ao lado. É só procurar pelo Marquinhos, Felipe, Tarciso, Pedro Ivo, Emilson, Victor ou a Dayse. Explico assim porque existem duas casas de carnes Montalvânia lá no mercado. A que eu gosto e prefiro é onde está o Marquinhos.

Esse é o Marquinhos, vejam a qualidade da carne que ele preparou para moer, ele faz todos os dias, com alegria, carinho e amor à sua profissão o atendimento aos pedidos e exigências dos clientes. Todos os clientes ficam maravilhados em ver o MESTRE trabalhando e preparando as carnes.
Todos os outros profissionais do Montalvânia são de alto gabarito e atendem com perfeição. Nos dias de folga do Marquinhos sempre fui e sou muito bem atendido por cada um deles. Não tem errada.
É que o Marquinhos, para mim, é um profissional que ama o que faz, é o fenômeno, o craque que faz a diferença. Ainda por cima dá dicas de como fazer tal tipo de carne, dá receitas. É pescador, daqueles que não conta vantagem do tamanho do peixe, os que ele pega tem sempre metro e meio no máximo.

Olhaí a carne de sol em mantas muito bem preparadas, se quiser assar ou fritar com manteiga de garrafa é só comprar na banca em frente.

Leitão inteiro ou "esquartejado", pernil, costelinha, lombo, torresminho, do jeito que você quiser, sem gordura, magrinho. No fundo a seção de congelados.

Vai lá e comprove essa dica, o máximo que pode acontecer é você comprar vários tipos de carne de uma só vez e voltar sempre.
Pode encomendar pelo fone: 31 - 3273 1798 ou então faz o seguinte, enquanto eles preparam o seu pedido, vai para o Bar do Mercado Central e relaxe tomando uma geladinha de qualquer marca.
Fotos: Universo

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Queijin di Minas com docin di leite? Loja do Itamar

Casamento perfeito: Queijo Minas Canastra com Doce de Leite de Viçosa. Recomendamos comer de joelhos, assim você já vai pedindo perdão pela gula, não dá para comer só uma porção.
Quer saber onde encontrar os ingredientes?

No Mercado Central de Belo Horizonte ou Belô para os iniciados nas coisas das Minas Gerais, você encontra qualidade, sabores típicos, precin bão, limpeza, lojas e barracas bem cuidadas numa explosão de cores, uma variedade de produtos para atender aos mais exigentes gourmês. Muito movimento, barulho e um astral que a todos contagia. Oh! Mercado Central quem te conhece volta sempre que vem a BH.
Destaco a Loja do Itamar como um dos melhores locais para se comprar diversos tipos de queijo, doces em barra, compotas das mais variadas frutas, pastosos como a goiabada cremosa "de colher" ou a cascão e o delicioso e para mim o melhor de todos, Doce de Leite de Viçosa.

Heloisa e Jacira atendem sempre com um sorriso a todo mundo e com um já famoso "O querido(a)", mesmo que o bicho esteja pegando nos fins de semana quando o Mercado transborda de gente de todo o Brasil. Pode confiar na escolha do queijo que elas fazem, não dá errado, as sugestões de queijos e doces dão casamentos perfeitos na hora da sobremesa. Lembre-se de pedir um queijo "espancado", é que elas escolhem o queijo dando um cocões para sentir a massa.

Eu quando de bode é só ir ao mercado e ver essas figurinhas alegres, educadas, ser recebido com um "Ô QUERIDO (A)! e toma conversa alegre e fiada pra lá e pra cá, pronto, saio de lá feliz da vida com o meu queijo e doce debaixo do braço.
Elas são demais.
Esse é Rodrigo, filho do Itamar, sempre com essa cara boa, sorriso farto (mesmo quando recebe o pagamento em cartão de crédito). Pescador dos bão, não mente, para ninguém duvidar mantém uma foto sua segurando um bitelo dum peixe, só não sei se foi ele que pescou, mas tá lá na foto.

Aí está um legítimo queijin di Minas, massa branca, compacta, queijo Minas de qualidade não pode ter buracos, tem de ser bem prensado, macio e nada de acidez. Pode ser mais fresco ou mais curado. Mais curado é o melhor para se fazer o famoso Pão de Queijo. Cês precisam comer um desses com um pãozin quentin, não precisa nem de manteiga, mas se quiser, use uma de qualidade ou então uma boa lasca, puro. Se gostar, pegue um lascão e taca na frigideira e faça assado deixando ele tostar dos dois lados, fica morenin e crocante, com aquela casquinha quié uma coisa de doido e por dentro molin, cremoso... êta, nóis, como somos felizes!
Agora, num me venham com esses queijos padronizados e dentro de embalagem plástica, tem de ser o legítimo QUEIJO MINAS DA REGIÃO DA SERRA DA CANASTRA, FEITO ARTESANALMENTE OU SEJA, UM QUEIJO COM SOTAQUE E JEITO DE MINEIRO, UM QUEIJO D.O.C.
Esse morenin é o famoso doce de leite de Viçosa, cremoso, saboroso, com uma qualidade inigualável, não tem para doce de leite de nenhum outro lugar, pode ser das estranja - Argentina, Uruguai ou de dentro do Brasil. Vem recebendo premiações seguidas. É encontrado em latas de 500g.
Pó comer puro, no mínimo uma colher de sopa cheiona, com queijo Minas ou no canudinho, aí é para comer pelo menos uns oito.
Fotos: Universo

terça-feira, 5 de maio de 2009

Oração do Matuto - Fátima Irene Pinto

Foto: UNIVERSO - Igreja Santa Quitéria - Catas Altas - Minas Gerais

Ói Deus,
Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô.
Nóis pede dinhero,
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê
E se chove demais
Nóis pede pra pará
Mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amô,
Nóis pede pra casá
Pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz,
Nóis pede pra dislindá os nó
Quando as coisa cumprica
Mode a vida corrê mió.

Quano a coisa aperta nóis reza
Pedindo tudo que farta
É uma pedição sem fim
E quano as coisa dá certo,
Nóis vai na igreja mais perto
E no pé de argum santo
Que seja de devoção
Nóis deixa sempre uns merréis
E lá no cofre da frente
Nóis coloca mais uns tostão.

Mais hoje Meu Sinhô
Bateu uma coisa isquisita
E eu me puis a matutá
Nóis pede, pede e pede
Mais nóis nunca pregunta
Comé que o Sinhô tá
Se tá triste ou tá contente
Se percisa darguma coisa
Que a gente possa ajudá
E por esse esquecimentp
O sinhô tem que nos adiscurpá.

Ói Deus, nóis sempre pensa
Que o Sinhô num percisa de nada
Mas tarvez num seja assim
Tarvez o Sinhô percisa de mim
Sim, o Sinhô percisa, sim
Percisa da minha bondade
Percisa da minha alegria
Percisa da minha caridade
No trato c’os meus irmão.

Nóis semo seu espêio
Nóis semo a Sua Criação
Nóis num pode fazê feio
Nem ficá fazendo rodeio
Nem desapontá o Sinhô
Nem amargá o seu sonho
Que foi um sonho de amô
Quando essa terra todinha criô.

Ói Deus, eu prometo
Vo rezá de ôtro jeito
Vo pará com a pedição
E trocá milagre por tostão
Tarvez eu inté peça uma graça
Mas antes vo vê direitinho
O que é que andei fazendo de bão.
E se nada de bão eu encontrá
Muito vo me envergonhá
E ainda vo pedi perdão.

Gravura: Internet
Texto:Fátima Irene Pinto
Enviado pelo Adenir Balmant

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vendedor de Sonhos e seu Realejo

Vídeo: UNIVERSO

Foto: UNIVERSO

Foto: UNIVERSO

Esse vídeo e fotos foram registrados no Parque Araucano em Las Condes, Santiago do Chile. É um realejo fabricado na Alemanha e tem um som "DELICIOSO". Fiquei um bom tempo apreciando e ouvindo o realejo a tocar.

Fiz uma viagem no tempo e me recordei das poucas vezes em que tive a oportunidade de ver, ouvir e tirar a sorte. Em alguns realejos era um papagaio ou uma maritaca que retirava o papel com a frase da sorte e te entregava, em outros um mico é que tirava a sorte.

Os papéis coloridos ficavam dobrados numa caixa, ordenados por cor. O tocador do Realejo perguntava o mês de seu nascimento e ordenava ao bicho para tirar a sorte de acordo com a sua informação. O papagaio com o bico ou o mico pegava o papel na cor do seu mês e te entregava ou entregava ao tocador.

Coisa rara de se ver hoje em dia. Belos tempos, belos dias...

Vendedor de Puxa - Puxa e Pirulito

Foto: UNIVERSO
Foto:UNIVERSO
Você se lembra? Ainda hoje é baratinho,veja os preços. O bom era quando o sol estava forte e os puxa - puxas e pirulitos já começavam a derreter, chupava com papel e tudo, grudava nos dentes e as mãos ficavam um melado só.
"Mas era bão dimais da conta"...
Esse vendedor foi fotografado no Bairro do Gutierrez em Belo Horizonte - Minas Gerais.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caldo de Galo - Homenagem ao Cruzeiro

Essa receita foi "capturada" no BLOG COMES E BEBES, do MARCELO KATSUKI na folha online.
Vem a calhar não só pelo dia 23 de abril ter sido o dia de São Jorge, padroeiro do meu "CURINTHIAN", que golaços seu Ronaldo.
Também para que os cruzeirenses possam curtir o campeonato conquistado no último domingo com a tamancada de 5 a 0 no meu Galo, ou alguém ainda acha que vai dar? SNIFF, SNIFF, SNIFF...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Capa da Monografia do Adenir Balmant

Publico a capa da Monografia apresentada pelo Adenir, nela ha' fotos de times do Colégio Evangélico de 1963 e dos times formados por ex-alunos para comemorar os 55 anos do Rubens Gripp, em 1989. Rubens batia uma bola redonda.
ADENIR DE OLIVEIRA BALMANT
(Time da AECE (Associação Esportiva Colégio Evangélico) em 1963
OS ESPAÇOS DO FUTEBOL E DA CULTURA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS
(Times de Ex-alunos do Colégio Evangélico de Alto Jequitibá)
(Jogo no aniversário de Rubens Gripp em 1989)
(55 anos de futebol de Rubens Gripp)

Rio de Janeiro
2007
Monografia de conclusão de curso apresentada à Pós-graduação Latu Sensu
Educação de Jovens e Adultos:
concepções e perspectivas, da
Universidade Estácio de Sá, sob
orientação do prof. Dr. Domingos Barros
Nobre

Alto Jequitiba'


Este é o adesivo comemorativo da centésima festa de setembro, que ocorrera' entre os dias 5,6 e 7 de setembro, em Presidente Soares, a nossa querida JEQUITIBA'.
Para uns é o centena'rio do Colégio Evangélico, para outros a data é outra. Sem querer entrar no espicha encolhe do assunto, vamos todos comemorar o prazer de rever amigos e colegas da época e assunto encerrado. O que vale é a alegria. Depois se resolve o resto, combinado?
O adesivo foi enviado pelo Ma'rio Pereira, que além de ex-aluno fana'tico, é o manda - trovoada da SUSKAP a patrocinadora cultural do adesivo.
Quem quiser receber um adesivo é so' entrar em contacto com o Ma'rio, vejam os fones, e-mail no adesivo.
Desculpem-me a falta de acentos e a diferença em outros, é que estou digitando de um teclado para o mercado italiano.

sábado, 21 de março de 2009

O Clarim Colegial

Turma do Colégio Evangélico de Alto Jequitibá, o Mário Pereira e a esposa Dênia estão indo para o encontro de ex-alunos do colégio, dia 28 aí no Rio.

Ele pede que quem tiver números do jornal O CLARIM COLEGIAL e puder levar para que ele possa fazer cópias e ou receber como "presente", para que possa ter guardado em seus arquivos e manter a memória de um período de luta, embates e disseminações de ideias, em que muitos de nós participamos, Mário ficará muito feliz.

Vamos colaborar para que ele possa recompor um arquivo com todos os números possíveis de O CLARIM COLEGIAL.

Então fica assim, leve quantos números você tiver, não importa o estado de conservação.

Barquete de pimentão amarelo

Ingredientes: 1 pimentão amarelo bem quadrado, 1 tomate maduro , 2 ovos, orégano q.b., sal. q.b.(quanto baste) e azeite
Retire a pele e as sementes do tomate, corte o tomate ao meio e pique, faça duas porções e reserve



Corte ao meio o pimentão e com uma faca pequena e fina, retire as sementes e as partes brancas




Salpique com um pitada de sal e corra um fio de azeite por dentro espalhando o azeite
Leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 20 minutos, cuide para que não queime.
Faltando uns 3 minutos para retirar o pimentão do forno, coloque numa frigideira um pouco de azeite, o tomate picado. Dê uma salteada de 2 minutos. Acrescente uma pitada de sal e o orégano. Retire do fogo

Retire o pimentão do forno e coloque dentro de cada metade, uma porção de tomate salteado e por cima 1 ovo.
Coloque uma pitadinha de sal e um pequeno pedaço de manteiga sobre a gema


Volte novamente ao forno o pimentão já montado, deixe assar até que a clara do ovo comece a ficar opaca. Retire e sirva imediatamente como entrada, se desejar pode acompanhar uma porção de arroz branco. Fica muito bem acompanhado, também, com fatias de pão italiano para aproveitar o pouco de caldo que forma do tomate, azeite e a gema

Dicas: pode-se usar pimentão vermelho, eu prefiro o amarelo. Serve duas pessoas.
Fotos: Universo



sexta-feira, 20 de março de 2009

"Deliverance" - Amargo Pesadelo - Duelo de banjo



http://www.youtube.com/watch?v=V2VsFe9zYjc

Você pode clicar no título em vermelho, no vídeo ou no link acima para assistir esta cena antológica e ouvir o duelo de banjos.

Duelin' Banjo, faixa 10 do lado 2 do LP (para quem não conheceu LP é a abreviação de Long Play, disco "bolacha preta"), Deliverance II - Dueling Banjos, gravado em 1979 com a participação de Eric Weissberg, Marshall Brickman, The Dillards, Tom Paley e Art Rosenbaum. A faixa Duelin' Banjo foi arranjada e adaptada por The Dillards.

O filme Amargo Pesadelo de 1972, teve a direção de John Boorman e roteiro de James Dickey, com Burt Reynolds, Jon Voight, Ned Beatty, Ronny Cox e Billy Redden,que sola o banjo.

Essa música lembra o fusquinha bege de meu cunhado, Walder, chegando ao sítio do pai, entre Pará de Minas e Pitangui, na região do Carioca. Sabiamos da chegada dele pela poeira e pela altura em que Duelin' Banjo vinha tocando, porque o fusquinha bege não dava para enxergar.

Como diz o Walder, tempo bão, sô, tempo feliz, só alegria.

Vídeo enviado pelo Walder, meu cunhadinho, pena que é cruzeirense... Informações: Capa do LP

Something - Paul, Ringo e Eric Clapton e outros "cobras"

Paul McCartney toca um cavaquinho (? a interrogação é minha), acompanhado de Eric Clapton, Ringo Starr e um time da pesada... A música SOMETHING é do genial LP ABBEY ROAD de 1969. O penúltimo dos Beatles!

Vídeo do YouTube enviado pelo Adenir Flumineiro Balmant, texto ídem.

terça-feira, 17 de março de 2009

Oscar Wilde

Oscar Fingal O'Flahetie Wills Wilde

Nasceu na Irlanda, Dublin em 16 de outubro de 1854 e morreu em Paris, de meningite, em 30 de novembro de 1900
Criador do movimento esteticismo ou dandismo, que defendia, a partir de fundamentos históricos, o belo como antídoto para os horrores da sociedade industrial.
Era um dandi e tinha atitudes extravagantes e uma vida social bastante agitada. Foi casado e teve dois filhos. Escreveu poemas, contos infantis, novelas, dramas e comédias para teatro, que são hoje, clássicos da dramaturgia britânica.
Escreveu um único romance, O retrato de Dorian Gray, que trata da arte, manipulações humanas e vaidade, é considerado por muitos como sendo a sua maior obra-prima.

"Escolho os meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas
pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri comigo não sabe sofrer comigo.
Meus amigos são todos assim: metade graça, metade sinceridade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem sou.
Pois os vendo loucos e santos, loucos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que 'normalidade' é ilusão imbecil e estéril".

OSCAR WILDE

Textos e foto: Wikipédia, Wal e Mitsi

A Hora do Leão

Foto: UNIVERSO
LEÃO BOM DE BOLA - SANTIAGO - CHILE
Ao Diretor do Imposto de Renda, de Paulo Mendes Campos.
Ilmo. Sr. Diretor do Imposto de Renda.

Antes de tudo devo declarar que já estou, parceladamente, à venda.
Não sou rico nem pobre, como o Brasil, que também precisa de boa parte do meu dinheirinho.
Pago imposto de renda na fonte e no pelourinho.
Marchei em colégio interno durante seis anos mas nunca cheguei ao fim de nada, a não ser dos meus enganos.
Fui caixeiro. Fui redator. Fui bibliotecário.
Fui roteirista e vilão de cinema. Fui pegador de operário.
Já estive, sem diagnóstico, bem doente.

Fui acabando confuso e autocomplacente.
Deixei o futebol por causa do joelho.
Viver foi virando dever e entrei aos poucos no vermelho.
No Rio, que eu amava, o saldo devedor já há algum tempo que supera o saldo do meu amor.
Não posso beber tanto quanto mereço, pela fadiga do fígado e a contusão do preço.
Sou órfão de mãe excelente.
Outras doces amigas morreram de repente.
Não sei cantar. Não sei dançar.
A morte há de me dar o que fazer até chegar.
Uma vez quis viver em Paris até o fim, mas não sei grego nem latim.
Acho que devia ter estudado anatomia patológica ou pelo menos anatomia filológica.
Escrevo aos trancos e sem querer e há contudo orgulhos humilhantes no meu ser.
Será do avesso dos meus traços que faço o meu retrato?
Sou um insensato a buscar o concreto no abstrato.
Minha cosmovisão é míope, baça, impura, mas nada odiei, a não ser a injustiça e a impostura.
Não bebi os vinhos crespos que desejara, não me deitei sobre os sossegos verdes que acalentara.
Sou um narciso malcontente da minha imagem e jamais deixei de saber que vou de torna-viagem.
Não acredito nos relógios… the pule cast of throught… sou o que não sou (all that I am I am not).
Podia ter sido talvez um bom corredor de distância: correr até morrer era a euforia da minha infância.
O medo do inferno torceu as raízes gregas do meu psiquismo e só vi que as mãos prolongam a cabeça quando me perdera no egotismo.
Não creio contudo em myself.
Nem creio mais que possa revelar-me em other self.
Não soube buscar (em que céu?) o peso leve dos anjos e da divina medida.
Sou o próprio síndico de minha massa falida.
Não amei com suficiência o espaço e a cor.
Comi muita terra antes de abrir-me à flor.
Gosto dos peixes da Noruega, do caviar russo, das uvas de outra terra; meus amores pela minha são legião, mas vivem em guerra.
Fatigante é o ofício para quem oscila entre ferir e remir.
A onça montou em mim sem dizer aonde queria ir.
A burocracia e o barulho do mercado me exasperam num instante.
Decerto sou crucificado por ter amado mal meu semelhante.
Algum deus em mim persiste
mas não soube decidir entre a lua que vemos e a lua que existe.
Lobisomem, sou arrogante às sextas-feiras, menos quando é lua cheia.
Persistirá talvez também, ao rumor da tormenta, algum canto da sereia.
Deixei de subir ao que me faz falta, mas não por virtude: meu ouvido é fino e dói à menor mudança de altitude.
Não sei muito dos modernos e tenho receios da caverna de Platão: vivo num mundo de mentiras captadas pela minha televisão.
Jamais compreendi os estatutos da mente.
O mundo não é divertido, afortunadamente.
E mesmo o desengano talvez seja um engano.

Luiz Edmundo Germano Alvarenga - BLOG DO ALVARENGA

segunda-feira, 16 de março de 2009

Eulaema atleticana

Agora além do galo como símbolo, temos a laboriosa abelha Eulaema atleticana, sorry periferia.
Uma rara espécie de abelha, que vive na Mata Atlântica brasileira, foi descoberta pelo biólogo e fanático torcedor do Atlético-MG André Nemésio, pós-doutorando na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Trata-se de um inseto negro, com o abdome listrado em amarelo claro e recebe o nome de Eulaema atleticana, em homenagem ao clube mineiro. Pelas regras científicas, que são internacionais, o nome passa a valer quando publicado em revista especializada. Segundo o biólogo, o periódico Zootaxa, da Nova Zelândia, deve registrar a nova espécie em sua edição nesta terça-feira (17). Na descrição oficial da abelha, o autor explica aos cientistas de todo o mundo a origem do batismo (Foto: Divulgação/UFMG)
Notícia G1

Tonico & Tinoco Tristeza do Jeca

Para ouvir a música Tristeza do Jeca clique no título acima em vermelho.
Caipira Picando Fumo - 1893 - Almeida Jr. - Pinacoteca do Estado - SP
A música Tristeza do Jeca foi votada e escolhida como a melhor música caipira de todos os tempos, 90 anos após seu lançamento.
Tristeza do Jeca foi inspirada no livro Jeca Tatu de Monteiro Lobato, lançado no memso ano. Foi tocada e cantada pela primeira vez no dia 24 de maio de 1918 pelo seu compositor Angelino de Oliveira.
Angelino foi escrivão de polícia, vendia imóveis, dentista e liderava o Trio Viguipi.
Tristeza do Jeca foi gravada por dezenas de artistas, mas a gravação feita por Tonico e Tinoco foi a mais votada na escolha da melhor música sertaneja de todos os tempos.

Tonico e Tinoco - 1945
A carreira musical dos irmãos Tonico (João Salvador Perez - São Manuel-SP, em 2 de março de 1917) e Tinoco (José Perez, - nascido em uma fazenda de Botucatu - SP, que hoje pertence ao município de Pratânia, em 19 de novembro de 1920) se iniciou na década de 1930, ainda adolescentes. Seu primeiro disco foi gravado em 1944, com o cateretê "Em Vez de Agradecer" (Furtado/J. Martins/Aimoré).
Algumas das canções mais populares da dupla são "Chico Mineiro" (Francisco Ribeiro e Tonico), "Chalana" (Mario Zan/Arlindo Pinto), "Moreninha Linda" (Tonico/Priminho/Maninho), "Mourão da Porteira" (Raul Torres/João Pacífico), "Tristeza do Jeca" (Angelino de Oliveira), "Boiada Cuiabana" (Raul Torres) e "Canta Moçada" (Tonico/Nhô Fio).
Tonico morreu em 1994. Tinoco prossegue em seu trabalho, agora ao lado de seu filho Tinoquinho. Tinoco completou 70 anos de carreira em 2006.

Vídeo, fotos e dados: YouTube, Wikipédia e http://www.widesoft.com.br/

Brasileiro Profissão Esperança

José Régio - José Maria dos Reis Pereira - Vila do Conde - Portugal (1901 - 1969)

Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

Texto, fotos: Wikipédia, Universo,

domingo, 15 de março de 2009

Mais notícias e ecos do Colégio Evangélico de Alto jequitibá

Para relembrar, foto tirada em Brasilia - 1964, nela estão: Turista, Lourenço, Aylê, Mário Pereira, Amilcar Ziller, não sei o nome, quem souber favor informar e Jessé (também não conto o apelido, vai brigar comigo). Naquela época os ex-alunos já procuravam se rever e manter os laços fraternos e fortes que nos ligaram em jequitibá.
Aqui temos o Sr. Amilcar Ziller, pai do Anibal e Amilcar Ziller, não vou contar os apelidos, prefiro manter a amizade, fazendo uma "preleção" para os ajuizados da turma de Belo Horizonte. Os nomes estão na foto, essa é uma das raras fotos que tenho de minha passagem por Jequitibá a "Cidade sem pecado".
Abaixo fotos do encontro de ex-alunos em Belo Horizonte. O Luiz Antonio está coordenando e realizando visitas a cidades para encontrar e reunir ex-alunos visando manter acesa a chama e motivar a todos a comparecerem em Presidente soares - JEQUITIBÁ nas comemorações do 7 de setembro. Nessa data deverão ocorrer eventos para comemoração do centenário da fundação do Colégio Evangélico.




Na foto acima estão o Mário Pereira, não adianta insistirem, não vou contar o apelido que ele tinha no colégio e a Dênia, esposa do Mário e minha comadre. Grandes entusiastas dos encontros de ex-alunos em Jequitibá ou onde for.
ÚLTIMAS MENSAGENS COM INFORMAÇÕES SOBRE OS ENCONTROS REALIZADOS EM BRASILIA, BELO HORIZONTE E OS QUE SE REALIZARÃO NO RIO, DIA 28 DE MARÇO E NO DIA 7 DE SETEMBRO EM JEQUITIBÁ:

ESTAMOS SABENDO QUE A MOLECADA DE VITÓRIA E. S. VIRÁ
AO ENCONTRO DO DIA 28 / 03 NO RESTAURANTE QUINTA DA BOA VISTA
AS 13.00 HRS,VCS VÃO INVADIR A QUINTA,,,,,,TOMARA.
MANDE NOTÍCIAS TARZÃ;;;;;;;;;;;;;;
ABRAÇOS
HELIO ZEITUNE
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Olá parceiro, boa tarde!
Estamos trabalhando - fomos à Brasilia, onde encontramos o Aylê, Gideon, Emilio Marrara, Paulo Teixeira e Arnaldo. Estivemos em BH e encontramos: Godoy, Roney Oliveira, Marcius José, Elpidio (boiadeiro), Vera/Célia Bretas, Carlos Magno, Porfirio, Mário/Dênia Pereira, Juarez Távora (bode). Estou anexando as fotos. Estou trabalhando com a relação de nomes do livro do RATINHO e já levantei muitos endereços. Arnaldo telefonou-me que estaria no Rio, esta semana. Estarei aí para o encontro, se Deus quizer!
Forte abraço - Luiz Antônio -(TARZAN)
O bicho vai pegar !!!